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Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir | Crítica | Human Flow, 2017, Alemanha

Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir é um triste retrato da nossa época e traz uma mensagem importante para essa geração e as próximas.

Human Flow | Crítica

Roteiro: Ai Weiwei, Chin-chin Yap, Heino Deckert | Direção: Ai Weiwei | Duração: 140 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaArte é entretenimento, mas também serve para nos questionarmos. Human FlowNão Existe Lar se Não Há Para Onde Ir está na segunda categoria, uma peça contundente para os nossos tempos; além disso, um retrato deles. Aliás é um retrato da humanidade, onde muitos preferem virar a cara e ignorar os gritos de desespero de pessoas que deixam sua pátria não por opção, mas por não ter uma. Durante mais de duas horas, Ai Weiwei nos torna testemunhas de gente como a gente que está passando por situações que, provavelmente, conhecemos só pelas notícias. Não que o filme também seja um recorte, mas o diretor usa o poder do cinema para entendermos um pouco melhor o que se passa.

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Uma Razão Para Viver | Crítica | Breathe, 2017, Reino Unido-EUA

Uma Razão Para Viver é um daqueles filmes inspiradores que te deixam mais leve depois da sessão.

Uma Razão Para Viver | Crítica

Elenco: Andrew Garfield, Claire Foy, Tom Hollander, Hugh Bonneville, Dean-Charles Chapman, Ed Speleers | Roteiro: William Nicholson (Evereste) | Direção: Andy Serkis | Duração: 117 minutos

Nem todos os filmes precisam ser profundos em sentido; alguns bastam ser inspiradores e nos fazer sentir bem depois da sessão. Uma Razão Para Viver pode se tornar uma lição para alguns ou uma reafirmação da beleza da vida para outros. É possível fazer um paralelo com a doença que acomete o protagonista com um dos grandes males modernos: assim como a depressão, a pólio não pode ser simplesmente curada por força de vontade e apesar do roteiro ter o seu protagonista, é no desenvolvimento dele com as pessoas que ele ama que o fazem se sustentar e continuar na jornada da vida apesar dos pesares. Basicamente, esse é um filme do triunfo do amor e como ele é necessário para quem aqueles que não conseguem ir para frente sozinhos precisam de alguém que esteja do lado deles.

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Liga da Justiça | Crítica | Justice League, 2017, EUA

Liga da Justiça tem seus defeitos, mas é o raio de esperança que precisávamos para continuarmos a acreditar no Universo Estendido da DC.

Liga da Justiça | Crítica

Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Raymond Fisher, Jason Momoa, Ezra Miller, Ciarán Hinds | Roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon | Argumento: Chris Terrio, Zack Snyder | Baseado nos personagens da DC Comics | Direção: Zack Snyder (Batman vs Superman: A Origem da Justiça) | Duração: 121 minutos | 3D: Irrelevante | Cena Extra

Assim como alguém que sai de um período depressivo, ainda há um resquício de tristeza e sombras em Liga da Justiça, um filme onde um grande símbolo foi tirado de um mundo que já tinha bastantes sombras. Então as coisas vão melhorando. Apesar do filme ser apressado, até bagunçado em muitos momentos, a produção tem momentos para agradar qualquer um que goste de filmes de ação com momentos divertidos, outros tanto sérios, mas que, em geral, mostra o caminho que o universo DC deverá percorrer nos cinemas a partir de agora. Não é um filme perfeito, porém é suficientemente agradável para querermos ver mais desses heróis num futuro próximo.

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Uma Verdade Mais Inconveniente | Crítica | An Inconvenient Sequel: Truth to Power, 2017, EUA

Apesar de tocar num problema verdadeiro, Uma Verdade Mais Inconveniente serve mais para enaltecer a figura de Al Gore.

