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Mãe! | Crítica | Mother, 2017, EUA

Mãe! É um passeio entre loucura e genialidade e o trabalho mais pessoal do diretor.

Mãe! (Mother!) | Review

Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer, Domhnall Gleeson, Kristen Wiig | Roteiro e direção: Darren Aronofsky (Noé) | Duração: 121 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaAssim como outros grandes diretores, Aronofsky tem uma assinatura tanto estética quanto temática, algo que ele leva ao extremo em Mãe! Falando sobre como ambições podem levar à obsessão e consequentemente à queda, elementos comuns em sua filmografia, esse é o trabalho mais pessoal do diretor, que dessa vez assina o roteiro sozinho. É uma produção tanto inspirada quanto insana, onde criação e destruição andam de mãos dadas numa história contada por meio de fantasia e muitos toques de terror, onde a beleza e a performance elevam-se ao máximo. No fim, é uma daquelas experiências que é impossível sair indiferente – e isso vai muito além de gostar ou não do que acabamos de assistir.

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Amityville: O Despertar | Crítica | Amityville: The Awakening

Amityville: O Despertar é uma produção apressada que não trata bem o seu público-alvo

Amityville: O Despertar (Amityville: The Awakening) | Review

Elenco: Bella Thorne, Cameron Monaghan, Jennifer Jason Leigh, Thomas Mann, Mckenna Grace, Jennifer Morrison, Kurtwood Smith | Roteiro e direção: Franck Khalfoun | Duração: 87 minutos

O problema não são os filmes de terror, nem os adolescentes público-alvo de Amityville: O Despertar. O problema está naqueles que não sabem como tratar ambos. Além de ser uma história que apela para sustos jogando coisas na sua cara (jump scares), o roteiro trata os jovens como desatentos demais para entender a história, confundindo rapidez com dinamismo. Ao fazer um filme curto e onde os personagens pulam em conclusões sem uma base para que cheguem nelas, os produtores do filme tratam aqueles a quem a obra se direciona como desatentos, nivelando por baixo uma audiência que procura diversão antes de tudo.

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As Duas Irenes | Crítica | Brasil, 2017

As Duas Irenes é um diferente tipo de aventura juvenil, um que não trata seus retratados com desdém.

As Duas Irenes | Review

Elenco: Priscila Bittencourt, Isabela Torres, Marco Ricca, Susana Ribeiro, Inês Peixoto, Teuda Bara, Maju Souza, Ana Reston | Roteiro e direção: Fabio Meira | Duração: 88 minutos

Um conto de aventura e de amadurecimento como As Duas Irenes poderia, à princípio, fazer parte de uma sessão vespertina na televisão.  Porém o mais interessante da produção é como ela subverte o clima dos ditos filmes para toda a família, apesar desses elementos. A produção é sim dotada de uma doçura, mas também traz um clima melancólico que não chega a ser sobrepor na trama, mas que está sempre presente na história das duas protagonistas e também nos coadjuvantes. É também uma história de amizade, dúvidas e confrontos que mimetiza o universo jovem como poucas obras tem a competência de fazer.

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Feito na América | Crítica | American Made, 2017, EUA

Doug Liman usa de piadas para falar de um assunto sério Feito na América e desse jeito serve tanto de veículo quanto de crítica.

Feito na América (American Made) | Review

Elenco: Tom Cruise, Sarah Wright, Domhnall Gleeson, Caleb Landry Jones, Alejandro Edda, Mauricio Mejía | Roteiro: Gary Spinelli | Direção: Doug Liman (No Limite do Amanhã) | Duração: 115 minutos

A abordagem cômica – e que funciona demais – em Feito na América é eficaz por dois motivos. Primeiro, porque é mais fácil abordar um assunto sério fazendo piada dele. Segundo, porque expõem a grande piada da Guerra às Drogas que acontece desde a década de 1970. De maneira despojada, mas sem esquecer do conteúdo, Liman conta os detalhes de uma história suja que não sai do lugar há quatro décadas, mostrando como tudo é uma questão de como você vende a sua imagem e de como fins tentam justificar os meios. O que também é uma grande piada – a não ser que você faça isso pelos mocinhos.

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Lino | Crítica | Brasil, 2017

Lino é uma animação feita para crianças muito pequenas e que mostra a qualidade do estúdio nacional que trouxe a obra.

