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Com Chloe Csengery, Jessica Tyler Brown, Lauren Bittner e Christopher Nicholas Smith. Escrito por Christopher B. Landon. Dirigido por Ariel Schulman e Henry Joost. “Prequel” de Atividade Paranormal e Atividade Paranormal 2, o filme conta a história de como as irmãs Katie e Kristie tiveram contato com a entidade demoníaca que esteve presente nos dois primeiros filmes. A história é contada através de fitas VHS filmadas no fim dos anos 1980.

ATENÇÃO: Seguem alguns spoilers de AP e AP2.

Fiquei um tempo sem falar dessa película porque achei que a experiência que tive vendo foi prejudicada pela bagunça da sala, com muito papo e brincadeiras dos expectadores da pré-estreia. Numa análise mais fria, AP3 continuou abaixo dos seus antecessores. O mesmo problema do 2º filme acontece aqui: a falta de ritmo. E se no primeiro e em parte do segundo você não acredita ser plausível alguém segurar uma câmera a cada momento, vai achar a mesma coisa coisa nesse cenário, pelo menos no começo do filme. Apesar de eu acreditar que é possível você se deslocar com uma câmera pequena, que é caso de AP e AP2, não me entra na cabeça a situação dos primeiros momentos do filme que o personagem Dennis (Smith) vai até o quarto das enteadas com uma câmera profissional de vídeo S-VHS daquelas antigas, grandes e pesadas para filmar o que está acontecendo. A partir daí, é plausível: usar tripés e um ventilador adaptado é crível. Agora é ficar atento às coisas que acontecem. Os sustos mais previsíveis, aqueles que se joga alguma coisa na sua cara, são poucos e nem são o que você espera. Desses você deve rir depois. Existe pelo menos um susto bem galhofa no filme. Quando chegar a cena, você vai entender e vai pensar a mesma coisa que eu: “não acredito que eles vão fazer isso”. Pois é, fizeram.

Outra coisa que me incomoda profundamente em AP3 é que ele foi feito apenas como caça-níqueis, que nem o final refeito do original. As primeiras entrevistas logo depois de AP2 davam certo que seria uma sequência direta dos fatos, mostrando o destino de Katie e do bebê Hunter, nos apresentando uma entidade poderosíssima e sua real intenção. Mas alguém resolveu pedir essa “prequel” para poder arrecadar mais e fazer um futuro AP4. Por isso o filme perde ritmo e se torna arrastado. Seria muito melhor se Atividade Paranormal 3 fosse um flashback totalizando uns 25 minutos, mostrando pouco a pouco os fatos, para seguir a linha de raciocínio original. Para quem é fã da franquia, como eu sou, agora é esperar a sequência. E que dessa vez seja uma sequência mesmo, e não outra historinha contando a trajetória do demônio. Tenho que admitir que o filme está bem melhor produzido e dirigido. Verba a mais faz uma grande diferença mesmo. A tensão vai te acompanhar por mais da metade do filme e vai fazer seu coração bater mais rápido nos momentos finais. E, ao chegarmos no final, temos o mesmo problema que citei no começo: como acreditar que se pode andar ou correr com um câmera pesada na mão. Meu último porém fica pelo aspecto ratio do filme. Não tenho certeza, mas acho que as câmeras VHS antigas, mesmo as profissionais, tem formato 4×3 (1.33:1). As fitas pareciam estar em 16×9, que é o formato das TVs widescreen atuais. Mas posso estar enganado. Preciso da ajuda de um especialista.

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