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Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir | Crítica | Human Flow, 2017, Alemanha

Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir é um triste retrato da nossa época e traz uma mensagem importante para essa geração e as próximas.

Human Flow | Crítica

Roteiro: Ai Weiwei, Chin-chin Yap, Heino Deckert | Direção: Ai Weiwei | Duração: 140 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaArte é entretenimento, mas também serve para nos questionarmos. Human FlowNão Existe Lar se Não Há Para Onde Ir está na segunda categoria, uma peça contundente para os nossos tempos; além disso, um retrato deles. Aliás é um retrato da humanidade, onde muitos preferem virar a cara e ignorar os gritos de desespero de pessoas que deixam sua pátria não por opção, mas por não ter uma. Durante mais de duas horas, Ai Weiwei nos torna testemunhas de gente como a gente que está passando por situações que, provavelmente, conhecemos só pelas notícias. Não que o filme também seja um recorte, mas o diretor usa o poder do cinema para entendermos um pouco melhor o que se passa.

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Manifesto | Crítica | Manifesto, 2017, Alemanha

Manifesto é o que diz o próprio nome e um desafio para espectadores e para um mundo que precisa urgentemente de transformações. 

Manifesto | Crítica

Elenco: Cate Blanchett | Roteiro e direção: Julian Rosefeldt | Duração: 95 minutos

Toda Arte atual é falsa, nada é original e, portanto, tudo por ser copiado. Essas são algumas das declarações de Julian Rosefeldt em Manifesto, uma produção que é mais instalação do que propriamente um filme – tanto que foi exibida originalmente nesse formato onde os 13 segmentos eram transmitidos simultaneamente. Porém, já que a obra de arte chegou aos cinemas, vale a pena se desafiar e assistir as palavras do diretor no mais abrangente mundo do cinema. Pode ter perdido um pouco da ideia original, mas ainda assim é uma produção que merece ser discutida.

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Uma Família Feliz | Crítica | Happy Family, 2017, Alemanha

Pode ser que a protagonista manteve sua alma, mas Uma Família Feliz nunca teve uma para apreciarmos.

Uma Família Feliz (2017) Crítica

Elenco: Emily Watson, Jason Isaacs, Nick Frost, Jessica Brown Findlay, Celia Imrie, Catherine Tate, Ethan Rouse, Jessica McDonald | Roteiro: David Safier, Catharina Junk, Benedikt Niemann, Kirstie Falkous, Jens Benecke, Matthias Parchettka | Baseado em: Happy Family (David Safier) | Direção: Holger Tappe | Duração: 96 minutos

O pior de uma animação que já sai do estúdio com cara de ser muito parecida com outra que envolve vampiros e mais monstros é ser sem graça. Uma Família Feliz é claramente pensada para os mais novos por sua inocência e lições de moral, mas falha miseravelmente no quesito comédia ao modernizar personagens clássicos inserindo tons de filmes de super-heróis e fazendo piadas com arrotos e flatulências. Mesmo que intenção fosse de fazer o entretenimento o mais raso e direto possível, a produção falha pela falta de dinâmica, conclusões que vem de lugar nenhum e um roteiro pessimamente desenvolvido.

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Toni Erdmann | Crítica | Toni Erdmann, 2016, Alemanha-Áustria

Toni Erdmann é um daqueles filmes que não sabemos como apresentar, mas que mesmo assim nos conquistam.

Toni Erdmann | 2016

Elenco: Peter Simonischek, Sandra Hüller, Ingrid Bisu, Michael Wittenborn, Thomas Loibl, Trystan Pütter, Hadewych Minis, Lucy Russell, Vlad Ivanov, Victoria Cocias | Roteiro e direção: Maren Ade | Duração: 162 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaToni Erdmann é como seu personagem título: gostamos, mas não sabemos muito bem o que fazer com ele. É um desafio apresenta-lo ao grande público, aos amigos ou familiares. É um pouco contraditório se expressar assim, mas a produção de Maren Ade é estranhamente boa, diferente do que estamos acostumados; e também estranhamente familiar e divertida. As situações que os personagens passam são extrapolações das que nós passamos nas relações familiares, elementos que a diretora usa para reforçar a mensagem do filme, que podem ser descritas como absurdas – o que não quer dizer que nelas não haja algum tipo de realidade.

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A Viagem | Crítica | Cloud Atlas, 2012, Alemanha-EUA

A Viagem viaja pouco além do mediano, beirando o medíocre, e peca pelo exagero.

"Cloud Atlas", 2012

Com Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Doona Bae, Ben Whishaw, James D’Arcy, Zhou Xun, Keith David, Susan Sarandon e Hugh Grant. Baseado no romance de David Mitchell. Roterizado e dirigido por Tom Tykwer (Perfume), Lana e Andy Wachowski (Matrix).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Não é a primeira vez no mundo das artes que uma obra tenta evocar a ideia de que estamos todos conectados. “A Viagem” é uma produção que mostra que essa ligação acontece no físico e entra no metafísico/espiritual, com vidas passadas e almas ligadas pelo destino (ou por Deus, ou pelo universo, como acharem melhor). Mas a viagem cinematográfica dos irmãos Wachowski não vai além do mediano, beirando o medíocre. É um filme que peca pelo exagero. Ao invés de manter a simplicidade, as mentes megalomaníacas do trio de diretores/roteiristas preferiu complicar com pulos entre tempos diferentes e sem motivo aparente. Não para o bem do espectador, nem para manter qualquer suspense.

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