Uma Verdade Mais Inconveniente

Elenco: Al Gore | Direção: Bonni Cohen, Jon Shenk

Preciso ser bem claro quanto a isso: aquecimento global é uma coisa real e nós, a raça humana, somos responsáveis. Dito isso, Uma Verdade Mais Inconveniente é importante por escancarar essa realidade, mas provavelmente não será assistido por nenhum negacionista. É sim um filme feito para quem já acredita e é militante da causa – mas o que realmente prejudica a produção, cinematograficamente falando, é o grande foco em Al Gore. O problema do documentário não é ser alarmista ou panfletário, pois a situação exige, mas sim mostrar que o ex-vice-presidente e ex-senador quase como o único político no mundo livre que vê o grande problema é faz alguma coisa.

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Terra Selvagem | Crítica | Wind River, 2017, EUA

Terra Selvagem é um grito em favor dos esquecidos e àqueles que são empurrados para debaixo do tapete.

Terra Selvagem | Crítica

Elenco: Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Gil Birmingham, Jon Bernthal, Julia Jones, Kelsey Chow, Graham Greene | Roteiro e direção: Taylor Sheridan (A Qualquer Custo) | Duração: 111 minutos

Existe, no meio dos mais conservadores, a ideia que a sociedade é dividida entre ovelhas, lobos e cães pastores. E Terra Selvagem é uma produção que recorre a essa ideia, não por uma paixão dos estadunidenses por armas, mas sim por mostrar que em algumas partes daquele grande país essa é a mais pura verdade. Taylor Sheridan, mais conhecido por seus trabalhos como roteirista, fecha a sua trilogia espiritual das fronteiras do EUA dessa vez dando atenção aos nativos norte-americanos e como os eles foram relegados à uma pequena parte de um território que foi deles. Apesar dos temas universais abordados, é uma carta de posicionamento à toda uma cultura do esquecimento.

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Thor: Ragnarok | Crítica | Thor: Ragnarok, 2017, EUA

Thor: Ragnarok é cheio de aventura e momentos divertidos além de tocar num assunto muito atual na sua conclusão.

Thor: Ragnarok | Review

Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Idris Elba, Jeff Goldblum, Tessa Thompson, Karl Urban, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins | Roteiro: Eric Pearson, Craig Kyle, Christopher Yost | Baseado em: Thor (Stan Lee, Larry Lieber, Jack Kirby) | Direção: Taika Waititi (O Que Fazemos Nas Sombras) | Duração: 130 minutos | Cena Extra

Mesmo que o Universo Cinemático Marvel não traga nada de revolucionário, inclusive seguindo receitas que aparecem em outros filmes, isso não impede que Thor: Ragnarok seja um dos melhores filmes do estúdio. O primeiro filme do deus do Trovão já tinha algo de leve, colorido e engraçado – coisas postas de lado na continuação e resgatado nessa terceira aventura. Mas agora de maneira maior e cósmica com novos mundos e aparição de personagens queridos e a introdução de outros. O filme não trespassa nenhuma regra e há uma leve problematização em parte dos papéis femininos, mas é impossível não se empolgar com o duelo de titãs que acontece.

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Logan Lucky: Roubo em Família | Crítica | Logan Lucky, 2017, EUA

Logan Lucky: Roubo em Família tem momentos divertidos, mas está longe de ser lembrado com destaque na carreira de Soderbergh

Logan Lucky: Roubo em Família | Crítica

Elenco: Channing Tatum, Adam Driver, Seth MacFarlane, Riley Keough, Katie Holmes, Katherine Waterston, Dwight Yoakam, Sebastian Stan, Hilary Swank, Daniel Craig | Roteiro: Rebecca Blunt | Direção: Steven Soderbergh (Onze Homens e um Segredo)

Depois de três filmes de roubos com ares de comédia e aventura, estava claro que em Logan Lucky: Roubo em Família Steven Soderbergh se encontrasse em território familiar. A questão é que esse é o menos soderberghriano de seus filmes, principalmente nos quesitos técnicos, com muitas câmeras fixas, mas que mantém a busca para compensar injustiças. O que não quer dizer que seja uma má experiência; apenas uma de menor interesse na já vasta filmografia do diretor. Porém, o filme ganha a atenção pelas atuações carismáticas, situações exageradas e um clima que parece uma piada no estilo “um manco, um maneta e dois rednecks entram num bar“.

