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O Filho Eterno | Crítica | 2016, Brasil

O Filho Eterno (2016)

Elenco: Marcos Veras, Débora Falabella, Pedro Vinícius, Uyara Torrente, Zeca Cenovicz, Augusto Madeira | Roteiro: Leonardo Levis | Baseado em: O Filho Eterno (Cristovão Tezza) | Direção: Paulo Machline (Trinta)

O Filho Eterno é um bom drama que traz consigo os aprendizados que temos pelo amor ou pela dor.

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Se existe uma grande lição que a vida te dá é que nossos planos são uma ilusão. Sempre acreditamos que não vai acontecer conosco, até que acontece e, em desespero, procuramos culpados ao invés de entendimento. O Filho Eterno é um drama que conta com esse peso de termos de encarar a vida com todas essas surpresas e como aprendemos pelo amor ou pela dor. É uma produção nacional fora dos padrões que somos saturados na comédia nacional ao abordar a Síndrome de Down que assim como muitos outros problemas – incluindo os sociais – preferimos fingir não estar lá, além de mostrar uma mensagem sobre inclusão.

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Elis | Crítica | 2016, Brasil

Elis (2016)

Elenco: Andréia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler, Lucio Mauro Filho, Julio Andrade, Zécarlos Machado, Rodrigo Pandolfo, Icaro Silva, César Troncoso, Isabel Wilker, Bruce Gomlevsky | Roteiro: Luiz Bolognesi, Vera Egito, Hugo Prata | Direção: Hugo Prata

Elis é uma cinebiografia que homenageia uma das maiores vozes da MPB sem esconder seus defeitos.

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Quantos menos adjetivos para descrever uma obra, melhor. Então é mais que justo dizer que Elis é um grito. Hugo Prata grita Elis em todos os cantos do seu filme, tão forte quanto a voz característica da musa da Música Popular Brasileira. O filme é uma ode de paixão à uma cantora que foi querida por tantos, mas sem deixar de lado as imperfeições de seus rastros na sua curta passagem de trinta e seis anos nesse planeta. É uma daquelas obras pensadas tanto para apresentar detalhes da vida para aqueles que não a conheciam bem e para quem já é fã da artista.

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É Fada! | Crítica | Brasil, 2016

É Fada! (2016)

Elenco: Kéfera Buchmann, Klara Castanho, Mariana Santos, Carla Daniel, Clara Tiezzi, Christian Monassa, Bruna Griphão, Junior Vieira | Roteiro: Fernando Ceylão, Bárbara Duvivier, Sylvio Gonçalves | Inspirado em: Uma fada veio me visitar (Thalita Rebouças) | Direção: Cris D’Amato (S.O.S.: Mulheres ao Mar)

Do Youtube para o Cinema, É Fada mostra talento de Kéfera como atriz. E só.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma abordagem bem comum é a exploração de nichos, e o de Youtubers indo ao cinema é apenas mais um deles. Ainda é cedo para dizer, mas se É Fada é o exemplo de material cinematográfico que os produtores têm na manga, serão muitas experiências frustradas. Fazendo um apelo para os fãs de uma estrela que tem nove milhões de inscritos – e com vídeos que conseguem até três milhões de visualizações – faltou cuidado com todos os quesitos, passando pelo roteiro, direção, fotografia e outros quesitos técnicos. É um dos piores tipos de caça-níqueis. Mas não é culpa da dupla principal, o destaque do filme.

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Pequeno Segredo | Crítica | Brasil, 2016

Pequeno Segredo (2016)

Elenco: Julia Lemmertz, Maria Flor, Fionnula Flanagan, Erroll Shand, Marcello Antony, Mariana Goulart | Roteiro: Marcos Bernstein | Baseado em: Pequeno Segredo: A lição de vida de Kat para a Família Schurmann (Heloísa Schurmann) | Direção: David Schurmann

Pequeno Segredo apela para um desnecessário melodrama, além de ser extremamente desonesto com o espectador.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"É bem evidente que David Schurmann abriu seu coração e o derramou nas páginas do roteiro de Pequeno Segredo. Porém, uma história deve ser emocionante por si só e Schurmann, na função de diretor, força o melodrama, um dos grandes defeitos da produção. Para nos fazer chorar, o cineasta velejador usa de artifícios como a música exageradamente dramática a cada momento trágico da história e essa não é a única desonestidade da narrativa. Sem sombra de dúvidas, foram anos que deixaram uma marca indelével nos Schurmann, e contá-la lhes pareceu importante. Só não precisava ser forçado para a audiência da maneira que foi.