Lino | Crítica

Elenco: Selton Mello, Dira Paes, Paolla Oliveira | Direção: Rafael Ribas | Duração: 93 min | 3D: Relevante

Antes de sair com duas pedras na mão da sala de cinema, lembre-se que Lino não foi feito para você que consegue ler esse texto. A animação nacional do estúdio Startanima é para crianças de, no máximo, cinco ou seis anos, que ainda estão formando sua linguagem e absorvendo conceitos básicos de interação. Os menores vão se divertir com cores, um personagem fofo e podem até rir com as situações que envolvem a dor física do personagem felino. Para quem é mais velho, é uma aventura óbvia e até preconceituosa em alguns momentos. No fim das contas, serve mais para mostrar a qualidade técnica do estúdio, como um portfólio, do que um exemplo bem feito de roteiro.

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It: A Coisa | Crítica | It, 2017, EUA

Apesar de apelar para sustos convencionais, It: A Coisa é competente quando se trata de dar medo.

It: A Coisa (It) | Review

Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Nicholas Hamilton, Jackson Robert Scott | Roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga, Gary Dauberman | Baseado em: It: A Coisa (Stephen King) | Direção: Andy Muschietti (Mama) | Duração: 135 minutos

A primeira pergunta que provavelmente passa na sua mente é como alguém pode ter medo de palhaços. A resposta é o estranhamento no comum, a mesma coisa que sons de madeira se contraindo podem te acordar à noite. É nessa premissa que tanto a obra original de Stephen King quanto a adaptação cinematográfica de It: A Coisa se baseiam. Não é apenas para perturbar quem sofre de coulrofobia, o medo de palhaços, mas também assustar pela indiferença que os protagonistas passam. A versão de Muschietti tem bons momentos, estruturalmente falando é cativante e só peca por não deixar que a história assuste por si, apelando demais para scary jumps e músicas em crescendo.

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Polícia Federal: A Lei é Para Todos | Crítica | Brasil, 2017

Polícia Federal: A Lei é Para Todos toma partido no grande cenário da política nacional, mas não é esse o problema do filme.

Policia Federal: A Lei é Para Todos | Crítica

Elenco: Antônio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky, Ary Fontoura, Marcelo Serrado | Roteiro: Gustavo Lipsztein, Thomas Stavros | Baseado em: Polícia Federal: A Lei é Para Todos (Carlos Graieb, Ana Maria Santos) | Direção: Marcelo Antunez (Até Que a Sorte nos Separe 3) | Cena Extra

É clara e muito óbvia a intenção de Polícia Federal: A Lei é Para Todos. Estrear num sete de setembro, com um apoio financeiro não-divulgado, a produção toma um lado e serve de propaganda, pois provavelmente a estreia do filme na TV a cabo coincidirá com as próximas eleições. Dito isso e tirando esse peso dos ombros, podemos analisar o filme como o que não deixa de ser também: um thriller de polícia que estamos acostumados no cinema hollywoodiano. E nesse quesito o resultado é abaixo do mediano. O diretor faz um filme didático demais, constantemente apelando para explicações por meio de narrações, frases clichês e personagens caricatos, ainda que traga algum tipo de discussão.

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Os Guardiões | Crítica | Zaschitniki, Rússia, 2016

Os Guardiões é um exemplo mal feito do gênero do super-heróis que falha no quesito homenagem.

Os Guardiões (Zaschitniki) Review

Elenco: Anton Pampushnyy, Sanjar Madi, Sebastien Sisak, Alina Lanina, Valeriya Shkirando, Stanislav Shirin | Roteiro: Andrey Gavrilov | Direção: Sarik Andreasyan | Duração: 89 minutos | Cena Extra

Você pode encarar Os Guardiões de duas maneiras: uma homenagem ao gênero de super-heróis ou a busca de uma representatividade fora do eixo hollywoodiano para o cinema de ação. Seja lá qual for a sua escolha, a produção russa não o satisfará em nenhuma delas. Deixando de lado os limitados efeitos especiais, compreensíveis por causa do baixo orçamento, a história falha em desenvolver personagens, apresentar uma trama que faça sentido e nem mesmo pode ser chamada de divertida. Problemas de ritmo, decisões dos personagens e uma falta de cuidado com vários aspectos do roteiro provam quem nem mesmo um homem-urso usando uma metralhadora pode sempre salvar o dia.

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O Acampamento | Crítica | Killing Ground, 2017, Austrália

O Acampamento é um thriller tenso que homenageia um estilo, mas que consegue encontrar a sua própria dose de originalidade.

