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Transformers: O Último Cavaleiro | Crítica | Transformers: The Last Knight, EUA, 2017

Assim como todas as sequências do primeiro filme, Transformers: O Último Cavaleiro reescreve, de novo, a história dos robôs gigantes na Terra.

Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight, 2017) Crítica

Elenco: Mark Wahlberg, Stanley Tucci, Isabela Moner, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, John Turturro, Laura Haddock, Anthony Hopkins, Santiago Cabrera, Liam Garrigan, Jerrod Carmichael, Mitch Pileggi, Omar Sy, Erik Aadahl | Roteiro: Art Marcum, Matt Holloway, Ken Nolan | Argumento: Akiva Goldsman, Art Marcum, Matt Holloway, Ken Nolan | Direção: Michael Bay (13 Horas) | Duração: 149 minutos | 3D: Irrelevante

Se Michael Bay prefere fazer um filme igual ao outro, também é aceitável começar essa crítica como foi a anterior. Transformers: O Último Cavaleiro é mais um Michael Bay cheio de explosões, roteiros confusos e uma qualidade técnica impecável. E agora com a presença de um dragão robô de três cabeças. Mesmo que seja um contrassenso pedir coerência numa produção maluca onde robôs gigantes conseguem se diminuir em carros, já estava bem claro que a franquia precisava de um descanso desde a produção lançada em 2014. Provavelmente Bay achou que precisava contar tudo de uma vez por causa desse hiato de três anos, transformando seu filme num passeio de montanha russa sem fim. Leia mais

Baywatch: SOS Malibu | Crítica | Baywatch, 2017, EUA

Baywatch: SOS Malibu é uma daquelas experiências inesquecíveis que você vai ter no cinema. E infelizmente isso não é um elogio.

Baywatch (2017) Crítica

Elenco: Dwayne Johnson, Zac Efron, Alexandra Daddario, Kelly Rohrbach, Priyanka Chopra, Jon Bass, Ilfenesh Hadera, David Hasselhoff, Pamela Anderson | Argumento: Jay Scherick, David Ronn, Thomas Lennon, Robert Ben Garant | Roteiro: Damian Shannon, Mark Swift | Direção: Seth Gordon (Uma Ladra Sem Limites) | Duração: 116 minutos

Todo e qualquer filme deve ser visto sem preconceito – talvez Os Discursos de Nuremberg sejam uma exceção – e ninguém quer ter uma experiência ruim ao ir ao cinema. Mas às vezes abusam da nossa paciência, como é o caso de Baywatch: SOS Malibu, uma produção tão bagunçada que o melhor paralelo que podemos fazer é aquele trabalho escolar onde você chamou quatro ou cinco colegas e mandou cada um fazer uma parte, resultando numa criatura digna do laboratório do Dr Frankenstein: uma obra sem forma e horrenda. Os atos não conversam entre si e personagens apresentam personalidades diferentes entre uma parte e outra, tornando-se uma das experiências mais esquizofrênicas do cinema atual.

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A Múmia | Crítica | The Mummy, 2017, EUA

O primeiro passo dado no Dark Universe em A Múmia é confuso, pouco divertido e aposta mais na ação do que no terror que os inspirou.

A Múmia (The Mummy) 2017

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson, Courtney B. Vance, Marwan Kenzari, Russell Crowe | Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman | Argumento: Alex Kurtzman, Jon Spaihts, Jenny Lumet | Direção: Alex Kurtzman (Bem Vindo à Vida) | Duração: 107 minutos | 3D: Irrelevante

Imagine um universo regido por deuses e monstros. Imagine um universo regido por boas histórias, com bons diretores, maturando com o tempo. É bom que você imagine porque não é isso que encontramos no remake de A Múmia, um dos filmes menos inspirados dos últimos tempos. Existe uma tentativa de fazer um universo coeso desde agora e o paralelo com o filmes de super-heróis não escapa da nossa mente com o Dark Universe chegando. Mas a primeira incursão é uma costura de clichês de outras aventuras, tem uma direção que não consegue manter o foco e um roteiro cheio de conveniências e ex-machinas. Não é um pontapé inicial certeiro, confirmando uma impressão de que houve correria para criar esse novo-velho mundo só depois que essa produção já tinha começado.