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Detroit em Rebelião | Crítica | Detroit, 2017, EUA

Detroit em Rebelião revisita um retrato para entendermos que algumas coisas erradas no mundo não são novidades.

Detroit em Rebelião | Review

Elenco: John Boyega, Will Poulter, Algee Smith, Jason Mitchell, John Krasinski, Anthony Mackie | Roteiro: Mark Boal (Guerra ao Terror) | Direção: Kathryn Bigelow (A Hora Mais Escura)

O estudo da condição humana já é alvo de Kathryn Bigelow há algum tempo e Detroit em Rebelião é mais um exemplo disso. A diretora usa da atualidade de eventos recentes como os de Charlotsville e Ferguson para fazer uma ligação com os movimentos de direitos civis que vem desde os anos 1960 para apontar que a história de opressão aos negros nos EUA não é nenhuma novidade. É fácil apontar que esse seja um tema comum e até óbvio, mas os casos citados mostram que mesmo a obviedade não é suficiente para que eles sejam menos propícios a acontecer. E usar o cinema como meio para esse discurso serve para entregar a mensagem de maneira mais fácil.

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Blade Runner 2049 | Crítica | Blade Runner 2049, EUA, 2017

Sabendo que era impossível alcançar o inalcançável, Blade Runner 2049 é um misto de homenagem com procura do próprio caminho de Villeneuve.

Blade Runner 2049 | Review

Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Dave Bautista, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Jared Leto | Roteiro: Hampton Fancher, Michael Green | Baseado em: Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (Philip K. Dick) e Blade Runner (Ridley Scott) | Direção: Denis Villeneuve (A Chegada) | Duração: 163 minutos

Entre fazer um trabalho autoral e refazer os gigantes passos do original, Dennis Villeuneve ficou no meio do caminho. Blade Runner 2049 procura sua própria originalidade sem esquecer de prestar homenagem ao universo iniciado em 1982 ao ampliar suas questões. Deixa-se de lado um pouco o visual neo-noir do primeiro para que seja possível passear entre outros cenários e situações e para que conheçamos um mundo expandido daquele que deixou saudade – e que sempre dissemos que não precisava de continuação. Isso continua sendo verdade, mas já que ela veio, por razões mercadológicas que sejam, foi bom que ela tenha caído nas mãos de um dos melhores diretores dessa geração.

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Sono Mortal | Crítica | Dead Awake, 2017, EUA

Sono Mortal é tão fraco que não tem força nem para sair da cama.

Sono Mortal (Dead Awake) | Review

Elenco: Jocelin Donahue, Kate Bowman, Jesse Bradford, Jesse Borrego, Lori Petty, James Eckhouse, Mona Lee Fultz, Brea Grant, A.J. Gutierrez, Billy Blair | Roteiro: Jeffrey Reddick (Premonição) | Direção: Phillip Guzman | Duração: 99 minutos

Creio que não há melhor título para Sono Mortal, um filme que te leva para um caminho do sono durante seus intermináveis minutos. Jeffrey Reddick e Phillip Guzman, num misto de homenagem à um grande clássico do terror misturando-se com a realidade da paralisia do sono, entregam uma produção de tão baixa qualidade que parece um projeto saído do trabalho de conclusão do curso de cinema da faculdade. Não é só a questão dos atores e atrizes fracos: é a história que não empolga, linhas de diálogos sem poder, conveniências e decisões nada sensatas dos personagens. Além de querer assustar a plateia com sustos fáceis, com gritos e jogando coisas na nossa cara.

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Kingsman: O Círculo Dourado | Crítica | Kingsman: The Golden Circle, 2017, EUA

Kingsman: O Círculo Dourado é uma daquelas produções que é embalada pelo bom nome do filme anterior, mas tem pouco conteúdo.

