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The Divergent Series: Insurgent, 2015

Com Shailene Woodley, Theo James, Octavia Spencer, Jai Courtney, Ray Stevenson, Zoë Kravitz, Miles Teller, Ansel Elgort, Maggie Q, Naomi Watts, Kate Winslet. Roteirizado por Brian Duffield, Akiva Goldsman, Mark Bomback (Planeta dos Macacos: O Confronto), baseado no romance de Veronica Roth. Dirigido por Robert Schwentke (R.I.P.D. – Agentes do Além).

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Tudo precisa ser uma trilogia – ou quadrilogia, como no caso? Por mais que a fonte original seja divida em três partes, tem que se levar muito em conta o ritmo de uma história. Apesar de bons momentos em relação ao seu antecessor, praticamente não há evolução em A Série Divergente: Insurgente, que apesar de trazer personagens novos, eles tomam lugar de antigos. O filme é mais direto por não precisarmos de outras introduções, mas é o mínimo que se espera depois de quase 140 minutos da produção anterior. Em geral, tem alguns pontos melhores que Divergente (Divergent, 2014, Dir Neil Burger). E isso não significa muita coisa.

Sinopse oficial

“Em A SÉRIE DIVERGENTE: INSURGENTE, os riscos para Tris aumentam quando ela sai à procura de aliados e respostas nas ruínas de uma Chicago futurista. Tris (Woodley) e Quatro (James) são agora fugitivos, caçados por Jeanine (Winslete), a líder da elite Erudição, faminta pelo poder. Correndo contra o tempo, eles precisam descobrir a causa pela qual a família de Tris sacrificou suas vidas e por que os líderes da Erudição farão tudo para impedi-los. Assombrada pelas escolhas do passado, mas desesperada para proteger quem ama, Tris – com Quatro a seu lado – encara um desafio impossível atrás de outro, ao desvendar a verdade sobre o passado e também o futuro de seu mundo.”

O único signo que mostra um amadurecimento de Tris é o corte de cabelo, representando seu passado e sua maturidade, mas a verdade é que parece ser mais Culpa das Estrelas (e acabaa aqui com a nossa piada infame). Fora isso, é a mesma Tris de sempre. Não é problema nenhum ela ser a boa pessoa de sempre. No entanto, quando ela diz que quer matar Jeanine, por mais que seja da boca da fora, aquele é um momento em que atriz falha em passar essa sensação dúbia. Passando por um processo que a tornará uma líder ou um exemplo a ser seguido – algo óbvio – Schwentke demonstra ao menos a fragilidade de Tris por meio de sonhos lúcidos, onde a transição entre realidade e fantasia são bem sutis, sendo esses os melhores momentos do filme. O espectador só toma conta disso quando já é extremamente óbvio – pena que se torna cansativo nas cenas da câmara.

Há pelo menos uma coisa melhor nesse filme do que no antecessor. Por não precisarmos mais de origens, o ritmo flui melhor, por mais que em geral, considerando que ainda teremos duas continuações, isso pode se tornar um problema. Parece ambíguo dizer isso, mas tem a ver com a qualidade da produção em não conseguir fechar uma história. É o meio de uma trilo/quadrilogia, e quase todos os elementos se esgotam para a próxima fase. É confuso mas, aparentemente, as decisões serão parecida com o que vemos no segundo filme. Personagens serão repetidos, mascarados de novas ameaças, e será jogado um elemento importante – nesse filme, a caixa divergente – porém não citado anteriormente. O que é um elemento desonesto, depreciando o massacre orquestrado por Jeanine anteriormente.

A essa altura, se você não se importa com os coadjuvantes, não vai conseguir mais. Porque, assim como Tris, eles mal evoluem. Quatro parece incapaz de pensar enquanto apaixonado. Caleb (Elgort) repete a rejeição à família do primeiro filme. E Peter (Teller) continua não sendo de confiança, apesar de ser dele a maior mudança de personalidade. E dos três, apenas Peter parece lúcido de suas convicções, mesmo que essa seja a autopreservação. Não dá para entender porque os outros dois fazem o que fazem. Quando esses dois, juntos de Tris, fogem num trem enquanto perseguidos por Eric (Courtney) há um combate que serve só para mostrar as habilidades dos treinados pela Audácia, já que a situação toda se resolveu só com a citação de um nome por Quatro. E você pode dizer que era para não se encontrar com sua manipuladora mãe Evelyn (Watts). Mas isso justificaria tantas mortes e até mesmo as deles, considerando que Caleb é uma pessoa que mal sabia se defender?

A história mata algumas curiosidades deixadas no filme de 2014. Conhecemos melhor o lar dos sem-facção e de Evelyn, um lugar com pouca luz, abandonado com pessoas vivendo à margem da sociedade – que, por algum motivo sem explicação, tem que viver do que é deixado para eles, mas conseguem montar um pequeno exército armado; a Amizade – hippies daquele futuro; e os advogados da Justiça – que refletem seus dogmas nas cores preto e branco do figurino. Apesar de ser o segundo filme, as características desses clãs são pouco aprofundadas, deixando apenas uma camada superficial e até pejorativa.

A Série Divergente: Insurgente | Pôster nacional

O que perturba e piora a experiência de Insurgente é que os (muitos) elementos são bons em menor número, e tudo é envolto numa bagunça. As cenas de ação são contidas e pouco empolgantes – a exceção é a primeira simulação de Tris –, o fio narrativo se perde entre uma trilha sonora repetitiva, um 3D usado de péssima maneira, sem aproveitar a grande profundidade de campo, e sua grande obviedade (do estilo “oh, quem poderá ser?”). Mais uma vez, como em tantas histórias esticadas pelo bem da bilheteria, parece que ficou pouco para ser contado em dois filmes nessa produção pouco importante, que não mudará a sua vida e, no cinema, não representará um ganho para a arte.

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Veja o trailer de A Série Divergente: Insurgente

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