Arquivo para a Categoria ‘7/10’

Sully: O Herói do Rio Hudson | Crítica | Sully, 2016, EUA

Sully: O Herói do Rio Hudson (2016)

Elenco: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney | Roteiro: Todd Komarnicki | Baseado em: Highest Duty: My Search for What Really Matters (de Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow) | Direção: Clint Eastwood (Sniper Americano)

Sully: O Herói do Rio Hudson é mais uma produção ufanista de Clint Eastwood e com alguns pontos positivos.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Clint Eastwood dirige mais um filme de Clint Eastwood. A redundância não é exagerada pois Sully: O Herói do Rio Hudson é feito por um estadunidense para os estadunidenses – o que em si não é um problema. A questão é que o diretor não se decide se quer fazer um filme narrativo ou um documentário. Se não fosse essa aura que envolve o filme e outras escolhas de montagem que não permitem que a história vá para frente, a produção se sairia melhor. Por outro lado, é uma homenagem às pessoas que manejam pequenos ou grandes atos no seu dia-a-dia e às diferenças que elas fazem nas vidas das pessoas à sua volta.

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Florence: Quem é Essa Mulher? | Crítica | Florence Foster Jenkins (2006) Reino Unido – França

Florence: Quem é Essa Mulher? (2016)

Com Meryl Streep, Hugh Grant, Simon Helberg, Nina Arianda e Rebecca Ferguson. Roteirizado por Nicholas Martin. Dirigido por Stephen Frears (Philomena).

Florence: Quem é Essa Mulher? fala sobre a realização de sonhos e é uma belo filme que eleva o espírito de quem assiste.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"O showbiz sempre foi uma bajulação, e Florence: Quem é Essa Mulher? também mostra essa pintura. Mas essa é apenas um parte do retrato dessa socialite que não era só apaixonada pela música, mas vivia por ela. A nova produção de Stephen Frears é um retrato sensível e belo de uma pessoa que cantava com o coração, ainda que suas cordas vocais não refletissem tanto amor. O diretor consegue prever a reação da plateia nos momentos de comédia, ora rindo com ela e ora a criticando. Quase como um conto de fadas, a história da pior cantora lírica do mundo fala também sobre superação e como podemos encontrar belezas nos lugares mais improváveis.

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Julieta | Crítica | Julieta (2016) Espanha

Julieta (2016)

Com Emma Suárez, Adriana Ugarte, Sara Jiménez, Priscilla Delgado, Rossy de Palma, Michelle Jenner, Inma Cuesta, Darío Grandinetti e Daniel Grao. Roteirizado por Pedro Almodóvar, baseado na obra de Alice Munro. Dirigido por Pedro Almodóvar (A Pele que Habito).

Em Julieta, Almodóvar volta a dar força ao papel da mulher, dessa vez focando no duro trabalho que é ser mãe.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"De volta para mostrar a força de uma mulher, Julieta é uma homenagem ao papel de mãe e uma luta contra a letargia do luto e o peso da idade. Numa sociedade que o envelhecimento da mulher é visto como algo proibido – no cinema isso é bem claro quando uma atriz de 30 anos seria velha demais para ser par romântico de um cinquentão – Almodóvar trabalha delicadamente com o tema, ainda que se perca na construção da narrativa. O começo da história é muito interessante, e a conclusão marcante, mesmo que irrite parte da plateia. O grande problema fica entre esses pontos, onde a jornada não foi tão interessante quanto o desfecho.

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Procurando Dory | Crítica | Finding Dory, 2016, EUA

Procurando Dory (2016)

Com Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Hayden Rolence, Ed O’Neill, Kaitlin Olson, Ty Burrell, Diane Keaton, Eugene Levy. Roteirizado por Andrew Stanton, Victoria Strouse. Dirigido por Andrew Stanton (Wall•E).

Leve e pensado especialmente para as crianças, Procurando Dory pode não ser original, mas é divertido e cheio de aventura.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Dentro de sua proposta, Procurando Dory é uma produção que agradará quem procura algo infantil, colorido, engraçado e espirituoso. Não tem grandes reviravoltas e é até bem óbvio, podendo ser considerado um descanso da exuberante criatividade que o estúdio tinha trazido com certa constância até 2014. Para quem já está acostumado com a qualidade Pixar no quesito animação, o filme é mais uma prova do que seus criativos são capazes. A história é uma graças, assim como seus personagens – caras conhecidas e novas. É uma daquelas produções que foi feita para as crianças se divertirem e que não se torna enfadonha para os adultos, mesmo que passe bem longe de emocionar os mais velhos.

