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Hitchcock (Hitchcock, 2012, EUA) [Crítica]

"Hitchcock", 2012

Com Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Toni Collette, Danny Huston, Jessica Biel, James D’Arcy, Michael Stuhlbarg, Ralph Macchio, Geoffrey Shurlock, Michael Wincott, Richard Portnow , Wallace Langham, Richard Chassler, Josh Yeo e Paul Schackman. Roteirizado por John J McLaughlin, baseado no livro de Stephen Rebello. Dirigido por Sacha Gervasi.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"“O Mestre do Suspense”, um  excelente diretor, um visionário, um admirador de loiras, e, por fim, um homem. Cheio de defeitos e virtudes, Alfred Hitchcock é referência em qualquer discussão sobre cinema. A cinebiografia ” Hitchcock”, baseada num livro que não li, consegue traduzir vários aspectos da personalidade do cineasta, passando por suas paixões e obsessões. É apenas um pedaço da vida desse homem, e de como aqueles à sua volta também contribuíram com esse sucesso.

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A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty, 2012, EUA) [Crítica]

"Zero Dark Thirty", 2012

Com Jessica Chastain, Jason Clarke, Joel Edgerton, Mark Strong, Jennifer Ehle, Kyle Chandler e James Gandolfini. Roteirizado por Mark Boal. Dirigido por Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror).

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Acredito que nos apaixonamos pelos detalhes. Não nos interessamos por todos os assuntos do mundo, mas quando gostamos de algo, queremos apenas saber além do superficial. É por isso que vários cinéfilos apreciam os extras quando compram ou alugam filmes, ou quando gostamos de um livro e queremos saber mais do autor, seu processo criativo, e o que mais escreveu. E quando Osama bin Laden foi morto, queríamos saber como foi, se era verdade ou não. Mais uma vez trazendo um drama de guerra recente, a diretora Kathryn Bigelow, de “Guerra ao Terror” (The Hurt Locker, 2010), mostra um filme com várias qualidades: intensidade, drama e questionamentos fazem parte de uma direção competente dessa história que tantos ansiavam por conhecer e discutir.

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Os Miseráveis (Les Misérables, 2012, Reino Unido) [Crítica]

"Lés Miserables", 2012

Com  Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Eddie Redmayne, Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen. Roteirizado por  William Nicholson, Alain Boublil, Claude-Michel Schönberg e Herbert Kretzmer, baseados na montagem da Broadway e no romance de Victor Hugo. Dirigido por Tom Hooper (O Discurso do Rei).

9/10 - "tem um Tigre no cinema"O que acontece ao vermos injustiças costuma ser asco, se você não é nenhum sociopata. E a belíssima história escrita por Victor Hugo em 1862 mostra o estado de pessoas miseráveis e destroçadas, tanto em espírito quanto na sua pobreza financeira. Mas com grande esperança, o autor também compreendia que o espírito humano é capaz de enormes feitos. E o diretor Tom Hooper consegue passar essa emoção durante vários momentos de “Os Miseráveis”. Mesmo transportando a versão musical da Broadway para o cinema, o que pode afastar um público que não é apreciador de um gênero que vai ser cantado do início ao fim, é impossível não se apaixonar e se emocionar com os temas entoados. A história universal de dor, esperança e redenção foram muito bem construídos na nova versão para os cinemas da história e que, apesar de alguns pouco erros, deve emocionar quem assiste.

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Django Livre (Django Unchained, 2012, EUA) [Crítica]

"Django Unchained", 2012

Com Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L Jackson, Walton Goggins, Dennis Christopher, James Remar, Michael Parks e Don Johnson. Roteirizado e dirigido por Quentin Tarantino (Cães de Aluguel).
9/10 - "tem um Tigre no cinema"Na sua nova empreitada, Tarantino compõe mais um mosaico que mistura homenagem ao cinema e a História. “Django Livre” tem tudo o que estamos acostumados nos filmes do cineasta: violência e comédia desmedidas, ares de cultura pop, críticas e, principalmente, uma ótima história aliada à uma ótima direção. É mais do mesmo Tarantino, e podemos levantar as mãos e agradecer por isso.

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As Aventuras de Pi (Life of Pi, 2012, EUA) [Crítica]

"Life of Pi", 2012

Com Suraj Sharma, Irrfan Khan, Tabu, Adil Hussain, Gerard Depardieu e Rafe Spall. Roteirizado por David Magee (Em Busca da Terra do Nunca), baseado no romance de Yann Martel. Dirigido por Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain).

9/10 - "tem um Tigre no cinema"É comum dizer que as experiências com Deus são únicas, e isso pode ser expandido quando se fala de qualquer divindade ou até mesmo do Universo. “As Aventuras de Pi” é uma grande contemplação à como as coisas conspiram a favor ou contra nós, e como reagimos nessas situações. A vida é dotada de pequenos momentos que podem ser considerados milagres, dependendo de como você conta a história. O diretor Ang Lee apresenta um filme que é uma grande alegoria espiritual, apresentando algumas nuances de Deus, as questões de ser humano, e de nossa próprias dúvidas.

