Arquivo para a Categoria ‘cinema brasileiro’

Entre Nós | Crítica | 2014, Brasil

Entre Nós, 2014

Com Caio Blat, Carolina Dieckmann, Maria Ribeiro, Paulo Vilhena, Julio Andrade, Martha Nowill e Lee Taylor. Roteirizado por Paulo Morelli. Dirigido por Paulo Morelli e Pedro Morelli.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Fugindo de uma visão maniqueísta ou parcial, Paulo e Pedro Morelli – pai e filho – criam um universo riquíssimo em Entre Nós. O filme é um misto de suspense e nostalgia que prende a atenção e emociona, e é dotado de uma doçura dos laços de amizade, e como eles podem ser quebrados. A qualidade do drama brasileiro atual se confirma nessa produção que, apesar de tão pessoal, tem um aura espontânea e verdadeira, mas sem deixar de lado os sentimentos do público.

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O Concurso (Brasil, 2013) [Crítica]

Concurso-post

Com Danton Mello, Fábio Porchat, Sabrina Sato, Rodrigo Pandolfo, Anderson Di Rizzi, Jackson Antunes, Pedro Paulo Rangel, Nelson Freitas e Carol Castro. Roteirizado por LG Tubaldini Jr. Dirigido por Pedro Vasconcelos.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Vejam a analogia surpreendente que nos é colocada no começo desse petardo: um número sobre a quantidade de pessoas que prestam concursos e em média quantos anos cada pessoa passa para conseguir entrar em um desses concorridos cargos. O diretor parece ter se espelhado na sua própria carreira, com um dezena de novelas dirigidas, emulando o seu preparo para o cinema, a tão desejada tela grande. É a vida de Pedro Vasconcelos, figuradamente, em película. E ele conseguiu? Não! Junto do roteirista LG Tubaldini Jr, esta é uma produção irritante em praticamente todos os sentidos.

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Odeio o Dia dos Namorados (Brasil, 2013) [Crítica]

"Odeio o Dia dos Namorados", 2013

Com Heloísa Périssé, Daniel Boaventura, Danielle Winits, Marcelo Saback, MV Bill, Marcelo Matos, Toni Tornado, Fernando Caruso e Daniele Valente. Roteirizado por Paulo Cursino. Dirigido por Roberto Santucci (De Pernas Pro Ar 2).

3/10 - "tem um Tigre no cinema"É bem verdade que o cinema nacional já saiu há bastante tempo do estigma de quando é bom, o comentário comum seja “é um filme legal, apesar de ser nacional”. Mas também é verdade que as comédias daqui ainda precisam percorrer um longo caminho. Basta pesquisar as melhores bilheterias dos últimos anos nesse especial do Adoro Cinema para ver a (falta de) qualidade do gênero. A nova produção de Santucci e Cursino é uma coleção infinita de clichês e dona de uma falta de cuidados impressionantes. Poucas risadas e um elenco de qualidade duvidosa, mas plenamente conhecido na televisão, mostram que precisamos de sangue novo nas telas.

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Faroeste Caboclo (2013, Brasil) [Crítica]

"Faroeste Cabloco", 2013

Com Fabrício Boliveira, César Troncoso, Isis Valverde, Antonio Calloni, Alex Sander, Marcos Paulo, Cinara Leal, Giuliano Manfredini, Felipe Abib e Rodrigo Pandolfo. Roteirizado por Victor Atherino e Marcos Bernstein, baseado na música de Renato Russo. Dirigido por René Sampaio.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"O maior erro que René Sampaio poderia fazer seria produzir um filme que fosse a transcrição pura e simples de uma música de 9 minutos. Felizmente, Victor Atherino e Marcos Bernstein roteirizaram o poema musical de Renato Russo e construíram a partir disso um universo rico, com detalhes que preenchem a vida do trio principal, dando cores, características e outros traços, como a família, para desenvolver uma história tão querida por tantos brasileiros e que sempre teve cara de filme. O resultado é uma produção que mistura a típica situação dos faroestes integrada a uma mensagem política, com toques de violência, amor e vingança.

