Arquivo para a Categoria ‘Cinebiografia’

Uma Razão Para Viver | Crítica | Breathe, 2017, Reino Unido-EUA

Uma Razão Para Viver é um daqueles filmes inspiradores que te deixam mais leve depois da sessão.

Uma Razão Para Viver | Crítica

Elenco: Andrew Garfield, Claire Foy, Tom Hollander, Hugh Bonneville, Dean-Charles Chapman, Ed Speleers | Roteiro: William Nicholson (Evereste) | Direção: Andy Serkis | Duração: 117 minutos

Nem todos os filmes precisam ser profundos em sentido; alguns bastam ser inspiradores e nos fazer sentir bem depois da sessão. Uma Razão Para Viver pode se tornar uma lição para alguns ou uma reafirmação da beleza da vida para outros. É possível fazer um paralelo com a doença que acomete o protagonista com um dos grandes males modernos: assim como a depressão, a pólio não pode ser simplesmente curada por força de vontade e apesar do roteiro ter o seu protagonista, é no desenvolvimento dele com as pessoas que ele ama que o fazem se sustentar e continuar na jornada da vida apesar dos pesares. Basicamente, esse é um filme do triunfo do amor e como ele é necessário para quem aqueles que não conseguem ir para frente sozinhos precisam de alguém que esteja do lado deles.

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Feito na América | Crítica | American Made, 2017, EUA

Doug Liman usa de piadas para falar de um assunto sério Feito na América e desse jeito serve tanto de veículo quanto de crítica.

Feito na América (American Made) | Review

Elenco: Tom Cruise, Sarah Wright, Domhnall Gleeson, Caleb Landry Jones, Alejandro Edda, Mauricio Mejía | Roteiro: Gary Spinelli | Direção: Doug Liman (No Limite do Amanhã) | Duração: 115 minutos

A abordagem cômica – e que funciona demais – em Feito na América é eficaz por dois motivos. Primeiro, porque é mais fácil abordar um assunto sério fazendo piada dele. Segundo, porque expõem a grande piada da Guerra às Drogas que acontece desde a década de 1970. De maneira despojada, mas sem esquecer do conteúdo, Liman conta os detalhes de uma história suja que não sai do lugar há quatro décadas, mostrando como tudo é uma questão de como você vende a sua imagem e de como fins tentam justificar os meios. O que também é uma grande piada – a não ser que você faça isso pelos mocinhos.

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Lion: Uma Jornada para Casa | Crítica | Lion, 2016, EUA

Com personagens carismáticos, Lion: Uma Jornada para Casa emociona e é um apelo dos invisíveis à sociedade.

Lion: Uma Jornada para Casa (Lion, 2016)

Elenco: Dev Patel, Rooney Mara, David Wenham, Nicole Kidman, Abhishek Bharate, Divian Ladwa, Sunny Pawar | Roteiro: Luke Davies | Baseado em: A Long Way Home (Saroo Brierley, Larry Buttrose) | Direção: Garth Davis | Duração: 118 minutos

A insensibilidade não é nada fora da nossa realidade e ela se manifesta naqueles que se tornam invisível seja pela correria da vida moderna ou pela nossa própria decisão de fingir não os ver. Lion: Uma Jornada para Casa, além da óbvia mensagem de superação, é também uma voz dessas crianças que, por um motivo outro, ficaram à margem da sociedade. Mesmo que possamos ver o diretor puxando seus fios e de certa maneira manipulando a audiência não há nada de errado nisso, pois Davis nos leva a um caminho que podemos até não querer, mas que durante duas horas seremos obrigados a encarar.

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Jackie | Crítica | Jackie, 2016, EUA

Jackie é uma viagem nostálgica a um tempo onde as coisas pareciam mais simples, algo quebrado pela dura realidade.

Jackie (2016)

Elenco: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Billy Crudup, John Hurt | Roteiro: Noah Oppenheim | Direção: Pablo Larraín (Neruda) | Duração: 99 minutos

O cinema tem uma função interessante ao marcar o que se passa na sociedade de maneira mais abrangente que outras artes. E se estamos numa era nostálgica é normal buscarmos exemplos de uma época melhor – mesmo que isso seja um ponto de vista. A relevância de falar de Jackie hoje é esse olhar para trás, algo quase mítico sobre alguém que por algum tempo viveu um conto de fadas. Considerando a visão polarizada presente não só nos EUA, revisitar alguém que parecia unanimidade, apesar de seus defeitos, pode ser reconfortante. E ao escolher o ponto de vista da esposa daquele que um dia foi o homem mais poderoso do planeta, Larraín narra a história de um ponto de vista mais humano.

