Arquivo para a Categoria ‘5/10’

Polícia Federal: A Lei é Para Todos | Crítica | Brasil, 2017

Polícia Federal: A Lei é Para Todos toma partido no grande cenário da política nacional, mas não é esse o problema do filme.

Policia Federal: A Lei é Para Todos | Crítica

Elenco: Antônio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky, Ary Fontoura, Marcelo Serrado | Roteiro: Gustavo Lipsztein, Thomas Stavros | Baseado em: Polícia Federal: A Lei é Para Todos (Carlos Graieb, Ana Maria Santos) | Direção: Marcelo Antunez (Até Que a Sorte nos Separe 3) | Cena Extra

É clara e muito óbvia a intenção de Polícia Federal: A Lei é Para Todos. Estrear num sete de setembro, com um apoio financeiro não-divulgado, a produção toma um lado e serve de propaganda, pois provavelmente a estreia do filme na TV a cabo coincidirá com as próximas eleições. Dito isso e tirando esse peso dos ombros, podemos analisar o filme como o que não deixa de ser também: um thriller de polícia que estamos acostumados no cinema hollywoodiano. E nesse quesito o resultado é abaixo do mediano. O diretor faz um filme didático demais, constantemente apelando para explicações por meio de narrações, frases clichês e personagens caricatos, ainda que traga algum tipo de discussão.

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Meu Malvado Favorito 3 | Crítica | Despicable Me 3, 2017, EUA

Meu Malvado Favorito 3 já se tornou uma franquia mais preocupada em merchandising do que em contar uma boa história.

Meu Malvado Favorito 3 (2017) Crítica

Elenco: Steve Carell, Kristen Wiig, Trey Parker, Miranda Cosgrove, Dana Gaier, Nev Scharrel | Roteiro: Cinco Paul, Ken Daurio | Direção: Pierre Coffin , Kyle Balda (Minions) | Duração: 90 minutos

Mesmo levando em conta o público-alvo de Meu Malvado Favorito 3, já está bem claro que a franquia vai pelos passos de outros filmes infantis com diretores preferindo entregar uma produção visualmente interessante sem se preocupar com a história que estão contando. Depois de alguns minutos de projeção já é possível notar que os roteiristas tinham um história principal bem curta e começaram a inflar a narrativa com outros elementos para terminar com um filme de noventa minutos. O rastro que a nova aventura deixa é a sensação de que  poderia ser divida em três ou quatro episódios de uma série para TV ou streaming e resolveria a questão do ritmo.

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O Círculo | Crítica | The Circle, 2017, EUA

O Círculo é o exemplo de uma boa ideia má executada por elementos que não se encaixam na própria história.

O Círculo (The Circle) 2017

Elenco: Emma Watson, Tom Hanks, John Boyega, Karen Gillan, Ellar Coltrane, Patton Oswalt, Glenne Headly, Bill Paxton | Roteiro: James Ponsoldt, Dave Eggers | Baseado em: O Círculo (Dave Eggers) | Direção: James Ponsoldt (O Espetacular Agora) | Duração: 110 minutos

Há uma famosa foto que Mark Zuckerberg aparece cobrindo a câmera e o microfone de seu laptop com fita isolante. É uma história velha mas que logo exigirá uma resposta definitiva: você desistiria completamente da sua privacidade em nome da segurança? Nos moldes de ficções científicas, O Círculo é um exagero das redes sociais como conhecemos hoje, um lugar onde não apenas somos incentivados em compartilhar nossas vidas, mas que isso será obrigatório e você será taxado de monstro se não fizer isso. A produção discute também se existe saída desse labirinto que criamos, mas ao apresentar soluções fáceis demais acaba perdendo a audiência.

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O Rastro | Crítica | 2017, Brasil

O Rastro é o terror que busca inspiração num dos maiores terrores do brasileiro: depender do SUS.

