Arquivo para a Categoria ‘6/10’

Uma Verdade Mais Inconveniente | Crítica | An Inconvenient Sequel: Truth to Power, 2017, EUA

Apesar de tocar num problema verdadeiro, Uma Verdade Mais Inconveniente serve mais para enaltecer a figura de Al Gore.

Uma Verdade Mais Inconveniente

Elenco: Al Gore | Direção: Bonni Cohen, Jon Shenk

Preciso ser bem claro quanto a isso: aquecimento global é uma coisa real e nós, a raça humana, somos responsáveis. Dito isso, Uma Verdade Mais Inconveniente é importante por escancarar essa realidade, mas provavelmente não será assistido por nenhum negacionista. É sim um filme feito para quem já acredita e é militante da causa – mas o que realmente prejudica a produção, cinematograficamente falando, é o grande foco em Al Gore. O problema do documentário não é ser alarmista ou panfletário, pois a situação exige, mas sim mostrar que o ex-vice-presidente e ex-senador quase como o único político no mundo livre que vê o grande problema é faz alguma coisa.

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Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica | This is Your Death, 2017, EUA

Esta é a Sua Morte: O Show trata de um tema sensível, mas é preciso se perguntar se uma abordagem dessas beira o perigoso.

Esta é a Sua Morte: O Show | Crítica

Elenco: Josh Duhamel, Famke Janssen, Giancarlo Esposito, Sarah Wayne Callies, Caitlin Fitzgerald | Roteiro: Kenny Yakkel, Noah Pink | Direção: Giancarlo Esposito | Duração: 104 minutos

Dizer apenas que o ódio intolerável está demolindo a nossa sociedade não parece ser mais suficiente para Esposito e eis a motivação para o desenvolvimento que aborda um tema delicado como suicídio de maneira tão pesada em Esta é a Sua Morte: O Show. Enquanto faz uma crítica já comum aos reality shows, o diretor tenta também decifrar o fascínio que espectadores tem desde muito tempo – apesar da explosão no fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000 – em presenciar uma realidade passivamente, como grandes voyeurs de uma sociedade que parece tão perdida ao ponto de preferir à vida dos outros em detrimento da própria.

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Lino | Crítica | Brasil, 2017

Lino é uma animação feita para crianças muito pequenas e que mostra a qualidade do estúdio nacional que trouxe a obra.

Lino | Crítica

Elenco: Selton Mello, Dira Paes, Paolla Oliveira | Direção: Rafael Ribas | Duração: 93 min | 3D: Relevante

Antes de sair com duas pedras na mão da sala de cinema, lembre-se que Lino não foi feito para você que consegue ler esse texto. A animação nacional do estúdio Startanima é para crianças de, no máximo, cinco ou seis anos, que ainda estão formando sua linguagem e absorvendo conceitos básicos de interação. Os menores vão se divertir com cores, um personagem fofo e podem até rir com as situações que envolvem a dor física do personagem felino. Para quem é mais velho, é uma aventura óbvia e até preconceituosa em alguns momentos. No fim das contas, serve mais para mostrar a qualidade técnica do estúdio, como um portfólio, do que um exemplo bem feito de roteiro.

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Atômica | Crítica | Atomic Blonde, 2017, EUA

Atômica pode ser um filme divertido, mas não se aprofunda nos personagens e consegue ser confuso em muitos momentos.

Atômica  | Crítica (Atomic Blonde)

Elenco: Charlize Theron, James McAvoy, Eddie Marsan, John Goodman, Toby Jones, James Faulkner, Sofia Boutella, Bill Skarsgård, Barbara Sukowa | Roteiro: Kurt Johnstad | Baseado em: Atômica: A Cidade Mais Fria (Antony Johnston, Sam Hart, DarkSide Books) | Direção: David Leitch (John Wick: De Volta ao Jogo) | Duração: 101 minutos

Por ser a arte que mais envolve os sentidos, é fácil se perder nas imagens e nos sons do cinema, algo que é percebido em Atômica, primeiro trabalho de Leitch. Primando pela ação e diversão, que com certeza levam à audiência no teto, o filme é uma daquelas experiências narcóticas que te levam por um caminho saudosista – indicado pela trilha sonora – sem se aprofundar em dramas ou desenvolvimento de personagens. Apesar disso, o filme tem um estilo visualmente interessante, nota-se a qualidade da direção e traz uma nova personagem de ação para bater de frente com outros clássicos e mais recentes.