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Estrelas Além do Tempo | Crítica | Hidden Figures, 2016, EUA

Estrelas Além do Tempo é um tributo tardio às grandes figuras que foram escondidas por tempo demais e pelos motivos errados.

Estrelas Além do Tempo (2016)

 

Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons | Roteiro: Theodore Melfi, Allison Schroeder | Baseado em: Hidden Figures (Margot Lee Shetterly) | Direção: Theodore Melfi (Um Santo Vizinho) | Duração: 127 minutos

A nossa sociedade tem um grande débito com os negros e com as mulheres e Estrelas Além do Tempo é uma produção que serve de tributo, ainda que estejamos distante de pagá-los propriamente. Ao mostrar que a luta pela igualdade vem de longe e que desde então já existia gente capacitada que poderia vir de qualquer parte da sociedade, a história real reforça a questão da oportunidade e quebra estereótipos do negro e da mulher que eram colocados em segundo plano por nada menos que preconceito. Servindo também de inspiração para uma nova geração que agora, por um meio de comunicação de massa, pode conhecer melhor o próprio passado e até ensinar quem é mais reticente em aceitar o óbvio: tudo é uma questão de dar oportunidade.

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Sully: O Herói do Rio Hudson | Crítica | Sully, 2016, EUA

Sully: O Herói do Rio Hudson é mais uma produção ufanista de Clint Eastwood e com alguns pontos positivos.

Sully: O Herói do Rio Hudson (2016)

Elenco: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney | Roteiro: Todd Komarnicki | Baseado em: Highest Duty: My Search for What Really Matters (de Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow) | Direção: Clint Eastwood (Sniper Americano)

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Clint Eastwood dirige mais um filme de Clint Eastwood. A redundância não é exagerada pois Sully: O Herói do Rio Hudson é feito por um estadunidense para os estadunidenses – o que em si não é um problema. A questão é que o diretor não se decide se quer fazer um filme narrativo ou um documentário. Se não fosse essa aura que envolve o filme e outras escolhas de montagem que não permitem que a história vá para frente, a produção se sairia melhor. Por outro lado, é uma homenagem às pessoas que manejam pequenos ou grandes atos no seu dia-a-dia e às diferenças que elas fazem nas vidas das pessoas à sua volta.

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Rainha de Katwe | Crítica | Queen of Katwe, 2016, EUA

Rainha de Katwe é uma contagiante história de superação e uma importante produção para a representatividade negra e feminina.

Rainha de Katwe (2016)

Elenco: David Oyelowo, Lupita Nyong’o, Madina Nalwanga | Roteiro: William Wheeler | Baseado em: The Queen of Katwe: A Story of Life, Chess, and One Extraordinary Girl’s Dream of Becoming a Grandmaster (Tim Crothers) | Direção: Mira Nair

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Há uma alegria contagiante em Rainha de Katwe. Ao invés de se perder no melodrama, a diretora Mira Nair prefere contar a força de um povo num filme onde a crítica social anda de mãos dadas com o entretenimento do cinema. As cenas que se passam na favela de Katwe são duras e muitas vezes tristes, mas o lugar não é usado como muleta narrativa. Os acontecimentos dali tem a função de nos tirarem do lugar de conforto, uma realidade que a maioria de nós não vive. O cinema torna-se então uma plataforma para uma cultura pouco explorada em produções ocidentais, quebrando paradigmas hollywoodianos com um elenco majoritariamente negro e com uma mulher na direção para sair do marasmo tão conhecido por nós.

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Elis | Crítica | 2016, Brasil

Elis é uma cinebiografia que homenageia uma das maiores vozes da MPB sem esconder seus defeitos.

Elis (2016)

Elenco: Andréia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler, Lucio Mauro Filho, Julio Andrade, Zécarlos Machado, Rodrigo Pandolfo, Icaro Silva, César Troncoso, Isabel Wilker, Bruce Gomlevsky | Roteiro: Luiz Bolognesi, Vera Egito, Hugo Prata | Direção: Hugo Prata

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Quantos menos adjetivos para descrever uma obra, melhor. Então é mais que justo dizer que Elis é um grito. Hugo Prata grita Elis em todos os cantos do seu filme, tão forte quanto a voz característica da musa da Música Popular Brasileira. O filme é uma ode de paixão à uma cantora que foi querida por tantos, mas sem deixar de lado as imperfeições de seus rastros na sua curta passagem de trinta e seis anos nesse planeta. É uma daquelas obras pensadas tanto para apresentar detalhes da vida para aqueles que não a conheciam bem e para quem já é fã da artista.