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Inferno | Crítica | Inferno, 2016, EUA

Inferno (2016) Crítica

Elenco: Tom Hanks, Felicity Jones, Omar Sy, Ben Foster, Sidse Babett Knudsen, Irrfan Khan | Roteiro: David Koepp (Missão: Impossível) | Baseado em: Inferno (Dan Brown) | Direção: Ron Howard (No Coração do Mar)

Inferno é a mais fraca aventura de Robert Langdon, repetitiva e nada diferente as aventuras anteriores.

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Ao longo de nossas carreiras, buscamos algum tipo de evolução, principalmente se for em algo que gostamos. Não precisamos necessariamente chegar a cargos de chefia, mas fazer a mesma coisa, uma vez atrás da outra deve ser frustrante para a maioria. Mas não para Dan Brown, que inspirou Inferno, adaptação do livro de mesmo nome. É a aventura mais óbvia da trilogia, tem a mesma estrutura, os mesmo pontos de virada, as mesmas surpresas, o mesmo tudo das aventuras anteriores. Destacando-se apenas no quesito visual das visões apocalípticas, o título evoca a sensação do espectador na cadeira do cinema numa experiência que parece interminável.

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A Era do Gelo: O Big Bang | Crítica | Ice Age: Collision Course (2016) EUA

A Era do Gelo: O Big Bang (2016)

Com Ray Romano, John Leguizamo, Denis Leary, Simon Pegg, Jennifer Lopez, Queen Latifah, Chris Wedge, Neil deGrasse Tyson e Keke Palmer. Roteirizado por Michael Berg, Yoni Brenner, Aubrey Solomon e Michael J. Wilson. Dirigido por Mike Thurmeier e Galen T. Chu.

Várias franquias se estenderam além do que deveriam indo para o espaço. Isso não as salvou, assim como não salva A Era do Gelo: O Big Bang.

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Os produtores de A Era do Gelo tem um negócio rentável nas mãos. Não importa como, cada um dos filmes anteriores rendeu quase dez vezes o custo de produção – mercadologicamente, faz sentido continuar a saga deve garante a vida da Fox e da Blue Sky. Por isso, eles pouco se preocupam em entregar uma história coesa, desde que ela seja agradável aos olhos. Pois bem, O Big Bang é praticamente sem substância, mas uma beleza visual. Têm gracejos, as crianças vão sem dúvida se divertir, mas já é a quarta vez seguida que o estúdio não sai de sua zona de conforto.

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Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos | Crítica | Warcraft (2016) EUA

Warcraft (2016)

Com Travis Fimmel, Paula Patton, Ben Foster, Dominic Cooper, Toby Kebbell, Ben Schnetzer e Robert Kazinsky. Roteirizado por Charles Leavitt e Duncan Jones. Baseado nos personagens de Chris Metzen. Dirigido por Duncan Jones (Contra o Tempo).

Cansativo, previsível e extremamente bem feito, Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos sofre da sina da transposição do mundo dos games para o cinema.


3/10 - "tem um Tigre no cinema"Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos
cansa. Infelizmente, é uma experiência terrível para todos os sentidos. Ação demais e tempo de menos para assimilar os elementos. Não bastasse ser um filme de magia genérico – mesmo que não fossemos esperar mais que isso – tem atuações horríveis, é mal editado, conta com uma trilha sonora que não para de martelar na sua cabeça e tem um dos piores males do cinema de entretenimento, que é ter sido criado claramente para ser uma saga cinematográfica, sofrendo do mal de não se fechar em si. Ainda que seja deslumbrante e extremamente bem feito na área do som e dos efeitos especiais, é uma produção sequer divertida.

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Alice Através do Espelho | Crítica | Alice Through the Looking Glass (2016) EUA

Alice Através do Espelho (2016)

Com Johnny Depp, Anne Hathaway, Mia Wasikowska, Rhys Ifans, Helena Bonham Carter, Sacha Baron Cohen, Alan Rickman, Stephen Fry, Michael Sheen e Timothy Spall. Roteirizado por Linda Woolverton, baseado nos personagens de Lewis Carroll. Dirigido por James Bobin (Muppets 2: Procurados e Amados)

Sem graça e sem alma, Alice Através do Espelho é o pior da indústria cinematográfica: um entretenimento belo e vazio.

