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A Morte do Demônio (Evil Dead, 2013, EUA) [Crítica]

"Evil Dead" 2013

Com Jane Levy, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci, Jessica Lucas e Elizabeth Blackmore. Roterizado por Fede Alvarez e Rodo Sayagues, baseado no original de Sam Raimi. Dirigido por Fede Alvarez.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Existe uma previsibilidade irritante em todos os quadros do remake “A Morte do Demônio”. Fede “piada pronta” Alvarez sabe fazer cinema. As melhores parte do filme estão no seu jeito acadêmico de fazer as coisas e no trabalho que não usou efeitos especiais de computador. É notório que o diretor compreende a linguagem cinematográfica e sabe aplicá-la. Mas é só isso. O filme tem uma bela capa, mas o resultado é uma história que não diverte, oca e decepcionante.

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GI Joe: Retaliação (G.I. Joe: Retaliation, 2013, EUA) [Crítica]

"GI Joe: Retaliation", 2013

Com Bruce Willis, Dwayne Johnson, Channing Tatum, D.J. Cotrona, Lee Byung-hun, Adrianne Palicki, Ray Park, Jonathan Pryce, Ray Stevenson, Arnold Vosloo, RZA, Elodie Yung, Joseph Mazzello, Walton Goggins, Luke Bracey e Robert Baker. Roteirizado por Rhett Reese e Paul Wernick. Dirigido por Jon M Chu.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Existe uma evolução presente no filme “GI Joe: Retaliação” em relação a seu predecessor. O filme de 2009 aposta em várias piadas, principalmente na presença do comediante Marlon Wayans, na ação e num roteiro bem pífio. Não que a continuação seja uma obra-prima, nem um drama de guerra. No entanto, Jon M Chu adota um tom mais sério a partir do segundo arco. Diferente do anterior, temos uma obra divertida. E não mais do que isso. Por muitos momentos, o diretor e os roteiristas contam com a suspensão de descrença do espectador, que tem de estar muito alta para relevar tantos furos.

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Dezesseis Luas (Beautiful Creatures, 2013, EUA) [Crítica]

Com Alden Ehrenreich, Alice Englert, Jeremy Irons, Viola Davis, Emmy Rossum, Thomas Mann e Emma Thompson. Roteirizado por Richard LaGravenese, baseado no romance de Kami Garcia e Margaret Stohl. Dirigido por Richard LaGravenese (PS: Eu te Amo).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Me pergunto qual é a necessidade de obras se afirmarem como “novo isso”, ou o “novo aquilo”. Fora questões mercadológicas, a história funcionar por si só deveria ser chamariz suficiente. E isso quer dizer que “Dezesseis Luas” tem algo de original? Só se você contar a inversão de papeis, onde a mulher aparece como forte e controladora, e seu par romântico ser um rapaz submisso. Basicamente, é um filme mediano que tem pontos divertidos e mistura bons e maus efeitos especiais. Mas o que faz cair a nota para o patamar mediano é o seu final covarde.

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As Palavras (The Words, 2012, EUA) [Crítica]

Com Bradley Cooper[bb], Olivia Wilde[bb], Zoe Saldana[bb], Jeremy Irons[bb], Ben Barnes, Dennis Quaid[bb] e Nora Arnezeder. Roteirizado e dirigido por Brian Klugman e Lee Sternthal.

Você provavelmente vai ouvir por aí que “As Palavras” é “A Origem” (Inception, 2010) dos livros. É verdade que a trama lida com histórias dentro de outras histórias, mas diferente da ficção científica de Nolan, umas não interferem nas outras. E nem teria motivo para isso. O filme passa por três momentos distintos, sendo as mais interessantes as duas que são contadas por meio do escritor “real”. A sub-trama se torna muito mais interessante que o resto em volta, e é de se questionar o motivo dos roteiristas/diretores contarem a história por meio de um intermediador. Ao criar protagonista que não existe, por assim dizer, Klugman e Sternthal criam um conto sobre o apego às palavras que nos fascinam e nos aprisionam, mas que se perde ao introduzir na tela personagens que só servem para representar o espectador, e não são afetados pelas decisões do protagonista.

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Possessão (The Possession, 2012, EUA) [Crítica]

Com Natasha Calis, Jeffrey Dean Morgan, Kyra Sedgwick, Madison Davenport, Grant Show e Matisyahu. Roteirizado por Juliet Snowden e Stiles White. Dirigido por Ole Bornedal

“Possessão” é o típico filme que não há muito que se falar. Baseado em fatos supostamente reais relatados em num artigo de duas páginas publicada em 2004 no LA Times (que não cita o fato de nenhuma família ter passado pelos problemas por quase um mês), sobre uma caixa “dibbuk”, leiloada no eBay. A história original é bem perturbadora, mas o filme coloca na equação o elemento da garotinha de ótimos filmes como “O Exorcista[bb]” (The Exorcist, 1973) e “O Exorcismo de Emily Rose[bb]” (The Exorcism of Emily Rose, 2005). Sem dúvida, esse é um filhote menos expressivo do clássico de William Friedkin, que consegue criar alguns momentos de tensão, o típico conflito entre religião e ciência, mas falha em deixar no ar se os eventos são frutos do sobrenatural ou não.