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O Silêncio do Céu | Crítica | Era el Cielo (2016) Brasil-Uruguai

Era el Cielo (2016)

Elenco: Leonardo Sbaraglia, Carolina Dieckmann, Chino Darín, Álvaro Armand Ugón, Mirella Pascual, Roberto Suárez, Paula Cohen, Priscila Bellora, Dylan Cortes, Gabriela Freire, María Mendive | Roteiro: Lucía Puenzo, Sergio Bizzio, Caetano Gotardo | Baseado em: Era el Cielo (Sergio Bizzio) | Direção: Marco Dutra (Quando eu era Vivo)

O Silêncio do Céu é uma abordagem direta, um filme impactante e que lida com o terrível assunto da violência contra a mulher e da culpabilização da vítima

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Existem situações tão terríveis que merecem uma abordagem direta ao invés da simbólica. A violência sexual contra mulheres um tabu ainda gigantesco na sociedade e por isso Marco Dutra explora esse ato tão cruamente em O Silêncio do Céu, sem meias palavras, direto como um soco no estômago, para sensibilizar ao mesmo tempo em que choca a plateia. Cheio de reflexões, preenchidas por uma narração que em determinados momentos exagera a explicação, esse é um filme extremamente triste, que lida com medos e horrores de uma sociedade que é doente em parte e talvez sem cura.

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Desculpe o Transtorno | Crítica | Brasil, 2016

Desculpe o Transtorno (2016)

Elenco: Gregorio Duvivier, Clarice Falcão, Dani Calabresa, Marcos Caruso, Rafael Infante, Daniel Duncan, Zezé Polessa | Argumento: Pedro Carvalhaes | Roteiro: Tatiana Maciel, Célio Porto | Direção: Tomas Portella (Operações Especiais)

Desculpe o Transtorno é agradável e consegue tirar risadas, ainda que trabalhe com estereótipos e clichês.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Antes de assistir Desculpe o Transtorno paira a dúvida para qual lado o filme pende mais. Depois de entender que é uma comédia romântica, não é de se espantar que ele siga mais para o lado do romance. Porém, não é um demasiadamente açucarado e há muitos momentos engraçados. E apesar de ter um desfecho previsível, o caminho que Tatiana Maciel e Célio Porto tomam tem percalços pouco comuns na narrativa da comédia nacional – inclusive com a liberdade de alguns palavrões –, não traz nada de novo, reforça alguns estereótipos da rixa São Paulo e Rio de Janeiro, mas é suficientemente leve para agradar quem já não aguenta mais piadas com gente gritando.

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Aquarius | Crítica | Brasil, 2016

Aquarius (2016)

Elenco: Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão | Roteiro e Direção: Kleber Mendonça Filho (O Som ao Redor)

Aquarius é uma batalha contra vários tipos de opressão, e só peca pela falta de dinamismo.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma coisa é impossível de se negar: Kléber Mendonça Filho arriscou muito em Aquarius. Assim como em O Som ao Redor, a nova produção é um recorte de uma vida, dessa vez se concentrando em apenas uma história. Durante a longa projeção de 140 minutos há risos, dramas e uma contemplação nem sempre necessária. Se a mensagem fosse menos relevante e se a protagonista fosse menos interessante, a falta de dinâmica enterraria o filme. Do mesmo jeito que a vida, é difícil acompanhar toda a narrativa da última resistente do prédio, e apenas faltou um equilíbrio por parte de Mendonça ao usar o tempo como elemento, ainda que ele seja um ótimo diretor.

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O Caseiro | Crítica | Brasil, 2016

O Caseiro (2016)

Com Bruno Garcia, Leopoldo Pacheco, Denise Weinberg, Malu Rodrigues. Roteirizado por Julio Santi, Felipe Santi e João Segall. Dirigido por Julio Santi.

Nadando em rios pouco navegados, O Caseiro é um suspense nacional com elementos tirados de outros filmes, mas que vale a pena ser visitado.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Num cenário onde as comédias de gosto duvidoso dominam, vale a pena dar uma olhada em um gênero pouco explorado no cinema nacional. Apesar disso, não espere nenhuma originalidade em O Caseiro. Durante a projeção fica fácil caçar referências de produções recentes e clássicas. Mesmo assim é um filme bem dirigido, foge dos aspectos técnicos de produção que tem a intenção de fazer sucesso na televisão e insere alguns elementos familiares para nós brasileiros. Vale, no mínimo, uma visita apenas para confirmar que o nosso cinema não é só Globo Filmes.