O Rastro (2017) | Crítica

Elenco: Rafael Cardoso, Leandra Leal, Natália Guedes, Claudia Abreu, Felipe Camargo, Jonas Bloch, Domingos Montagner | Roteiro: André Pereira, Beatriz Manela | Direção: J. C. Feyer | Duração: 110 minutos

Feyer levou para as telas um filme de terror bem nos moldes clássicos, mas que faz mais sentido aos brasileiros. O Rastro é, em suma, o retrato da saúde pública daqui contada pela ótica do horror. Não é preciso viver exclusivamente do SUS para termos noção disso – talvez se perguntarmos para quem viva exclusivamente dele conseguiremos uma resposta clara: viver contando com o sistema único brasileiro é como um pesadelo. Deixando isso de lado, o diretor acaba por prejudicar a sua obra ao exagerar nos gritos e na trilha sonora que vem num rompante para reforçar o susto na plateia, além de contar com algumas suspensões de descrença, se destacando pelo plano de fundo.

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Power Rangers | Crítica | Power Rangers, 2017, EUA

Power Rangers vem carregado de nostalgia, mas é só nos minutos finais que realmente mostra a que veio.

Power Rangers (2017)

Elenco: Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler, Becky G, Ludi Lin, Bill Hader, Bryan Cranston, Elizabeth Banks | Argumento: Matt Sazama, Burk Sharpless, Michele Mulroney, Kieran Mulroney | Roteiro: John Gatins | Baseado em: Power Rangers (Haim Saban) e Kyōryū Sentai Zyuranger (Toei Company) | Direção: Dean Israelite (Projeto Almanaque) | Duração: 124 minutos | Cena Extra

Há uma pretensa seriedade em Power Rangers durante o primeiro ato que não acompanha o resto da produção: como se a vida sem graça de cinco adolescentes comuns de uma cidadezinha ganhasse cores e, junto disso, armaduras brilhantes e robôs-dinossauros gigantes. Basicamente, o sonho de qualquer um que cresceu acompanhando super-sentai (sejam os originais japoneses ou a versão pasteurizada da Saban). Um filme assim deveria primar pela diversão e abraçar seus absurdos, mas isso só acontece em parte. Sem saber como trabalhar com um filme de origens, o resultado é tedioso em geral e só começa a ficar interessante quando sabemos que está acabando.

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A Grande Muralha | Crítica | 長城, 2017, China-EUA

A Grande Muralha é uma aventura visualmente deslumbrante, mas genérica e sem a típica discussão filosófica de Yimou Zhang.

A Grande Muralha (The Great Wall, 2017)

Elenco: Matt Damon, Jing Tian, Pedro Pascal, Willem Dafoe, Andy Lau | Argumento: Max Brooks, Edward Zwick, Marshall Herskovitz | Roteiro: Carlo Bernard, Doug Miro, Tony Gilroy | Direção: Zhang Yimou (A Maldição da Flor Dourada) | Duração: 104 minutos | 3D: Irrelevante

Há motivos para gostar de A Grande Muralha. É uma superprodução cinematográfica, tem efeitos especiais fantásticos e uma direção de arte digna do diretor. Mas também é uma diversão rasa e bem passageira. Apesar da massiva presença chinesa, de ser filmado totalmente na China e ter um consagrado diretor de lá, o filme é bem comum no desenvolvimento da narrativa e do protagonista branco, um herói quase infalível que é aplaudido por feitos medianos. É uma produção para quem procura um entretenimento rápido com alguma dose de diversão; mas é assustador para quem esperava algo parecido com os trabalhos anteriores de Yimou Zhang.

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A Lei da Noite | Crítica | Live by Night, 2016, EUA

A Lei da Noite é uma homenagem aos clássicos filmes de gangsteres, mas que pouco adiciona ao gênero.

Lei da Noite-FB

Elenco: Ben Affleck, Elle Fanning, Brendan Gleeson, Chris Messina, Sienna Miller, Zoe Saldana, Chris Cooper | Roteiro: Ben Affleck | Baseado em: Live by Night (Dennis Lehane) | Direção: Ben Affleck (Argo) | Duração: 129 minutos

Chegando um pouco antes da metade da projeção de A Lei da Noite, uma pergunta acaba aparecendo: por que vale a pena contar essa história? Isso não quer dizer que o roteiro é ruim ou a direção de Ben Affleck seja fraca. O que acontece é que a história costura temas já vistos em outras produções, tornando o filme uma homenagem ao gênero de gangsteres com pouco de novo a dizer. Com atuações excelentes e uma direção de artes fenomenal, o filme nos perde pela frágil motivação inicial do protagonista e uma tendência controladora com Affleck sendo o mandachuva de tudo – dentro e fora do filme.

