Arquivo para a Categoria ‘Ação’

Em Ritmo de Fuga | Crítica | Baby Driver, 2017, EUA

Em Ritmo de Fuga é o filme mais maduro de Edgar Wright e ainda equilibra ação, drama e comédia.

Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) | Crítica

Elenco: Ansel Elgort, Kevin Spacey, Lily James, Eiza González, Jon Hamm, Jamie Foxx, Jon Bernthal, Flea, Sky Ferreira | Roteiro e direção: Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo) | Duração: 113 minutos

A palavra que mais ecoava na mente depois da sessão de Em Ritmo de Fuga era sincronia. Logo ao lado, maturidade. E, só para entrar numa explicação mais simples e de adjetivos, cool. São três palavras que remetem ao cuidado do filme, à evolução cinematográfica alcançada por Edgar Wright e o espírito da produção. Inspirado por outros clássicos de perseguição e roubos, e quem viu muitos desses filmes percebe as homenagens, o diretor traz um filme que coloca de pé a audiência ao equilibrar ação, drama e comédia – encontrando até mesmo espaço para breves momentos doces –, mesmo que em algumas partes a trama seja um tanto óbvia.

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Transformers: O Último Cavaleiro | Crítica | Transformers: The Last Knight, EUA, 2017

Assim como todas as sequências do primeiro filme, Transformers: O Último Cavaleiro reescreve, de novo, a história dos robôs gigantes na Terra.

Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight, 2017) Crítica

Elenco: Mark Wahlberg, Stanley Tucci, Isabela Moner, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, John Turturro, Laura Haddock, Anthony Hopkins, Santiago Cabrera, Liam Garrigan, Jerrod Carmichael, Mitch Pileggi, Omar Sy, Erik Aadahl | Roteiro: Art Marcum, Matt Holloway, Ken Nolan | Argumento: Akiva Goldsman, Art Marcum, Matt Holloway, Ken Nolan | Direção: Michael Bay (13 Horas) | Duração: 149 minutos | 3D: Irrelevante

Se Michael Bay prefere fazer um filme igual ao outro, também é aceitável começar essa crítica como foi a anterior. Transformers: O Último Cavaleiro é mais um Michael Bay cheio de explosões, roteiros confusos e uma qualidade técnica impecável. E agora com a presença de um dragão robô de três cabeças. Mesmo que seja um contrassenso pedir coerência numa produção maluca onde robôs gigantes conseguem se diminuir em carros, já estava bem claro que a franquia precisava de um descanso desde a produção lançada em 2014. Provavelmente Bay achou que precisava contar tudo de uma vez por causa desse hiato de três anos, transformando seu filme num passeio de montanha russa sem fim. Leia mais

Homem-Aranha: De Volta Ao Lar | Crítica | Spider-Man: Homecoming, 2017, EUA

Homem-Aranha: De Volta ao Lar é o filme mais divertido do Universo Cinemático Marvel e a segunda melhor adaptação do amigão da vizinhança. 

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) Crítica

Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Jon Favreau, Zendaya, Donald Glover, Tyne Daly, Marisa Tomei, Robert Downey Jr. | Roteiro: Jonathan Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna, Erik Sommers | Direção: Jon Watts (Clown) | Duração: 133 minutes | Cena Extra

O melhor jeito de definir o novo filme do cabeça-de-teia vem do seu subtítulo. Homem-Aranha: De Volta Ao Lar é tão reconfortante quanto estar de volta para o lugar que você chama de casa depois de uma longa viagem. Por mais experiências que elas tenham lhe dado, é no seu aconchego que você merece estar. É um sentimento que a Marvel Studio se comprometeu para satisfazer os fãs do personagem, e eles se sentirão recompensados.  Entre ação e aventura, há um personagem relativamente novo para o Universo Cinemático Marvel, mas ao mesmo tempo familiar para quem o acompanha há algum tempo – sem se esquecer daqueles que aprenderam a gostar desse mundo de heróis lá em 2008.

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Baywatch: SOS Malibu | Crítica | Baywatch, 2017, EUA

Baywatch: SOS Malibu é uma daquelas experiências inesquecíveis que você vai ter no cinema. E infelizmente isso não é um elogio.

Baywatch (2017) Crítica

Elenco: Dwayne Johnson, Zac Efron, Alexandra Daddario, Kelly Rohrbach, Priyanka Chopra, Jon Bass, Ilfenesh Hadera, David Hasselhoff, Pamela Anderson | Argumento: Jay Scherick, David Ronn, Thomas Lennon, Robert Ben Garant | Roteiro: Damian Shannon, Mark Swift | Direção: Seth Gordon (Uma Ladra Sem Limites) | Duração: 116 minutos

Todo e qualquer filme deve ser visto sem preconceito – talvez Os Discursos de Nuremberg sejam uma exceção – e ninguém quer ter uma experiência ruim ao ir ao cinema. Mas às vezes abusam da nossa paciência, como é o caso de Baywatch: SOS Malibu, uma produção tão bagunçada que o melhor paralelo que podemos fazer é aquele trabalho escolar onde você chamou quatro ou cinco colegas e mandou cada um fazer uma parte, resultando numa criatura digna do laboratório do Dr Frankenstein: uma obra sem forma e horrenda. Os atos não conversam entre si e personagens apresentam personalidades diferentes entre uma parte e outra, tornando-se uma das experiências mais esquizofrênicas do cinema atual.

