Arquivo para a Categoria ‘8/10’

As Duas Irenes | Crítica | Brasil, 2017

As Duas Irenes é um diferente tipo de aventura juvenil, um que não trata seus retratados com desdém.

As Duas Irenes | Review

Elenco: Priscila Bittencourt, Isabela Torres, Marco Ricca, Susana Ribeiro, Inês Peixoto, Teuda Bara, Maju Souza, Ana Reston | Roteiro e direção: Fabio Meira | Duração: 88 minutos

Um conto de aventura e de amadurecimento como As Duas Irenes poderia, à princípio, fazer parte de uma sessão vespertina na televisão.  Porém o mais interessante da produção é como ela subverte o clima dos ditos filmes para toda a família, apesar desses elementos. A produção é sim dotada de uma doçura, mas também traz um clima melancólico que não chega a ser sobrepor na trama, mas que está sempre presente na história das duas protagonistas e também nos coadjuvantes. É também uma história de amizade, dúvidas e confrontos que mimetiza o universo jovem como poucas obras tem a competência de fazer.

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Feito na América | Crítica | American Made, 2017, EUA

Doug Liman usa de piadas para falar de um assunto sério Feito na América e desse jeito serve tanto de veículo quanto de crítica.

Feito na América (American Made) | Review

Elenco: Tom Cruise, Sarah Wright, Domhnall Gleeson, Caleb Landry Jones, Alejandro Edda, Mauricio Mejía | Roteiro: Gary Spinelli | Direção: Doug Liman (No Limite do Amanhã) | Duração: 115 minutos

A abordagem cômica – e que funciona demais – em Feito na América é eficaz por dois motivos. Primeiro, porque é mais fácil abordar um assunto sério fazendo piada dele. Segundo, porque expõem a grande piada da Guerra às Drogas que acontece desde a década de 1970. De maneira despojada, mas sem esquecer do conteúdo, Liman conta os detalhes de uma história suja que não sai do lugar há quatro décadas, mostrando como tudo é uma questão de como você vende a sua imagem e de como fins tentam justificar os meios. O que também é uma grande piada – a não ser que você faça isso pelos mocinhos.

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It: A Coisa | Crítica | It, 2017, EUA

Apesar de apelar para sustos convencionais, It: A Coisa é competente quando se trata de dar medo.

It: A Coisa (It) | Review

Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Nicholas Hamilton, Jackson Robert Scott | Roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga, Gary Dauberman | Baseado em: It: A Coisa (Stephen King) | Direção: Andy Muschietti (Mama) | Duração: 135 minutos

A primeira pergunta que provavelmente passa na sua mente é como alguém pode ter medo de palhaços. A resposta é o estranhamento no comum, a mesma coisa que sons de madeira se contraindo podem te acordar à noite. É nessa premissa que tanto a obra original de Stephen King quanto a adaptação cinematográfica de It: A Coisa se baseiam. Não é apenas para perturbar quem sofre de coulrofobia, o medo de palhaços, mas também assustar pela indiferença que os protagonistas passam. A versão de Muschietti tem bons momentos, estruturalmente falando é cativante e só peca por não deixar que a história assuste por si, apelando demais para scary jumps e músicas em crescendo.

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Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica | Annabelle: Creation, 2017, EUA

Annabelle 2: A Criação do Mal é um filme muito melhor que o anterior, mesmo que use alguns clichês

Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica

Elenco: Stephanie Sigman, Talitha Bateman, Lulu Wilson, Samara Lee, Anthony LaPaglia, Miranda Otto | Roteiro: Gary Dauberman | Direção: David F. Sandberg (Quando as Luzes se Apagam) | Duração: 109 minutos | Cena Extra

Antologias de terror são bem comuns na história do cinema e a tentativa de fazer uma nova com o universo Invocação do Mal é compreensível. E Annabelle 2: A Criação do Mal se sai melhor em todos os aspectos da primeira prequela da boneca do mal que conhecemos em 2013 e se mantém no nível de qualidade dos outros filmes dos Warrens. Com um roteiro mais sólido dentro daquele universo e uma direção mais interessante da apresentada no anterior, o filme consegue criar aqueles momentos de tensão que ao mesmo tempo fazem querer olhar e não olhar para a tela, junto de uma reação física de prender a respiração e ficar bem quieto na cadeira enquanto se prepara para o próximo susto, mesmo que o diretor use alguns clichês para fazer isso.