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Jack Reacher: Sem Retorno | Crítica | Jack Reacher: Never Go Back, 2016, EUA

Jack Reacher: Sem Retorno continua equilibrando ação e humor, mas falha ao apelar para o sentimentalismo barato.

Jack Reacher: Sem Retorno (2016)

Elenco: Tom Cruise, Cobie Smulders, Danika Yarosh, Austin Hébert, Patrick Heusinger, Aldis Hodge, Holt McCallany e Robert Catrini | Roteiro: Richard Wenk, Edward Zwick, Marshall Herskovitz | Baseado em: Jack Reacher: Sem Retorno (Lee Child) | Direção: Edward Zwick (O Último Samurai).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"É extremamente difícil fazer filmes de ação, e já há algum tempo. Fugir de clichês, personagens estereotipados é um grande desafio para qualquer um que entre nessa jogada. Jack Reacher: Sem Retorno sofre desse mal. Se na aventura anterior o personagem era colocado em situações impossíveis, compensadas por boas cenas de ação e homenageando o estilo, a continuação parece sem propósito exatamente por esse motivo. A história de 2013 fazia sentido porque outros personagens e filmes fizeram que o ex-major existisse, mas a continuação serve apenas para referenciar o próprio personagem. E ao incluir uma trama de cunho pessoal, a aventura apela para o piegas. Ainda é divertido, mas claramente sem lugar para se destacar.

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12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição | Crítica | The Purge: Election Year, 2016, EUA

12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição é uma repetição dos filmes anteriores, narrativa e tecnicamente, e o mais político da trilogia distópica.

12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição (2016)

Elenco: Frank Grillo, Elizabeth Mitchell, Mykelti Williamson, Joseph Julian Soria, Betty Gabrie, Kyle Secor | Roteiro e Direção: James DeMonaco (Uma Noite de Crime)

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Já é a terceira vez que o diretor James DeMonaco crítica o governo do seu país na maneira que trata a população mais pobre. 12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição (por questões mercadológicas o título mudou aqui no Brasil, mas esse é o terceiro capítulo da série Uma Noite de Crime, iniciada em 2013) é o filme mais político dessa distopia que leva o pior dos EUA ao extremo. Apesar disso, DeMonaco não evolui na narrativa, continuando apelando para sustos fáceis, inúmeras conveniências e sem acrescentar nada à sua mensagem, ainda que a intenção seja repetir para fixar.

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Pequeno Segredo | Crítica | Brasil, 2016

Pequeno Segredo apela para um desnecessário melodrama, além de ser extremamente desonesto com o espectador.

Pequeno Segredo (2016)

Elenco: Julia Lemmertz, Maria Flor, Fionnula Flanagan, Erroll Shand, Marcello Antony, Mariana Goulart | Roteiro: Marcos Bernstein | Baseado em: Pequeno Segredo: A lição de vida de Kat para a Família Schurmann (Heloísa Schurmann) | Direção: David Schurmann

5/10 - "tem um Tigre no cinema"É bem evidente que David Schurmann abriu seu coração e o derramou nas páginas do roteiro de Pequeno Segredo. Porém, uma história deve ser emocionante por si só e Schurmann, na função de diretor, força o melodrama, um dos grandes defeitos da produção. Para nos fazer chorar, o cineasta velejador usa de artifícios como a música exageradamente dramática a cada momento trágico da história e essa não é a única desonestidade da narrativa. Sem sombra de dúvidas, foram anos que deixaram uma marca indelével nos Schurmann, e contá-la lhes pareceu importante. Só não precisava ser forçado para a audiência da maneira que foi.

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Bruxa de Blair | Crítica | The Blair Witch, 2016, EUA

Bruxa de Blair peca onde o original se saia muito bem ao mostrar demais algo que não precisamos ver.

Bruxa de Blair (2016)

Elenco: James Allen McCune, Callie Hernandez, Brandon Scott, Valorie Curry, Corbin Reid, Wes Robinson | Roteiro: Simon Barrett | Direção: Adam Wingard (Você é o Próximo)

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Existe algo mais assustador que ver: é o não ver, algo que o filme original comprovou. Voltando ao found footage, Bruxa de Blair não é marcante como a produção de 1999 principalmente por deixar a sutilidade de lado. Utilizando ao extremo os clichês do terror, ao ponto de se tornar cansativo, a continuação trabalha com um conceito interessantíssimo sobre o passado e como alguém pode se perder por não deixa-lo. No entanto, o filme põe quase tudo a perder indo pelo caminho mais fácil, sustos óbvios, gritos e trilha sonora por meio de rompantes, pecando por mostrar o que não precisava ser mostrado.