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Snowden: Herói ou Traidor | Crítica | Snowden, 2016, EUA

Snowden: Herói ou Traidor (2016)

Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo, Tom Wilkinson, Zachary Quinto, Rhys Ifans, Nicolas Cage | Roteiro: Oliver Stone, Kieran Fitzgerald | Baseado em: The Snowden Files (Luke Harding) e Time of the Octopus (Anatoly Kucherena) | Direção: Oliver Stone (Selvagens)

 

Em Snowden: Herói ou Traidor deixa a sutileza de lado para se posicionar sobre a figura de um dos homens mais controversos da América.

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Falta sutileza no trabalho de Oliver Stone, mas ele sempre foi assim. Para o diretor Snowden: Herói ou Traidor representa o tempo que vivemos, e que mais trabalhos assim são necessários. A cinebiografia é a admiração de Stone à controversa figura e o posicionamento do diretor sobre a política de seu país, sem se preocupar em poupar lados, assim como seu protagonista, desagradando tanto Democratas quanto Republicanos. O nova-iorquino está numa missão de mostrar as coisas que acreditam ser o mal do país, representado por líderes, agências obscuras e a própria inanição de seus compatriotas. Se parecer um exagero Stone ser tão direto nas suas obras é porque ele crê que o momento pede um tratamento de choque, levado por meio da sétima arte.

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Pequeno Segredo | Crítica | Brasil, 2016

Pequeno Segredo apela para um desnecessário melodrama, além de ser extremamente desonesto com o espectador.

Pequeno Segredo (2016)

Elenco: Julia Lemmertz, Maria Flor, Fionnula Flanagan, Erroll Shand, Marcello Antony, Mariana Goulart | Roteiro: Marcos Bernstein | Baseado em: Pequeno Segredo: A lição de vida de Kat para a Família Schurmann (Heloísa Schurmann) | Direção: David Schurmann

5/10 - "tem um Tigre no cinema"É bem evidente que David Schurmann abriu seu coração e o derramou nas páginas do roteiro de Pequeno Segredo. Porém, uma história deve ser emocionante por si só e Schurmann, na função de diretor, força o melodrama, um dos grandes defeitos da produção. Para nos fazer chorar, o cineasta velejador usa de artifícios como a música exageradamente dramática a cada momento trágico da história e essa não é a única desonestidade da narrativa. Sem sombra de dúvidas, foram anos que deixaram uma marca indelével nos Schurmann, e contá-la lhes pareceu importante. Só não precisava ser forçado para a audiência da maneira que foi.

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Florence: Quem é Essa Mulher? | Crítica | Florence Foster Jenkins, 2016, Reino Unido – França

Florence: Quem é Essa Mulher? fala sobre a realização de sonhos e é uma belo filme que eleva o espírito de quem assiste.

Florence: Quem é Essa Mulher? (2016)

Com Meryl Streep, Hugh Grant, Simon Helberg, Nina Arianda e Rebecca Ferguson. Roteirizado por Nicholas Martin. Dirigido por Stephen Frears (Philomena).

Florence: Quem é Essa Mulher? fala sobre a realização de sonhos e é uma belo filme que eleva o espírito de quem assiste.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"O showbiz sempre foi uma bajulação, e Florence: Quem é Essa Mulher? também mostra essa pintura. Mas essa é apenas um parte do retrato dessa socialite que não era só apaixonada pela música, mas vivia por ela. A nova produção de Stephen Frears é um retrato sensível e belo de uma pessoa que cantava com o coração, ainda que suas cordas vocais não refletissem tanto amor. O diretor consegue prever a reação da plateia nos momentos de comédia, ora rindo com ela e ora a criticando. Quase como um conto de fadas, a história da pior cantora lírica do mundo fala também sobre superação e como podemos encontrar belezas nos lugares mais improváveis.