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O Estranho Que Nós Amamos | Crítica | The Beguiled, 2017, EUA

Sophia Copolla muda o ponto de vista original de O Estranho Que Nós Amamos para entregar uma mensagem poderosa, mesmo que seja óbvia.

O Estranho Que Nós Amamos (The Beguiled) 2017

Elenco: Colin Farrell, Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning, Angourie Rice, Oona Laurence, Emma Howard, Addison Riecke | Roteiro: Sofia Coppola | Baseado em: A Painted Devil (Thomas P. Cullinan) | Direção: Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) | Duração: 94 minutos

Quando alguém perguntar porque precisamos de mais mulheres dirigindo e roteirizando, apresente O Estranho Que Nós Amamos para essa pessoa. Nessa produção, Sofia Coppola que muda o ponto de vista da primeira adaptação de 1971 para expor os problemas que mulheres podem passar pelo simples fato de serem mulheres, além de ser uma produção estaticamente bela. Em todos os momentos da projeção, Coppola mostra com as posições da câmera, montagem e fotografia que estudou muito para ser uma excelente diretora – principalmente sabendo quanto é cobrada pro ser filha de quem é.  Felizmente, a produção também tem alma e não apenas uma roupagem bonita.

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De Canção em Canção | Crítica | Song to Song, 2017, EUA

De Canção em Canção traz novamente a assinatura visual tão conhecida de Malick que ainda leva o público para uma experiência muito intimista.

De Canção em Canção (Song To Song) Crítica

Elenco: Michael Fassbender, Ryan Gosling, Rooney Mara, Natalie Portman | Roteiro e direção: Terrence Malick (O Novo Mundo) | Duração: 129 minutos

Pode ser fácil dizer como um filme de Terrence Malick começa – nessa estética que vem desde de Árvore da Vida (Tree of Life, 2011)  -, mas tal facilidade é inversamente proporcional dizer como termina. De Canção em Canção é ao mesmo tempo o ápice da sua assinatura e visão cinematográfica como é o momento de colocar tudo que fez nos últimos seis anos em perspectiva. É verdade também que a maneira de criar do diretor/roteirista – que chega a sequer dar um roteiro para atores e atrizes – é um desafio para quem escolhe participar dessa aventura, usando ao máximo seu poder de interpretação e improvisação com apenas algumas dicas vindas do diretor. No entanto, falta para Malick um desafio próprio: o de saber se ele consegue contar uma história como antigamente, estruturada de maneira tradicional.

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Homem-Aranha: De Volta Ao Lar | Crítica | Spider-Man: Homecoming, 2017, EUA

Homem-Aranha: De Volta ao Lar é o filme mais divertido do Universo Cinemático Marvel e a segunda melhor adaptação do amigão da vizinhança.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) Crítica

Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Jon Favreau, Zendaya, Donald Glover, Tyne Daly, Marisa Tomei, Robert Downey Jr. | Roteiro: Jonathan Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna, Erik Sommers | Direção: Jon Watts (Clown) | Duração: 133 minutes | Cena Extra

O melhor jeito de definir o novo filme do cabeça-de-teia vem do seu subtítulo. Homem-Aranha: De Volta Ao Lar é tão reconfortante quanto estar de volta para o lugar que você chama de casa depois de uma longa viagem. Por mais experiências que elas tenham lhe dado, é no seu aconchego que você merece estar. É um sentimento que a Marvel Studio se comprometeu para satisfazer os fãs do personagem, e eles se sentirão recompensados.  Entre ação e aventura, há um personagem relativamente novo para o Universo Cinemático Marvel, mas ao mesmo tempo familiar para quem o acompanha há algum tempo – sem se esquecer daqueles que aprenderam a gostar desse mundo de heróis lá em 2008.

