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Meu Namorado é um Zumbi (Warm Bodies, 2013, Canadá) [Crítica]

"Warm Bodies", 2013

Com Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Rob Corddry, Dave Franco, Analeigh Tipton, Cory Hardrict e John Malkovich. Roteirizado por Jonathan Levine, baseado no romance de Isaac Marion. Dirigido por Jonathan Levine (50/50).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Meu primeiro professor de cinema dizia que não existem mais histórias originais. Os temas greco-romanos, judaico-cristãos e Shakespeare são o compêndio do que ser humano consegue criar. Pois a formula de “Meu Namorado é um Zumbi” é a mesma base de Romeu e Julieta, um amor impossível, com o tema do momento que são zumbis. Começando de um jeito interessante, revisando o conceito de morto-vivo, o filme cai para romance formulaico.  Poderia ser muito melhor se assumisse o lado de paródia inicial ao invés de buscar agradar o público adolescente feminino, mas, surpreendentemente, é um filme é satisfatório.

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O Último Desafio (The Last Stand, 2013, EUA) [Crítica]

"The Last Stand", 2013

Com Arnold Schwarzenegger, Forest Whitaker, Johnny Knoxville, Rodrigo Santoro, Luis Guzmán, Jaimie Alexander, Eduardo Noriega, Peter Stormare, Zach Gilford, Genesis Rodriguez e Harry Dean Stanton. Roteirizado por Andrew Knauer. Dirigido por Kim Ji-woon.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Na primeira cena de “O Último Desafio” um policial aparece comendo uma rosquinha durante a sua patrulha. Ou seja, o diretor Kim Ji-woon diz logo de cara que o filme será um festival de clichês. O policial honesto, o traficante latino, a redenção de um personagem que antes foi popular e o bando de investigadores idiotas estão todos lá. Ainda assim, funciona; e Kim prova que nem todo clichê é ruim. O filme que marca a volta de Schwarzenegger como protagonista aposta na ação e momentos divertidos. Não é profundo, mas é uma boa volta ao gênero desse ator tão querido, e que com certeza perderia muito do charme se não tivesse o brucutu austríaco encabeçando o elenco.

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Os Infratores (Lawless, 2012, EUA) [Crítica]

Com Tom Hardy, Guy Pearce, Gary Oldman, Jessica Chastain, Mia Wasikowska e Shia LaBeouf. Roteirizado por Nick Cave (A Proposta), baseado no romance de Matt Bondurant. Dirigido por John Hillcoat (A Estrada).

Um filme que reúne no elenco dois atores que participaram de grandes franquias recentes do cinema (Batman de Nolan e Transformers), e outro ator muito conhecido no meio cinematográfico, que também esteve envolvido em um blockbuster recente (Prometheus) é um grande chamariz para uma produção. O filme de gângsteres “Os Infratores” trata do período da chamada “Lei Seca” nos EUA, que aconteceu no começo dos anos 1930. Hillcoat conta a história de três irmãos que eram lendas dessa época, baseado seu filme em fatos (supostamente) reais e num livro. O filme mescla boas e más atuações e um direção coesa. E o grande trunfo do filme de Hillcoat é mostrar a mudança que os EUA passam, representada pelo irmão mais novo, encarnando o “progresso”, e de seus dois irmãos, que representam a maneira antiga de se fazer negócio.

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O Vingador do Futuro (Total Recall, 2012, EUA) [Crítica]

Com Colin Farrell, Kate Beckinsale, Jessica Biel, Bryan Cranston, John Cho e Bill Nighy. Roteirizado por Kurt Wimmer e Mark Bomback. Baseado no conto “Lembramos para você a preço de atacado” de Philip K Dick e no filme de mesmo nome de 1990. Dirigido por Len Wiseman (Anjos da Noite).

Histórias boas valem ser revisitadas. E Philip K Dick vale ser revisitado. Não tinha lido o conto original antes de ver o filme, e quis também me livrar da memória do filme protagonizado por Arnold Schwarzenegger em 1990 para evitar comparações. Mas  a versão dirigida por Len Wiseman, roteirizada por Wimmer e Bomback tem como base o filme anterior, e os roteiristas originais são citado nos créditos do filme. Pois bem. A versão nova é um filme divertido, cheio de ação, e é impossível reclamar dos efeitos especiais, apesar de se mostrarem colagens de filmes como “Blade Runner” (de 1982). Arrisco dizer que a versão 2012 de “O Vingador do Futuro” fica só um pouco abaixo do que a anterior.

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Prometheus (Prometheus, 2012, EUA) [Crítica]

Com Charlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Idris Elba, Guy Pearce, Logan Marshall-Green, Sean Harris, Rafe Spall, Kate Dickie e Patrick Wilson. Roteiro de Jon Spaihts (A Hora de Escuridão) e Damon Lindelof. Dirigido por Ridely Scott (Alien – O Oitavo Passageiro).

O fardo era pesado. Ridley Scott revisitando o universo criado por ele em “Alien – O Oitavo Passageiro” (Alien, 1979) era um sonho para fãs de cinema e da ficção científica. O diretor nos entrega um bom filme. Ponto. A viagem que começa numa cena evocativa de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, mescla elementos diferentes, efeitos especiais impecáveis, assim como o design de som, e fazem nos primeiros minutos parecer que este será filme do ano. Mas os (vários) furos no roteiro e a unidimensionalidade de maioria dos personagens na tela faz que a experiência seja menos agradável. Porém, o voo alçado pela nave-título está longe de ser uma decepção.

Essa crítica é recheada de spoilers. Estejam avisados.

