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Toni Erdmann | Crítica | Toni Erdmann, 2016, Alemanha-Áustria

Toni Erdmann é um daqueles filmes que não sabemos como apresentar, mas que mesmo assim nos conquistam.

Toni Erdmann | 2016

Elenco: Peter Simonischek, Sandra Hüller, Ingrid Bisu, Michael Wittenborn, Thomas Loibl, Trystan Pütter, Hadewych Minis, Lucy Russell, Vlad Ivanov, Victoria Cocias | Roteiro e direção: Maren Ade | Duração: 162 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaToni Erdmann é como seu personagem título: gostamos, mas não sabemos muito bem o que fazer com ele. É um desafio apresenta-lo ao grande público, aos amigos ou familiares. É um pouco contraditório se expressar assim, mas a produção de Maren Ade é estranhamente boa, diferente do que estamos acostumados; e também estranhamente familiar e divertida. As situações que os personagens passam são extrapolações das que nós passamos nas relações familiares, elementos que a diretora usa para reforçar a mensagem do filme, que podem ser descritas como absurdas – o que não quer dizer que nelas não haja algum tipo de realidade.

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A Viagem (Cloud Atlas, 2012, Alemanha-EUA) [Crítica]

"Cloud Atlas", 2012

Com Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Doona Bae, Ben Whishaw, James D’Arcy, Zhou Xun, Keith David, Susan Sarandon e Hugh Grant. Baseado no roamance de David Mitchell. Roterizado e dirigido por Tom Tykwer (Perfume), Lana e Andy Wachowski (Matrix).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Não é a primeira vez no mundo das artes que uma obra tenta evocar a ideia de que estamos todos conectados. “A Viagem” é uma produção que mostra que essa ligação acontece no físico e entra no metafísico/espiritual, com vidas passadas e almas ligadas pelo destino (ou por Deus, ou pelo universo, como acharem melhor). Mas a viagem cinematográfica dos irmãos Wachowski não vai além do mediano, beirando o medíocre. É um filme que peca pelo exagero. Ao invés de manter a simplicidade, as mentes megalomaníacas do trio de diretores/roteiristas preferiu complicar com pulos entre tempos diferentes e sem motivo aparente. Não para o bem do espectador, nem para manter qualquer suspense.

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