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Guardiões da Galáxia Vol 2 | Crítica | Guardians of the Galaxy Vol. 2, 2017 EUA

Guardiões da Galáxia Vol. 2 continua divertido e cheio de ação, além de mostrar um leve amadurecimento na narrativa.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2), 2017

Elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper, Michael Rooker, Karen Gillan, Pom Klementieff, Elizabeth Debicki, Chris Sullivan, Sean Gunn, Sylvester Stallone, Kurt Russell | Roteiro: James Gunn | Baseado em: Guardiões da Galáxia (Dan Abnett, Andy Lanning) | Direção: James Gunn (Guardiões da Galáxia) | Duração: 136 minutos | 3D: Relevante | Cenas extras

Há dois personagens em Guardiões da Galáxia Vol. 2 que usam, explicitamente e o admitem eventualmente, carapaças para esconder seus sentimentos. É parecido com que o James Gunn faz no segundo filme da franquia (e o décimo-quinto do UCM), com uma camada divertidíssima, épica e até descompromissada que representam a faceta de seus personagens que, no entanto, vivem dramas internos. A aventura então traz personagens já definidos e que aprendemos a gostar no filme anterior, explosões, piadas tanto visuais quanto no roteiro e uma leve sensação de amadurecimento, vinda tanto das páginas do roteiro do quanto do grupo. Isso sem transformar radicalmente qualquer um deles.

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A Bela e a Fera | Crítica | Beauty and the Beast, 2017, EUA

A adaptação da versão animada de A Bela e a Fera para o live action é tão deslumbrante quanto o original.

A Bela e a Fera (2017)

Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Kevin Kline, Josh Gad, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Audra McDonald, Gugu Mbatha-Raw, Ian McKellen, Emma Thompson | Roteiro: Stephen Chbosky, Evan Spiliotopoulos | Baseado em: A Bela e Fera – Disney e A Bela e Fera (Jeanne-Marie Leprince de Beaumont) | Direção: Bill Condon (A Saga Crepúsculo: Amanhecer) | Duração: 129 minutos

Percebendo que seria impossível desassociar um evento de outro, a versão com atores e atrizes de A Bela e a Fera abraça a nostalgia ao manter músicas e personagens, mas usa o tempo maior de projeção, cerca de 30 minutos a mais que o original, para expandir a história que já conhecemos. Entre se arrepiar com as músicas que fizeram o desenho de 1991 se tornar amado e algumas poucas atualizações, entre figuras e músicas, a produção marca pelo deslumbre visual, figuras de fácil identificação e temas universalmente conhecidos, a nova versão é tão boa quanto a clássica e está pronta para encontrar novos apreciadores.

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Lion: Uma Jornada para Casa | Crítica | Lion, 2016, EUA

Com personagens carismáticos, Lion: Uma Jornada para Casa emociona e é um apelo dos invisíveis à sociedade.

Lion: Uma Jornada para Casa (Lion, 2016)

Elenco: Dev Patel, Rooney Mara, David Wenham, Nicole Kidman, Abhishek Bharate, Divian Ladwa, Sunny Pawar | Roteiro: Luke Davies | Baseado em: A Long Way Home (Saroo Brierley, Larry Buttrose) | Direção: Garth Davis | Duração: 118 minutos

A insensibilidade não é nada fora da nossa realidade e ela se manifesta naqueles que se tornam invisível seja pela correria da vida moderna ou pela nossa própria decisão de fingir não os ver. Lion: Uma Jornada para Casa, além da óbvia mensagem de superação, é também uma voz dessas crianças que, por um motivo outro, ficaram à margem da sociedade. Mesmo que possamos ver o diretor puxando seus fios e de certa maneira manipulando a audiência não há nada de errado nisso, pois Davis nos leva a um caminho que podemos até não querer, mas que durante duas horas seremos obrigados a encarar.

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Jackie | Crítica | Jackie, 2016, EUA

Jackie é uma viagem nostálgica a um tempo onde as coisas pareciam mais simples, algo quebrado pela dura realidade.

Jackie (2016)

Elenco: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Billy Crudup, John Hurt | Roteiro: Noah Oppenheim | Direção: Pablo Larraín (Neruda) | Duração: 99 minutos

O cinema tem uma função interessante ao marcar o que se passa na sociedade de maneira mais abrangente que outras artes. E se estamos numa era nostálgica é normal buscarmos exemplos de uma época melhor – mesmo que isso seja um ponto de vista. A relevância de falar de Jackie hoje é esse olhar para trás, algo quase mítico sobre alguém que por algum tempo viveu um conto de fadas. Considerando a visão polarizada presente não só nos EUA, revisitar alguém que parecia unanimidade, apesar de seus defeitos, pode ser reconfortante. E ao escolher o ponto de vista da esposa daquele que um dia foi o homem mais poderoso do planeta, Larraín narra a história de um ponto de vista mais humano.

