Arquivo para a Categoria ‘cinema brasileiro’

Que Horas ela Volta? | Crítica | Brasil, 2015

Que Horas Ela Volta?, 2015

Com Regina Casé, Camila Márdila, Michel Joelsas, Karine Teles, Lourenço Mutarelli, Helena Albergaria, Luis Miranda. Dirigido e roteirizado por Anna Muylaert (É Proibido Fumar).

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Em um filme que reflete tanto a realidade de certo local, seu maior trunfo será conseguir alcançar também quem não está muito familiarizado com aquela situação. Assim, Que Horas Ela Volta? é para os brasileiros um retrato relativamente comum da servidão que muitas pessoas se sujeitam, com nossas próprias peculiaridades. Para quem não vive essa realidade, é uma história de sacrifícios que precisam ser feitos para o bem de quem se ama. Dotado de doçura e reflexão, a produção vem para confirmar a ótima fase que o nosso cinema dramático passa. E serve também para encararmos algumas falhas do nosso caráter que, às vezes, passam despercebidos.

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O Último Cine Drive-In | Crítica | Brasil, 2015

Ultimo Cine Drive-In, 2015

Com Breno Nina, Othon Bastos, Rita Assemany, Chico Sant’anna, Fernanda Rocha, André Deca, Rosanna Viegas, Vinícius Ferreira. Roteirizado por Iberê Carvalho e Zepedro Gollo. Dirigido por Iberê Carvalho.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Cada vez mais o cinema dramático nacional tem trazido bons exemplos para nós. Esqueçam as comédias simples, iguais e pasteurizadas: O Último Cine Drive-In é uma lição sobre e o que é o cinema. E não é apenas isso. Apesar da homenagem à sétima arte ser bem clara, e a primeira camada da história, Iberê Carvalho escancara um retrato social na sede do poder legislativo, e ainda acha espaço para contar uma história de pais e filhos durante a jornada de seus personagens. Fugindo de clichês e trabalhando com pitadas de aventura e comédia, essa é uma produção digna de ser lembrada por qualquer espectador, mas em especial pelos brasileiros.

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Meus Dois Amores | Crítica | Brasil, 2015

Meus Dois Amores, 2015

Com Caio Blat, Maria Flor, Alexandre Borges, Lima Duarte, Vera Holtz, Fabiana Karla, Guilherme Weber, Milton Gonçalves, Ana Lúcia Torre e Julio Adrião. Roteirizado por José Carvalho, baseado na obra de Guimarães Rosa. Dirigido por Luiz Henrique Rios.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"A comédia nacional vive um péssimo momento, com filmes que vem atrelado a quadros sem graça da TV, ou baseando suas piadas em estereótipos e preconceitos. Por isso é uma enorme satisfação ver gente saindo desse caminho. Em Meus Dois Amores o universo simples assim como seu povo não é tratado como chacota. O retrato dessas pessoas num universo quase fantástico e críticas às instituições religiosas é uma produção leve, divertida e tão surreal quanto um homem ter o coração dividido entre uma mulher e uma mula.

Sinopse oficial

Manuel (Blat), um vaqueiro esperto e valentão, vende um cavalo bichado ao matador Targino (Borges), que o jura de morte e promete desonrar sua noiva Das Dô (Flor). Manuel aceita o desafio, mas recorre ao feiticeiro Toniquinho (Adrião) para fechar seu corpo.

 

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Tropa de Elite | TigreCast #74 | Podcast

Tropa de Elite | TigreCast 74

Nesta cidade, todo policial tem de escolher: ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra.” Capitão Nascimento.

Estamos de volta! No primeiro TigreCast de 2015 Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Matheus Des (@matheusdes) e os convidados Cliff (Plano Nove) e Marcelo Paradella (Filmes e Games) falam sobre um dos mais importantes filmes do cinema nacional: Tropa de Elite dirigido por José Padilha.

Discutimos a passagem do diretor do cinema documental para a ficção, a qualidade que existe no cinema nacional, a pirataria que atingiu e alavancou o filme, frases de efeito, quem é o verdadeiro protagonista da história, e se o Capitão Nascimento deve ser considerado um herói.

Como sempre, spoilers liberados!

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Trinta | Crítica | Brasil, 2014

Trinta, 2014

Com Matheus Nachtergaele, Milhem Cortaz, Paola Oliveira, Fabrício Boliveira, Paulo Tiefenthaler, Ernani Moraes e Marco Ricca. Roteirizado por Claudio Galperin, Paulo Machline, Felipe Sholl e Mauricio Zacharias. Dirigido por Paulo Machline.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Ao focar na melhor parte da carreira do carnavalesco, ao invés de explorar um longo melodrama com todas as nuances do artista, Trinta se destaca entre as cinebiografias recentes. É um filme centrado e enxuto, mas sem nenhuma correria. Bem produzido, com ótimas atuações, belamente fotografado, é uma história que agradará mesmo os que não são fãs de carnaval. E os que gostam se sentirão ainda mais recompensados.

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Entre Nós | Crítica | 2014, Brasil

Entre Nós, 2014

Com Caio Blat, Carolina Dieckmann, Maria Ribeiro, Paulo Vilhena, Julio Andrade, Martha Nowill e Lee Taylor. Roteirizado por Paulo Morelli. Dirigido por Paulo Morelli e Pedro Morelli.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Fugindo de uma visão maniqueísta ou parcial, Paulo e Pedro Morelli – pai e filho – criam um universo riquíssimo em Entre Nós. O filme é um misto de suspense e nostalgia que prende a atenção e emociona, e é dotado de uma doçura dos laços de amizade, e como eles podem ser quebrados. A qualidade do drama brasileiro atual se confirma nessa produção que, apesar de tão pessoal, tem um aura espontânea e verdadeira, mas sem deixar de lado os sentimentos do público.