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Ato de Coragem (Act of Valor, 2012, EUA) [Crítica]

Com Roselyn Sánchez, Nestor Serrano, Emilio Rivera e “U.S. Navy SEALs”. Roteirizado por Kurt Johnstad (300). Dirigido por Mike McCoy e Scott Waugh.

Se você gosta de jogos de tiro em primeira pessoa estilo “Call of Duty” e “Battlefield” esse é um filme que pode chamar a sua atenção. O filme usa do visual de intels que estamos acostumados, e em várias cenas vemos a visão dos personagens em primeira pessoa. E para dar mais realismo na produção, o diretor contratou para atuar verdadeiros Fuzileiros Navais (também conhecidos como Marines). E, dizem os produtores, as munições usadas eram todas reais. Mas são poucos os pontos que fazem “Ato de Coragem” se destacar. O excesso de narrações off, personagens que não criam carisma e uma história bem abaixo de qualquer um dos jogos das franquias citadas não conseguem sustentar o filme, que é ruim para mediano, e só um pouco divertido. Mas seria hipocrisia minha dizer que não gostei de certas decisões do diretor, já que o estilo belicoso me agrada.

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Sombras da Noite (Dark Shadows, 2012, EUA) [Crítica]

Com Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Eva Green, Jonny Lee Miller,Chloe Grace Moretz e Cristopher Lee. Roteiro de Seth Grahame-Smith e John August. Dirigido por Tim Burton (A Noiva-Cadáver).

A oitava colaboração entre Johnny Depp e Tim Burton vem carregada daqueles elementos que conhecemos bem da filmografia do diretor: temas sobrenaturais, terror alternando com momentos engraçados, fotografia soturna e maquiagem pesada. Mais do mesmo. Até poderia ser mais um bom filme, mas o roteiro se perde em vários pontos, além de trazer personagens desinteressantes, com um reviravolta fora de lugar. “Sombras da Noite” se sustenta tão somente na atuação de Depp e nos pouquíssimos risos.

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E aí, comeu? (2012, Brasil) [Crítica]

Com Bruno Mazzeo, Marcos Palmeira, Emilio Orciollo Netto, Dira Paes, Tainá Müller, Juliana Schalch, Laura Neiva, Seu Jorge e José de Abreu. Roteirizado por Marcelo Rubens Paiva (autor da peça original) e Lusa Silvestre (Estômago). Dirigido por Felipe Joffily (Muita Calma Nessa Hora).

Convenhamos, esse não é o melhor dos títulos. “E aí, comeu” é baseado na peça de mesmo nome, e tenta mostrar ao público em geral como são as conversas de botequim entre homens, expondo o que falam, pensam, sonham e também seus medos. É uma história sobre as possibilidades do amor e onde ele pode acontecer:  lugares novos, improváveis, e também a sua redescoberta. Funciona razoavelmente como comédia, com piadas que não são ricas e a grande maioria delas estava presente no trailer, o que enfraquece a experiência de quem vê. A produção da Globo Filmes conta com vários vícios noveleiros, começando por escalar atores e atrizes típicos do núcleo de novelas, passando por questões técnicas, a falta de profundidade do trio principal, contando uma história com vários momentos perdidos, e participações especiais que são mais perdidas ainda.

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Protegendo o Inimigo (Safe House, 2012, EUA) [Crítica]

Com Denzel Washington, Ryan Reynolds, Vera Farmiga e Brendan Gleeson. Roteiro de David Guggenheim. Dirigido por Daniel Espinosa.

Eu poderia resumir “Protegendo o Inimigo” com a frase clássica “been there, done that“. O filme se sustenta na atuação mister de Denzel Washington, no (pouco) carisma de Ryan Reinolds e na única cena de perseguição na Cidade do Cabo. Os problemas são comuns nesses filmes de ação. É verdade que não se pode fugir muito no gênero da reciclagem de ideias e situações que já vimos em outros filmes. Mas enquanto outras produções como a Trilogia Bourne tem um drama complexo de base, “Protegendo o Inimigo” tem um drama bem mais raso e que nem sequer criamos empatia com os personagens.

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Os Descendentes (The Descendents, 2011, EUA) [Crítica]

Com George Clooney, Shailene Woodley, Beau Bridges, Judy Greer, Matthew Lillard e Robert Forster Roteiro de Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, baseado no romance de Kaui Hart Hemmings. Dirigido por Alexander Payne (Sideways – Entre Umas e Outras).

É bem verdade que nomes te atraem para o cinema. Payne e Clooney já nos trouxeram bons filmes. E uma indicação ao Oscar é suficiente para chamar a atenção dos espectadores. Mas “Os Descendentes” promete muito e entrega pouco. Com um drama que se desenvolve numa direção estranha e com alguns momentos de comédia, que podem ser vistos nos trailers, o filme peca pela falta de carisma da grande maioria dos atores, excluindo o próprio Clooney (que praticamente leva o filme sozinho) e a jovem Shailene Woodley, que consegue expressar bem dramas da adolescência na tela, sem parecer forçada.

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