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A Múmia | Crítica | The Mummy, 2017, EUA

O primeiro passo dado no Dark Universe em A Múmia é confuso, pouco divertido e aposta mais na ação do que no terror que os inspirou.

A Múmia (The Mummy) 2017

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson, Courtney B. Vance, Marwan Kenzari, Russell Crowe | Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman | Argumento: Alex Kurtzman, Jon Spaihts, Jenny Lumet | Direção: Alex Kurtzman (Bem Vindo à Vida) | Duração: 107 minutos | 3D: Irrelevante

Imagine um universo regido por deuses e monstros. Imagine um universo regido por boas histórias, com bons diretores, maturando com o tempo. É bom que você imagine porque não é isso que encontramos no remake de A Múmia, um dos filmes menos inspirados dos últimos tempos. Existe uma tentativa de fazer um universo coeso desde agora e o paralelo com o filmes de super-heróis não escapa da nossa mente com o Dark Universe chegando. Mas a primeira incursão é uma costura de clichês de outras aventuras, tem uma direção que não consegue manter o foco e um roteiro cheio de conveniências e ex-machinas. Não é um pontapé inicial certeiro, confirmando uma impressão de que houve correria para criar esse novo-velho mundo só depois que essa produção já tinha começado.

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Mulher-Maravilha | Crítica | Wonder Woman, 2017, EUA

Provando seu valor como protagonista Mulher-Maravilha é entretenimento mas também é uma história de causar inveja em muitos filmes chamados sérios.

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen, Elena Anaya | Roteiro: Allan Heinberg | Direção: Patty Jenkins (Monster: Desejo Assassino) | Duração: 141 minutos | 3D: Relevante

Quem cresceu lendo todo o panteão da DC Comics tem todo o motivo para sair feliz da sessão de Mulher-Maravilha. E quem apenas acompanhou os filmes, em todas as encarnações anteriores do resto da Trindade, também. Esse não é um filme apenas importante para fãs; também, sem exageros, é para a história do cinema. Ter uma personagem tão popular e tão bem construída é uma inspiração para tantas garotas e mulheres que se encontram pouco representadas nessa indústria. Por trás da cenas de ação, bate um coração com um mensagem importante e que não deve ser ignorada, trazida através de uma personagem popular para que seja recebida mais facilmente.

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Velozes e Furiosos 8 | Crítica | The Fate of the Furious, 2017, EUA

Velozes e Furiosos 8 volta mirando no seu público cativo e na esperança de segurá-los até o próximo filme da franquia.

Velozes e Furiosos 8 (The Fate of the Furious), 2017

Elenco: Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Chris Bridges, Nathalie Emmanuel, Kurt Russell, Scott Eastwood, Charlize Theron, Helen Mirren | Roteiro: Chris Morgan | Direção: F. Gary Gray (Straight Outta Compton) | Duração: 136 minutos | 3D: Irrelevante

Velozes e Furiosos 8 é exatamente isso: um Velozes e Furiosos. Apesar de ser mais do mesmo, o filme tem se destaca na direção de Gray, com posicionamentos de câmera nos lugares certos para podermos colocar ordem nos pensamentos, enquanto presenciamos explosões, corridas, frases de efeito e pancadas – muitas pancadas, aliás – numa produção demasiadamente longa, porém divertida. A vantagem é que o filme não se vende como nada além do que é nas suas sequências de cortes rápidos, desafios extraordinários e anti-heróis que aprendemos a gostar durante os últimos anos. E repetindo a fórmula, a franquia continua agrando o seu público cativo e com receio de inovar.

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A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell | Crítica | Ghost in the Shell, EUA, 2017

A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell funciona como homenagem ao original, mas prefere focar mais na ação e menos na filosofia.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell (Ghost in the Shell) | 2017

Elenco: Scarlett Johansson, Michael Pitt, Pilou Asbæk, Chin Han, Juliette Binoche, Takeshi Kitano | Roteiro: Jamie Moss, William Wheeler, Ehren Kruger | Baseado em: Ghost in the Shell (Masamune Shirow) | Direção: Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador) | Duração: 106 minutos | 3D: Relevante

O maior desafio de falar de A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell é segurar a tentação de compará-lo com o original. Depois dessa árdua tarefa, e levando em conta que o ideal é entrar na sala de cinema sem expectativas, o filme se segura muito bem na maioria dos seus quesitos. História, ritmo, personagens e efeitos especiais são mais que satisfatórios e com certeza serão suficientes para manter a atenção da plateia. Sanders e companhia, no entanto, preferem uma abordagem com mais ação, explicações e falatórios ao invés de entrar na filosofia do que faz um ser humano um ser humano, com soluções fáceis e ex-machinas para uma audiência pasteurizada e acostumada com blockbusters.

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Power Rangers | Crítica | Power Rangers, 2017, EUA

Power Rangers vem carregado de nostalgia, mas é só nos minutos finais que realmente mostra a que veio.

