Arquivo para a Categoria ‘8/10’

A Bela e a Fera | Crítica | Beauty and the Beast, 2017, EUA

A adaptação da versão animada de A Bela e a Fera para o live action é tão deslumbrante quanto o original.

A Bela e a Fera (2017)

Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Kevin Kline, Josh Gad, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Audra McDonald, Gugu Mbatha-Raw, Ian McKellen, Emma Thompson | Roteiro: Stephen Chbosky, Evan Spiliotopoulos | Baseado em: A Bela e Fera – Disney e A Bela e Fera (Jeanne-Marie Leprince de Beaumont) | Direção: Bill Condon (A Saga Crepúsculo: Amanhecer).

Percebendo que seria impossível desassociar um evento de outro, a versão com atores e atrizes de A Bela e a Fera abraça a nostalgia ao manter músicas e personagens, mas usa o tempo maior de projeção, cerca de 30 minutos a mais que o original, para expandir a história que já conhecemos. Entre se arrepiar com as músicas que fizeram o desenho de 1991 se tornar amado e algumas poucas atualizações, entre figuras e músicas, a produção marca pelo deslumbre visual, figuras de fácil identificação e temas universalmente conhecidos, a nova versão é tão boa quanto a clássica e está pronta para encontrar novos apreciadores.

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Lion: Uma Jornada para Casa | Crítica | Lion, 2016, EUA

Com personagens carismáticos, Lion: Uma Jornada para Casa emociona e é um apelo dos invisíveis à sociedade.

Lion: Uma Jornada para Casa (Lion, 2016)

Elenco: Dev Patel, Rooney Mara, David Wenham, Nicole Kidman, Abhishek Bharate, Divian Ladwa, Sunny Pawar | Roteiro: Luke Davies | Baseado em: A Long Way Home (Saroo Brierley, Larry Buttrose) | Direção: Garth Davis | Duração: 118 minutos

A insensibilidade não é nada fora da nossa realidade e ela se manifesta naqueles que se tornam invisível seja pela correria da vida moderna ou pela nossa própria decisão de fingir não os ver. Lion: Uma Jornada para Casa, além da óbvia mensagem de superação, é também uma voz dessas crianças que, por um motivo outro, ficaram à margem da sociedade. Mesmo que possamos ver o diretor puxando seus fios e de certa maneira manipulando a audiência não há nada de errado nisso, pois Davis nos leva a um caminho que podemos até não querer, mas que durante duas horas seremos obrigados a encarar.

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Jackie | Crítica | Jackie, 2016, EUA

Jackie é uma viagem nostálgica a um tempo onde as coisas pareciam mais simples, algo quebrado pela dura realidade.

Jackie (2016)

Elenco: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Billy Crudup, John Hurt | Roteiro: Noah Oppenheim | Direção: Pablo Larraín (Neruda) | Duração: 99 minutos

O cinema tem uma função interessante ao marcar o que se passa na sociedade de maneira mais abrangente que outras artes. E se estamos numa era nostálgica é normal buscarmos exemplos de uma época melhor – mesmo que isso seja um ponto de vista. A relevância de falar de Jackie hoje é esse olhar para trás, algo quase mítico sobre alguém que por algum tempo viveu um conto de fadas. Considerando a visão polarizada presente não só nos EUA, revisitar alguém que parecia unanimidade, apesar de seus defeitos, pode ser reconfortante. E ao escolher o ponto de vista da esposa daquele que um dia foi o homem mais poderoso do planeta, Larraín narra a história de um ponto de vista mais humano.

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Estrelas Além do Tempo | Crítica | Hidden Figures, 2016, EUA

Estrelas Além do Tempo é um tributo tardio às grandes figuras que foram escondidas por tempo demais e pelos motivos errados.

Estrelas Além do Tempo (2016)

 

Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons | Roteiro: Theodore Melfi, Allison Schroeder | Baseado em: Hidden Figures (Margot Lee Shetterly) | Direção: Theodore Melfi (Um Santo Vizinho) | Duração: 127 minutos

A nossa sociedade tem um grande débito com os negros e com as mulheres e Estrelas Além do Tempo é uma produção que serve de tributo, ainda que estejamos distante de pagá-los propriamente. Ao mostrar que a luta pela igualdade vem de longe e que desde então já existia gente capacitada que poderia vir de qualquer parte da sociedade, a história real reforça a questão da oportunidade e quebra estereótipos do negro e da mulher que eram colocados em segundo plano por nada menos que preconceito. Servindo também de inspiração para uma nova geração que agora, por um meio de comunicação de massa, pode conhecer melhor o próprio passado e até ensinar quem é mais reticente em aceitar o óbvio: tudo é uma questão de dar oportunidade.