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Estrelas Além do Tempo | Crítica | Hidden Figures, 2016, EUA

Estrelas Além do Tempo é um tributo tardio às grandes figuras que foram escondidas por tempo demais e pelos motivos errados.

Estrelas Além do Tempo (2016)

 

Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons | Roteiro: Theodore Melfi, Allison Schroeder | Baseado em: Hidden Figures (Margot Lee Shetterly) | Direção: Theodore Melfi (Um Santo Vizinho) | Duração: 127 minutos

A nossa sociedade tem um grande débito com os negros e com as mulheres e Estrelas Além do Tempo é uma produção que serve de tributo, ainda que estejamos distante de pagá-los propriamente. Ao mostrar que a luta pela igualdade vem de longe e que desde então já existia gente capacitada que poderia vir de qualquer parte da sociedade, a história real reforça a questão da oportunidade e quebra estereótipos do negro e da mulher que eram colocados em segundo plano por nada menos que preconceito. Servindo também de inspiração para uma nova geração que agora, por um meio de comunicação de massa, pode conhecer melhor o próprio passado e até ensinar quem é mais reticente em aceitar o óbvio: tudo é uma questão de dar oportunidade.

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Invasão Zumbi | Crítica | Busanhaeng, 2016, Coreia do Sul

Invasão Zumbi (2016)

Elenco: Gong Yoo, Ma Dong-seok, Jung Yu-mi, Kim Su-an, Kim Eui-sung, Choi Woo-shik, Ahn So-hee | Roteiro e direção: Yeon Sang-ho

Invasão Zumbi é um bom filme de horror que mistura tensão e crítica social, mesmo que não acrescente nada de novo ao gênero.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"O que faz cada história ser original dentro de um universo que já contou todas as histórias? É preciso mesclar e adaptar elementos, de maneira que cause alguma surpresa ao espectador. Ou simplesmente contar uma boa história que traga reflexão. Invasão Zumbi é o segundo caso. Os elementos, tanto de terror como de ficção científica, já foram abordadas em outras situações e até de maneiras parecidas. O que Sang-ho Yeon faz, no papel de diretor e roteirista, é confinar os protagonistas junto da a plateia durante duas horas numa tensão que prende a atenção pelos movimentos de câmera e a sensação de claustrofobia. O resultado é um eficiente horror que reflete aquele que parece inerente ao ser humano.

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Doutor Estranho | Crítica | Doctor Strange, 2016, EUA

Doutor Estranho (2016)

Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Benedict Wong, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt, Scott Adkins, Mads Mikkelsen, Tilda Swinton | Roteiro: Scott Derrickson, C. Robert Cargill | Argumento: Jon Spaihts, Scott Derrickson, C. Robert Cargill | Baseado em: Doutor Estranho (Steve Ditko) | Direção: Scott Derrickson (A Entidade 2)

Doutor Estranho abre a fase mística do Universo Cinemático Marvel apostando em efeitos especiais e no peso do elenco.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Mesmo que a Marvel Studios tenha investido em fórmulas que vão sendo repetidas a cada introdução de um personagem novo nos cinemas é preciso admitir que, de maneira geral, o estúdio tem entregado produções divertidas. Começando com uma fase científica, passando pela cósmica, Doutor Estranho entra de vez no mundo místico desse universo de super-seres. Visualmente impressionante, ainda que certos elementos já tenham sido usados em outras produções, o filme trabalha com pequenos paralelos do universo que participa e, apesar de ser um conto de origens, é dinâmico o suficiente para não cansar a audiência nas quase duas horas de projeção.

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A Garota no Trem | Crítica | The Girl on the Train, 2016, EUA

A Garota no Trem (2016)

Elenco: Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett, Justin Theroux, Luke Evans, Allison Janney, Édgar Ramírez, Lisa Kudrow | Roteiro: Erin Cressida Wilson (Homens, Mulheres e Filhos) | Baseado em: A Garota no Trem (Paula Hawkins) | Direção: Tate Taylor (Histórias Cruzadas)

A Garota no Trem é um thriller eficiente e que toca em assuntos necessários para a nossa sociedade.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma das grandes discussões em A Garota no Trem é até quando deveríamos nos prender, seja numa ideia ou numa pessoa. Pautado por diferentes pontos de vistas diferentes, mas todos femininos – com a acertada decisão de ter uma roteirista adaptando o trabalho da autora – o filme lida com solidão, tristeza, rebeldia e principalmente contra poderes pré-estabelecidos por uma sociedade machista. Assim como a protagonista, temos apenas pedaços de informação, o que nos transporta para os pés dela, vivendo, respirando e até seus apagões. O mistério apresentado por Taylor nos envolve e brinca com a dubiedade, o que faz que nos questionemos em quase todos os momentos.

