Arquivo para a Categoria ‘Críticas’

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Crítica | Star Wars: The Last Jedi, 2017, EUA

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi tem tudo para agradar várias fãs e os que não são no novo capítulo da saga da família Skywalker, ainda que não aparente ser Star Wars.

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Crítica

Elenco: Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie, Kelly Marie Tran, Laura Dern, Benicio del Toro | Roteiro e direção: Rian Johnson (Looper: Assassinos do Futuro) | Duração: 152 minutos

Possivelmente, ao sair da sessão de Os Últimos Jedi, a sensação é que vimos um ótimo filme de ação e aventura, com um roteiro bem amarrado e que não deixa de ser dinâmico na maior parte do tempo. Foi assim com Rogue One. E esse é um motivo que a nova instalação da saga tem um clima menor, pelo menos à primeira vista, de Star Wars – clima que reside, porém, no seu DNA com os sabres de luz, a Força, velhos personagens dando as caras e a continuação do que a história era na imaginação de George Lucas: uma ópera espacial, com imponentes momentos e continuando a história da família Skywalker.

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Extraordinário | Crítica | Wonder, 2017, EUA

Um filme como Extraordinário é importante para os dias de hoje, principalmente pela mensagem passada às crianças.

Extraordinário | Crítica

Elenco: Julia Roberts, Owen Wilson, Jacob Tremblay, Mandy Patinkin, Daveed Diggs | Roteiro: Jack Thorne, Steve Conrad, Stephen Chbosky | Baseado em: Extraordinário (R.J. Palacio) | Direção: Stephen Chbosky (As Vantagens de Ser Invisível) | Duração: 113 minutos

Extraordinário é um bom adjetivo para essa história, mas ele poderia vir acompanhado de outros, mesmo que eles não o contenham por completo: simples, forte e necessário são os que melhor se encaixam. Claramente direcionado para os mais jovens, a história dessa criança que é incomum apenas por causa do exterior tem a intenção de criar uma discussão, uma ponte até, entre pais e filhos e a importância de entender e aceitar as diferenças. E apesar de ser uma produção que tem como público-alvo crianças, a trama também abraça adolescentes e os mais velhos, principalmente pais e mães que sabem como é difícil colocar alguém nesse mundo.

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Thelma | Crítica | Thelma, 2017, Noruega

Thelma tem toques de filme de terror à primeira vista, mas trata mais dos maus que podem acontecer se formos cortados daquilo que somos.

Thelma | Review

Elenco: Eili Harboe, Kaya Wilkins, Ellen Dorrit Petersen, Henrik Rafaelsen | Roteiro: Joachim Trier, Eskil Vogt | Direção: Joachim Trier (Oslo, 31 de Agosto) | Duração: 116 minutos

Um mínimo conhecimento da mitologia judaico-cristã e de John Milton e seu Paraíso Perdido abre um leque de interpretações para Thelma. Não por ser um filme religioso, mas por ser uma crítica a como a repressão pode cortar relações com quem você é de verdade. É verdade que a produção mistura temas que já conhecemos e que já vimos em outras produções e em variadas mídias. Mesmo assim, Joachim Trier consegue usar esses elementos de maneira criativa, com várias surpresas preparadas para audiência – inclusive na virada do roteiro que, mesmo inesperada, faz sentido dentro da narrativa – inclusive com efeitos especiais pontuais e que são usados apenas quando necessário.

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Assassinato no Expresso Oriente | Crítica | Murder on the Orient Express, 2017, EUA

Ao se afastar bastante do que já foi feito, o novo Assassinato no Expresso Oriente encontra uma identidade e se diferencia das outras versões.

Assassinato no Expresso Oriente | Crítica

Elenco: Kenneth Branagh, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Johnny Depp, Josh Gad, Derek Jacobi, Leslie Odom Jr., Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley | Roteiro: Michael Green (Blade Runner 2049) | Baseado em: Assassinato do Expresso Oriente (Agatha Christie) | Direção: Kenneth Branagh (Thor) | Duração: 114 minutos

Lendas memoráveis sempre acham uma maneira de voltar, sendo elas verdadeiras ou não. É o caso do detetive belga de Agatha Christie e o Assassinato no Expresso Oriente, um filme que encontra na megalomania shakespeariana de Kenneth Branagh algo de moderno, mantendo a alma clássica. O diretor se afasta das outras versões do personagem – seja a do filme de Sidney Lummet, a encarnação de Peter Ustinov ou da série britânica com 13 temporadas com David Suchet – mudando trejeitos, alguns traços da personalidade e adicionando um humor que existe de maneira bem mais sutil na obra da escritora britânica, entregando uma obra que chama o interesse exatamente por tais exageros.