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Invasão Zumbi | Crítica | Busanhaeng, 2016, Coreia do Sul

Invasão Zumbi (2016)

Elenco: Gong Yoo, Ma Dong-seok, Jung Yu-mi, Kim Su-an, Kim Eui-sung, Choi Woo-shik, Ahn So-hee | Roteiro e direção: Yeon Sang-ho

Invasão Zumbi é um bom filme de horror que mistura tensão e crítica social, mesmo que não acrescente nada de novo ao gênero.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"O que faz cada história ser original dentro de um universo que já contou todas as histórias? É preciso mesclar e adaptar elementos, de maneira que cause alguma surpresa ao espectador. Ou simplesmente contar uma boa história que traga reflexão. Invasão Zumbi é o segundo caso. Os elementos, tanto de terror como de ficção científica, já foram abordadas em outras situações e até de maneiras parecidas. O que Sang-ho Yeon faz, no papel de diretor e roteirista, é confinar os protagonistas junto da a plateia durante duas horas numa tensão que prende a atenção pelos movimentos de câmera e a sensação de claustrofobia. O resultado é um eficiente horror que reflete aquele que parece inerente ao ser humano.

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Doutor Estranho | Crítica | Doctor Strange, 2016, EUA

Doutor Estranho (2016)

Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Benedict Wong, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt, Scott Adkins, Mads Mikkelsen, Tilda Swinton | Roteiro: Scott Derrickson, C. Robert Cargill | Argumento: Jon Spaihts, Scott Derrickson, C. Robert Cargill | Baseado em: Doutor Estranho (Steve Ditko) | Direção: Scott Derrickson (A Entidade 2)

Doutor Estranho abre a fase mística do Universo Cinemático Marvel apostando em efeitos especiais e no peso do elenco.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Mesmo que a Marvel Studios tenha investido em fórmulas que vão sendo repetidas a cada introdução de um personagem novo nos cinemas é preciso admitir que, de maneira geral, o estúdio tem entregado produções divertidas. Começando com uma fase científica, passando pela cósmica, Doutor Estranho entra de vez no mundo místico desse universo de super-seres. Visualmente impressionante, ainda que certos elementos já tenham sido usados em outras produções, o filme trabalha com pequenos paralelos do universo que participa e, apesar de ser um conto de origens, é dinâmico o suficiente para não cansar a audiência nas quase duas horas de projeção.

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A Garota no Trem | Crítica | The Girl on the Train, 2016, EUA

A Garota no Trem (2016)

Elenco: Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett, Justin Theroux, Luke Evans, Allison Janney, Édgar Ramírez, Lisa Kudrow | Roteiro: Erin Cressida Wilson (Homens, Mulheres e Filhos) | Baseado em: A Garota no Trem (Paula Hawkins) | Direção: Tate Taylor (Histórias Cruzadas)

A Garota no Trem é um thriller eficiente e que toca em assuntos necessários para a nossa sociedade.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma das grandes discussões em A Garota no Trem é até quando deveríamos nos prender, seja numa ideia ou numa pessoa. Pautado por diferentes pontos de vistas diferentes, mas todos femininos – com a acertada decisão de ter uma roteirista adaptando o trabalho da autora – o filme lida com solidão, tristeza, rebeldia e principalmente contra poderes pré-estabelecidos por uma sociedade machista. Assim como a protagonista, temos apenas pedaços de informação, o que nos transporta para os pés dela, vivendo, respirando e até seus apagões. O mistério apresentado por Taylor nos envolve e brinca com a dubiedade, o que faz que nos questionemos em quase todos os momentos.

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O Lar das Crianças Peculiares | Crítica | Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children, 2016, EUA

O Lar das Crianças Peculiares (2016)

Elenco: Eva Green, Asa Butterfield, Chris O’Dowd, Allison Janney, Rupert Everett, Terence Stamp, Ella Purnell, Judi Dench, Samuel L. Jackson | Roteiro: Jane Goldman | Baseado em: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (Ransom Riggs) | Direção: Tim Burton (Batman)

O Lar das Crianças Peculiares mistura diversão com o macabro no melhor estilo Tim Burton de ser.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Poucos sabem equilibrar o belo e o macabro como Tim Burton – na verdade, poucos se arriscam – e O Lar das Crianças Peculiares é uma produção que confirma isso. No seu melhor trabalho em anos, o diretor mistura doçura, aventura e terror de modo a nos colocar num mundo de fantasia com aquele choque de realidade por meio de elementos como a fotografia e o bom senso ao dosar CGI com efeitos práticos, dando assim naturalidade ao conto. Adaptações costumam ser alvo de ataques maiores, porém, falando estritamente sobre o filme, há pouco que o desabone. Os fãs do diretor encontraram a assinatura do seu universo e aqueles que são dos livros podem experimentar uma aventura diferente, mas como um vislumbre do original.