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O Castelo de Vidro | Crítica | The Glass Castle, 2017, EUA

O Castelo de Vidro é uma história inspiradora, mas que deixa um gosto de já termos visto isso antes.

O Castelo de Vidro | Crítica

Elenco: Brie Larson, Woody Harrelson, Max Greenfield, Sarah Snook, Ella Anderson, Chandler Head, Naomi Watts | Roteiro: Destin Daniel Cretton, Andrew Lanham, Marti Noxon | Baseado em: O Castelo de Vidro (Jeannette Walls, Editora Globo) | Direção: Destin Daniel Cretton (Temporário 12) | Duração: 127 minutos


É certo que Hollywood faz coisas muito divertidas, mas também é certo que a grande indústria do cinema se apropria de tudo que pode espremer, mesmo que, no fechar das cortinas, parece muito tudo igual. Apesar de ser uma história bonita e emocionante O Castelo de Vidro é o que chamamos pejorativamente de indie de boutique. No filme, a protagonista vive uma juventude de aventuras, percebe que os extremos são exagerados e no final encontra ou descobre o equilíbrio. O que não é, por si só, um demérito. Mas num mundo onde noventa por cento das produções são adaptação (o caso aqui) ou remakes, buscar um pouco de originalidade não faria mal a ninguém. Leia mais

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas | Crítica | Valerian and the City of a Thousand Planets, 2017, França

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é grandioso e extremamente bem feito, mas falta lapidação no roteiro e conta com fracas atuações.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Valerian and the City of a Thousand Planets) Crítica

Elenco: Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Rihanna, Ethan Hawke, Herbie Hancock, Kris Wu, Rutger Hauer | Roteiro: Luc Besson | Baseado em: Valérian et Laureline (Pierre Christin, Jean-Claude Mézières) | Direção: Luc Besson (Lucy) | Duração: 137 minutos

Existe sempre um perigo em adaptar algo que é grandioso desde o seu cerne, como é o caso de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Transportar das histórias em quadrinhos, uma plataforma praticamente sem limites, sem se perder no caminho não é tão incomum – e exemplos não faltam. Essa é uma obra ambiciosa de Luc Besson, que apostou alto no visual de um lugar onde podemos ver 200 espécies de alienígenas diferentes, muitas cores e culturas, e que precisava contar uma boa história, mesmo que ela seja um tanto simples. Apesar de visualmente espetacular, ainda que alguns cenários sejam familiares, a trama se alonga além do necessário, tornando a experiência cansativa durante um bom tempo.

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Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar | Crítica | Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, 2017, EUA

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar resgata o clima da primeira aventura de Jack Sparrow. Digo, Capitão Jack Sparrow.

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (2017) Crítica

Elenco: Johnny Depp, Javier Bardem, Brenton Thwaites, Kaya Scodelario, Kevin McNally, Geoffrey Rush, Orlando Bloom | Roteiro: Jeff Nathanson | Direção: Joachim Rønning, Espen Sandberg (A Aventura Kon-Tiki) | Duração: 129 minutos | 3D: Relevante | Cena Extra

Depois de catorze anos desde a aventura original quando conhecemos o Pérola Negra, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar trouxe de novo aquilo que fez sucesso em 2003. É um filme com elementos de terror, doses de comédia, um leve toque de romance embalados por uma aventura espirituosa e divertida. Depois de pouco mais de duas horas, podemos perceber as semelhanças das estruturas da história de Gore Verbinski e agora com Rønning e Sandberg. Apesar de ser um filme visualmente bem mais deslumbrante que os outros, a aventura peca por alguns personagens esquecíveis e essa previsibilidade dada ao percorrer um caminho parecido com a aventura original, salvo por alguns detalhes.

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Rei Arthur: A Lenda da Espada | Crítica | King Arthur: Legend of the Sword, 2017, EUA-Austrália-Reino Unido

Rei Arthur: A Lenda da Espada é uma abordagem modernizada do clássico, mas bem comum para um filme de ação.