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Jogos Mortais: Jigsaw | Crítica | Jigsaw, 2017, EUA

É verdade que Jogos Mortais: Jigsaw é pensado para os fãs da franquia por misturar pedaços das melhores partes dela, mas ainda há algum charme.

Jogos Mortais: Jigsaw | Crítica

Elenco: Matt Passmore, Callum Keith Rennie, Clé Bennett, Hannah Emily Anderson, Laura Vandervoort, Paul Braunstein, Mandela Van Peebles, Brittany Allen, Josiah Black, Shaquan Lewis, Michael Boisvert, Tobin Bell | Roteiro: Josh Stolberg, Peter Goldfinger | Direção: Peter Spierig, Michael Spierig (O Predestinado) | Duração: 92 minutos

Dificilmente Jogos Mortais: Jigsaw angariará novos fãs; bem da verdade, o filme é uma grande homenagem/colagem do que fez o filme ser, bem, grande. Mesmo que ele funcione sem muito conhecimento prévio do anterior – basta saber que existia um assassino em série que colocava suas vítimas em engenhosos instrumentos mortais – o filme é tão cru quanto o primeiro, mais simples nas máquinas e até mesmo no desvendar com o mistério. Quem acompanhou a saga do personagem desde 2004 não levará muito tempo para sacar o que está acontecendo, pois sabemos que conhecer as regras é estar um passo à frente.

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Boneco de Neve | Crítica | The Snowman, 2017, Reino Unido

Boneco de Neve é um exemplo menor do gênero, além de ser apressado no seu desenvolvimento.

Boneco de Neve | Crítica

Elenco: Michael Fassbender, Rebecca Ferguson, Charlotte Gainsbourg, Val Kilmer, J. K. Simmons, Toby Jones, David Dencik | Roteiro: Hossein Amini, Peter Straughan, Søren Sveistrup | Baseado em: Boneco de Neve (Jo Nesbø) | Direção: Tomas Alfredson (Deixa Ela Entrar) | Duração: 119 minutos

Para quem está acostumado com filmes de suspense e mistério, Boneco de Neve aparece como um exemplo tolo. Para aqueles não tão iniciados no gênero, a confusão fica mais pelo modo que o diretor Tomas Alfredson monta o tabuleiro do que pelo mistério em si. Apesar de introduzir bem as motivações do assassino no começo da trama, todo o resto apressa-se em resolver a trama com grandes conveniências e personagens esquecidos e com situações que não fazem o menor sentido numa produção que confunde o confundir com a desonestidade para o espectador que parece ser jogado numa nevasca sem nenhum ponto de apoio.

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Pai em Dose em Dupla 2 | Crítica | Daddy’s Home 2, 2017, EUA

Pai em Dose em Dupla 2 tem os melhores momentos compartilhados no trailer; além disso, é difícil extrair alguma coisa.

Pai em Dose Dupla 2 | Crítica

Elenco: Will Ferrell, Mark Wahlberg, Linda Cardellini, John Cena, John Lithgow, Alessandra Ambrosio, Mel Gibson | Roteiro: Sean Anders, John Morris | Direção: Sean Anders | Duração: 100 minutos

Se fosse um adendo ao filme original, como um especial de quinze minutos para os extras, Pai em Dose Dupla 2 se sairia melhor no principal quesito da comédia que é fazer rir. E assim como não há nada de errado com o filme, a produção não tem nada de especial. Todas as piadas são baseadas em humor físico – ou seja, quando algo cai na cabeça dos personagens – algo que montadores de trailers se aproveitam para chamar a atenção do público. Portanto, é uma diversão muito inocente e que segue uma formula, o suficiente para deixar passando na TV enquanto as festas de fim de ano acontecem.

