Arquivo para a Categoria ‘7/10’

Alien: Covenant | Crítica | Alien: Covenant, 2017, EUA

Ainda que melhor desenvolvido que seu predecessor, Alien: Covenant é um passeio facilmente esquecido no universo Alien.

Alien: Covenant | Crítica

Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, James Franco | Argumento: Jack Paglen, Michael Green | Roteiro: John Logan, Dante Harper | Direção: Ridley Scott (Prometheus) | Duração: 123 minutos

Entre querer ou não largar o universo que criou – com mudanças de nome, negando e confirmando a presença do xenoformo – Riddley Scott tem em Alien: Covenant um filme melhor amarrado que seu antecessor, e assim como a produção de 2012 não impressiona. É um filme que cai no mal de várias sequências que é não conseguir contar uma história por si só. É também um conto de origens e como a maioria deles há problemas com ritmo e também uma leve tendência a se perder na discussão apresentada com vários signos da criação quando pende para a ação.

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Um Limite Entre Nós | Crítica | Fences, 2016, EUA

Um Limite Entre Nós funciona pela mensagem, mas se perde na transição dos palcos ao cinema.

Um Limite Entre Nós (Fences), 2016

Elenco: Denzel Washington, Viola Davis, Stephen Henderson, Jovan Adepo, Russell Hornsby, Mykelti Williamson, Saniyya Sidney | Roteiro: August Wilson | Baseado em: Um Limite Entre Nós (August Wilson) | Direção: Denzel Washington (O Grande Debate) | Duração: 139 minutos

Mesmo que o diretor Denzel Washington não tenha conseguido separar-se da origem teatral, Um Limite Entre Nós é uma forte narrativa que envolve questões raciais, pragmatismo, sexismo e responsabilidade na visão de alguém que foi criado de maneira rígida e que na sua ignorância imposta por uma sociedade segregacionista não o permitiu que fosse só um pouco além.  Faltou sim tato ao diretor ao fazer mais cinema, o que o deixou seus dirigidos um tanto caricatos nos gestos e na maneira que se expressam – ainda que esse mesmo elenco seja tão forte quanto a mensagem expressa nas páginas do roteiro.

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Um Homem Chamado Ove | Crítica | En man som heter Ove, 2015, Suécia

Um Homem Chamado Ove ganha pela simpatia dos personagens, mas sobram poucas diferenças do que já vimos em outras comédias dramáticas.

Um Homem Chamado Ove (2015)

Elenco: Rolf Lassgård, Bahar Pars, Filip Berg, Ida Engvoll | Roteiro: Hannes Holm | Baseado em: Um Homem Chamado Ove (Fredrik Backman) | Direção: Hannes Holm | Duração: 118 minutos

Você já viu essa história antes: o idoso rabugento e chato que se incomoda com qualquer coisa. Assim é Um Homem Chamado Ove que realmente não trás nada de novo ao gênero da comédia dramática. Mas há risadas garantidas com a personalidade do protagonista, seu jeito de viver e suas lembranças. O diretor Hannes Holm sabe como manipular a plateia, o que não é algo ruim, deixando aquela linha para ser puxada na hora certa e assim emocionar os mais sensíveis. E se por quase duas horas um filme de comédia misturado com drama faz rir e chorar, a tarefa foi cumprida.

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John Wick: Um Novo Dia Para Matar | Crítica | John Wick: Chapter 2, 2017, EUA

Ainda que menos focado que na aventura anterior John Wick: Um Novo Dia Para Matar funciona como uma interessante aventura que mescla o clássico com o moderno.

John Wick: Um Novo Dia Para Morrer (John Wick: Chapter 2, 2017)

Elenco: Keanu Reeves, Common, Laurence Fishburne, Riccardo Scamarcio, Ruby Rose, John Leguizamo, Ian McShane | Roteiro: Derek Kolstad | Direção: Chad Stahelski (John Wick) | Duração: 122 minutos

Se na aventura anterior as homenagens ao gênero de ação estavam mais sugeridas que citadas, Chad Stahelski e Derek Kolstad preferiram ser mais diretos em John Wick: Um Novo Dia Para Matar. Assim como seu predecessor, a aventura e divertida e frenética e abraça esses fatores sem deixar de lado um bom roteiro, ainda que essa escrita se alongue um tanto além e no terreno da comparação fica a impressão de ter menos foco ao se estender na mitologia apresentada no primeiro filme, mas que continua entre muitos tiros, socos, explosões e uma enorme pilha de corpos deixada para trás.