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Voando Alto | Crítica | Eddie the Eagle (2016) EUA

Voando Alto (2016)
Com Taron Egerton, Hugh Jackman, Christopher Walken, Jim Broadbent. Roteirizado por Sean Macaulay e Simon Kelton. Dirigido por Dexter Fletcher.

Apesar dos clichês, a aventura Voando Alto é inspiradora e muito divertida.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Às vezes, os elementos mais comuns são os que bastam. Voando Alto tem inúmeras situações que já vimos em outras produções, com clichês indo desde a história inspiradora, superação, o mestre que não parece ser à primeira vista, a luta de classes sociais e alguns exageros na atuação da dupla de protagonistas. Em compensação, é um filme leve e divertido, extremamente bem montado e dirigido e conta com uma contagiante trilha sonora. Gostar ou não da história é uma questão subjetiva e devemos ir além, e entender o porquê de funcionar ou não. Para muitos, será suficiente torcer por alguém com um perfil comum e de fácil identificação. Para os outros, fica a sensação da diversão descompromissada.

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No Coração do Mar | Crítica | In the Heart of the Sea (2015) EUA

No Coração do Mar (In the Heart of the Sea), 2015

Com Chris Hemsworth, Benjamin Walker, Cillian Murphy, Tom Holland, Ben Whishaw, Brendan Gleeson. Argumento de Charles Leavitt, Rick Jaffa, Amanda Silver. Roteirizado por Charles Leavitt, baseado na obra de Nathaniel Philbrick. Dirigido por Ron Howard (Rush: No Limite da Emoção).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma história com um personagem tão grandioso parece ter sido feita para ser apresentado na tela do cinema. No Coração do Mar é uma produção visualmente arrebatadora, assim como o seu design de som e tantos outros elementos como a fotografia e o design de produção. A base para a história de Moby Dick é de uma época nefasta, que dava glórias em caçar esses seres tão belos. Na narrativa, Ron Howard conta aventuras, soberbas, desesperos e redenções, pintando a tela do cinema como uma pintura bucólica e triste na maior parte do tempo. Se era melhor contar o mito à realidade, como diz o ditado popular, fica a cargo do espectador. Agora, por causa da popularidade do cinema, podemos ter os dois.

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A Visita | Crítica | The Visit (2015) EUA

A Visita (The Visit), 2015
Com Olivia DeJonge, Ed Oxenbould, Deanna Dunagan, Peter McRobbie, Kathryn Hahn. Roteirizado e dirigido por M. Night Shyamalan (Depois da Terra).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"M. Night Shyamalan criou uma aura em volta de si desde 1999, e é bem comum esperar sua próxima produção, uma que alcance o sucesso que foi O Sexto Sentido. Por isso que aguentamos – ou melhor, a indústria banca – filmes de gosto questionáveis um atrás do outro, com raras exceções. A Visita é uma tentativa de redenção do diretor que volta ao papel autoral, deixando de lado o cargo de adaptador e de diretor de aluguel, um renascimento no já batido mockumentary/found footage sem realmente acrescentar nada de novo. Mas, é Shyamalan de volta ao gênero de suspense que tanto gosta.

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Os 33 | Crítica | Los 33, 2015, Chile/Colômbia

Los 33, 2015

Com Antonio Banderas, Rodrigo Santoro, Juliette Binoche, James Brolin, Lou Diamond Phillips e Gabriel Byrne. Roteirizado por Mikko Alanne, Craig Borten e Michael Thomas. Baseado no livro de Héctor Tobar. Dirigido por Patricia Riggen.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Algumas histórias parecem fantásticas demais para serem verdadeiras. Em Os 33 a diretora Patricia Riggen abriu mão da língua materna para tocar mais pessoas sobre a impressionante história dos mineradores chilenos que esperaram serem resgatados por mais de dois meses. Essa decisão traz alguns estranhamentos, como a questão dos sotaques, mas que mercadologicamente faz sentido. Posta essa decisão de lado há muitos momentos interessantes no filme, passando pela atuação, fotografia e o estilo da diretora em alternar planos abertos e outros mais fechados. Com momentos emocionantes e apesar de arrastar um pouco além do necessário a narrativa, o filme é uma ode à resistência e à esperança.