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Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir | Crítica | Human Flow, 2017, Alemanha

Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir é um triste retrato da nossa época e traz uma mensagem importante para essa geração e as próximas.

Human Flow | Crítica

Roteiro: Ai Weiwei, Chin-chin Yap, Heino Deckert | Direção: Ai Weiwei | Duração: 140 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaArte é entretenimento, mas também serve para nos questionarmos. Human FlowNão Existe Lar se Não Há Para Onde Ir está na segunda categoria, uma peça contundente para os nossos tempos; além disso, um retrato deles. Aliás é um retrato da humanidade, onde muitos preferem virar a cara e ignorar os gritos de desespero de pessoas que deixam sua pátria não por opção, mas por não ter uma. Durante mais de duas horas, Ai Weiwei nos torna testemunhas de gente como a gente que está passando por situações que, provavelmente, conhecemos só pelas notícias. Não que o filme também seja um recorte, mas o diretor usa o poder do cinema para entendermos um pouco melhor o que se passa.

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Uma Razão Para Viver | Crítica | Breathe, 2017, Reino Unido-EUA

Uma Razão Para Viver é um daqueles filmes inspiradores que te deixam mais leve depois da sessão.

Uma Razão Para Viver | Crítica

Elenco: Andrew Garfield, Claire Foy, Tom Hollander, Hugh Bonneville, Dean-Charles Chapman, Ed Speleers | Roteiro: William Nicholson (Evereste) | Direção: Andy Serkis | Duração: 117 minutos

Nem todos os filmes precisam ser profundos em sentido; alguns bastam ser inspiradores e nos fazer sentir bem depois da sessão. Uma Razão Para Viver pode se tornar uma lição para alguns ou uma reafirmação da beleza da vida para outros. É possível fazer um paralelo com a doença que acomete o protagonista com um dos grandes males modernos: assim como a depressão, a pólio não pode ser simplesmente curada por força de vontade e apesar do roteiro ter o seu protagonista, é no desenvolvimento dele com as pessoas que ele ama que o fazem se sustentar e continuar na jornada da vida apesar dos pesares. Basicamente, esse é um filme do triunfo do amor e como ele é necessário para quem aqueles que não conseguem ir para frente sozinhos precisam de alguém que esteja do lado deles.

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Liga da Justiça | Crítica | Justice League, 2017, EUA

Liga da Justiça tem seus defeitos, mas é o raio de esperança que precisávamos para continuarmos a acreditar no Universo Estendido da DC.

Liga da Justiça | Crítica

Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Raymond Fisher, Jason Momoa, Ezra Miller, Ciarán Hinds | Roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon | Argumento: Chris Terrio, Zack Snyder | Baseado nos personagens da DC Comics | Direção: Zack Snyder (Batman vs Superman: A Origem da Justiça) | Duração: 121 minutos | 3D: Irrelevante | Cena Extra

Assim como alguém que sai de um período depressivo, ainda há um resquício de tristeza e sombras em Liga da Justiça, um filme onde um grande símbolo foi tirado de um mundo que já tinha bastantes sombras. Então as coisas vão melhorando. Apesar do filme ser apressado, até bagunçado em muitos momentos, a produção tem momentos para agradar qualquer um que goste de filmes de ação com momentos divertidos, outros tanto sérios, mas que, em geral, mostra o caminho que o universo DC deverá percorrer nos cinemas a partir de agora. Não é um filme perfeito, porém é suficientemente agradável para querermos ver mais desses heróis num futuro próximo.

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Uma Verdade Mais Inconveniente | Crítica | An Inconvenient Sequel: Truth to Power, 2017, EUA

Apesar de tocar num problema verdadeiro, Uma Verdade Mais Inconveniente serve mais para enaltecer a figura de Al Gore.