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Aliados | Crítica | Allied, 2016, EUA

Aliados consegue prender a atenção pela empatia criada com os protagonistas, apesar de tropeçar ao desenvolver personagens e o andamento da história.

Aliados (Allied, 2016)

Elenco: Brad Pitt, Marion Cotillard, Jared Harris, Simon McBurney, Lizzy Caplan | Roteiro: Steven Knight | Direção: Robert Zemeckis (A Travessia) | Duração: 124 minutos

Há em Aliados ótimos momentos, principalmente para quem gosta de filmes de época. No entanto a produção falha em desenvolver personagens e o segundo ato. Mas graças ao esforço de Knight e a Zemeckis conseguimos criar uma empatia sincera com a dupla de protagonistas, algo potencializado pela atuação esplêndida de ambos. Mas esse querer fica relegado a outros momentos do roteiro que lapidam com menor atenção os outros elementos do filme, o que é uma pena quando consideramos o carinho que criamos pela dupla.

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Sully: O Herói do Rio Hudson | Crítica | Sully, 2016, EUA

Sully: O Herói do Rio Hudson (2016)

Elenco: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney | Roteiro: Todd Komarnicki | Baseado em: Highest Duty: My Search for What Really Matters (de Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow) | Direção: Clint Eastwood (Sniper Americano)

Sully: O Herói do Rio Hudson é mais uma produção ufanista de Clint Eastwood e com alguns pontos positivos.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Clint Eastwood dirige mais um filme de Clint Eastwood. A redundância não é exagerada pois Sully: O Herói do Rio Hudson é feito por um estadunidense para os estadunidenses – o que em si não é um problema. A questão é que o diretor não se decide se quer fazer um filme narrativo ou um documentário. Se não fosse essa aura que envolve o filme e outras escolhas de montagem que não permitem que a história vá para frente, a produção se sairia melhor. Por outro lado, é uma homenagem às pessoas que manejam pequenos ou grandes atos no seu dia-a-dia e às diferenças que elas fazem nas vidas das pessoas à sua volta.

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Florence: Quem é Essa Mulher? | Crítica | Florence Foster Jenkins (2006) Reino Unido – França

Florence: Quem é Essa Mulher? (2016)

Com Meryl Streep, Hugh Grant, Simon Helberg, Nina Arianda e Rebecca Ferguson. Roteirizado por Nicholas Martin. Dirigido por Stephen Frears (Philomena).

Florence: Quem é Essa Mulher? fala sobre a realização de sonhos e é uma belo filme que eleva o espírito de quem assiste.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"O showbiz sempre foi uma bajulação, e Florence: Quem é Essa Mulher? também mostra essa pintura. Mas essa é apenas um parte do retrato dessa socialite que não era só apaixonada pela música, mas vivia por ela. A nova produção de Stephen Frears é um retrato sensível e belo de uma pessoa que cantava com o coração, ainda que suas cordas vocais não refletissem tanto amor. O diretor consegue prever a reação da plateia nos momentos de comédia, ora rindo com ela e ora a criticando. Quase como um conto de fadas, a história da pior cantora lírica do mundo fala também sobre superação e como podemos encontrar belezas nos lugares mais improváveis.

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Julieta | Crítica | Julieta (2016) Espanha

Julieta (2016)

Com Emma Suárez, Adriana Ugarte, Sara Jiménez, Priscilla Delgado, Rossy de Palma, Michelle Jenner, Inma Cuesta, Darío Grandinetti e Daniel Grao. Roteirizado por Pedro Almodóvar, baseado na obra de Alice Munro. Dirigido por Pedro Almodóvar (A Pele que Habito).

Em Julieta, Almodóvar volta a dar força ao papel da mulher, dessa vez focando no duro trabalho que é ser mãe.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"De volta para mostrar a força de uma mulher, Julieta é uma homenagem ao papel de mãe e uma luta contra a letargia do luto e o peso da idade. Numa sociedade que o envelhecimento da mulher é visto como algo proibido – no cinema isso é bem claro quando uma atriz de 30 anos seria velha demais para ser par romântico de um cinquentão – Almodóvar trabalha delicadamente com o tema, ainda que se perca na construção da narrativa. O começo da história é muito interessante, e a conclusão marcante, mesmo que irrite parte da plateia. O grande problema fica entre esses pontos, onde a jornada não foi tão interessante quanto o desfecho.