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O Concurso (Brasil, 2013) [Crítica]

Concurso-post

Com Danton Mello, Fábio Porchat, Sabrina Sato, Rodrigo Pandolfo, Anderson Di Rizzi, Jackson Antunes, Pedro Paulo Rangel, Nelson Freitas e Carol Castro. Roteirizado por LG Tubaldini Jr. Dirigido por Pedro Vasconcelos.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Vejam a analogia surpreendente que nos é colocada no começo desse petardo: um número sobre a quantidade de pessoas que prestam concursos e em média quantos anos cada pessoa passa para conseguir entrar em um desses concorridos cargos. O diretor parece ter se espelhado na sua própria carreira, com um dezena de novelas dirigidas, emulando o seu preparo para o cinema, a tão desejada tela grande. É a vida de Pedro Vasconcelos, figuradamente, em película. E ele conseguiu? Não! Junto do roteirista LG Tubaldini Jr, esta é uma produção irritante em praticamente todos os sentidos.

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Odeio o Dia dos Namorados (Brasil, 2013) [Crítica]

"Odeio o Dia dos Namorados", 2013

Com Heloísa Périssé, Daniel Boaventura, Danielle Winits, Marcelo Saback, MV Bill, Marcelo Matos, Toni Tornado, Fernando Caruso e Daniele Valente. Roteirizado por Paulo Cursino. Dirigido por Roberto Santucci (De Pernas Pro Ar 2).

3/10 - "tem um Tigre no cinema"É bem verdade que o cinema nacional já saiu há bastante tempo do estigma de quando é bom, o comentário comum seja “é um filme legal, apesar de ser nacional”. Mas também é verdade que as comédias daqui ainda precisam percorrer um longo caminho. Basta pesquisar as melhores bilheterias dos últimos anos nesse especial do Adoro Cinema para ver a (falta de) qualidade do gênero. A nova produção de Santucci e Cursino é uma coleção infinita de clichês e dona de uma falta de cuidados impressionantes. Poucas risadas e um elenco de qualidade duvidosa, mas plenamente conhecido na televisão, mostram que precisamos de sangue novo nas telas.

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Faroeste Caboclo (2013, Brasil) [Crítica]

"Faroeste Cabloco", 2013

Com Fabrício Boliveira, César Troncoso, Isis Valverde, Antonio Calloni, Alex Sander, Marcos Paulo, Cinara Leal, Giuliano Manfredini, Felipe Abib e Rodrigo Pandolfo. Roteirizado por Victor Atherino e Marcos Bernstein, baseado na música de Renato Russo. Dirigido por René Sampaio.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"O maior erro que René Sampaio poderia fazer seria produzir um filme que fosse a transcrição pura e simples de uma música de 9 minutos. Felizmente, Victor Atherino e Marcos Bernstein roteirizaram o poema musical de Renato Russo e construíram a partir disso um universo rico, com detalhes que preenchem a vida do trio principal, dando cores, características e outros traços, como a família, para desenvolver uma história tão querida por tantos brasileiros e que sempre teve cara de filme. O resultado é uma produção que mistura a típica situação dos faroestes integrada a uma mensagem política, com toques de violência, amor e vingança.

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Somos Tão Jovens (2013, Brasil) [Crítica]

"Somos Tão Jovens", 2013

Com Thiago Mendonça, Sandra Corveloni, Marcos Breda, Bianca Comparato, Laila Zaid, Bruno Torres e Henrique Pires. Roteirizado por Marcos Bernstein (Meu Pé de Laranja Lima). Dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Ao focar na juventude de Renato Manfredini Jr, o roteirista Marcos Bernstein vai na contramão da figura que o foi criada em volta do cantor/escritor ao longo dos anos. Por isso, “Somos Tão Jovens” é uma visão mais poética desse período e consequentemente mais alegre. Não que a vida do líder da Legião Urbana tenha sido um mar de flores, mas a decisão de exaltar os bons momentos, sem se esquecer dos maus, foca nas vontades e esperanças de um garoto carioca radicado em Brasília, que muita vezes são as nossas também. Além disso, é um retrato muito bom da época e de uma parte importante do rock nacional.

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Uma História de Amor e Fúria (2013, Brasil) [Crítica]

"Um História de Amor e Fúria", 2013Com Selton Mello, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro. Roteirizado e dirigido por Luiz Bolognesi.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Devo admitir que foi corajoso o filme ser uma animação e com toques de ficção científica. Ao usar elementos do povo brasileiro, o roteirista e diretor Luiz Bolognesi cria um heroi que se identifica com a identidade miscigena própria do nosso pais: ele é índio, depois mulato e finalmente branco. A história viaja por vários momentos históricos que fazem o protagonista entrar em conflito com personagens históricos. Mas “Uma história de Amor e Fúria” é uma perda de tempo do espectador. É um coleção de clichês, não apresenta nada de novo, além de ter os personagens mais maniqueístas que eu já vi nos últimos tempos. Dotado de uma roteiro fraco e superficial, é um dos piores filmes do ano.

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A Busca (2013, Brasil) [Crítica]

"A Busca", 2013

Com Wagner Moura, Lima Duarte, Mariana Lima e Brás Antunes. Roteirizado por Elena Soarez. Dirigido por Luciano Moura.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Anteriormente chamado “A Cadeira do Pai”, Lucas Moura dá ao seu filme um título um tanto genérico que pode ser encaixado em várias propostas. E é isso mesmo que acontece, pois passamos pelo drama de Theo (Moura) e da esposa, Branca (Lima) que está se separando do marido quando o filho Pedro (Antunes) desaparece no dia do seu aniversário, para depois virar um road movie com elementos, digamos, mágicos.

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