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O Lar das Crianças Peculiares | Crítica | Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children, 2016, EUA

O Lar das Crianças Peculiares (2016)

Elenco: Eva Green, Asa Butterfield, Chris O’Dowd, Allison Janney, Rupert Everett, Terence Stamp, Ella Purnell, Judi Dench, Samuel L. Jackson | Roteiro: Jane Goldman | Baseado em: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (Ransom Riggs) | Direção: Tim Burton (Batman)

O Lar das Crianças Peculiares mistura diversão com o macabro no melhor estilo Tim Burton de ser.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Poucos sabem equilibrar o belo e o macabro como Tim Burton – na verdade, poucos se arriscam – e O Lar das Crianças Peculiares é uma produção que confirma isso. No seu melhor trabalho em anos, o diretor mistura doçura, aventura e terror de modo a nos colocar num mundo de fantasia com aquele choque de realidade por meio de elementos como a fotografia e o bom senso ao dosar CGI com efeitos práticos, dando assim naturalidade ao conto. Adaptações costumam ser alvo de ataques maiores, porém, falando estritamente sobre o filme, há pouco que o desabone. Os fãs do diretor encontraram a assinatura do seu universo e aqueles que são dos livros podem experimentar uma aventura diferente, mas como um vislumbre do original.

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O Bebê de Bridget Jones | Crítica | Bridget Jones’s Baby, 2016, Reino Unido

O Bebê de Bridget Jones (2016)

Elenco: Renée Zellweger, Colin Firth, Patrick Dempsey, Jim Broadbent, Gemma Jones, Ed Sheeran, Emma Thompson | Roteiro: Helen Fielding, Dan Mazer, Emma Thompson | Direção: Sharon Maguire

O Bebê de Bridget Jones é uma comédia que não apela para o exagero e traz de volta uma das personagens mais queridas do cinema.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Assistir O Bebê de Bridget Jones é como visitar uma velha amiga – e doze anos é tempo demais. Uma amiga que te faz chorar de tanto rir, que te traz boas lembranças e que te faz sentir confortável em estar perto. Apesar de suas inseguranças, devaneios e até loucuras. E assim é o retorno de Sharon Maguire à personagem que iniciou sua não tão bem sucedida carreira. Atualizada, o filme ainda é Bridget: há comédia, empoderamento, diversão e uma identificação, tanto para mulheres quanto para homens que chegaram aos trinta, estão perto deles, ou já passaram ligeiramente dessa idade.

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Cegonhas: A História que Não Te Contaram | Crítica | Storks, 2016, EUA

Cegonhas: A História que Não Te Contaram (2016)

Elenco: Andy Samberg, Katie Crown, Kelsey Grammer, Keegan-Michael Key, Jordan Peele, Jennifer Aniston, Ty Burrell, Danny Trejo, Stephen Kramer Glickman | Roteiro: Nicholas Stoller | Direção: Nicholas Stoller (Vizinhos), Doug Sweetland

Cegonhas: A História que Não Te Contaram consegue ser engraçado e leve enquanto levanta a questão do que é uma família de verdade.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"As animações não são apenas coisa de criança há muito tempo, ainda que o estigma persista. Existem sim animações pueris e repetitivas, servindo apenas para que os nossos pequenos se divirtam com formas, cores e personagens cativantes.  E outras que transcendem para um assunto um pouco mais sério, mas sem perder a graça, e Cegonhas: A História que Não Te Contaram entra nesse segundo tipo. A mensagem clara para os mais velhos ficará no subconsciente das crianças, que enquanto se divertem com as piadas geniais aprendem que família não é simplesmente o núcleo tradicional – e muitas vezes imposto – dito na sociedade. Quem sabe, contando em tom leve, a próxima geração já aprenda a lição desde cedo.

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