Arquivo para a Categoria ‘8.5/10’

As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin – The Secret of the Unicorn, 2011, EUA) [Crítica]

Com Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost e Simon Pegg. Roteiro de Steven Moffat, Edgar Wright (Scott Pilgrim contra o Mundo) e Joe Cornish, baseado na obra de Hergé. Dirigido por Steven Spielberg (Os Caçadores da Arca Perdida).

Para quem cresceu assistindo ou lendo Tintim, esse foi um filme muito esperado. Com as várias declarações de que Spielberg estava tratando com muito carinho o filme e que Hergé confiava somente no diretor para levar o personagem às telas, a expectativa era grande. O filme ficou em pausa por muitos anos porque Spielberg queria manter certos traços característicos desses queridos personagens, algo que não seria possível em live action. A tecnologia veio, e Spielberg reuniu um bom time, com Peter Jackson como diretor da segunda unidade, além de Wright, roteirista de  “Scott Pilgrim contra o Mundo” e Moffat, responsável pelos seriados ingleses “Sherlock” e “Doctor Who”. Além de John Williams, claro. O time nos entrega um filme divertido, com boas cenas de ação e tecnologicamente impecável. Misturando algumas histórias bem conhecidas pelos fãs, “As Aventuras de Titim” mostra um Spielberg apaixonado e numa direção muito mais competente do que seu outro filme do ano, “Cavalo de Guerra”.

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Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (Mission: Impossible – Ghost Protocol, 2011, EUA) [Crítica]

Com Tom Cruise, Jeremy Renner, Simon Pegg e Paula Patton. Escrito por André Nemec e Josh Appelbaum. Dirigido por Brad Bird (Ratatouille)

Poucos filmes conseguem ter fôlego numa terceira continuação. Esse é o caso deste Missão: Impossível. Bird, um diretor vindo de animações, mas já com uma visão de ação, porque dirigiu antes “Gigante de Ferro” e “Os Incríveis”, faz de “M:I – PF” um filme com incríveis cenas de ação, com um roteiro que funciona praticamente sozinho (não dependendo necessariamente de conhecimento dos filmes anteriores), e mostrando Tom Cruise ainda em forma. Esse são alguns motivos que fazem esse novo capítulo a melhor continuação da saga, e um dos melhores filmes do ano.

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Super 8 (Super 8, 2011, EUA) [Crítica]

Com Joel Courtney, Elle Fanning, Kyle Chandler, Ron Eldard e Riley Griffiths. Escrito e Dirigido por J.J. Abrams (Star Trek).

Certos filmes mexem conosco pela nostalgia. “Super 8” é um dos filmes mais divertidos e pueris do ano. Os pais deveriam levar os filhos para ver filmes assim. E não como eu fiz, obrigando meu pai a ver tantos enlatados da Xuxa. Hoje, me arrependo muito. Mas J.J. Abrams nos deu uma visão da sua infância, que também remeteu à minha, homenageando “Os Goonies”, “ET”, e “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”.

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Operação Presente (Arthur Christmas, 2011, EUA-Reino Unido) [Crítica]

Com James McAvoy, Hugh Laurie, Bill Nighy e Jim Broadbent. Escrito por Peter Baynham (Börat) e Sarah Smith. Dubladores brasileiros:  Gustavo Pereira, Marco Ribeiro,  Julio Chaves, e Mauro Ramos. Dirigido por Sarah Smith. Na noite de Natal, a animação mostra como é possível Papai Noel entregar presentes para as 2 bilhões de crianças no planeta em apenas uma noite.

Um filme bem divertido, e que você deve levar seus filhos/sobrinhos, ou compartilhar com qualquer outra criança. É o melhor filme de Papai Noel desde “O Expresso Polar” (Polar Express, 2004). E, de certo modo, tem um ar daquelas animações stop motion do começo dos anos 1980: “Papai Noel está chegando” e “Rudolf: a rena do nariz vermelho”. Me parece que a animação é o melhor caminho para contar uma história de natal.