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Nerve – Um Jogo Sem Regras | Crítica | Nerve, 2016, EUA

Nerve – Um Jogo Sem Regras pode servir como porta de entrada para outros exemplos mais eficientes do gênero jovem adulto, porém falta imaginação e ousadia à narrativa.

Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016)

Elenco: Emma Roberts, Dave Franco, Emily Meade, Juliette Lewis | Roteiro: Jessica Sharzer | Baseado em: Nerve, de Jeanne Ryan | Direção: Henry Joost, Ariel Schulman (Atividade Paranormal 4)

5/10 - "tem um Tigre no cinema"É de se espantar mais uma adaptação do gênero jovem adulto? É como os filmes de Super-Herois, sempre vai ter mais um. Em Nerve – Um Jogo Sem Regras (é de se estranhar o subtítulo nacional, já que o jogo tem regras e deixa isso bem explícito) há o triângulo amoroso, a protagonista saindo de sua zona de conforto e uma leve, mas muito leve mesmo, crítica social. A verdade é que os produtores pouco se importam com qualidade. Mesmo com alguns elementos interessantes durante a projeção, o gênero está tão saturado que a sensação dentro da sala escura do cinema é querer que tudo acabe logo.

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A Lenda de Tarzan | Crítica | The Legend of Tarzan (2016) EUA

A Lenda de Tarzan vem para modernizar o clássico da literatura, numa história sem ritmo e desinteressante.

A Lenda de Tarzan (2016)

Com Alexander Skarsgård, Samuel L. Jackson, Margot Robbie, Djimon Hounsou, Jim Broadbent, Christoph Waltz. Roteirizado por Adam Cozad, Craig Brewer, baseado na obra de Edgar Rice Burroughs. Dirigido por David Yates (Harry Potter e as Relíquias da Morte).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Depois de encarnações dramáticas e infantis, o personagem mais conhecido de Edgar Rice Burroughs – maior que o próprio autor – volta em A Lenda de Tarzan, modernizando o personagem título. É um termo terrível que, basicamente, diz ser uma produção com mais tiros e socos do que os anteriores. Talvez a nossa sociedade não quisesse ouvir um grito homem-macaco no cinema, nem algo tão denso quanto à produção de 1984. Então, o filme vai pelo caminho mais fácil, com personagens estereotipados, sem tons de cinza, sempre nos extremos da bondade ou maldade. Ainda que tenha uma história interessante, mesmo que simples, há decisões questionáveis na direção, o que prejudica o ritmo e a diversão.

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Martyrs | Crítica | Martyrs (2016) EUA

Martyrs (2016)

Com Troian Bellisario, Bailey Noble e Kate Burton. Roteirizado por Mark L. Smith, baseado no roteiro de Pascal Laugier. Dirigido por Kevin Goetz e Michael Goetz.

O remake d Martyrs tem bons pontos, mas peca por tentar explicar demais e pela pieguice.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Por se tratar de uma experiência repetida, o remake de Martyrs deve ser encarado com mais cissura, principalmente para quem não tenha visto a versão original – que o caso de quem vos escreve. Algumas informações dão conta que a produção foi feita quase quadro a quadro com o original franco-canadense e, com alguma experiência, sabemos que esse tipo de abordagem costuma não funcionar. Mesmo assim, o filme é tenso no prólogo, conta com uma virada interessante nas ações da protagonista e tem tudo para agradar os fãs do horror que gostam do estilo gore que tem dominado o estilo. Porém merecia uma abordagem mais dúbia, algo que é indicado apenas no início, invés de entregar tão cedo à realidade.

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Kung Fu Panda 3 | Crítica | Kung Fu Panda 3, 2016, EUA

Kung Fu Panda 3 (2016)

Com Jack Black, Angelina Jolie, Dustin Hoffman, J. K. Simmons, James Hong, Jackie Chan, Lucy Liu, Seth Rogen, David Cross, Bryan Cranston e Kate Hudson. Roteirizado por Jonathan Aibel e Glenn Berger. Dirigido por Jennifer Yuh Nelson e Alessandro Carloni.

