Arquivo para a Categoria ‘7/10’

Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros | Crítica | Jurassic World, 2015, EUA

Jurassic World, 2015

Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Vincent D’Onofrio, Ty Simpkins, Nick Robinson, Omar Sy, B. D. Wong e Irrfan Khan. Roteirizado por Rick Jaffa & Amanda Silver (Planeta dos Macacos: O Confronto) e Derek Connolly & Colin Trevorrow. Dirigido por Colin Trevorrow.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"A geração que cresceu nos anos 1990 vive hoje uma nostalgia interessante. Alguns dos nossos ícones cinematográficos são de lá, sendo o Tiranossauro Rex gritando ao fim de Jurassic Park (1993) um deles. Agora, todos crescidos, podemos voltar àquela experiência, e apresentar o parque aos que não conhecem. Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros também tem traços nostálgicos, seja por paralelos com o filme original no andamento em si da trama, ou por ouvirmos temas que remetem à música de John Williams. A produção tem problemas de ritmo, principalmente no começo, e peca profundamente por não desenvolver a grande maioria dos personagens humanos – um problema causado pelo roteiro escrito e reescrito por quatro pessoas – enquanto os dinossauros e outros répteis pré-históricos continuam no seu papel de protagonistas.

 

Sinopse oficial

“O parque está aberto! Dirigido por Colin Trevorrow e com produção executiva de Steven Spielberg – que retorna à produção 20 anos depois do primeiro filmeJurassic World – O Mundo dos Dinossauros estreia nos cinemas brasileiros em 11 de junho. A produção traz novidades, como o primeiro dinossauro geneticamente modificado em laboratório: a Indominus Rex. A grande predadora é um animal híbrido que se mostra altamente inteligente, surpreendendo toda a equipe do parque dos dinossauros. A aventura épica é baseada nos personagens criados por Michael Crichton e tem roteiro assinado por Rick Jaffa & Amanda Silver, além de Trevorrow e Derek Connolly.”

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Meus Dois Amores | Crítica | Brasil, 2015

Meus Dois Amores, 2015

Com Caio Blat, Maria Flor, Alexandre Borges, Lima Duarte, Vera Holtz, Fabiana Karla, Guilherme Weber, Milton Gonçalves, Ana Lúcia Torre e Julio Adrião. Roteirizado por José Carvalho, baseado na obra de Guimarães Rosa. Dirigido por Luiz Henrique Rios.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"A comédia nacional vive um péssimo momento, com filmes que vem atrelado a quadros sem graça da TV, ou baseando suas piadas em estereótipos e preconceitos. Por isso é uma enorme satisfação ver gente saindo desse caminho. Em Meus Dois Amores o universo simples assim como seu povo não é tratado como chacota. O retrato dessas pessoas num universo quase fantástico e críticas às instituições religiosas é uma produção leve, divertida e tão surreal quanto um homem ter o coração dividido entre uma mulher e uma mula.

Sinopse oficial

Manuel (Blat), um vaqueiro esperto e valentão, vende um cavalo bichado ao matador Targino (Borges), que o jura de morte e promete desonrar sua noiva Das Dô (Flor). Manuel aceita o desafio, mas recorre ao feiticeiro Toniquinho (Adrião) para fechar seu corpo.

 

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A Teoria de Tudo | Crítica | The Theory of Everything, Reino Unido, 2014

The Theory of Everything, 2014

Com Eddie Redmayne, Felicity Jones, Charlie Cox, Emily Watson, Simon McBurney, David Thewlis e Christian McKay. Roteirizado por Anthony McCarten, baseado no livro de Jane Wilde Hawking. Dirigido por James Marsh.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"O tom de A Teoria de Tudo é, em grande parte, acertado. É a biografia de um dos maiores físicos teóricas da história mas também é um romance, uma visão simplificada de um gênio. E ainda assim, eficiente numa direção firme e com atuações excelentes. E apesar da produção centrar na parte de um homem que era muito mais do que foi retratado, a história agrada ao discursar tanto sobre a física do amor, quanto ao amor à física.