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Somos Tão Jovens (2013, Brasil) [Crítica]

"Somos Tão Jovens", 2013

Com Thiago Mendonça, Sandra Corveloni, Marcos Breda, Bianca Comparato, Laila Zaid, Bruno Torres e Henrique Pires. Roteirizado por Marcos Bernstein (Meu Pé de Laranja Lima). Dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Ao focar na juventude de Renato Manfredini Jr, o roteirista Marcos Bernstein vai na contramão da figura que o foi criada em volta do cantor/escritor ao longo dos anos. Por isso, “Somos Tão Jovens” é uma visão mais poética desse período e consequentemente mais alegre. Não que a vida do líder da Legião Urbana tenha sido um mar de flores, mas a decisão de exaltar os bons momentos, sem se esquecer dos maus, foca nas vontades e esperanças de um garoto carioca radicado em Brasília, que muita vezes são as nossas também. Além disso, é um retrato muito bom da época e de uma parte importante do rock nacional.

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Uma História de Amor e Fúria (2013, Brasil) [Crítica]

"Um História de Amor e Fúria", 2013Com Selton Mello, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro. Roteirizado e dirigido por Luiz Bolognesi.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Devo admitir que foi corajoso o filme ser uma animação e com toques de ficção científica. Ao usar elementos do povo brasileiro, o roteirista e diretor Luiz Bolognesi cria um heroi que se identifica com a identidade miscigena própria do nosso pais: ele é índio, depois mulato e finalmente branco. A história viaja por vários momentos históricos que fazem o protagonista entrar em conflito com personagens históricos. Mas “Uma história de Amor e Fúria” é uma perda de tempo do espectador. É um coleção de clichês, não apresenta nada de novo, além de ter os personagens mais maniqueístas que eu já vi nos últimos tempos. Dotado de uma roteiro fraco e superficial, é um dos piores filmes do ano.

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A Busca (2013, Brasil) [Crítica]

"A Busca", 2013

Com Wagner Moura, Lima Duarte, Mariana Lima e Brás Antunes. Roteirizado por Elena Soarez. Dirigido por Luciano Moura.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Anteriormente chamado “A Cadeira do Pai”, Lucas Moura dá ao seu filme um título um tanto genérico que pode ser encaixado em várias propostas. E é isso mesmo que acontece, pois passamos pelo drama de Theo (Moura) e da esposa, Branca (Lima) que está se separando do marido quando o filho Pedro (Antunes) desaparece no dia do seu aniversário, para depois virar um road movie com elementos, digamos, mágicos.

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Os Penetras (Brasil, 2012) [Crítica]

Com Marcelo Adnet, Eduardo Sterblitch, Andrea Beltrão, Stepan Nercessian, Mariana Ximenes, Luis Gustavo, Luiz Carlos Miele e Susana Vieira. Roteirizado por Marcelo Vindicatto (Feliz Natal) e Andrucha Waddington. Dirigido por Andrucha Waddington (Eu, Tu, Eles)

“Os Penetras” é vendido como uma comédia. Se foi assim, devo ter entrado no filme errado. Nada, ou quase nada fará o espectador rir. Seria mais apropriado o termo chamado “dramédia”, mostrando que Vindicatto e Waddington se perderam no meio do caminho ao contar uma história de golpistas e fracassados. Faltou versatilidade desses cineastas advindos do drama (o primeiro com “Feliz Natal” e o outro de “Eu, Tu, Eles”). Existem pontos dignos de admiração na produção, e um deles é a direção. Mas tais pontos são subjugados por um roteiro fraco e extremamente previsível. Era de se esperar mais de atores que são conhecidos por fazer comédia. Ou pelo menos tentam fazê-lo.

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[Especial 36ª #MostraSP] Meu dia #3

Nesse terceiro dia de Mostra consegui assistir apenas ao nacional “Uma História de Amor e Fúria”. De longe, a maior decepção do festival.

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[Especial 36ª #MostraSP] Meu dia #1

Como não tive acesso à credenciais ou cortesias, tive visitas bem reduzidas aos filmes da 36ª Mostra Internacional de Cinema. Espero que o pouco que escrever seja suficiente para que vocês apreciam minhas visões do evento.

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