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Homens de Preto 3 (Men in Black 3, 2012, EUA) [Crítica]

Com Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Jemaine Clement, Michael Stuhlbarg, Alice Eve e Emma Thompson. Roteirizado por Etan Cohen (Trovão Tropical), David Koepp (Missão Impossível), Jeff Nathanson (Prenda-me se for capaz) e Michael Soccio. Dirigido por Barry Sonnenfeld (Homens de Preto)

Os dez anos que separaram “Homens de Preto 3″ de seu antecessor fizeram bem para a franquia e para esquecermos um filme… bem, esquecível. Parece até que essa é a continuação direta do original. O filme abraça mais o mundo da ficção científica com um dos poucos temas que faltava abordar, aliando-se com uma boa história com doses de ação, momentos tocantes e pequenas homenagens que vão desde o visual, diálogos e até os sons. A história não supera a da primeiro filme da franquia, conta com alguns furos, mas é divertido, merecendo alguns minutos a mais para fechar a produção com menos correria.

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John Carter – Entre Dois Mundos (John Carter, 2012, EUA) [Crítica]

Com Taylor Kitsch, Lynn Collins, Samantha Morton, Mark Strong, Ciarán Hinds, Dominic West, James Purefoy, Bryan Cranston, Daryl Sabara e Willem Dafoe. Roteiro de Andrew Stanton, Mark Andrews e Michael Chabon, baseado no livro de Edgar Rice Burroughs. Dirigido por Andrew Stanton (Wall-E).

“John Carter – Entre Dois Mundos” é um filme de fantasia pura, mantendo os aspectos da época em que foi escrito. O planeta vermelho tem atmosfera e mantém uma temperatura agradável, tão diferente da nossa “chata” realidade. Esse mundo é povoado por dois clãs humanos e por criaturas de quatro braços que estão em guerra entre si. John (Kitsch) é levado para esse mundo por acidente, luta por necessidade, mas não quer escolher lados na batalha. Trazendo ótimos efeitos especiais (ao ponto de você acreditar nas figuras de quatro braços medindo 3,5m), e a música de Michael Giacchino (não inspirado como em “Up – Altas Aventuras”, mas marcante), o filme dura quase 2h20min nos divertindo e não cansando. Existem alguns pontos que rebaixam a produção, principalmente no tocante à tecnologia usada pelos dois povos humanos. No entanto, “John Carter” se sai muito bem dentro da própria proposta, e não merecia o fracasso retumbante que teve nos cinemas dos EUA.

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A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011, EUA) [Crítica]

Com Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Emily Mortimer, Jude Law e Christopher Lee. Escrito por  John Logan (Rango), baseado no livro de Brian Selznick. Dirigido por Martin Scorsese (O Aviador).

A expectativa era grande. “Hugo” é uma grande homenagem ao cinema. Ver na tela Georges Méliès, suas criações e ideias serem apresentadas para um novo público é emocionante para qualquer cinéfilo. E nesse clima nostálgico, o grande diretor Scorsese nos leva para a Paris do começo dos anos 1930 numa tentativa de fazer um filme infantil.  Tem momentos comoventes, mas o roteiro é tão previsível e com poucos momentos marcantes que essa reverência ao cinema clássico se sobrepõe à história do personagem principal, enquanto o ideal seria encontrar um equilíbrio. Com personagens paralelos e alívios cômicos que parecem fora de lugar, “Hugo” não deve ficar muito tempo na memória dos espectadores. É um filme que será lembrado mais pela sua perfeição visual e técnica, com seu encantador 3D na sua profundidade de campo do que outros filmes que souberam explorar mais o emocional. Ganhou os Oscar de “Melhor Fotografia”, “Melhor Direção de Arte”, “Melhores Efeitos Especiais”, “Melhor Edição de Som” e “Melhor Mixagem”.

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Cowboys e Aliens (Cowboys & Aliens, 2011, EUA) [Crítica]

 

Com  Daniel Craig, Olivia Wilde, Harrison Ford, Sam Rockwell e Clancy Brown. Escirto por Damon Lindelof, Alex Kurtzman, Roberto Orci, Mark Fergus e Hawk Ostby. Baseados nos quadrinhos da Dark Horse, de Scott Mitchell Rosenberg. Dirigido por Jon Favreau (Homem de Ferro).

“Cowboys e Aliens” é, acima de tudo, um filme com diversão garantida. Bem diferente dos filmes que dizem que temos que “desligar o cérebro”, a ação e a situação totalmente maluca que nos é proposta não vai te entregar uma história tola, mas com alguns clichês. Com um roteiro escrito por cinco pessoas, é de se esperar o pior. Isso prejudicou um tanto a projeção. Um pouco mais de cuidado e a produção deslancharia. Mas existem outros detalhes que vale a pena citar. Leia mais

Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler’s Wife, 2009, EUA) [Crítica]

Com Eric Bana, Rachel McAdams, Ron Livingston e Stephen Tobolowsky. Escrito por Jeremy Leven (Don Juan DeMarco) e Bruce Joel Rubin (Ghost – Do Outro Lado da Vida). Baseado no romance de Audrey Niffenegger. Dirigido por Robert Schwentke (Plano de Voo).

Não se deixe levar pela opção brasileira de açucarar o título. O nome original é “A Mulher do Viajante do Tempo”! Nerds de plantão como eu se levaram pelo título original. Suas namoradas/esposas, pelo título brasileiro (nem em Portugal mexeram no título). Foi um risco da distribuidora, e digo que sempre um filme tem que manter seu título original (talvez ache três exceções). Apesar de ser um filme romântico, o título “A Mulher do viajante do tempo” mantém a importância tanto ao viajante Henry (Bana) e Clare (Rachel). E acredito que original à todos. Enfim… Leia mais

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