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Paraíso | Crítica | Рай, 2016, Rússia

Paraíso é um filme de Guerra como uma entrevista, dando voz aos anônimos de um dos maiores conflitos da história.

 

Paraíso (2016)

Elenco: Yuliya Vysotskaya, Philippe Duquesne, Viktor Sukhorukov | Roteiro: Elena Kiseleva, Andrei Konchalovsky | Direção: Andrei Konchalovsky (Tango e Cash) | Duração: 130 minutos

Filmes abordando a Segunda Guerra Mundial existem aos baldes, mas poucos fogem de explosões, do heroísmo e do exacerbado patriotismo – principalmente quando falamos de Hollywood. Por isso vale a pena encarar o longa-metragem Paraíso, falado em russo e alemão, para termos uma visão mais intimista daquela época e seus terrores. Não é baseado em um personagem real – mesmo que Andrei Konchalovsky use a estética para deixar a experiência mais próxima da realidade –, mas é uma homenagem às pessoas comuns que quiseram fazer o que era certo, sem deixar de abordar as questões, dúvidas e egoísmos que também nos fazem humanos.

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Moloch (Молох, 1999, Rússia) [Crítica]

Com Leonid Mozgovoy e Yelena Rufanova. Escrito por Yuri Arabov e Marina Koreneva. Dirigido por Alexander Sokurov (Arca Russa). Filme biográfico de Aldof Hitler e Eva Braun, enquanto estão hospedados nos Alpes suíços. A ideia é humanizar o führer.

Adolf Hilter (Mozgovoy) é mostrado como uma figura frágil e doente, mas também dançante e um tanto bobo. Até mesmo inocente quando Eva (Yelena) diz ele que deveria mandar o cineasta de um documentário sobre os avanços da II Guerra Mundial para Auschwitz, pois o fuhrer não aprovou a direção. No que Hitler pergunta “Mas que lugar é esse?”. Ainda, o diretor faz jus à figura cruel do líder nazista, quando ele nega o perdão à uma pessoa desconhecida, quando um padre vem pessoalmente pedir pela sua libertação. Isso tudo acontece num cenário as vezes estático, que lembra uma pintura fummeti. Por ser um filme de tom documentário, a trilha sonora acaba sendo os sons do ambiente, e as músicas que tocam em velhos gramofones. É um filme arte, mas não tão belo quanto Arca Russa.

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