Uma Verdade Mais Inconveniente

Elenco: Al Gore | Direção: Bonni Cohen, Jon Shenk

Preciso ser bem claro quanto a isso: aquecimento global é uma coisa real e nós, a raça humana, somos responsáveis. Dito isso, Uma Verdade Mais Inconveniente é importante por escancarar essa realidade, mas provavelmente não será assistido por nenhum negacionista. É sim um filme feito para quem já acredita e é militante da causa – mas o que realmente prejudica a produção, cinematograficamente falando, é o grande foco em Al Gore. O problema do documentário não é ser alarmista ou panfletário, pois a situação exige, mas sim mostrar que o ex-vice-presidente e ex-senador quase como o único político no mundo livre que vê o grande problema é faz alguma coisa.

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Terra Selvagem | Crítica | Wind River, 2017, EUA

Terra Selvagem é um grito em favor dos esquecidos e àqueles que são empurrados para debaixo do tapete.

Terra Selvagem | Crítica

Elenco: Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Gil Birmingham, Jon Bernthal, Julia Jones, Kelsey Chow, Graham Greene | Roteiro e direção: Taylor Sheridan (A Qualquer Custo) | Duração: 111 minutos

Existe, no meio dos mais conservadores, a ideia que a sociedade é dividida entre ovelhas, lobos e cães pastores. E Terra Selvagem é uma produção que recorre a essa ideia, não por uma paixão dos estadunidenses por armas, mas sim por mostrar que em algumas partes daquele grande país essa é a mais pura verdade. Taylor Sheridan, mais conhecido por seus trabalhos como roteirista, fecha a sua trilogia espiritual das fronteiras do EUA dessa vez dando atenção aos nativos norte-americanos e como os eles foram relegados à uma pequena parte de um território que foi deles. Apesar dos temas universais abordados, é uma carta de posicionamento à toda uma cultura do esquecimento.

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Depois Daquela Montanha | Crítica | The Mountain Between Us, 2017, EUA

Depois Daquela Montanha é água (gelada) com açúcar, um entretenimento romântico, piegas e cheio de estereótipos.

Depois Daquela Montanha | Crítica

Elenco: Idris Elba, Kate Winslet, Beau Bridges, Raleigh, Austin | Roteiro: Chris Weitz, J. Mills Goodloe | Baseado em: The Mountain Between Us (Charles Martin) | Direção: Hany Abu-Assad (O Ídolo) | Duração: 112 minutos

Entendo o apelo que Depois Daquela Montanha tem para os mais românticos; mas, mesmo no gênero, a produção de Abu-Assad é um exemplar menor. Não é apenas o clichê de pessoas que encontram o amor na adversidade, é o da posição da personagem feminina ante à masculina, o modo de ceder ao desejo como obrigação e não saber quando terminar a história. Carregado nas costas pela atuação da dupla de protagonistas, e também com uma beleza gélida (assim como a fotografia), o filme começa bem, peca na duração exagerada e vai caindo de qualidade, como uma avalanche nos soterrando de pieguices.

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Manifesto | Crítica | Manifesto, 2017, Alemanha

Manifesto é o que diz o próprio nome e um desafio para espectadores e para um mundo que precisa urgentemente de transformações.

Manifesto | Crítica

Elenco: Cate Blanchett | Roteiro e direção: Julian Rosefeldt | Duração: 95 minutos

Toda Arte atual é falsa, nada é original e, portanto, tudo por ser copiado. Essas são algumas das declarações de Julian Rosefeldt em Manifesto, uma produção que é mais instalação do que propriamente um filme – tanto que foi exibida originalmente nesse formato onde os 13 segmentos eram transmitidos simultaneamente. Porém, já que a obra de arte chegou aos cinemas, vale a pena se desafiar e assistir as palavras do diretor no mais abrangente mundo do cinema. Pode ter perdido um pouco da ideia original, mas ainda assim é uma produção que merece ser discutida.

