Arquivo para a Categoria ‘cinema brasileiro’

Uma História de Amor e Fúria (2013, Brasil) [Crítica]

"Um História de Amor e Fúria", 2013Com Selton Mello, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro. Roteirizado e dirigido por Luiz Bolognesi.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Devo admitir que foi corajoso o filme ser uma animação e com toques de ficção científica. Ao usar elementos do povo brasileiro, o roteirista e diretor Luiz Bolognesi cria um heroi que se identifica com a identidade miscigena própria do nosso pais: ele é índio, depois mulato e finalmente branco. A história viaja por vários momentos históricos que fazem o protagonista entrar em conflito com personagens históricos. Mas “Uma história de Amor e Fúria” é uma perda de tempo do espectador. É um coleção de clichês, não apresenta nada de novo, além de ter os personagens mais maniqueístas que eu já vi nos últimos tempos. Dotado de uma roteiro fraco e superficial, é um dos piores filmes do ano.

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A Busca (2013, Brasil) [Crítica]

"A Busca", 2013

Com Wagner Moura, Lima Duarte, Mariana Lima e Brás Antunes. Roteirizado por Elena Soarez. Dirigido por Luciano Moura.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Anteriormente chamado “A Cadeira do Pai”, Lucas Moura dá ao seu filme um título um tanto genérico que pode ser encaixado em várias propostas. E é isso mesmo que acontece, pois passamos pelo drama de Theo (Moura) e da esposa, Branca (Lima) que está se separando do marido quando o filho Pedro (Antunes) desaparece no dia do seu aniversário, para depois virar um road movie com elementos, digamos, mágicos.

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Os Penetras (Brasil, 2012) [Crítica]

Com Marcelo Adnet, Eduardo Sterblitch, Andrea Beltrão, Stepan Nercessian, Mariana Ximenes, Luis Gustavo, Luiz Carlos Miele e Susana Vieira. Roteirizado por Marcelo Vindicatto (Feliz Natal) e Andrucha Waddington. Dirigido por Andrucha Waddington (Eu, Tu, Eles)

“Os Penetras” é vendido como uma comédia. Se foi assim, devo ter entrado no filme errado. Nada, ou quase nada fará o espectador rir. Seria mais apropriado o termo chamado “dramédia”, mostrando que Vindicatto e Waddington se perderam no meio do caminho ao contar uma história de golpistas e fracassados. Faltou versatilidade desses cineastas advindos do drama (o primeiro com “Feliz Natal” e o outro de “Eu, Tu, Eles”). Existem pontos dignos de admiração na produção, e um deles é a direção. Mas tais pontos são subjugados por um roteiro fraco e extremamente previsível. Era de se esperar mais de atores que são conhecidos por fazer comédia. Ou pelo menos tentam fazê-lo.

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[Especial 36ª #MostraSP] Meu dia #3

Nesse terceiro dia de Mostra consegui assistir apenas ao nacional “Uma História de Amor e Fúria”. De longe, a maior decepção do festival.

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[Especial 36ª #MostraSP] Meu dia #1

Como não tive acesso à credenciais ou cortesias, tive visitas bem reduzidas aos filmes da 36ª Mostra Internacional de Cinema. Espero que o pouco que escrever seja suficiente para que vocês apreciam minhas visões do evento.

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Gonzaga – De pai pra filho (2012, Brasil) [Crítica]

Com Júlio Andrade, Adélio Lima, Nanda Costa, Roberta Gualda, Claudio Joborandy e Domingos Montagner. Roteirizado por Patricia Andrade e Maria Hernandez. Dirigido por Breno Silveira (Dois Filhos de Francisco).

Enquanto assistia “Gonzaga – De pai pra filho” pensava muito no meu pai e nos meus avós. É impressionante quando uma cinebiografia te cativa tanto, mesmo que você não conheça muito bem os personagens. No meu caso, nem sou apreciador do baião, nem de seu representante maior que é Luiz Gonzaga, e nem mesmo de seu filho Gonzaginha. Mas Silveira, Andrade e Hernandez nos trazem um filme emocionante por ir além da imagem de “Rei do Baião”, e mostram um história de superação e redenção. Definitivamente, um dos melhores filmes do ano.

