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Meu Malvado Favorito 3 | Crítica | Despicable Me 3, 2017, EUA

Meu Malvado Favorito 3 já se tornou uma franquia mais preocupada em merchandising do que em contar uma boa história.

Meu Malvado Favorito 3 (2017) Crítica

Elenco: Steve Carell, Kristen Wiig, Trey Parker, Miranda Cosgrove, Dana Gaier, Nev Scharrel | Roteiro: Cinco Paul, Ken Daurio | Direção: Pierre Coffin , Kyle Balda (Minions) | Duração: 90 minutos

Mesmo levando em conta o público-alvo de Meu Malvado Favorito 3, já está bem claro que a franquia vai pelos passos de outros filmes infantis com diretores preferindo entregar uma produção visualmente interessante sem se preocupar com a história que estão contando. Depois de alguns minutos de projeção já é possível notar que os roteiristas tinham um história principal bem curta e começaram a inflar a narrativa com outros elementos para terminar com um filme de noventa minutos. O rastro que a nova aventura deixa é a sensação de que  poderia ser divida em três ou quatro episódios de uma série para TV ou streaming e resolveria a questão do ritmo.

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Sobre Notas | TigreCast #170 | Podcast

Nesse podcast falamos sobre a tendência de dar notas às coisas – no caso, filmes que assistimos e escrevemos sobre. Ouve aí!

Sobre Notas | TigreCast #170

Nós estamos cercados por notas: desde a escola, passando por alguns esportes e até no mundo corporativo nós somos avaliados. Então parece natural que façamos isso também com o que assistimos. Ou não?

Nesse podcast, Tiago Lira (@tiagoplira) e Alex Gonçalves (@agmcinefilo) conversam sobre como chegaram a decisão de dar notas aos filmes que assistem, aceitação e rejeição, do caso Rotten Tomatoes e jeitos diferentes de dar notas e o imediatismo do jornalismo. Além do papel e do futuro da crítica – uma técnica que vai além de dar adjetivos.

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O Círculo | Crítica | The Circle, 2017, EUA

O Círculo é o exemplo de uma boa ideia má executada por elementos que não se encaixam na própria história.

O Círculo (The Circle) 2017

Elenco: Emma Watson, Tom Hanks, John Boyega, Karen Gillan, Ellar Coltrane, Patton Oswalt, Glenne Headly, Bill Paxton | Roteiro: James Ponsoldt, Dave Eggers | Baseado em: O Círculo (Dave Eggers) | Direção: James Ponsoldt (O Espetacular Agora) | Duração: 110 minutos

Há uma famosa foto que Mark Zuckerberg aparece cobrindo a câmera e o microfone de seu laptop com fita isolante. É uma história velha mas que logo exigirá uma resposta definitiva: você desistiria completamente da sua privacidade em nome da segurança? Nos moldes de ficções científicas, O Círculo é um exagero das redes sociais como conhecemos hoje, um lugar onde não apenas somos incentivados em compartilhar nossas vidas, mas que isso será obrigatório e você será taxado de monstro se não fizer isso. A produção discute também se existe saída desse labirinto que criamos, mas ao apresentar soluções fáceis demais acaba perdendo a audiência.

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Ao Cair da Noite | Crítica | It Comes at Night, 2017, EUA

Ao Cair da Noite retrata o primeiro medo que todos nós tivemos e o transforma numa assustadora história que não se prende necessariamente à rótulos de gênero.

Ao Cair da Noite (It Comes at Night) | Crítica

Elenco: Joel Edgerton, Christopher Abbott, Carmen Ejogo, Kelvin Harrison Jr., Riley Keough | Roteiro e direção: Trey Edward Shults (Krisha) | Duração: 91 minutos

Nota 10 - um Tigre no cinemaO seu primeiro medo, provavelmente, foi o medo do escuro: o nada, o vazio e a incerteza te envolveram e resultaram num choro, quebrado pela luz do seu quarto com seus pais correndo para você. Já crescido, Shults transformou esse medo primal em Ao Cair da Noite, um daqueles filmes que discutiremos se tratar de um suspense – por não sabermos exatamente o resultado da trama – ou um terror – porque as situações são aterrorizantes. Ao usar elementos como a câmera que fixa em pontos apenas iluminados com a luz de lanternas, o diretor nos joga num cenário de medo e tensão num lugar tão comum como é a casa da família dos protagonistas. E não se sentir seguro no próprio lar é verdadeiramente um dos maiores terrores que podemos passar.

