Arquivo para a Categoria ‘8/10’

Mama (Mama, 2013, Espanha-Canadá) [Crítica]

"Mama", 2013

Com Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier, Isabelle Nélisse e Daniel Kash. Roteirizado por Neil Cross, Andrés Muschietti e Bárbara Muschietti, baseado no curta-metragem de Andrés Muschietti. Dirigido por Andrés Muschietti.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"“Mama” é um filme que funciona bem nos seus 100 minutos. Tenso em muitas partes e competente ao marcar sustos na plateia, o filme de terror que foi baseado num curta-metragem mais apavorante ainda, mostra que ainda é possível contar boas histórias desse gênero que tem maltratado tantas vezes seus fãs com inúmeras continuações, remakes e reboots.

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Lincoln (Lincoln, 2012, EUA) [Crítica]

"Lincoln", 2012

Com Daniel Day-Lewis, Sally Field, David Strathairn, Joseph Gordon-Levitt, James Spader, Gulliver McGrath, Hal Holbrook e Tommy Lee Jones. Roteirizado por Tony Kushner, baseado no livro de Doris Kearns Goodwin. Dirigido por Steven Spielberg (As Aventuras de Tintim).

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Um personagem conhecido, ícone para muitos e que rompeu as fronteiras de seu país. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento cultural sabe da existência de Abraham Lincoln, o 16º presidente dos EUA. Spielberg escolheu não fazer uma cinebiografia da vida dessa figura histórica, mas apenas do último ano de sua vida, em 1865. Por mais questionável que seja, o diretor faz um trabalho típico de sua filmografia, apelando para o lado mais humano do presidente. Vemos mais uma vez sinceridade no olhar de Spielberg, que quis mostrar na tela do cinema o seu lado mais patriótico. E não há nada de errado nisso, apesar de deixar essa obra menos universal.

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O Impossível (Lo Imposible, 2012, Espanha) [Crítica]

"Lo Imposible", 2012

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Com Naomi Watts, Ewan McGregor, Tom Holland, Samuel Joslin e Oaklee Pendergast. Roteirizado por Sergio G Sánchez (O Orfanato). Dirigido por J A Bayona (O Orfanato).

“O Impossível” é um drama onde Bayona usa todos os artifícios para fazer que o espectador se emocione. Principalmente no campo musical. Se fosse possível, o diretor descascaria cebolas ao vivo. Apesar da muleta emocional, a história baseada em fatos reais é um belo filme. Por ser uma ode à esperança e ao espírito humano, é normal que os personagens apresentados tenham uma leve tendência ao maniqueísmo. Mas assim como os sobreviventes dessa tragédia emergiram de suas situações desesperadoras, Sanchez e Bayona preferem acreditar que o melhor de nós também o faz.

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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey, 2012, EUA) [Crítica]

"The Hobbit: An Unexpected Journey", 2012

Com Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Andy Serkis, Hugo Weaving, Christopher Lee, Elijah Wood, Ian Holm e Cate Blanchett. Roteirizado por  Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, e Guillermo del Toro, baseado na obra de JRR Tolkien. Dirigido por Peter Jackson.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"“O Hobbit ” foi uma produção cercada de alguns questionamentos, sendo um deles a tecnologia de 48 quadros por segundo e a decisão do diretor de dividir um livro de pouco mais de 300 páginas em três filmes. Não posso opinar ainda sobre a tecnologia nova, mas o que vi na tela me agradou muito. A primeira parte da nova trilogia, “Uma Jornada Inesperada” nos leva de novo à Terra Média num passeio que não dá espaço para receios e medos. Existem alguns erros que levam o filme à ficar longe da nota máxima, mas os acertos são suficientes para dizermos mais uma vez que “in Jackson we trust”.

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Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, 2012, Japão-França) [Crítica]

Com Tadashi Okuno, Rin Takanashi, Denden e Ryo Kase. Roteirizado e dirigido por Abbas Kiarostami (Cópia Fiel).

Para os ocidentais, o Japão pode parecer um país frio, e os relacionamentos acompanham essa visão estreita. Kirostami mostra que não é bem assim no seu filme multicultural “Um Alguém Apaixonado”. Em todo lugar as pessoas sofrem de carência, se apaixonam e buscam o amor. Mas também mentem para manter uma aparência e para tentarem segurar o máximo uma normalidade, e até se enganando. O filme é uma longa e às vezes incômoda reflexão sobre a solidão e o amor, ou pelo menos algo que os personagens acreditam ser.

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Ted (Ted, 2012, EUA) [Crítica]

Com Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane, Joel McHale e Giovanni Ribisi. Roteirizado por Seth MacFarlane, Alec Sulkin e Wellesley Wild. Dirigido por Alec Sulkin e Wellesley Wild.