Kingsman: O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle | Review

Elenco: Colin Firth, Julianne Moore, Taron Egerton, Mark Strong, Halle Berry, Elton John, Channing Tatum, Jeff Bridges, Pedro Pascal | Roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn | Direção: Matthew Vaughn (Kingsman: Serviço Secreto) | Duração: 141 minutos | 3D: Irrelevante

Convenhamos, era praticamente impossível superar a aventura anterior. Mas Kingsman: O Círculo Dourado por pouco não faz um desserviço ao seu predecessor. Apesar de dinâmico, cheio de boas coreografias e até divertido em alguns momentos, a produção exagera no conjunto: seja na duração, na repetição de piadas, das várias viradas de roteiro, no dispensável uso do 3D e até na trilha sonora. Apesar do primeiro filme extrapolar em muitos assuntos, havia um frescor que sabíamos que não seria igualado. Mas na continuação há muitas conveniências que são escondidas pelo ritmo frenético, revelando furos no roteiro e resultando numa verdadeira dor de cabeça.

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Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica | This is Your Death, 2017, EUA

Esta é a Sua Morte: O Show trata de um tema sensível, mas é preciso se perguntar se uma abordagem dessas beira o perigoso.

Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica

Elenco: Josh Duhamel, Famke Janssen, Giancarlo Esposito, Sarah Wayne Callies, Caitlin Fitzgerald | Roteiro: Kenny Yakkel, Noah Pink | Direção: Giancarlo Esposito | Duração: 104 minutos

Dizer apenas que o ódio intolerável está demolindo a nossa sociedade não parece ser mais suficiente para Esposito e eis a motivação para o desenvolvimento que aborda um tema delicado como suicídio de maneira tão pesada em Esta é a Sua Morte: O Show. Enquanto faz uma crítica já comum aos reality shows, o diretor tenta também decifrar o fascínio que espectadores tem desde muito tempo – apesar da explosão no fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000 – em presenciar uma realidade passivamente, como grandes voyeurs de uma sociedade que parece tão perdida ao ponto de preferir à vida dos outros em detrimento da própria.

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Mãe! | Crítica | Mother!, 2017, EUA

Mãe! É um passeio entre loucura e genialidade e o trabalho mais pessoal do diretor.

Mãe! (Mother!) | Review

Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer, Domhnall Gleeson, Kristen Wiig | Roteiro e direção: Darren Aronofsky (Noé) | Duração: 121 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaAssim como outros grandes diretores, Aronofsky tem uma assinatura tanto estética quanto temática, algo que ele leva ao extremo em Mãe! Falando sobre como ambições podem levar à obsessão e consequentemente à queda, elementos comuns em sua filmografia, esse é o trabalho mais pessoal do diretor, que dessa vez assina o roteiro sozinho. É uma produção tanto inspirada quanto insana, onde criação e destruição andam de mãos dadas numa história contada por meio de fantasia e muitos toques de terror, onde a beleza e a performance elevam-se ao máximo. No fim, é uma daquelas experiências que é impossível sair indiferente – e isso vai muito além de gostar ou não do que acabamos de assistir.

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Amityville: O Despertar | Crítica | Amityville: The Awakening

Amityville: O Despertar é uma produção apressada que não trata bem o seu público-alvo

Amityville: O Despertar (Amityville: The Awakening) | Review

Elenco: Bella Thorne, Cameron Monaghan, Jennifer Jason Leigh, Thomas Mann, Mckenna Grace, Jennifer Morrison, Kurtwood Smith | Roteiro e direção: Franck Khalfoun | Duração: 87 minutos

O problema não são os filmes de terror, nem os adolescentes público-alvo de Amityville: O Despertar. O problema está naqueles que não sabem como tratar ambos. Além de ser uma história que apela para sustos jogando coisas na sua cara (jump scares), o roteiro trata os jovens como desatentos demais para entender a história, confundindo rapidez com dinamismo. Ao fazer um filme curto e onde os personagens pulam em conclusões sem uma base para que cheguem nelas, os produtores do filme tratam aqueles a quem a obra se direciona como desatentos, nivelando por baixo uma audiência que procura diversão antes de tudo.

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As Duas Irenes | Crítica | Brasil, 2017

As Duas Irenes é um diferente tipo de aventura juvenil, um que não trata seus retratados com desdém.