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Voando Alto | Crítica | Eddie the Eagle (2016) EUA

Voando Alto (2016)
Com Taron Egerton, Hugh Jackman, Christopher Walken, Jim Broadbent. Roteirizado por Sean Macaulay e Simon Kelton. Dirigido por Dexter Fletcher.

Apesar dos clichês, a aventura Voando Alto é inspiradora e muito divertida.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Às vezes, os elementos mais comuns são os que bastam. Voando Alto tem inúmeras situações que já vimos em outras produções, com clichês indo desde a história inspiradora, superação, o mestre que não parece ser à primeira vista, a luta de classes sociais e alguns exageros na atuação da dupla de protagonistas. Em compensação, é um filme leve e divertido, extremamente bem montado e dirigido e conta com uma contagiante trilha sonora. Gostar ou não da história é uma questão subjetiva e devemos ir além, e entender o porquê de funcionar ou não. Para muitos, será suficiente torcer por alguém com um perfil comum e de fácil identificação. Para os outros, fica a sensação da diversão descompromissada.

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No Coração do Mar | Crítica | In the Heart of the Sea (2015) EUA

No Coração do Mar (In the Heart of the Sea), 2015

Com Chris Hemsworth, Benjamin Walker, Cillian Murphy, Tom Holland, Ben Whishaw, Brendan Gleeson. Argumento de Charles Leavitt, Rick Jaffa, Amanda Silver. Roteirizado por Charles Leavitt, baseado na obra de Nathaniel Philbrick. Dirigido por Ron Howard (Rush: No Limite da Emoção).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma história com um personagem tão grandioso parece ter sido feita para ser apresentado na tela do cinema. No Coração do Mar é uma produção visualmente arrebatadora, assim como o seu design de som e tantos outros elementos como a fotografia e o design de produção. A base para a história de Moby Dick é de uma época nefasta, que dava glórias em caçar esses seres tão belos. Na narrativa, Ron Howard conta aventuras, soberbas, desesperos e redenções, pintando a tela do cinema como uma pintura bucólica e triste na maior parte do tempo. Se era melhor contar o mito à realidade, como diz o ditado popular, fica a cargo do espectador. Agora, por causa da popularidade do cinema, podemos ter os dois.

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Aliança do Crime | Crítica | Black Mass (2015) EUA

Black Mass, 2015

Com Johnny Depp, Joel Edgerton, Benedict Cumberbatch, Dakota Johnson, Kevin Bacon, Peter Sarsgaard e Jesse Plemons. Roteirizado por Mark Mallouk e Jez Butterworth, baseado no livro de Dick Lehr e Gerard O’Neill. Dirigido por Scott Cooper (Coração Louco).

8/10 - "tem um Tigre no cinema"O clima de Aliança do Crime já foi visitado antes. Você perceberá em alguns momentos inspirações – até mesmo homenagens – de filmes de gangster da década retrasada e além. Isso não quer dizer, porém, que o filme não tenha seu próprio brilho. A biografia de um personagem inteligente e desconhecido pelo público brasileiro tem um Johnny Depp fugindo daqueles personagens extremamente caricatos, uma persona raramente encarnada por ele recentemente. O ator ainda trabalha por baixo de muita maquiagem, é verdade, mas está longe de ser limitado por ela. Scoot Cooper mostra o lado sujo e a podridão dos poderes estabelecidos numa narrativa muitas vezes tensa e ameaçadora, onde não sabemos de onde vem o tiro.

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Os 33 | Crítica | Los 33, 2015, Chile/Colômbia

Los 33, 2015

Com Antonio Banderas, Rodrigo Santoro, Juliette Binoche, James Brolin, Lou Diamond Phillips e Gabriel Byrne. Roteirizado por Mikko Alanne, Craig Borten e Michael Thomas. Baseado no livro de Héctor Tobar. Dirigido por Patricia Riggen.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Algumas histórias parecem fantásticas demais para serem verdadeiras. Em Os 33 a diretora Patricia Riggen abriu mão da língua materna para tocar mais pessoas sobre a impressionante história dos mineradores chilenos que esperaram serem resgatados por mais de dois meses. Essa decisão traz alguns estranhamentos, como a questão dos sotaques, mas que mercadologicamente faz sentido. Posta essa decisão de lado há muitos momentos interessantes no filme, passando pela atuação, fotografia e o estilo da diretora em alternar planos abertos e outros mais fechados. Com momentos emocionantes e apesar de arrastar um pouco além do necessário a narrativa, o filme é uma ode à resistência e à esperança.