O Acampamento | Crítica

Elenco: Aaron Pedersen, Ian Meadows, Harriet Dyer, Aaron Glenane | Roteiro e Direção: Damien Power | Duração: 88 min

O Acampamento não tem a intenção de ser original ou inovador, mas sim uma homenagem a outros filmes onde pessoas que só querem paz e tranquilidade se encontram com gente perturbada. Mesmo tendo isso em mente, a produção australiana consegue, dentro desse universo estabelecido, trazer tensão e drama com cenários terríveis do tipo que deixam o espectador grudado na cadeira, num misto de querer e não querer tirar os olhos da tela. E mesmo usando elementos clássicos dos filmes do gênero, como a força da personagem feminina, Power, em contrapartida, introduz algumas subversões que dão um frescor à história. Em suma, o diretor/roteirista mostra que uma boa produção pode ser feita com pouco dinheiro e ainda nos manter interessados.

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Emoji: O Filme | Crítica | The Emoji Movie, 2017, EUA

Apesar de ser visualmente cativante, Emoji: O Filme erra no público-alvo e por ser uma grande propaganda disfarçada de filme.

Emoji: O Filme (The Emoji Movie) | Crítica

Elenco: T.J. Miller, James Corden, Anna Faris, Maya Rudolph, Steven Wright, Jennifer Coolidge, Patrick Stewart, Christina Aguilera, Sofía Vergara | Roteiro: Tony Leondis, Eric Siegel, Mike White | Direção: Tony Leondis | Duração: 86 minutos | Cena Extra

Emoji: O Filme não é apenas uma ideia tola de ser executada; também há dois outros grandes problemas. O primeiro é errar o foco, pois o diretor mira nos adolescentes e pelas mudanças e adaptações que devem fazer para serem aceitos numa sociedade, mas é um roteiro tão infantil que dificilmente agradará os mais velhos – e, consequentemente, não se torna interessante para as crianças mais novas. Em segundo é por ser uma grande, enorme e massiva propaganda. Assim como já fizeram Google e Facebook anteriormente, as empresas de tecnologia dos aplicativos mais famosos resolveram investir na tela que ainda não tinham penetração: a do cinema.

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Como Nossos Pais | Crítica | Brasil, 2017

Como Nossos Pais é uma carta aberta ao cotidiano e como as relações entre família funcionam e a típica cobrança inumana da mulher na nossa sociedade.

Como Nossos Pais | Crítica

Elenco: Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena, Felipe Rocha, Jorge Mautner, Herson Capri, Sophia Valverde, Annalara Prates, Cazé Peçanha | Roteiro: Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi | Direção: Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças) | Duração: 102 minutos

Há um drama um tanto novelesco envolvendo a trama de Como Nossos Pais. Mas é interessante em contrapartida por parecer algo que poderia ser tirado do cotidiano da maioria de nós. Lidando com temas de maternidade, casamento, sexo e relações fraternas, é bem fácil nos identificarmos, pelo menos em algum ponto, com a narrativa da protagonista ou dos coadjuvantes. O filme levanta questionamentos importantes que ecoam na nossa atualidade, mas tem problemas de desenvolvimento no quesito filme – algumas dessas questões são mais ou menos relevantes, o que acaba comprometendo o resultado desse trabalho menos provocativo e mais direto que outros trabalhos da diretora.

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Atômica | Crítica | Atomic Blonde, 2017, EUA

Atômica pode ser um filme divertido, mas não se aprofunda nos personagens e consegue ser confuso em muitos momentos.

Atômica  | Crítica (Atomic Blonde)

Elenco: Charlize Theron, James McAvoy, Eddie Marsan, John Goodman, Toby Jones, James Faulkner, Sofia Boutella, Bill Skarsgård, Barbara Sukowa | Roteiro: Kurt Johnstad | Baseado em: Atômica: A Cidade Mais Fria (Antony Johnston, Sam Hart, DarkSide Books) | Direção: David Leitch (John Wick: De Volta ao Jogo) | Duração: 101 minutos

Por ser a arte que mais envolve os sentidos, é fácil se perder nas imagens e nos sons do cinema, algo que é percebido em Atômica, primeiro trabalho de Leitch. Primando pela ação e diversão, que com certeza levam à audiência no teto, o filme é uma daquelas experiências narcóticas que te levam por um caminho saudosista – indicado pela trilha sonora – sem se aprofundar em dramas ou desenvolvimento de personagens. Apesar disso, o filme tem um estilo visualmente interessante, nota-se a qualidade da direção e traz uma nova personagem de ação para bater de frente com outros clássicos e mais recentes.

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