Rei Arthur: A Lenda da Espada (King Arthur: Legend of the Sword) | Crítica

Elenco: Charlie Hunnam, Àstrid Bergès-Frisbey, Djimon Hounsou, Aidan Gillen, Jude Law, Eric Bana | Argumento: David Dobkin, Joby Harold | Roteiro: Guy Ritchie, Lionel Wigram, Joby Harold | Direção: Guy Ritchie (O Agente da U.N.C.L.E.) | Duração: 126 minutos | 3D: Relevante

As lendas arthurianas existem há tanto tempo que Guy Ritchie arriscou e fez o mais famoso rei bretão numa versão totalmente fora do usual. Isso para o personagem, porque Rei Arthur: A Lenda da Espada é um filme de ação e aventura como muitos outros. Para um filme sobre o (lendário) Rei Arthur é realmente diferente. Para o gênero, nem tanto, incluindo o pedido dentro da narrativa que pede uma continuação onde, finalmente, um diretor achou uma maneira de transformar uma das lendas mais conhecidas e épicas do mundo ocidental num blockbuster – o que não quer dizer que seja necessariamente uma boa coisa.

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Vida | Crítica | Life, 2017, EUA

Vida homenageia tanto outra grande franquia do terror especial que acaba se perdendo e ficando sem alma.

Vida (Life) 2017

Elenco: Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson, Ryan Reynolds, Hiroyuki Sanada, Ariyon Bakare, Olga Dihovichnaya | Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick | Direção: Daniel Espinosa (Protegendo o Inimigo) | Duração: 103 minutos

Imagine caminhar no calcanhar de gigantes, com comparações inevitáveis. Espinosa optou, mesmo com um orçamento e um elenco de peso em mãos, fazer uma grande homenagem ao gênero do terror espacial em Vida: nada de original, sem deixar de apontar essas influências, tanto clássicas quanto as mais modernas. Isso, em geral, deixa a produção com um ar de pouca personalidade, mas que ao menos tem momentos de tensão que serão suficientes para deixar o espectador atento e preso na história. E com pouquíssima ousadia, a história acaba valendo a pena mais para caçar as referências a entender a história em si.

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Velozes e Furiosos 8 | Crítica | The Fate of the Furious, 2017, EUA

Velozes e Furiosos 8 volta mirando no seu público cativo e na esperança de segurá-los até o próximo filme da franquia.

Velozes e Furiosos 8 (The Fate of the Furious), 2017

Elenco: Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Chris Bridges, Nathalie Emmanuel, Kurt Russell, Scott Eastwood, Charlize Theron, Helen Mirren | Roteiro: Chris Morgan | Direção: F. Gary Gray (Straight Outta Compton) | Duração: 136 minutos | 3D: Irrelevante

Velozes e Furiosos 8 é exatamente isso: um Velozes e Furiosos. Apesar de ser mais do mesmo, o filme tem se destaca na direção de Gray, com posicionamentos de câmera nos lugares certos para podermos colocar ordem nos pensamentos, enquanto presenciamos explosões, corridas, frases de efeito e pancadas – muitas pancadas, aliás – numa produção demasiadamente longa, porém divertida. A vantagem é que o filme não se vende como nada além do que é nas suas sequências de cortes rápidos, desafios extraordinários e anti-heróis que aprendemos a gostar durante os últimos anos. E repetindo a fórmula, a franquia continua agrando o seu público cativo e com receio de inovar.

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Despedida em Grande Estilo | Crítica | Going in Style, 2017, EUA

O remake de Despedida em Grande Estilo é uma diversão leve e engraçada que consegue encontrar também um tom melancólico.

Despedida em Grand Estilo (Going in Style) 2017

Elenco: Morgan Freeman, Michael Caine, Alan Arkin, Matt Dillon, Christopher Lloyd, John Ortiz | Roteiro: Theodore Melfi (Estrelas Além do Tempo) | Baseado em: Despedida em Grande Estilo (Martin Brest, 1979) | Direção: Zach Braff (Lições em Família) | Duração: 96 minutos

A intenção de Despedida em Grande Estilo é fazer a audiência se sentir bem, assim como qualquer um daqueles clássicos que reprisam várias vezes na TV (chamados de “Sessão da Tarde”). Ao mesmo tempo, há uma tristeza inerente sobre como os idosos são tratados – isso, em especial, pode pegar os brasileiros com os rumos atuais de algumas decisões políticas. Assim, a produção não tem grandes pretensões além de ser divertido e um tanto leve, mesmo que use alguns elementos sérios para isso, contando com a ajuda do trio de protagonistas que de tão soltos parecem estar interpretando a si mesmos.