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Se a primeira adaptação do universo de Lewis Caroll nas mãos de Tim Burton era uma aventura passageira, a continuação é menos que um reflexo do primeiro. Alice Através do Espelho peca por se concentrar demais no vislumbre visual que é – tanto que a sinopse dada no canal oficial do Youtube da Disney destaca mais as partes técnicas – sem ter o cuidado de criar uma história no mínimo cativante. Pelo contrário, é uma narrativa óbvia demais, que mal serve para divertir o espectador ou até mesmo crianças. É o retrato extremo dos blockbusters, feito na esperança de arrancar algum dinheiro da plateia incauta.

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O Bom Dinossauro | Crítica | The Good Dinosaur (2015) EUA

O Bom Dinossauro (2015)

Com Raymond Ochoa, Jack Bright, Sam Elliott, Anna Paquin, A. J. Buckley, Jeffrey Wright, Frances McDormand e Steve Zahn. Roteirizado por Peter Sohn, Erick Benson, Meg LeFauve, Kelsey Mann e Bob Peterson. Dirigido por Peter Sohn.

A nova produção da Pixar grita “mamãe, eu quero ser Rei Leão”!
3/10 - "tem um Tigre no cinema"A Pixar sempre foi sinônimo de qualidade pelo menos em geral (com uma derrapada ou outra com a duologia Carros). Com O Bom Dinossauro a qualidade continua apenas no quesito técnico, pois é uma história arrastada, clichê e nem para as crianças irá servir por ser extremamente depressiva – alguns menores saíram inconsoláveis da sessão que estava. Quando os créditos começam a aparecer, fica a impressão clara que o filme é um daqueles videos reel para mostrar a qualidade do animador. É a empresa mostrando o que podem fazer animações 3D incrivelmente bem produzidas. Mas nesse caso, um tanto vazia.

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O Último Caçador de Bruxas | Crítica | The Last Witch Hunter (2015), EUA

The Last Witch Hunter, 2015

Com Vin Diesel, Rose Leslie, Elijah Wood, Ólafur Darri Ólafsson, Rena Owen, Julie Engelbrecht e Michael Caine. Roteirizado por Cory Goodman, Matt Sazama e Burk Sharpless. Dirigido por Breck Eisner.

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Talvez seja demais pedir para que um filme de Vin Diesel vá além do que o espectador médio busque (exceções existem e Velozes e Furiosos 7 está aí para provar isso). Talvez seja exigir demais de um diretor que só produziu filmes fracos entregasse uma produção digna de nota. Talvez seja difícil esperar que os roteiristas que sempre estiveram envolvidos em filmes que misturam ação e o sobrenatural consigam sair desse estigma. Talvez essa só uma visão amargurada de alguém cansado de tantos clichês. Talvez O Último Caçador de Bruxas fosse melhor com menos enrolação, menos conveniências, que não explorasse o peso do elenco e se concentrasse em contar uma boa história. Mas a história não é feita de talvez.

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Cidades de Papel | Crítica | Paper Towns, 2015, EUA

Paper Town, 2015

Com Nat Wolff, Cara Delevingne, Justice Smith, Ben Starling, Halston Sage. Roteirizado por Scott Neustadter e Michael H. Weber, baseado no romance de John Green. Dirigido por Jake Schreier.

3/10 - "tem um Tigre no cinema"A cada década aparece um filme que tenta representar a geração anterior, sintetizando suas aflições, medos e esperanças. E vamos percebendo, a medida que envelhecemos, que todos somos muito parecidos. Cidades de Papel lida com isso do mesmo jeito que você viu um outra dezena de filmes – passando por Os Goonies (The Goonies, 1985) até Show de Vizinha (The Girl Next Door, 2004) – mas de maneira menos eficiente: estão ali o grupo de amigos, a aventura que é o amadurecer e a coragem que é necessária para enfrentar esses desafios, porém o plano que impulsiona esses personagens só funciona forçadamente pela necessidade que o roteiro cria para si mesmo, chegando ao cúmulo de ter que apelar para diversos ex-machinas para funcionar, além de ser tecnicamente pouco ousado.