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Homens, Mulheres e Filhos | Crítica | Men, Women & Children, 2014, EUA

Men, Women & Children, 2014

 

Com Emma Thompson, Rosemarie DeWitt, Jennifer Garner, Judy Greer, Dean Norris, Adam Sandler, Ansel Elgort, Kaitlyn Dever, J. K. Simmons, David Denman, Jason Douglas, Olivia Crocicchia,
Elena Kampouris e Travis Tope. Roteirizado por Jason Reitman e Erin Cressida Wilson. Baseado no romance de Chad Kultgen. Dirigido por Jason Reitman (Juno).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Logo na primeira cena de Homens, Mulheres e Filhos, notamos que o Jason Reitman quer se aprofundar nas relações entre os humanos tanto quanto a Voyager I faz o mesmo no Universo, se distanciando cada vez mais do nosso sistema solar. A intenção é boa, mas o diretor escolhe seis núcleos familiares diferentes e por isso, mesmo ligados por um elemento em comum, não há a oportunidade de nos importarmos com todos. A grande qualidade do filme é ser um retrato da nossa época, onde a tecnologia já é uma coisa intrínseca aos jovens, daqueles que não sabem o que é viver num mundo sem computadores, smartphones e tablets. Porém os momentos engraçados, doces e dramáticos são um recorte dessa atualidade e tem uma mensagem bonita. Mesmo que seja algo de senso comum, vale a pena reforçar.

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Hércules | Crítica | Hercules, 2014, EUA

Hercules, 2014

Com Dwayne Johnson, John Hurt, Rufus Sewell, Ian McShane, Ingrid Bolsø Berdal, Aksel Hennie, Reece Ritchie, Rebecca Ferguso, Joseph Fiennes, Peter Mullan e Irina Shayk. Roteirizado por Ryan J. Condal, Evan Spiliotopoulos, baseado nos quadrinhos de Steve Moore e Admira Wijaya. Dirigido por Brett Ratner (X-Men: O Confronto Final).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"O novo Hércules entrega uma reinvenção que despe a capa mítica, mas mantém o espírito de guerreiro do personagem, e tira o medo de contar novamente histórias que passaram nas mãos de outros diretores e roteiristas. Ação desenfreada, momentos marcantes e violência – apesar de não explícita – trazem uma experiência divertida e consegue, pelo menos parcialmente, dar profundidade a um personagem que é uma montanha de músculos.

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Uma Longa Queda | Crítica | A Long Way Down, 2014, Reino Unido

A Long Way Down, 2014

Com Toni Collette, Pierce Brosnan, Imogen Poots, Aaron Paul e Sam Neill. Roteirizado por Jack Thorne, baseado no romance de Nick Hornby. Dirigido por Pascal Chaumeil.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Nem todos os filmes podem ser resumidos em uma palavra. O que não é necessariamente bom, tampouco ruim. Para Uma Longa Queda, a palavra é “aconchegante”. Essa comédia acerta em mostrar que todos tem problemas, e uns podem ser mais perturbados que outros, mesmo face ao suicídio. Pode ser um filme que mudará a sua vida, ou só para assistir em um reprise. É uma produção doce, engraçada e que trará reações diferentes, e sem consenso algum.

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Operação Sombra: Jack Ryan | Crítica | Jack Ryan: Shadow Recruit, 2014, EUA

Jack Ryan: Shadow Recruit

Com Chris Pine, Kevin Costner, Kenneth Branagh e Keira Knightley. Roteirizado por Adam Cozad e David Koepp (Homens de Preto 3), baseados na obra de Tom Clancy. Dirigido por Kenneth Branagh (Thor).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Jack Ryan chega à sua quarta encarnação no cinema rodeado por uma nuvem de dúvidas. O personagem criado por Tom Clancy fez sua carreira como um analista, e suas ações raramente chegavam às vias de fato. Nessa produção, o diretor Kenneth Branagh mantém um pouco dessa característica, e moderniza a história de Ryan ao inserir mais ação para um público ávido por ela. Não é uma total distorção da espírito original dos livros, e também não é um filme de ação com alguma novidade. Faz bem o serviço, mas há a sensação de que poderia ter sido mais.

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Ninfomaníaca – Volume 1 | Crítica | Nymphomaniac – Volume 1, 2014, Dinamarca-Alemanha-França-Bélgica

Ninfomaníaca - Volume 1

Com Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgård, Stacy Martin, Shia LaBeouf, Christian Slater, Uma Thurman, Sophie Kennedy Clark e Connie Nielsen. Escrito e dirigido por Lars von Trier (Anticristo).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Fazer uma análise de caso na maioria dos filmes de Lars von Trier é um desafio. Ele é um cineasta de várias qualidades, participou do projeto Dogma, e trouxe mais de uma obra notável ao cinema. Um dos mais impressionantes diretores de uma onda mais recente do cinema – com aspas enormes, já que ele dirige desde os anos 1980 – Trier apresenta outra obra controversa: pela duração de cinco horas, que comercialmente teve que ser divida em duas partes, e o sexo explícito, trazido do cinema pornográfico para as salas comuns. Esse universo tem suas qualidades, mas também grandes problemas. Além do questionamento do por que usar cenas reais e não sugeridas, o que torna a experiência em algo sujo, seria muito melhor se não houvesse a divisão, ou se ela fosse pensada na sala de montagem de outro jeito.