O espetáculo visual e a explosão de fofura não salvam Kung Fu Panda 3 de ser muito mais que isso.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Pode parecer óbvio, mas Kung Fu Panda 3 só existe em função do seu antecessor – da cena extra da produção anterior, para ser mais exato. As aventuras do panda e seus companheiros é uma coisa linda de se ver, digna de nota pela qualidade da animação, paleta de cores e que facilmente fará parte daquela bela coleção de livros de arte de filmes. Porém, sofre do mal de ser mais do mesmo, com muitas cenas engraçadinhas e outras até um tanto óbvias – mesmo para crianças nessa que é, provavelmente, a última aventura no cinema dos Seis Furiosos. E é melhor assim.

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Presságios de um Crime | Crítica | Solace (2016) EUA

Presságios de um Crime, novo filme do diretor de 2 Coelhos, tem elementos interessantes e um elenco com grandes nomes.

Presságios de um Crime (2016)

Com Anthony Hopkins, Colin Farrell, Jeffrey Dean Morgan e Abbie Cornish. Roteirizado por Peter Morgan, Sean Bailey e Ted Griffin. Dirigido por Afonso Poyart (2 Coelhos).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Entre alguns temas universais de como se contar uma história estão a redenção, a vida e a morte. Presságios de um Crime se sustenta nisso, além da sua execução – e que podemos ver de novo algumas assinaturas do diretor – na escolha do protagonista e antagonista e dos seus coadjuvantes. Sua reminiscência com outros filmes de assassinos em série pode fazer que os espectadores façam comparações com exemplos mais famosos. Há uma sensação muito clara de ser o clássico projeto em que o estúdio contrata um diretor para fazer um trabalho quase ditado pelos produtores, ainda que Poyart consiga fazer brincadeiras visuais que fizeram parte de seu primeiro filme.

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13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi | Crítica | 13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi (2016) EUA

13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi (2016)

Com James Badge Dale, John Krasinski, Max Martini, Dominic Fumusa, Pablo Schreiber, David Denman, Toby Stephens e Freddie Stroma. Roteirizado por Chuck Hogan, baseado no livro de Mitchell Zuckoff. Dirigido por Michael Bay (Transformers: A Era da Extinção).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Michael Bay queria fazer um filme dramático. Mas sem abrir mãos das explosões. O resultado é 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi, um filme patriota e confuso até a espinha.

Entre câmeras tremidas, muitas explosões e péssimas atuações do elenco há em 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi um Michael Bay que se esforça em ser mais do que o diretor megalomaníaco manipulador de robôs digitais indistintos. No quesito ação, o diretor é bem mais contido por estar lidando com o mundo real e tecnicamente a produção é extremamente bem-feita. Porém, ela falha em apresentar o drama dos personagens, seja pela atuação exagerada, frases de efeito desnecessárias e pelo desconhecimento de Bay em dirigir gente com problemas de verdade. Por incrível que pareça, é o melhor filme do diretor em anos – mas se tratando de Michael Bay não significa muita coisa.

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Brooklyn | Crítica | Brooklyn, 2015, Irlanda-Reino Unido-Canadá

Longe de ser uma joia de filme ou maravilhoso, Brooklyn encontrará lugar nos que preferem um romance como tantos outros.

Brooklyn (2015)

Com Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson, Jim Broadbent e Julie Walters. Roteirizado por Nick Hornby, baseado no romance de Colm Tóibín. Dirigido por John Crowley.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"O Oscar não é parâmetro para nada e já discutimos isso tantas vezes. Na lista dos indicados sempre aparece um filme que nos perguntamos o porquê de estar lá. Podem ser boas surpresas – como foi o ótimo Selma – ou uma a coleção de clichês Brooklyn. Há bons momentos na produção britânica, que vão desde quesitos técnicos e a atuação da protagonista. Porém não é o suficiente para arrebatar os corações de quem já viu histórias de amor, ainda que dentro desse nicho ache defensores. No fim, é uma ovação tão grande aos EUA que parece ter sido feito apenas para agradar aquela audiência.

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