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O Bebê de Bridget Jones | Crítica | Bridget Jones’s Baby, 2016, Reino Unido

O Bebê de Bridget Jones (2016)

Elenco: Renée Zellweger, Colin Firth, Patrick Dempsey, Jim Broadbent, Gemma Jones, Ed Sheeran, Emma Thompson | Roteiro: Helen Fielding, Dan Mazer, Emma Thompson | Direção: Sharon Maguire

O Bebê de Bridget Jones é uma comédia que não apela para o exagero e traz de volta uma das personagens mais queridas do cinema.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Assistir O Bebê de Bridget Jones é como visitar uma velha amiga – e doze anos é tempo demais. Uma amiga que te faz chorar de tanto rir, que te traz boas lembranças e que te faz sentir confortável em estar perto. Apesar de suas inseguranças, devaneios e até loucuras. E assim é o retorno de Sharon Maguire à personagem que iniciou sua não tão bem sucedida carreira. Atualizada, o filme ainda é Bridget: há comédia, empoderamento, diversão e uma identificação, tanto para mulheres quanto para homens que chegaram aos trinta, estão perto deles, ou já passaram ligeiramente dessa idade.

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Cegonhas: A História que Não Te Contaram | Crítica | Storks, 2016, EUA

Cegonhas: A História que Não Te Contaram (2016)

Elenco: Andy Samberg, Katie Crown, Kelsey Grammer, Keegan-Michael Key, Jordan Peele, Jennifer Aniston, Ty Burrell, Danny Trejo, Stephen Kramer Glickman | Roteiro: Nicholas Stoller | Direção: Nicholas Stoller (Vizinhos), Doug Sweetland

Cegonhas: A História que Não Te Contaram consegue ser engraçado e leve enquanto levanta a questão do que é uma família de verdade.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"As animações não são apenas coisa de criança há muito tempo, ainda que o estigma persista. Existem sim animações pueris e repetitivas, servindo apenas para que os nossos pequenos se divirtam com formas, cores e personagens cativantes.  E outras que transcendem para um assunto um pouco mais sério, mas sem perder a graça, e Cegonhas: A História que Não Te Contaram entra nesse segundo tipo. A mensagem clara para os mais velhos ficará no subconsciente das crianças, que enquanto se divertem com as piadas geniais aprendem que família não é simplesmente o núcleo tradicional – e muitas vezes imposto – dito na sociedade. Quem sabe, contando em tom leve, a próxima geração já aprenda a lição desde cedo.

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O Sono da Morte | Crítica | Before I Wake (2016) EUA

O Sono da Morte (2016)

Elenco: Kate Bosworth, Thomas Jane, Jacob Tremblay, Annabeth Gish, Dash Mihok | Roteiro: Mike Flanagan, Jeff Howard | Direção: Mike Flanagan (O Espelho)

O Sono da Morte vem nos passos de filmes de terror com mensagens que vão além do susto pelo susto.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Mike Flanagan é uma pessoa bem ocupada. Só em 2016 tivemos o lançamento de Hush: A Morte Ouve (direto para a Netflix), o vindouro Ouija: Origem do Mal (previsto para outubro) e a estreia dessa semana O Sono da Morte. Passeando entre os papeis de diretor, roteirista e montador de seus filmes, Flanagan tem um gosto especial pelo suspense e pelo terror. Essa é a terceira vez que ele tem sucesso na empreitada, mas também o faz de maneira ousada. Ainda que o filme aposte em sustos fáceis da trilha sonora aguda e frames rápidos, há uma mensagem importante por trás da trama, algo que está se tornando comum para os filmes do gênero e por isso merecem serem acompanhados e discutidos.

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Quando as Luzes se Apagam | Crítica | Lights Out (2016) EUA

Quando as Luzes se Apagam (2016)

Elenco: Teresa Palmer, Gabriel Bateman, Billy Burke, Maria Bello | Roteiro: Eric Heisserer | Direção: David F. Sandberg

Apesar de alguns clichês do gênero, Quando as Luzes se Apagam consegue ampliar com competência o que já era bom do curta original.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"O maior desafio de David F. Sandberg era transportar para longa metragem o excelente – e eficiente – curta de 2013. Quando as Luzes se Apagam estende a ideia original e do medo primário que muitos de nós tivemos pelo menos em alguma parte da vida. Mesmo que o diretor, em conjunto com o roteirista Eric Heisserer, abuse de alguns clichês do gênero do terror, ele é eficiente na maior parte da história. Como outros cineastas tem percebido o horror do tipo monstro da semana, levado a matar sem propósito – apena o susto pelo susto – precisa ser deixado para trás.

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