Sinopse oficial

Cidades de Papel é uma adaptação do livro de John Green sobre os adolescentes Quentin e sua enigmática vizinha Margo. Margo gostava tanto de mistérios que se tornou um. Margo conduz Quentin a uma noite inteira de aventuras em sua cidade natal e desaparece repentinamente, deixando pistas complicadas para Quentin decifrar. Nessa busca, Quentin e seus sagazes amigos se veem em uma aventura das mais empolgantes, repleta de humor e comoção. Afinal, a fim de encontrar Margo, Quentin se vê obrigado a buscar uma compreensão mais profunda do que são amizade e amor verdadeiros.”

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O Franco-Atirador | Crítica | The Gunman, 2015, EUA-Espanha-França

The Gunman, 2015

Com Sean Penn, Javier Bardem, Idris Elba, Mark Rylance, Jasmine Trinca, Peter Franzén e Ray Winstone. Roteirizado por Don Macpherson, Pete Travis e Sean Penn, baseado no romance de Jean-Patrick Manchette. Dirigido por Pierre Morel (Busca Implacável).

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Cinco anos não bastaram para Pierre Morel refletir sobre a sua carreira. Pelo menos é isso que se comprava com O Franco-Atirador, um filme que poderia ser estrelado por Liam Neeson (e ser mais um). Continuaria sendo mais um, claro, e nenhuma presença de outro ator adiantaria porque o que essa produção mais tem é um elenco de peso: dois atores vencedores de Oscar, e outro que muitos apostam como o futuro 007. Tanto talento desperdiçado em cenas de ação – empolgantes, é justo dizer – e que não acrescentam em nada em suas carreiras. É mais um exemplo do cinema pasteurizado, de fácil aceitação para o público de atenção mais dispersa, que tem de diferencial a parte de fora, uma camada bonita por causa dos artistas principais.

Sinopse oficial

Martin Terrier (Sean Penn), atirador em um grupo de mercenários, mata o Ministro de Minas do Congo. O tiro certeiro força o sniper a se esconder em outro país. Anos depois, de volta ao Congo, ele próprio se torna o alvo de um grupo de extermínio. Terrier começa então uma busca por vários países para tentar saber que personagem de seu passado colocou sua cabeça a prêmio. A suspeita recai sobre o negociador do grupo, Felix (Javier Bardem), que está casado com a ex-namorada de Terrier, Annie (Jasmine Trinca). ”

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O Sétimo Filho | Crítica | Seventh Son, 2015, EUA

Seventh Son, 2015

Com Jeff Bridges, Ben Barnes, Alicia Vikander, Kit Harington, Olivia Williams, Antje Traue, Djimon Hounsou, Jason Scott Lee e Julianne Moore. Argumento de Matt Greenberg. Roteirizado por Charles Leavitt e Steven Knight, baseado no romance de Joseph Delaney. Dirigido por Sergei Bodrov.

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Bater na tecla de que uma história não é original é uma batalha perdida e, ainda por cima, injusta, já que todo o compêndio de histórias são adaptações e misturas do que vimos nas mitologias e Shakespeare. O problema é como esses clichês são usados, e em O Sétimo Filho temos um conto bagunçado, pouco empolgante e com os mesmos temas com o diferencial apenas de se passar no nosso mundo, por assim dizer, influenciado pela cultura cristã. Com alguns momentos divertidos, esse é apenas mais um entre já consagrados filmes de fantasia. Tem pouco a mostrar e seu valor estará em levar os espectadores de volta às obras que antes influenciaram esses cineastas.

Sinopse Oficial

Em um tempo de encantamento em que lendas e magias se colidem, John Gregory (Jeff Bridges), o único guerreiro remanescente de uma ordem mística, viaja para encontrar um herói profetizado que nascera com poderes incríveis, o Sétimo Filho Tom Ward (Ben Barnes). Arrancado de sua vida tranquila de colono, o improvável jovem herói embarca em uma aventura ousada com o seu mentor para combater a rainha da escuridão Mãe Malkin (Julianne Moore) e o exército de assassinos sobrenaturais que assombram o reino.”

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