ATENÇÃO: Essa crítica não é recomendada para menores de 18 anos.

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Tatuagem | Crítica | 2013, Brasil

Tatuagem-post

Com Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo García, Sílvio Restiffe, Sylvia Prado, Ariclenes Barroso. Roteirizado e dirigido por Hilton Lacerda.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Corajoso e contestador são bons elogios para “Tatuagem”. O mesmo pode-se dizer da direção de Hilton Lacerda, e de seus personagens nessa história de um relacionamento homossexual pouco explorado no cinema nacional. Porém, fica uma sensação de questionamento no ar, e não porque o diretor quis deixar a história em aberto: a pergunta é do que se trata o filme. Faltando um pouco mais de fio narrativo, é fato que quer se provar alguma coisa. O que funciona como uma tese, a discussão de uma ideia. Como cinema, é incompleto.

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Kick-Ass 2 | Crítica | Kick-Ass 2, 2013, EUA-Reino Unido

KICK_ASS_2-POST

Com Aaron Taylor-Johnson, Christopher Mintz-Plasse, Chloë Grace Moretz e Jim Carrey. Roteirizado por Jeff Wadlow, baseado nos quadrinhos de Mark Millar e John Romita Jr. Dirigido por Jeff Wadlow (Cry Wolf).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Em 2010, o diretor Matthew Vaughn trouxe às telas uma história adaptada dos quadrinhos sobre um adolescente que se pergunta por que ninguém tinha tentado ser um super-herói de verdade. O filme do vigilante é de uma competência enorme, e muito disso vem do carisma da personagem feminina. Agora como produtor, Vaughn passa o cargo de diretor para Jeff Wadlow, que vem de uma série de filmes de gosto duvidoso.  E com “Kick-Ass 2″ ele tem sua melhor chance, e que foi claramente supervisionado.  É muito cedo para dizer que o diretor teve uma evolução, porém por ter personagens carismáticos demais além da supervisão de Vaughn ajudam o resultado final da produção.

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Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013, EUA) [Crítica]

"Pacific Rim", 2013

Com Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day, Robert Kazinsky, Max Martini e Ron Perlman. Argumento de Travis Beacham. Roteirizado por Travis Beacham e Guillermo del Toro (Hellboy).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"É essencial entender que, antes de tudo, “Círculo de Fogo” é uma homenagem de Guillermo del Toro ao gênero de monstros gigantes japoneses – como Godzilla, Gamera e Mothra. O termo kaiju usado no filme é o mesmo que representa o gênero de seres gigantescos e fantásticos que vem da Ásia. Depois, é um filme de ação extremamente empolgante, com lutas entre seres gigantes destruindo meia cidade pelo caminho. É uma catarse tão grande que fica fácil se perder. Apesar disso, falta profundidade e drama. Tanto que nem parece um filme com roteiro digno de del Toro.

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O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger, 2013, EUA) [Crítica]

"The Lone Ranger", 2013
Com, Johnny Depp, Armie Hammer, Tom Wilkinson, William Fichtner, Barry Pepper, James Badge Dale, Ruth Wilson e Helena Bonham Carter. Argumento e roteiro de Ted Elliott, Terry Rossio e Justin Haythe. Dirigido por Gore Verbinski (Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Existem dois grandes problemas com “O Cavaleiro Solitário”. O primeiro é que ele é muito óbvio, porque não se toma mais do que dois minutos para descobrir quem é o verdadeiro vilão da história, o que se releva por se tratar de um filme da Disney. O segundo é por ter sido concebido como blockbuster. Ou seja, tem a necessidade de retorno financeiro por causa do dinheiro envolvido entre marketing e escalação de atores, além falta de liberdade criativa para adequar à censura 12 anos – ou PG-13 nos EUA. Deixando isso de lado, é um filme com bons momentos de diversão, e até mais sombrios, o que é uma ousadia, se levarmos em conta que é a produtora é dona do Mickey Mouse. Apesar de longo, e seria bem mais dinâmico e agradável se tivesse vinte minutos a menos, é interessante ver um ícone da TV com uma roupagem nova, mesmo que um tanto megalomaníaca, nas mãos de tão versátil diretor.

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