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Tropicália (2012, Brasil) [Crítica]

Com Caetano Veloso, Gilberto Gil, José Celso, Glauber Rocha, Hélio Oitica , Julio Medaglia, Sérgio Baptista, Arnaldo Dias Baptista, Rogério Duarte, Tom Zé, Gal Costa e Rita Lee. Dirigido por Marcelo Machado.

Não sou conhecedor do movimento tropicalista. Conheço seus principais expoentes, músicas e o período pelo qual o país passava. Mas se for me basear por esse filme, não deve ter sido uma experiência muito boa. A viagem visual que  Machado impõe na tela é interessante no começo, mas o jeito despojado e desconexo, com várias intervenções gráficas não tornam o filme interessante, e parecem que foram escolhidos apenas para que o filme tivesse o tamanho de um longa metragem. “Tropicália” vale tão somente pelas músicas e as pouquíssimas imagens de bastidores da época. No mais, é um dos piores filmes do ano, cansativo e um desfavor à música e ao cinema brasileiro.

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Soberano 2 – A Heroica Conquista do Mundial de 2005 (2012, Brasil) [Crítica]

Com Rogério Ceni, Lugano, Aloíso, Amoroso, Mineiro, Raí, Marco Aurélio Cunha, Milton Cruz e Juvenal Juvêncio. Dirigido por Maurício Arruda e Carlos Nader.

O subtítulo “a heroica conquista…” não é exagerado. E na memória do torcedor sãopaulino recente, esses foram dois jogos muito especiais. Depois de mais de 10 anos, voltávamos à Tóquio para honrar a camisa e aquele timaço de 1992 e 1993. Esse documentário é voltado exclusivamente para agradar o torcedor do São Paulo Futebol Clube, e ainda usa o espaço para provocar um time rival. Ainda assim, o filme é tecnicamente bem dirigido e editado, com alguns deslizes durante sua projeção. Com declarações de Lugano, Aloíso, Rogério Ceni, Amoroso, Mineiro, Raí, Marco Aurélio Cunha, Milton Cruz e do dispensável Juvenal Juvêncio, “Soberano 2” se torna parte do documental esportivo do futebol nacional. Para quem é tricolor paulista, obrigatório.

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Corações Sujos (2012, Brasil) [Crítica]

Com Tsuyoshi Ihara, Takako Tokiwa, Eiji Okuda, Kimiko Yo, Shun Sugata, Celine Fukumoto, Issamu Yazaki, Ken Kaneko e Eduardo Moscovis. Roteirizado por David França Mendes (Um Romance de Geração). Dirigido por Vicente Amorim (Um Homem Bom).

“Corações Sujos” retrata parte da sociedade imigrante japonesa que aqui criaram colônia, no interior de São Paulo, depois do fim da II Guerra Mundial. E passando pela manipulação da informação, até mesmo samurais podem se cegar por aquelas características fortemente permeadas em seus corações: honra, história, dever e glória. França Mendes e o diretor Amorim, inspirados pelo livro de Fernando Morais (que não li), trazem uma história com boa carga dramática e de um jeito muito corajoso, ao fazer um filme nacional onde 99% do diálogo não é a nossa língua pátria, tão diferente de produções parecidas em outros países, incluindo o Brasil.

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2 Coelhos (2012, Brasil) [CC#002]

Com Fernando Alves Pinto, Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Marat Descartes, Roberto Marchese e Thaíde. Roteiro de Afonso Poyart e Izaías Almada. Dirigido por Afonso Poyart.

Relembrando, “Críticas Curtas” (#CC), é a sessão que posto pequenos comentários de filmes que vi, e que não estão mais nos cinemas. “2 Coelhos” foi um filme que sofreu até na própria casa, por ser um filme de ação. O cinema nacional não tem essa tradição, e quem assistia ao trailer via uma colcha de retalhos de outros filmes de Hollywood (Sucker Punch e Wanted, por exemplo). Mas essas decisões visuais do diretor e roteirista Afonso Poyart não estragam a experiência; pelo contrário, só a melhoram. Junte esse visual (mesmo não sendo “original”) ao roteiro e às atuações e temos o dos melhor representante de filmes de ação do cinema brasileiro.

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