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De Onde Eu Te Vejo | Crítica | 2016

De Onde Eu Te Vejo (2016)

Com Denise Fraga, Domingos Montagner, Manoela Aliperti, Marisa Orth, Juca de Oliveira e Fúlvio Stefanini. Roteirizado por Leonardo Moreira e Rafael Gomes. Dirigido por Luiz Villaça.

Passeando entre o romance, a comédia e o drama, De Onde Eu Te Vejo se destaca dentro do gênero nas produções nacionais.
8/10 - "tem um Tigre no cinema"O cinema brasileiro foi maltratado por causa da gana das produtoras em enfiar goela abaixo comédias estúpidas e romances açucarados. De Onde Eu Te Vejo foge da maioria desses clichês, mesmo usando dos elementos citados. É uma comédia, assim como é um romance, tanto quanto um drama. Essa mistura permeia a narrativa com equilíbrio, sem deixar que um aspecto fique mais à frente de outro, além de ser tecnicamente impecável. Mesmo com alguns problemas – poucos, é verdade – é uma história bonita, leve, agradável de ser assistida e que pode fazer você se reconectar com quem ama de verdade, mesmo numa metrópole como São Paulo.

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Mundo Cão | Crítica | (2016) Brasil

Mundo Cão (2016)

Com Babu Santana, Adriana Esteves, Lázaro Ramos, Milhem Cortaz, Thainá Duarte e Vini Carvalho. Roteirizado por Marcos Jorge e Lusa Silvestre. Dirigido por Marcos Jorge (Estômago).

Equilibrando temas da comédia e dos filmes policiais, Mundo Cão é uma agradável surpresa.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"É preciso reforçar a mensagem de que o cinema brasileiro tem qualidade, se soubermos onde olhar. Mundo Cão é um filme divertido em vários momentos e se esforça em surpreender em outros sem apelar para ex-machinas ou soluções fantásticas. Seus personagens são críveis e conversam com a enorme parcela da população do país – você reconhecerá familiares, vizinhos e, provavelmente, a si mesmo nas desventuras do protagonista. Vale também porque o gênero é pouco explorado no cenário nacional.

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Que Horas ela Volta? | Crítica | Brasil, 2015

Que Horas Ela Volta?, 2015

Com Regina Casé, Camila Márdila, Michel Joelsas, Karine Teles, Lourenço Mutarelli, Helena Albergaria, Luis Miranda. Dirigido e roteirizado por Anna Muylaert (É Proibido Fumar).

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Em um filme que reflete tanto a realidade de certo local, seu maior trunfo será conseguir alcançar também quem não está muito familiarizado com aquela situação. Assim, Que Horas Ela Volta? é para os brasileiros um retrato relativamente comum da servidão que muitas pessoas se sujeitam, com nossas próprias peculiaridades. Para quem não vive essa realidade, é uma história de sacrifícios que precisam ser feitos para o bem de quem se ama. Dotado de doçura e reflexão, a produção vem para confirmar a ótima fase que o nosso cinema dramático passa. E serve também para encararmos algumas falhas do nosso caráter que, às vezes, passam despercebidos.

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O Último Cine Drive-In | Crítica | Brasil, 2015

Ultimo Cine Drive-In, 2015

Com Breno Nina, Othon Bastos, Rita Assemany, Chico Sant’anna, Fernanda Rocha, André Deca, Rosanna Viegas, Vinícius Ferreira. Roteirizado por Iberê Carvalho e Zepedro Gollo. Dirigido por Iberê Carvalho.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Cada vez mais o cinema dramático nacional tem trazido bons exemplos para nós. Esqueçam as comédias simples, iguais e pasteurizadas: O Último Cine Drive-In é uma lição sobre e o que é o cinema. E não é apenas isso. Apesar da homenagem à sétima arte ser bem clara, e a primeira camada da história, Iberê Carvalho escancara um retrato social na sede do poder legislativo, e ainda acha espaço para contar uma história de pais e filhos durante a jornada de seus personagens. Fugindo de clichês e trabalhando com pitadas de aventura e comédia, essa é uma produção digna de ser lembrada por qualquer espectador, mas em especial pelos brasileiros.

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