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O Poderoso Chefinho | Crítica | The Boss Baby, 2017, EUA

O Poderoso Chefinho é uma história bem infantil e divertida para os pequenos que são o público-alvo.

O Poderoso Chefinho (The Boss Baby) 2017

Elenco: Alec Baldwin, Miles Christopher Bakshi, Steve Buscemi, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow | Roteiro: Michael McCullers | Baseado em: The Boss Baby (Marla Frazee) | Direção: Tom McGrath (Madagascar) | Duração: 97 minutos | 3D: Relevante | Cena Extra

É um tanto injusto falar de um filme que claramente não foi pensado para você. O Poderoso Chefinho é para audiências muito novas: entre quatro e sete anos, não muito mais que isso e avalia-lo com o peso de outras animações de ar mais questionador e sério não seria correto. É uma história muito simples, leve e indicada para aquele programa de família, e o grande trunfo é que não será uma experiência tediosa para os pais. As crianças vão se impressionar com as cores e aventuras que os personagens passam, enquanto os mais velhos que os acompanharem vão poder curtir a reação deles, essa sim uma diversão.

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T2 Trainspotting | Crítica | T2 Trainspotting, 2017, Reino Unido

T2 Trainspotting é como visitar velhos amigos quando se tem pouco a compartilhar, valendo mais pela presença deles do que outra coisa.

T2 Trainspotting (2017)

Elenco: Ewan McGregor, Ewen Bremner, Jonny Lee Miller, Robert Carlyle, Kelly Macdonald, Anjela Nedyalkova | Roteiro: John Hodge | Baseado em: Trainspotting e Porno (Irvine Welsh) | Direção: Danny Boyle (127 Horas) | Duração: 117 minutos

É normal sentirmos saudades de alguém ou de uma fase da nossa vida e o que Danny Boyle fez em T2 Trainspotting é revisitar seus velhos amigos. Se no campo das emoções isso funciona, no cinematográfico nem tanto. A nostalgia simples e pura não é suficiente para criar uma história envolvente ou relevante e a direção misturando várias estéticas, mas sem foco, mostra um Boyle perdido e que não parece saber o que está fazendo. É interessante ver como os personagens evoluíram (ou não) depois de duas décadas, e é um exercício mais interessante para o diretor, mas que não se reflete tão bem na narrativa.

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Paraíso | Crítica | Рай, 2016, Rússia

Paraíso é um filme de Guerra como uma entrevista, dando voz aos anônimos de um dos maiores conflitos da história.

Paraíso (2016)

Elenco: Yuliya Vysotskaya, Philippe Duquesne, Viktor Sukhorukov | Roteiro: Elena Kiseleva, Andrei Konchalovsky | Direção: Andrei Konchalovsky (Tango e Cash) | Duração: 130 minutos

Filmes abordando a Segunda Guerra Mundial existem aos baldes, mas poucos fogem de explosões, do heroísmo e do exacerbado patriotismo – principalmente quando falamos de Hollywood. Por isso vale a pena encarar o longa-metragem Paraíso, falado em russo e alemão, para termos uma visão mais intimista daquela época e seus terrores. Não é baseado em um personagem real – mesmo que Andrei Konchalovsky use a estética para deixar a experiência mais próxima da realidade –, mas é uma homenagem às pessoas comuns que quiseram fazer o que era certo, sem deixar de abordar as questões, dúvidas e egoísmos que também nos fazem humanos.

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Animais Fantásticos e Onde Habitam | Crítica | Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016, Reino Unido

Animais Fantásticos e Onde Habitam é uma história bem simples, com momentos divertidos e que tenta agradar uma nova geração para o universo de J.K. Rowling.

Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016)

Elenco: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Ezra Miller, Samantha Morton, Jon Voight, Carmen Ejogo, Colin Farrell | Roteiro: J. K. Rowling | Baseado em: Fantastic Beasts and Where to Find Them (J. K. Rowling) | Direção: David Yates (A Lenda de Tarzan)

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Existem dois pontos positivos em Animais Fantásticos e Onde Habitam: em primeiro lugar, é um filme bem divertido. E em segundo, contém-se em si mesmo (quase), sem a necessidade extrema de uma continuação – ainda que saibamos que ela irá acontecer. Rowling e Yates revisitam o Mundo Bruxo™ com uma mistura de saudosismo com um olhar para frente. Os fãs de Harry Potter e companhia se sentirão bem ao revisitar o universo iniciado pela autora em 1997, mas precisarão entender que esse filme não foi feito para quem cresceu com o bruxo. A proposta é de alcançar um público hoje infanto-juvenil, numa produção que tem o espírito pueril da primeira aventura de Potter. O que torna a produção muito simples em geral.

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Ouija: Origem do Mal | Crítica | Ouija: Origin of Evil, 2016, EUA

Ouija: Origem do Mal (2016)

Elenco: Henry Thomas, Annalise Basso, Elizabeth Reaser, Lulu Wilson, Parker Mack, Kate Siegel, Alexis G. Zall | Roteiro: Mike Flanagan, Jeff Howard | Direção: Mike Flanagan (O Sono da Morte)

Ouija: Origem do Mal homenageia grandes clássicos do terror e é o mais comum da carreira de Mike Flanangan

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Para alguém tão prolífico como Mike Flanangan, não é de se espantar que trabalhos menores aparecessem mais cedo do que tarde. Na sua terceira produção em 2016 – anteriormente Hush: A Morte Ouve e Sono da MorteOuija: Origem do Mal é o filme mais comum do diretor. Com o peso de Michael Bay como produtor, Flanagan é contratado para dirigir e escrever apenas para estimular a venda de um jogo de tabuleiro. Essa abordagem mais comercial diminui o filme com seus sustos telegrafados e pouca sutileza. O que ajuda a produção é a atuação da mais jovem das atrizes, primazia pela estética, fotografia e figurinos. Porém, fica a sensação desta ser a mistura de outros melhores exemplos do gênero numa produção parcialmente eficiente.

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Kubo e as Cordas Mágicas | Crítica | Kubo and the Two Strings, 2016, EUA

Kubo e as Cordas Mágicas é um belíssimo filme que peca por ser comum demais, ainda que emocione em muitos pontos.

Kubo e as Cordas Mágicas (2016)

Elenco: Charlize Theron, Art Parkinson, Ralph Fiennes, Rooney Mara, George Takei, Matthew McConaughey | Argumento: Shannon Tindle, Marc Haimes | Roteiro: Marc Haimes, Chris Butler | Direção: Travis Knight

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Por dentro da animação impecável de Kubo e as Cordas Mágicas bate um coração melancólico. É uma daquelas produções feita para as crianças que estão transitando de uma fase da vida para a outra, onde a percepção do mundo e de vida e morte já estão mais claras. Entre cenários e personagens fantásticos, encontramos um mundo rico em aventura e desafios, mas também cheio de dúvidas e perigos. Porém, ela é óbvia em alguns de seus mistérios, o que frustra a audiência mais madura, ainda que equilibre os elementos de aventura e sensibilidade. Não é apenas uma reflexão descompromissada e apoiada pela qualidade técnica, mas precisava ser menos comum.

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Meu Amigo, o Dragão | Crítica | Pete’s Dragon, 2016, EUA

Meu Amigo, o Dragão (2016)

Elenco: Bryce Dallas Howard, Oakes Fegley, Wes Bentley, Karl Urban, Oona Laurence, Isiah Whitlock, Jr., Robert Redford | Roteiro: David Lowery, Toby Halbrooks | Baseado em: Meu Amigo, o Dragão (1977, Dir Don Chaffey) | Direção: David Lowery

Remake dos anos 1970, Meu Amigo, o Dragão diverte os mais novos, mas é bem óbvio e extremamente conservador.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Meu Amigo, o Dragão é focado exclusivamente na audiência infantil. Analisando por esse lado, funciona no desenvolvimento básico e um tanto óbvio. Há uma segunda camada, que os mais novos provavelmente não perceberam, uma mensagem ecológica e contra a cultura da caça desportiva tão comum em variadas partes dos Estados Unidos. O filme passa mais despercebido nessa onda de remakes que a Disney tem trazido para reapresentar suas obras mais famosas ao novo público. Mas é uma narrativa leve, dinâmica e agradável de ser assistida. Apesar de que, quando nós comparamos com outras investidas recentes, é a mais conservadora até agora.

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