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Jogada de Mestre | Crítica | Kidnapping Freddy Heineken, 2015, Reino Unido-Holanda

Kidnapping Freddy Heineken, 2015

Com Anthony Hopkins, Sam Worthington, Jim Sturgess, Ryan Kwanten, Jemima West, Thomas Cocquerel e Mark van Eeuwen. Roteirizado por William Brookfield, baseado no livro de Peter R. de Vries. Dirigido por Daniel Alfredson (A Menina Que Brincava Com Fogo).

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Considerando que a indústria cinematográfica lança centenas de filmes no ano, e nem estou falando apenas de Hollywood, é mais do que comum nos depararmos com produções com um elenco de peso, mas que cairão no esquecimento rapidamente. Jogada de Mestre é um belo exemplo disso: traz um ator veterano, outro que fez um sucesso monstruoso no começo da década passada e que caiu no ostracismo, e um bom diretor que está fora do eixo das megaproduções, mas que não consegue passar do comum. Ao se estudar no futuro o ano de 2015, olharemos para trás só pra constar que esse é um ano com muitos desses exemplos esquecíveis.

Sinopse oficial

“Um grupo de sequestradores bola o seu plano mais ambicioso: sequestrar Freddy Heineken, empresário bilionário do ramo de cervejas. O filme acompanha passo a passo do incidente, desde a primeira ideia até o cativeiro, e finalmente à derrota dos sequestradores. A história, baseada em fatos, resultou no maior valor já pago pelo resgate de uma única pessoa.”

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Selma: Uma Luta Pela Igualdade | Crítica | Selma, 2014, EUA

Selma, 2014

Com David Oyelowo, Tom Wilkinson, Carmen Ejogo, Andre Holland, Tessa Thompson, Giovanni Ribisi, Lorraine Toussaint, Stephan James, Wendell Pierce, Common, Alessandro Nivola, Keith Stanfield, Cuba Gooding Jr., Dylan Baker e Tim Roth. Roteirizado por Ava DuVernay e Paul Webb. Dirigido por Ava DuVernay.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"É absurdo lembrar que os casos descritos em Selma: Uma Luta Pela Igualdade estão apenas meio século atrás de nós. Ao contar uma parte horrível da história americana, a diretora Ava DuVernay faz uma reflexão necessária de um povo que, por muito tempo, colocou de lado e marginalizou grande parte de sua população, mesmo anos depois do fim da escravidão. Esse é um tema histórico, mas que nada tem de antigo e que faz um triste paralelo com outros eventos hoje, e mancha a face da nação mais poderosa do mundo.

Sinopse oficial

Selma: Uma Luta Pela Igualdade é a história da luta histórica Dr Martin Luther King Jr (Oyelowo) para garantir o direito de voto para os afro-americanos – uma campanha perigosa e assustadora, que culminou com a marcha épica de Selma a Montgomery que galvanizou a opinião pública norte-americana e convenceu o presidente Johnson (Wilkinson) a introduzir a Lei dos Direitos de Voto em 1965.

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O Jogo da Imitação | Crítica | The Imitation Game, 2014, EUA-Reino Unido

The Imitation Game, 2014

Com Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, Rory Kinnear, Charles Dance e Mark Strong. Roteirizado por Graham Moore, baseado no livro de Andrew Hodges. Dirigido por Morten Tyldum.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"É para dar uma luz aos detalhes da guerra, fugindo de tiros e explosões, que servem filmes como O Jogo da Imitação. Ao contar as minúcias por detrás de grandes eventos, desvendamos mistérios e entendemos com as peças de jogo complexo se movem por trás da cortina. Além disso, é uma homenagem justa a um gênio, uma retratação necessária e um retrato da natureza humana.

Sinopse oficial

O Jogo da Imitação conta os períodos mais importantes da vida de Alan Turing (Cumberbatch), desde os infelizes anos da adolescência no internato, passando pelo triunfo secreto de sua equipe durante a guerra até a tragédia de sua morte prematura no período pós-guerra, quando foi condenado por ser homossexual e obrigado a tomar injeções de hormônio para não ser preso. Turing inventou a técnica eletromecânica que permitiu a quebra de cerca de 3.000 mensagens de códigos secretos gerados pela máquina alemã Enigma, possibilitou o fim da Segunda Guerra Mundial e deu os primeiros fundamentos para a criação do computador.”

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