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Logan Lucky: Roubo em Família | Crítica | Logan Lucky, 2017, EUA

Logan Lucky: Roubo em Família tem momentos divertidos, mas está longe de ser lembrado com destaque na carreira de Soderbergh

Logan Lucky: Roubo em Família | Crítica

Elenco: Channing Tatum, Adam Driver, Seth MacFarlane, Riley Keough, Katie Holmes, Katherine Waterston, Dwight Yoakam, Sebastian Stan, Hilary Swank, Daniel Craig | Roteiro: Rebecca Blunt | Direção: Steven Soderbergh (Onze Homens e um Segredo)

Depois de três filmes de roubos com ares de comédia e aventura, estava claro que em Logan Lucky: Roubo em Família Steven Soderbergh se encontrasse em território familiar. A questão é que esse é o menos soderberghriano de seus filmes, principalmente nos quesitos técnicos, com muitas câmeras fixas, mas que mantém a busca para compensar injustiças. O que não quer dizer que seja uma má experiência; apenas uma de menor interesse na já vasta filmografia do diretor. Porém, o filme ganha a atenção pelas atuações carismáticas, situações exageradas e um clima que parece uma piada no estilo “um manco, um maneta e dois rednecks entram num bar“.

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Sono Mortal | Crítica | Dead Awake, 2017, EUA

Sono Mortal é tão fraco que não tem força nem para sair da cama.

Sono Mortal (Dead Awake) | Review

Elenco: Jocelin Donahue, Kate Bowman, Jesse Bradford, Jesse Borrego, Lori Petty, James Eckhouse, Mona Lee Fultz, Brea Grant, A.J. Gutierrez, Billy Blair | Roteiro: Jeffrey Reddick (Premonição) | Direção: Phillip Guzman | Duração: 99 minutos

Creio que não há melhor título para Sono Mortal, um filme que te leva para um caminho do sono durante seus intermináveis minutos. Jeffrey Reddick e Phillip Guzman, num misto de homenagem à um grande clássico do terror misturando-se com a realidade da paralisia do sono, entregam uma produção de tão baixa qualidade que parece um projeto saído do trabalho de conclusão do curso de cinema da faculdade. Não é só a questão dos atores e atrizes fracos: é a história que não empolga, linhas de diálogos sem poder, conveniências e decisões nada sensatas dos personagens. Além de querer assustar a plateia com sustos fáceis, com gritos e jogando coisas na nossa cara.

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Kingsman: O Círculo Dourado | Crítica | Kingsman: The Golden Circle, 2017, EUA

Kingsman: O Círculo Dourado é uma daquelas produções que é embalada pelo bom nome do filme anterior, mas tem pouco conteúdo.

Kingsman: O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle | Review

Elenco: Colin Firth, Julianne Moore, Taron Egerton, Mark Strong, Halle Berry, Elton John, Channing Tatum, Jeff Bridges, Pedro Pascal | Roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn | Direção: Matthew Vaughn (Kingsman: Serviço Secreto) | Duração: 141 minutos | 3D: Irrelevante

Convenhamos, era praticamente impossível superar a aventura anterior. Mas Kingsman: O Círculo Dourado por pouco não faz um desserviço ao seu predecessor. Apesar de dinâmico, cheio de boas coreografias e até divertido em alguns momentos, a produção exagera no conjunto: seja na duração, na repetição de piadas, das várias viradas de roteiro, no dispensável uso do 3D e até na trilha sonora. Apesar do primeiro filme extrapolar em muitos assuntos, havia um frescor que sabíamos que não seria igualado. Mas na continuação há muitas conveniências que são escondidas pelo ritmo frenético, revelando furos no roteiro e resultando numa verdadeira dor de cabeça.

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Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica | This is Your Death, 2017, EUA

Esta é a Sua Morte: O Show trata de um tema sensível, mas é preciso se perguntar se uma abordagem dessas beira o perigoso.

Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica

Elenco: Josh Duhamel, Famke Janssen, Giancarlo Esposito, Sarah Wayne Callies, Caitlin Fitzgerald | Roteiro: Kenny Yakkel, Noah Pink | Direção: Giancarlo Esposito | Duração: 104 minutos

Dizer apenas que o ódio intolerável está demolindo a nossa sociedade não parece ser mais suficiente para Esposito e eis a motivação para o desenvolvimento que aborda um tema delicado como suicídio de maneira tão pesada em Esta é a Sua Morte: O Show. Enquanto faz uma crítica já comum aos reality shows, o diretor tenta também decifrar o fascínio que espectadores tem desde muito tempo – apesar da explosão no fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000 – em presenciar uma realidade passivamente, como grandes voyeurs de uma sociedade que parece tão perdida ao ponto de preferir à vida dos outros em detrimento da própria.

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