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Goosebumps: Monstros e Arrepios | Crítica | Goosebumps, 2015, EUA

Goosebumps, 2015

Com Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush, Amy Ryan, Ryan Lee e Jillian Bell. Roteirizado por Scott Alexander e Larry Karaszewski. Dirigido por Rob Letterman.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Dentro do universo que pretende alcançar Goosebumps: Monstros e Arrepios funciona muito bem. Quem é fã da série de TV ou dos livros provavelmente se divertirá muito caçando as referências das histórias que mais marcaram sua infância e adolescência. Para os mais jovens que não pegaram essa fase, o simples fato de ser uma aventura recheada de todo tipo de monstro deve ser suficiente para chamar a atenção. Divertido e espirituoso, o filme tem muitos elementos do que chamamos de “Sessão da Tarde”. Sim, é um bando de jovens se envolvendo em altas enrascadas. Não é nem de longe original, mas também longe de ser decepcionante.

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Nocaute | Crítica | Southpaw, 2015, EUA-China

Southpaw, 2015

Com Jake Gyllenhaal, Forest Whitaker, Rachel McAdams, Naomie Harris, Victor Ortiz, Curtis “50 Cent” Jackson, Miguel Gomez, Oona Laurence. Roteirizado por Kurt Sutter. Dirigido por Antoine Fuqua (Dia de Treinamento).

7/10 - "tem um Tigre no cinema"A vida, essa coisa injusta, está aqui para dar pancada na gente. E filmes de superação não faltam para nos lembrar disso. Nocaute tem muito bons momentos, ótimas atuações e um Antoine Fuqua mostrando que sabe como se portar como diretor. O clichê do tema, tanto visitado em outros filmes, é bem claro e pode ser algum tipo de empecilho para conhecer a obra. Então, não é original, mas pelo menos é empolgante. Com uma virada inesperada e muito melancólica, o filme consegue dar seus próprios passos, ainda que de vez em quando nos lembremos de outro canhoto que também fez sucesso lutando boxe nos anos 1970.

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Homem Irracional | Crítica | Irrational Man, 2015, EUA

Irrational Man, 2015

Com Emma Stone, Parker Posey e Joaquin Phoenix. Escrito e dirigido por Woody Allen (Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo*)

7/10 - "tem um Tigre no cinema"É difícil esperar que um diretor que produz um filme por ano apresente sempre um bom trabalho seguido do outro. Em Homem Irracional Woody Allen traz um filme mediano, longe de suas grandes produções, porém mais interessantes que seus dois trabalhos anteriores de 2014 e 2013. Brincando com a filosofia, Allen tem bons momentos e continua dirigindo muito bem os atores que trabalham com ele. Mesmo que esse seja um dos trabalhos menores do diretor, ainda diverte e fica acima da média de muitas produções do ano.

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Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros | Crítica | Jurassic World, 2015, EUA

Jurassic World, 2015

Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Vincent D’Onofrio, Ty Simpkins, Nick Robinson, Omar Sy, B. D. Wong e Irrfan Khan. Roteirizado por Rick Jaffa & Amanda Silver (Planeta dos Macacos: O Confronto) e Derek Connolly & Colin Trevorrow. Dirigido por Colin Trevorrow.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"A geração que cresceu nos anos 1990 vive hoje uma nostalgia interessante. Alguns dos nossos ícones cinematográficos são de lá, sendo o Tiranossauro Rex gritando ao fim de Jurassic Park (1993) um deles. Agora, todos crescidos, podemos voltar àquela experiência, e apresentar o parque aos que não conhecem. Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros também tem traços nostálgicos, seja por paralelos com o filme original no andamento em si da trama, ou por ouvirmos temas que remetem à música de John Williams. A produção tem problemas de ritmo, principalmente no começo, e peca profundamente por não desenvolver a grande maioria dos personagens humanos – um problema causado pelo roteiro escrito e reescrito por quatro pessoas – enquanto os dinossauros e outros répteis pré-históricos continuam no seu papel de protagonistas.

 

Sinopse oficial

“O parque está aberto! Dirigido por Colin Trevorrow e com produção executiva de Steven Spielberg – que retorna à produção 20 anos depois do primeiro filmeJurassic World – O Mundo dos Dinossauros estreia nos cinemas brasileiros em 11 de junho. A produção traz novidades, como o primeiro dinossauro geneticamente modificado em laboratório: a Indominus Rex. A grande predadora é um animal híbrido que se mostra altamente inteligente, surpreendendo toda a equipe do parque dos dinossauros. A aventura épica é baseada nos personagens criados por Michael Crichton e tem roteiro assinado por Rick Jaffa & Amanda Silver, além de Trevorrow e Derek Connolly.”

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