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Argo (Argo, 2012, EUA) [Crítica]

Com Alan Arkin,Ben Affleck[bb], John Goodman[bb], Scoot McNairy, Taylor Schilling, Tate Donovan, Nelson Franklin, Kyle Chandler, Clea DuVall e Bryan Cranston[bb]. Roteirizado por Chris Terrio. Dirigido por Ben Affleck (Atração Perigosa).

“Argo” já começa nos transportando aos anos 1980. Ao invés de usar a marca atual da Warner, o estúdio permitiu que o diretor usasse a versão da época, dando um ar quase retrô ao filme. Ao contar um episódio que ficou por um bom tempo como segredo de estado, Affleck foge da tentação de enaltecer todos os atos de seu país, ao criticar a influência que o governo americano teve no episódio da revolução iraniana em 1979. O filme consegue criar uma ótima atmosfera de drama, e também mistura passagens de comédia ao usar de metalinguagem para criticar também a própria indústria que o sustenta. Juntando isso com um roteiro e personagens bem desenvolvidos, Aflleck e Terrio entregam mais um ótimo filme para melhorar o ano de 2012.

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007 – Operação Skyfall (007 Skyfall, 2012, EUA) [Crítica]

Com  Daniel Craig[bb], Javier Bardem[bb], Ralph Fiennes[bb], Naomie Harris[bb], Bérénice Marlohe, Albert Finney, Ben Whishaw e Judi Dench[bb]. Roteizado por John Logan (A Invenção de Hugo Cabret), Neal Purvis e Robert Wade (Cassino Royale). Dirigido por Sam Mendes (Beleza Americana).

O que você faz quando o passado volta para te assombrar? Pode não parecer, mas esse é uma questão fundamental em “007 – Operação Skyfall”, que é um filme muito coerente. Tanto o roteiro como a direção e a fotografia fazem um grande bem ao resultado final. Também conta com grandes momentos de ação, como não deixaria de ser, grandes atuações e, diferente do anterior, funciona quase sozinho. Ou seja, você pode ter um conhecimento básico do personagem. Por isso, ele é um filme acessível ao grande público que quer ver um bom filme, pura e simplesmente. No entanto, ele recheado de referências ao universo 007[bb], e os fãs vão ficar gratos com as homenagens que aparecem nesta sequência que é tão boa quanto “Cassino Royale[bb]” (Casino Royale, 2006).

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Gonzaga – De pai pra filho (2012, Brasil) [Crítica]

Com Júlio Andrade, Adélio Lima, Nanda Costa, Roberta Gualda, Claudio Joborandy e Domingos Montagner. Roteirizado por Patricia Andrade e Maria Hernandez. Dirigido por Breno Silveira (Dois Filhos de Francisco).

Enquanto assistia “Gonzaga – De pai pra filho” pensava muito no meu pai e nos meus avós. É impressionante quando uma cinebiografia te cativa tanto, mesmo que você não conheça muito bem os personagens. No meu caso, nem sou apreciador do baião, nem de seu representante maior que é Luiz Gonzaga, e nem mesmo de seu filho Gonzaginha. Mas Silveira, Andrade e Hernandez nos trazem um filme emocionante por ir além da imagem de “Rei do Baião”, e mostram um história de superação e redenção. Definitivamente, um dos melhores filmes do ano.

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Intocáveis (Intouchables, 2011, França) [Crítica]

Com François Cluzet, Omar Sy, Audrey Fleurot, Clotilde Mollet, Alba Gaïa Kraghede Bellugi, Cyril Mendy e Anne Le Ny. Roteirizado e dirigido por Olivier Nakache e Éric Toledano.

É interessante que o nome “Intocáveis” tenha um efeito totalmente oposto na audiência. Quero dizer, é impossível não ficarmos tocados pela história intimista, cheia de esperança e engraçada envolvendo um tetraplégico e seu nada convencional cuidador. Baseado (levemente, como podemos ver nos créditos finais) em uma história real, a dupla de roteiristas/diretores nos trazem um filme que não faz mal a ninguém e que, apesar de começar por causa de dramas pessoais, não se deixa levar por isso. Ao contrário, nos faz rir. E muito.

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Looper – Assassinos do Futuro (Looper, 2012, EUA) [Crítica]

Com Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt, Paul Dano, Noah Segan, Piper Perabo, Jeff Daniels, Pierce Gagnon, Tracie Thoms, Frank Brennan, Garret Dillahunt, Nick Gomez e Marcus Hester. Roteirizado e dirigido por Rian Johnson.

Não é fácil trabalhar com histórias que envolvam viagem no tempo. Os mais exigentes podem questionar fatores como os desdobramentos e realidades paralelas. Quem não está muito interessado pode se perder a história. Rian Johnson (que vem de uma carreira curta) nos apresenta um filme muito envolvente, fluido e coeso. Apesar de em dois momentos o diretor criar uma explicação, o que ao meu ver não seria necessário, “Looper” é um filme quase completo: dramático, com ação, redenção e ainda acha espaço para pequenos momentos de humor e outros mais doces. O que o faz ser um dos melhores filmes de ficção científica dos últimos anos, e um dos mais interessantes de 2012.

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