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Procurando Dory | Crítica | Finding Dory, 2016, EUA

Procurando Dory (2016)

Com Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Hayden Rolence, Ed O’Neill, Kaitlin Olson, Ty Burrell, Diane Keaton, Eugene Levy. Roteirizado por Andrew Stanton, Victoria Strouse. Dirigido por Andrew Stanton (Wall•E).

Leve e pensado especialmente para as crianças, Procurando Dory pode não ser original, mas é divertido e cheio de aventura.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Dentro de sua proposta, Procurando Dory é uma produção que agradará quem procura algo infantil, colorido, engraçado e espirituoso. Não tem grandes reviravoltas e é até bem óbvio, podendo ser considerado um descanso da exuberante criatividade que o estúdio tinha trazido com certa constância até 2014. Para quem já está acostumado com a qualidade Pixar no quesito animação, o filme é mais uma prova do que seus criativos são capazes. A história é uma graças, assim como seus personagens – caras conhecidas e novas. É uma daquelas produções que foi feita para as crianças se divertirem e que não se torna enfadonha para os adultos, mesmo que passe bem longe de emocionar os mais velhos.

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Voando Alto | Crítica | Eddie the Eagle (2016) EUA

Voando Alto (2016)
Com Taron Egerton, Hugh Jackman, Christopher Walken, Jim Broadbent. Roteirizado por Sean Macaulay e Simon Kelton. Dirigido por Dexter Fletcher.

Apesar dos clichês, a aventura Voando Alto é inspiradora e muito divertida.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Às vezes, os elementos mais comuns são os que bastam. Voando Alto tem inúmeras situações que já vimos em outras produções, com clichês indo desde a história inspiradora, superação, o mestre que não parece ser à primeira vista, a luta de classes sociais e alguns exageros na atuação da dupla de protagonistas. Em compensação, é um filme leve e divertido, extremamente bem montado e dirigido e conta com uma contagiante trilha sonora. Gostar ou não da história é uma questão subjetiva e devemos ir além, e entender o porquê de funcionar ou não. Para muitos, será suficiente torcer por alguém com um perfil comum e de fácil identificação. Para os outros, fica a sensação da diversão descompromissada.

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No Coração do Mar | Crítica | In the Heart of the Sea (2015) EUA

No Coração do Mar (In the Heart of the Sea), 2015

Com Chris Hemsworth, Benjamin Walker, Cillian Murphy, Tom Holland, Ben Whishaw, Brendan Gleeson. Argumento de Charles Leavitt, Rick Jaffa, Amanda Silver. Roteirizado por Charles Leavitt, baseado na obra de Nathaniel Philbrick. Dirigido por Ron Howard (Rush: No Limite da Emoção).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma história com um personagem tão grandioso parece ter sido feita para ser apresentado na tela do cinema. No Coração do Mar é uma produção visualmente arrebatadora, assim como o seu design de som e tantos outros elementos como a fotografia e o design de produção. A base para a história de Moby Dick é de uma época nefasta, que dava glórias em caçar esses seres tão belos. Na narrativa, Ron Howard conta aventuras, soberbas, desesperos e redenções, pintando a tela do cinema como uma pintura bucólica e triste na maior parte do tempo. Se era melhor contar o mito à realidade, como diz o ditado popular, fica a cargo do espectador. Agora, por causa da popularidade do cinema, podemos ter os dois.

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A Visita | Crítica | The Visit (2015) EUA

A Visita (The Visit), 2015
Com Olivia DeJonge, Ed Oxenbould, Deanna Dunagan, Peter McRobbie, Kathryn Hahn. Roteirizado e dirigido por M. Night Shyamalan (Depois da Terra).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"M. Night Shyamalan criou uma aura em volta de si desde 1999, e é bem comum esperar sua próxima produção, uma que alcance o sucesso que foi O Sexto Sentido. Por isso que aguentamos – ou melhor, a indústria banca – filmes de gosto questionáveis um atrás do outro, com raras exceções. A Visita é uma tentativa de redenção do diretor que volta ao papel autoral, deixando de lado o cargo de adaptador e de diretor de aluguel, um renascimento no já batido mockumentary/found footage sem realmente acrescentar nada de novo. Mas, é Shyamalan de volta ao gênero de suspense que tanto gosta.

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