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Baywatch: SOS Malibu | Crítica | Baywatch, 2017, EUA

Baywatch: SOS Malibu é uma daquelas experiências inesquecíveis que você vai ter no cinema. E infelizmente isso não é um elogio.

Baywatch (2017) Crítica

Elenco: Dwayne Johnson, Zac Efron, Alexandra Daddario, Kelly Rohrbach, Priyanka Chopra, Jon Bass, Ilfenesh Hadera, David Hasselhoff, Pamela Anderson | Argumento: Jay Scherick, David Ronn, Thomas Lennon, Robert Ben Garant | Roteiro: Damian Shannon, Mark Swift | Direção: Seth Gordon (Uma Ladra Sem Limites) | Duração: 116 minutos

Todo e qualquer filme deve ser visto sem preconceito – talvez Os Discursos de Nuremberg sejam uma exceção – e ninguém quer ter uma experiência ruim ao ir ao cinema. Mas às vezes abusam da nossa paciência, como é o caso de Baywatch: SOS Malibu, uma produção tão bagunçada que o melhor paralelo que podemos fazer é aquele trabalho escolar onde você chamou quatro ou cinco colegas e mandou cada um fazer uma parte, resultando numa criatura digna do laboratório do Dr Frankenstein: uma obra sem forma e horrenda. Os atos não conversam entre si e personagens apresentam personalidades diferentes entre uma parte e outra, tornando-se uma das experiências mais esquizofrênicas do cinema atual.

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A Múmia (1932) | TigreCast #169 | Podcast

Podcast sobre o original A Múmia de 1932 com Boris Karloff no elenco!

A Múmia | TigreCast #169 | Podcast

He went for a little walk! You should have seen his face!” – Ralph Norton

Voltando aos anos 1930, uma época diferente no cinema, mas que teve uma grande importância para os filmes de terror. Pois mesmo 75 anos depois esses personagens ainda fazem a cabeça das pessoas. Hoje é dia de visitar a tumba de Imhotep na sua busca pela sua amada Anck-Su-Namun em A MÚMIA (The Mummy) do diretor Karl Freund com o grande Boris Karloff no elenco, contando ainda com Zita Johann, David Manners, Arthur Byron e Edward Van Sloan 

Nesse podcast Tiago Lira (@tiagoplira), Alex Gonçalves (@agmcinefilo) e Cliff falam da filmografia de 1932, do que acontecia nessa época pré-código Hays, por onde o elenco andou antes e depois desse filme, e a origem do diretor Freund na cinematografia e sua contribuição na área da fotografia e lembramos também da fascinação sobre a egiptologia. Discutimos o ritmo, acertos e erros nesse filme que sofreu muito com o baixo orçamento e teve que se virar apenas com o clima e a atmosfera.

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A Múmia | Crítica | The Mummy, 2017, EUA

O primeiro passo dado no Dark Universe em A Múmia é confuso, pouco divertido e aposta mais na ação do que no terror que os inspirou.

A Múmia (The Mummy) 2017

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson, Courtney B. Vance, Marwan Kenzari, Russell Crowe | Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman | Argumento: Alex Kurtzman, Jon Spaihts, Jenny Lumet | Direção: Alex Kurtzman (Bem Vindo à Vida) | Duração: 107 minutos | 3D: Irrelevante

Imagine um universo regido por deuses e monstros. Imagine um universo regido por boas histórias, com bons diretores, maturando com o tempo. É bom que você imagine porque não é isso que encontramos no remake de A Múmia, um dos filmes menos inspirados dos últimos tempos. Existe uma tentativa de fazer um universo coeso desde agora e o paralelo com o filmes de super-heróis não escapa da nossa mente com o Dark Universe chegando. Mas a primeira incursão é uma costura de clichês de outras aventuras, tem uma direção que não consegue manter o foco e um roteiro cheio de conveniências e ex-machinas. Não é um pontapé inicial certeiro, confirmando uma impressão de que houve correria para criar esse novo-velho mundo só depois que essa produção já tinha começado.