Power Rangers (2017)

Elenco: Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler, Becky G, Ludi Lin, Bill Hader, Bryan Cranston, Elizabeth Banks | Argumento: Matt Sazama, Burk Sharpless, Michele Mulroney, Kieran Mulroney | Roteiro: John Gatins | Baseado em: Power Rangers (Haim Saban) e Kyōryū Sentai Zyuranger (Toei Company) | Direção: Dean Israelite (Projeto Almanaque) | Duração: 124 minutos | Cena Extra

Há uma pretensa seriedade em Power Rangers durante o primeiro ato que não acompanha o resto da produção: como se a vida sem graça de cinco adolescentes comuns de uma cidadezinha ganhasse cores e, junto disso, armaduras brilhantes e robôs-dinossauros gigantes. Basicamente, o sonho de qualquer um que cresceu acompanhando super-sentai (sejam os originais japoneses ou a versão pasteurizada da Saban). Um filme assim deveria primar pela diversão e abraçar seus absurdos, mas isso só acontece em parte. Sem saber como trabalhar com um filme de origens, o resultado é tedioso em geral e só começa a ficar interessante quando sabemos que está acabando.

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Kong: A Ilha da Caveira | Crítica | Kong: Skull Island, 2017, EUA

O Rei não está morto! Viva longa ao Rei em Kong: A Ilha da Caveira – que falha no desenvolvimento de alguns personagens, mas diverte.

Kong: A Ilha da Caveira (2017)

Elenco: Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, John Goodman, Brie Larson, Jing Tian, Toby Kebbell, John Ortiz, Corey Hawkins, Jason Mitchell, Shea Whigham, Thomas Mann, Terry Notary, John C. Reilly | Argumento: John Gatins, Dan Gilroy | Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein, Sevak Anakhasyan | Baseado em: King Kong (Merian C. Cooper, Edgar Wallace) | Direção: Jordan Vogt-Roberts (Os Reis do Verão) | Duração: 118 minutos | 3D: Relevante | Cena Pós-Créditos

Alguns personagens são tão eternos que fica uma ponta de duvida em revisitá-los. Apenas para confirmar que a nostalgia é a onda da vez, Kong: A Ilha da Caveira é tanto uma homenagem ao personagem de 1933 como uma reimaginação do icônico personagem, atualizando questões já defasadas na refilmagem de 1976. É uma produção que abraça a fantasia e aventura desde o princípio, diverte a audiência e levanta o mesmo tema de antes, mas que continua atual: tememos o que não entendemos. Mesmo que tenha alguns clichês, a história subverte temas e nos presenteia com algumas surpresas. Principalmente para os fãs dos clássicos monstros gigantes.

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A Grande Muralha | Crítica | 長城, 2017, China-EUA

A Grande Muralha é uma aventura visualmente deslumbrante, mas genérica e sem a típica discussão filosófica de Yimou Zhang.

A Grande Muralha (The Great Wall, 2017)

Elenco: Matt Damon, Jing Tian, Pedro Pascal, Willem Dafoe, Andy Lau | Argumento: Max Brooks, Edward Zwick, Marshall Herskovitz | Roteiro: Carlo Bernard, Doug Miro, Tony Gilroy | Direção: Zhang Yimou (A Maldição da Flor Dourada) | Duração: 104 minutos | 3D: Irrelevante

Há motivos para gostar de A Grande Muralha. É uma superprodução cinematográfica, tem efeitos especiais fantásticos e uma direção de arte digna do diretor. Mas também é uma diversão rasa e bem passageira. Apesar da massiva presença chinesa, de ser filmado totalmente na China e ter um consagrado diretor de lá, o filme é bem comum no desenvolvimento da narrativa e do protagonista branco, um herói quase infalível que é aplaudido por feitos medianos. É uma produção para quem procura um entretenimento rápido com alguma dose de diversão; mas é assustador para quem esperava algo parecido com os trabalhos anteriores de Yimou Zhang.

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Logan | Crítica | Logan, 2017, EUA

Mais que um filme de ação, Logan é o fruto do amadurecimento do gênero de super-heróis dos quadrinhos.

Logan (2017)

Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Richard E. Grant, Boyd Holbrook, Stephen Merchant, Dafne Keen | Argumento: James Mangold | Roteiro: Scott Frank, James Mangold, Michael Green | Basedo em: Wolverine (Roy Thomas, Len Wein, John Romita, Sr.) | Direção: James Mangold (Wolverine: Imortal) | Duração: 135 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaLogan não é como sua fonte original, Velho Logan (Old Man Logan): é uma construção de um personagem que cresceu e amadureceu ao longo de dezessete anos. É um filme cheio de ação, dor e tristeza, mas também com uma sensação de satisfação, algo que está no cerne de um ator cuja história se mescla com o personagem. Se por um lado existem obras inspiradas em quadrinhos que vivem pela diversão – o que não é certo ou errado – a última aparição de Wolverine com essa cara que estamos acostumados é a chegada à vida adulta do gênero que o próprio protagonista ajudou a revitalizar em 2000.

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