Já há muito tempo eu sou um fã de “Uma Família da Pesada” (Family Guy), série que retrata com um humor ácido, politicamente incorreto e violento o estilo de vida dos EUA, e que já foi acusado de plagiar os Simpsons. E pelos limites do cinema serem infinitamente maiores do que na TV, o diretor McFarlane vai além da zona de conforto que tinha, mas não extrapola. O filme conta com mais palavrões que um episódio da família Griffin, uso de drogas e até pequenas cenas de nudez… inclusive aparecendo uma nádega de um astro de Hollywood! Com homenagens, e dotado de um bom humor que não foge do politicamente incorreto, “Ted” é um filme divertidíssimo. Ainda que se perca um pouco com seus exageros, a história de amizade entre um adulto que não quer amadurecer e seu melhor amigo valem a visita.

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Um Divã Para Dois (Hope Springs, 2012, EUA) [Crítica]

Com Meryl Streep, Tomy Lee Jones, Steve Carell e Elisabeth Shue. Roteirizado por Vanessa Taylor. Dirigido por David Frankel (Marley e Eu).

É um fato que o mundo cinematográfico romântico é quase que exclusivamente dirigido aos jovens. Comédias românticas envolvem casais adolescentes, e até mesmo os filmes de ação tendem a criar pares com menos de 20 anos.  Mas “Um Divã Para Dois” vem para quebrar essa situação. O diretor David Frankel consegue tirar bastante substância do elenco principal, e cria um ambiente bem rico ao mostrar os lugares e as situação que o casal passa. É um filme muito leve, divertido e serve para mostrar ao mais jovens que nossos pais podem passar por situações constrangedoras. Mas sem exageros estilo American Pie. E num mundo onde o amor é tão surrado, precocemente sexualizado, e que as pessoas se juntam para fazer “test-drives, é bom assistir a um filme sobre segundas chances e perdão.

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Os Mercenários 2 (The Expendables 2, 2012, EUA) [Crítica]

Com Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Chuck Norris, Jean-Claude Van Damme, Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Terry Crews, Randy Couture, Liam Hemsworth, Charisma Carpenter e Nan Yu. Roteirizado por Richard Wenk (16 Quadras) e Sylvester Stallone (Rocky Balboa). Dirigido por Simon West (Con Air – A Rota da Fuga).

“O melhor filme do ano”. Oquei, é um exagero dizer isso de “Os Mercenários 2″. Mas é impossível conter a empolgação. O filme é cheio de clichês do gênero, tem várias brincadeiras visuais, frases de efeito novas e antigas, homenageando o estilo, e violência. Tiros, explosões não fazem faltam na projeção de aproximadamente 100 minutos. Sim, o filme tem furos no roteiro, personagens maniqueístas e peca nos efeitos especiais. Mas tem uma carga dramática muito maior que o primeiro filme, e também conta com um roteiro mais aprimorado. Ação e emoção fazem o filme ser uma ótima diversão, superando o primeiro da franquia.

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Na Estrada (On the Road, 2012, Brasil-Reino Unido-EUA) [Crítica]

Com Sam Riley, Garrett Hedlund, Kristen Stewart, Kirsten Dunst, Viggo Mortensen, Amy Adams, Tom Sturridge, Steve Buscemi, Elisabeth Moss, Alice Braga, Danny Morgan e Terrence Howard. Roteirizado por Jose Rivera (Diários de Motocicleta), baseado no livro de Jack Kerouac. Dirigido por Walter Salles (Central do Brasil).

É bem seguro dizer que vários de nós tínhamos, ou ainda temos, a vontade de botar o pé na estrada. Conhecer lugares e gente nova e mais interessante. Baseado no livro de Jack Kerouac (que não li), “Na Estrada” é uma boa representação na tela dessa vontade enraizada em tanta gente. É uma história triste, com personagens que criamos carisma, apesar de serem muito melancólicos, assim como todo o clima do filme.  Na cultura beat, é um livro obrigatório. Já no filme existe uma falta de profundidade em  alguns dos personagens apresentados. Mesmo com o tempo de projeção mais longo que usual, contando com mais de 2 horas, o diretor demonstra que  um pouco mais de cuidado  era necessário para acreditarmos em como as relações foram criadas.

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Corações Sujos (2012, Brasil) [Crítica]

Com Tsuyoshi Ihara, Takako Tokiwa, Eiji Okuda, Kimiko Yo, Shun Sugata, Celine Fukumoto, Issamu Yazaki, Ken Kaneko e Eduardo Moscovis. Roteirizado por David França Mendes (Um Romance de Geração). Dirigido por Vicente Amorim (Um Homem Bom).

“Corações Sujos” retrata parte da sociedade imigrante japonesa que aqui criaram colônia, no interior de São Paulo, depois do fim da II Guerra Mundial. E passando pela manipulação da informação, até mesmo samurais podem se cegar por aquelas características fortemente permeadas em seus corações: honra, história, dever e glória. França Mendes e o diretor Amorim, inspirados pelo livro de Fernando Morais (que não li), trazem uma história com boa carga dramática e de um jeito muito corajoso, ao fazer um filme nacional onde 99% do diálogo não é a nossa língua pátria, tão diferente de produções parecidas em outros países, incluindo o Brasil.

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