As Duas Irenes | Review

Elenco: Priscila Bittencourt, Isabela Torres, Marco Ricca, Susana Ribeiro, Inês Peixoto, Teuda Bara, Maju Souza, Ana Reston | Roteiro e direção: Fabio Meira | Duração: 88 minutos

Um conto de aventura e de amadurecimento como As Duas Irenes poderia, à princípio, fazer parte de uma sessão vespertina na televisão.  Porém o mais interessante da produção é como ela subverte o clima dos ditos filmes para toda a família, apesar desses elementos. A produção é sim dotada de uma doçura, mas também traz um clima melancólico que não chega a ser sobrepor na trama, mas que está sempre presente na história das duas protagonistas e também nos coadjuvantes. É também uma história de amizade, dúvidas e confrontos que mimetiza o universo jovem como poucas obras tem a competência de fazer.

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Feito na América | Crítica | American Made, 2017, EUA

Doug Liman usa de piadas para falar de um assunto sério Feito na América e desse jeito serve tanto de veículo quanto de crítica.

Feito na América (American Made) | Review

Elenco: Tom Cruise, Sarah Wright, Domhnall Gleeson, Caleb Landry Jones, Alejandro Edda, Mauricio Mejía | Roteiro: Gary Spinelli | Direção: Doug Liman (No Limite do Amanhã) | Duração: 115 minutos

A abordagem cômica – e que funciona demais – em Feito na América é eficaz por dois motivos. Primeiro, porque é mais fácil abordar um assunto sério fazendo piada dele. Segundo, porque expõem a grande piada da Guerra às Drogas que acontece desde a década de 1970. De maneira despojada, mas sem esquecer do conteúdo, Liman conta os detalhes de uma história suja que não sai do lugar há quatro décadas, mostrando como tudo é uma questão de como você vende a sua imagem e de como fins tentam justificar os meios. O que também é uma grande piada – a não ser que você faça isso pelos mocinhos.

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Lino | Crítica | Brasil, 2017

Lino é uma animação feita para crianças muito pequenas e que mostra a qualidade do estúdio nacional que trouxe a obra.

Lino | Crítica

Elenco: Selton Mello, Dira Paes, Paolla Oliveira | Direção: Rafael Ribas | Duração: 93 min | 3D: Relevante

Antes de sair com duas pedras na mão da sala de cinema, lembre-se que Lino não foi feito para você que consegue ler esse texto. A animação nacional do estúdio Startanima é para crianças de, no máximo, cinco ou seis anos, que ainda estão formando sua linguagem e absorvendo conceitos básicos de interação. Os menores vão se divertir com cores, um personagem fofo e podem até rir com as situações que envolvem a dor física do personagem felino. Para quem é mais velho, é uma aventura óbvia e até preconceituosa em alguns momentos. No fim das contas, serve mais para mostrar a qualidade técnica do estúdio, como um portfólio, do que um exemplo bem feito de roteiro.

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It: A Coisa | Crítica | It, 2017, EUA

Apesar de apelar para sustos convencionais, It: A Coisa é competente quando se trata de dar medo.

It: A Coisa (It) | Review

Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Nicholas Hamilton, Jackson Robert Scott | Roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga, Gary Dauberman | Baseado em: It: A Coisa (Stephen King) | Direção: Andy Muschietti (Mama) | Duração: 135 minutos

A primeira pergunta que provavelmente passa na sua mente é como alguém pode ter medo de palhaços. A resposta é o estranhamento no comum, a mesma coisa que sons de madeira se contraindo podem te acordar à noite. É nessa premissa que tanto a obra original de Stephen King quanto a adaptação cinematográfica de It: A Coisa se baseiam. Não é apenas para perturbar quem sofre de coulrofobia, o medo de palhaços, mas também assustar pela indiferença que os protagonistas passam. A versão de Muschietti tem bons momentos, estruturalmente falando é cativante e só peca por não deixar que a história assuste por si, apelando demais para scary jumps e músicas em crescendo.

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