Arquivo para a Categoria ‘7.5/10’

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012, EUA) [Crítica]

"Silver Linings Playbook", 2012Com Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Jacki Weaver, Chris Tucker e Anupam Kher. Baseado no romance de Matthew Quick. Roteirizado e dirigido por David O Russell (O Vencedor).

7,5 - "tem um Tigre no cinema"O Lado Bom da Vida” seria um filme fraco se apenas tratasse do amor e da paixão como loucura. Apesar de a devoção do personagem principal pela esposa, o filme tenta mostrar um pouco de como pode ser a convivência com alguém que tenha transtorno bipolar. Mesmo se aprofundanado mais na romance do que no distúrbio, que seria uma opção dramaticamente interessante, o filme não é uma perda de tempo e assume seu papel de romance de um modo correto. Nesse ponto de vista, é uma história que começa de um jeito não usual, para terminar do jeito esperado. Mas o diretor consegue criar grande empatia com os personagens que nos faz querer esse final, por mais piegas que seja.

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Os Vingadores (The Avengers, 2012, EUA) [Crítica]

Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo,  Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Stellan Skarsgard e Samuel L. Jackson. Roteiro e direção de Joss Whedon (Serenity).

“Os Vingadores” é o sonho realizado de metade do mundo nerd. Mas a Marvel fez um bom trabalho nos filmes anteriores, criando um trama que, em sua maior parte, não prejudica o espectador comum que não leu os quadrinhos (por exemplo, um decenauta, como eu). Mas qual foi o resultado de tanto alarde? Um bom filme. Não muito longe de ser “muito bom”, mas definitivamente distante de ser “ótimo”, como a maioria dos fãs tem reportado nas redes sociais, e alguns sites como o Rotten Tomatoes. Como esperado, é divertido e cheio de ação. É uma pena que o roteiro Whedon fica no superficial e com alguns furos. E um grande receio que eu tinha se confirmou aqui. Esse foi o primeiro filme produzido após a compra da Marvel pela Disney e isso muda muito o tom do filme, o que o fez o cair para um censura menor, visando mais lucro (como se um filme assim não desse rios de dinheiro).

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Poder Sem Limites (Chronicle, 2012, EUA) [Crítica]

Com Dane DeHaan, Michael B. Jordan, Michael Kelly e Alex Russell. Roteiro de Max Landis. Argumento de Max Landis e Josh Trank. Dirigido por Josh Trank.

O estilo mockumentary parece não cansar o público, e “Poder Sem Limites” é um bom exemplo do estilo, pelo menos em parte. O filme lida com questões da adolescência como amizades, popularidade, festas, bullying e superpoderes… oras, nem todos os questionamentos precisam ser reais. Os motivos para os personagens estarem usando câmeras todo tempo é plausível na maior parte do tempo, e o diretor consegue dar um ritmo de filme, classicamente falando, com os planos-sequencia típicos do mockumentary alternando com cortes de 2 a 4 segundos. Isso acontece porque temos outra personagem usando uma câmera para um blog, e que qualquer celular filma. Mas isso levanta certas dúvidas, onde a montagem poderia ter sido melhor explorada para dar mais veracidade ao filme, que é o ponto dos filmes found footage.

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Sem Limites (Limitless, 2011, EUA) [Crítica]

Com Bradley Cooper, Abbie Cornish e Robert De Niro. Escrito por Leslie Dixon, baseado no livro de Alan Glynn. Dirigido por Neil Burger (O Ilusionista).

“Sem Limites” é um filme competente dentro de sua proposta. É inteligente e divertido até certo ponto. Com jogadas interessantes de câmeras, luzes e cores, o filme consegue chamar a atenção, mas não torna o filme um primor. Leia mais

Fuga do Século XXIII (Logan’s Run, 1976, EUA) [Crítica]

Com Michael York, Richard Jordan, Jenny Agutter, Peter Ustinov e Farrah Fawcett. Escrito por David Zelag Goodman. Baseado no livro de William F. Nolan e George Clayton Johnson. Dirigido por Michael Anderson. Numa sociedade sobrevivente de uma grande guerra, os humanos vivem apenas para o prazer, deixando o trabalho pesado para máquinas. Mas isso tem um preço: todos devem morrer aos 30 anos.

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O Enigma do Outro Mundo (The Thing, 1982, EUA) [Crítica]

Com Kurt Russel e Richard Masur. Escrito por Bill Lancaster e dirigido por John Carpenter (Halloween). Baseado num livro de John W. Campbell, Jr. (Who Goes There?). Na imensidão branca da Antártida m grupo americano de pesquisas encontra dois membros noruegueses de outro grupo tentando matar um Huskie que corre pelo gelo. Os dois são mortos pelo perigo que representavam. Ao verificar o campo de pesquisa norueguês, os americanos descobrem que alguma coisa foi retirada do gelo; algo que estava congelado por mais de 50 mil anos.

Quando estava assistindo, percebi que esse é um daqueles filmes de que se fala muito, mas nunca vi inteiro. Acho que foi bom, pois vi sem grandes referências. 29 anos se passaram, e o filme me surpreendeu. Em partes, pelo menos. A história é crível, e Kurt Russel continua o badass de sempre. Apesar da instalação ser grande, ninguém pode ir muito longe. Esse isolamento se soma à peculiaridade da “coisa”, fazendo a tensão e a desconfiança crescer exponencialmente. Em quem confiar, a não ser em si mesmo? Mas aí reside a primeira falha do filme. O perigo é constante e palpável, a ponto de se desconfiar da própria sombra. A regra básica, repetida uma vez atrás da outra, é “ninguém se separa do grupo”. Que adianta falar isso se duas cenas depois o grupo se separa? É um grupo idiota, mas sem isso a desconfiança não cresceria.

Com a fantástica trilha sonora de Ennio Moricone (que, entre outras trilhas, escreveu para A Trilogia dos Dólares) é eterna. E diria que supera o roteiro do filme, apesar de não dar pra separar as duas coisas.

E, infelizmente, o filme peca em seus cinco minutos finas: nos efeitos especiais, o design total da criatura e a (rápida) solução encontrada. Isso me passou uma expectativa de que viria alguma coisa depois dos créditos.

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Swingers – Curtindo a noite (Swingers, 1996, EUA) [Crítica]

Com Jon Favreau e Vince Vaughn. Escrito por Jon Favreau e dirigido por Doug Liman (A Identidade Bourne). Depois de sair de um relacionamento de sete anos, Mike Peters (Favreau) acha que não sabe mais como se divertir a noite com os amigos para beber e conhecer garotas. Os amigos farão de tudo para melhorar o astral dele, mesmo que isso signifique passar de bar em abr, de festa em festa, conhecendo os mais diferentes tipos.
Não estava entendo a graça do filme, até me lembrar de como era sair com meus amigos e às vezes não dar certo, e torcendo, e vibrando muito quando as coisas davam certo, naquele pensamento “ahhh, beija ela logo, p0##@”. E aqui vale a máxima: as coisas começam a dar certo quando você não está preocupado com elas… Boa comédia!

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