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Spartacus | TigreCast #168 | Podcast

Spartacus | Tigrecast 168 | Podcast

I am Spartacus!

Oi pessoas, muito bem-vindos novamente ao TigreCast! Aqui é o seu host Tiago Lira (@tiagoplira), e estou hoje com o Alex Gonçalves (@agmcinefilo) e Marcelo Paradella, para voltar aos anos 1950, o último ano daquela década, e a Stanley Kubrick naquele que é o menos “kubrickiano” de seus filmes. Hoje vamos falar da história romantizada do líder da terceira revolta dos escravos: SPARTACUS (1960), com Kirk Douglas, Laurence Olivier, Peter Ustinov, John Gavin, Jean Simmons, Charles Laughton e Tony Curtis.

Discutimos o ano de 1960 (que ano!), do elenco (que elenco!), das brigas entre Kubrick e Douglas, detalhes da versão restaurada, de Dalton Trumbo e como Kubrick quase levou créditos pelo roteiro, nessa que foi a a última experiência do diretor em Hollywood. Como uma frase famosa também deu briga e das simbologias e a lição tirada da ficção.

Então mais uma vez, bem-vindos ao nosso podcast. Bem-vindos ao Tigrecast!

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Sessões exclusivas de Mulher-Maravilha para mulheres e o nada receptivo meio nerd | Opinião

Mulher-Maravilha e o nada receptivo mundo Nerd

Ah, é cada uma que eu tenho que me desviar, viu?



Há alguns dias recebi a notícia de que o filme Mulher-Maravilha teria sessões especiais exclusivas para mulheres no exterior.

Aí vocês já imaginam a pororoca de chorume que isso virou né? Ainda mais no famigerado meio nerd.

Como já foi dito inclusive pela própria Gal Gadot, a personagem é feminista, e inclusive foi escolhida como símbolo da mulher forte e independente e representante da diversidade pela ONU, virando assim embaixadora da entidade (titulo que foi retirado depois, acredita?) então, nada mais justo que isso, não?

Como sabemos, o mundinho nerd é um ambiente um tanto quanto machista e hostil, e logo as reclamações revoltadas tomaram a internet, inclusive de pessoas falando que esse caso não poderia ser considerado como “igualdade de gêneros”.

Eu achei a proposta bem legal. Acredito que em muitos casos, a gente precise sim ter alguns benefícios para termos o nosso lugar que nos é de direito, e aí sim as coisas mudarem de vez, e termos a tão sonhada igualdade.

Ainda não tive a oportunidade de assistir ao filme (tô indo hoje, imagina a ansiedade!) e tenho ouvido muitos elogios sobre sua ambientação,  caracterização: impecável tem sido uma palavra muito usada. Claro que temos sempre os haters, os insatisfeitos por aí como sempre.

Hoje ouvi uma comparação do filme da Mulher Maravilha com o do Superman de 1978. Ainda não posso falar sobre isso, mas só de ver o tamanho alcance e o exemplo que ela tem sido para mulheres e crianças do mundo (o oposto da Harley Quinn que angariou fãs por motivos muito errados) já acredito que Mulher Maravilha entregue muito mais do que um bom filme da DC, que tanto estava sendo massacrada.

Que seja apenas o começo de uma nova era de princesas, bem diferente daquelas da Disney que tinham como único propósito conhecer o príncipe encantado e viver feliz para sempre com ele (mesmo que para isso ocorresse coisas absurdas, como ser beijada desacordada por um estranho).

Nannarhara é nerd, mãe, cosplayer, fã de séries e cerveja, e rebelde o suficiente para quebrar os padrões e regras normalmente impostos e é editora do site Resistência Rebelde.

 

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