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A Pele que habito (La piel que habito, 2011, Espanha) [Crítica]

Com Antonio Banderas, Elena Anaya and Jan Cornet. Escrito por Pedro Almodóvar (roteiro), baseado no romance de Thierry Jonquet. Dirigido por Pedro Almodóvar (Fale com Ela). Depois de perder a mulher em um acidente de carro, um médico fica obcecado em criar a pele perfeita.

Almodóvar não escapa de um certo estigma. Quando penso em seus filmes, sempre me vem à cabeça sexo junto com algum tipo de perversão ou situações não-ortodoxas. É exatamente isso que você vai encontrar nesse filme de horror. Pegue o que você conhece do diretor e veja como ele constrói a psiquê do Dr. Roberto (Banderas). Leia mais

Ilha do Medo (Shutter Island, 2010, EUA) [Crítica]

Com Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Max von Sydow. Escrito por Laeta Kalogridis (Alexandre), baseado numa história de Dennis Lehane. Dirigido por Martin Scorsese (Taxi Driver). Dois agentes federais dos EUA (“Marshals”) vão até Shutter Island, uma ilha que trata de criminosos insanos. Lá eles investigam o desaparecimento de uma paciente deste lugar, que dizem ser impossível sair de lá com vida.

Scorsese fazendo um filme noir não poderia dar errado. Ilha do Medo é um daqueles filmes de suspense que não te enrolam e te colocam na angústia do personagem logo de cara. Leia mais

Manderlay (Manderlay, 2005, Dinamarca, EUA, entre outros) [Crítica]

Com Bryce Dallas Howard, Willem Dafoe e Danny Glover. Continuação de Dogville (2003), mostra Grace (Bryce) em 1933 encontrando uma fazenda onde a escravidão dos negros ainda é imposta. Numa jornada idealista, ela decide tomar as rédeas da situação, numa mea culpa, onde todos os brancos são culpados.

Saímos de Dogville, mas o diretor nos mostra o filme do mesmo jeito, como deveria ser: uma encenação quase teatral, sem cenários. Mas, diferente do seu antecessor, onde a situação poderia ser imposta para toda a humanidade, Trier desce toda sua raiva nos EUA. É aí onde o roteiro peca, deixando a universalidade de lado. Trier se colocou como muitos fazem, colocando todos os males do mundo nos EUA, como se outros países (e outras culturas) não usaram do meio da escravidão. Por outro lado, o roteiro e os diálogos são incrivelmente bem escritos. E o ritmo flui bem melhor que o primeiro filme, mas continuo com ressalvas com as divisões de atos que o diretor faz nesse filme (parecido com o que fez em outras películas), porque você sabe que o final chegou. Mas só Manderlay tem esse mal, pelo que vi até agora. E se Dogville tivesse o mesmo ritmo deste filme, passaria de 9,5 para 10. No fim das contas, é um filme ótimo, mas fica um pouco atrás por não nos jogar a responsabilidade, como foi na cidade anterior.

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Atividade Paranormal 2 (Paranormal Activity 2, 2010, EUA) [Crítica]

Com Sprague Grayden, Brian Boland e Katie Featherston. Escrito por Michael R. Perry, Christopher B. Landon e Tom Pabst. Dirigido por Tod Williams. Prequência e sequência de Atividade Paranormal. É centrado na família da irmã de Katie. A família resolve instalar câmeras de segurança para entender o que está acontecendo na casa.

Tensão. Essa é a sensação ao assistir essa prequência/sequência. Apesar do ritmo lento, o seu coração bate um pouco mais forte, na expectativa do que vai acontecer. Ao invés da situação quase claustrofóbica do primeiro, agora são mais ambientes para ver, e a tendência é ficar mais atento e descobrir de onde virá o susto. Eles não são muitos, mas vale pelo clima. A situação de multi-câmeras de segurança é mais crível do que uma câmera na mão, ou ela filmando o sono dos dois: é uma situação comum, que foi uma mudança corajosa no quesito “mockumentary“, onde sempre víamos imagens trêmulas. Se não há muito do que se falar de efeitos especiais, podemos falar da fotografia e da edição de som. Deve ser o único estilo de filme que não ter trilha sonora não me incomoda. E finalizando, tem um roteiro que se encaixa com o primeiro, tornando-o quase tão bom quanto, se não for um pouco melhor.

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