Arquivar para março, 2017

O Poderoso Chefinho | Crítica | The Boss Baby, 2017, EUA

O Poderoso Chefinho é uma história bem infantil e divertida para os pequenos que são o público-alvo.

O Poderoso Chefinho (The Boss Baby) 2017

Elenco: Alec Baldwin, Miles Christopher Bakshi, Steve Buscemi, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow | Roteiro: Michael McCullers | Baseado em: The Boss Baby (Marla Frazee) | Direção: Tom McGrath (Madagascar) | Duração: 97 minutos | 3D: Relevante | Cena Extra

É um tanto injusto falar de um filme que claramente não foi pensado para você. O Poderoso Chefinho é para audiências muito novas: entre quatro e sete anos, não muito mais que isso e avalia-lo com o peso de outras animações de ar mais questionador e sério não seria correto. É uma história muito simples, leve e indicada para aquele programa de família, e o grande trunfo é que não será uma experiência tediosa para os pais. As crianças vão se impressionar com as cores e aventuras que os personagens passam, enquanto os mais velhos que os acompanharem vão poder curtir a reação deles, essa sim uma diversão.

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Corpo Fechado | TigreCast #163 | Podcast

Corpo Fechado | TigreCast #163 | Podcast

Now that we know who you are, I know who I am.” – Elijah Price

Qual é o seu segundo filme preferido de M. Night Shyamalan, e por quê é Corpo Fechado (Unbreakable)? Voltamos a falar do cineasta indiano depois de esmiuçar a carreira do diretor, lá atrás, por causa do lançamento de Fragmentado (Split).

Hoje no TigreCast, Tiago Lira (@tiagoplira), Marcelo Zagnoli (@marcelozagnoli) e Matheus Des (@matheusdes) falam da abordagem e estética dos quadrinhos usadas pelo diretor, do protagonistas que fogem dos esteriótipos (apesar dessa fonte), como Shyamalan usa movimentos de câmera e cortes para contar a história e a grande questão que nos persegue: qual é o nosso lugar no mundo?

E já peço desculpas pelo áudio do Marcelo – a captação dele teve problemas e tivemos que ficar com o backup do Skype 🙁

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A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell | Crítica | Ghost in the Shell, EUA, 2017

A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell funciona como homenagem ao original, mas prefere focar mais na ação e menos na filosofia.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell (Ghost in the Shell) | 2017

Elenco: Scarlett Johansson, Michael Pitt, Pilou Asbæk, Chin Han, Juliette Binoche, Takeshi Kitano | Roteiro: Jamie Moss, William Wheeler, Ehren Kruger | Baseado em: Ghost in the Shell (Masamune Shirow) | Direção: Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador) | Duração: 106 minutos | 3D: Relevante

O maior desafio de falar de A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell é segurar a tentação de compará-lo com o original. Depois dessa árdua tarefa, e levando em conta que o ideal é entrar na sala de cinema sem expectativas, o filme se segura muito bem na maioria dos seus quesitos. História, ritmo, personagens e efeitos especiais são mais que satisfatórios e com certeza serão suficientes para manter a atenção da plateia. Sanders e companhia, no entanto, preferem uma abordagem com mais ação, explicações e falatórios ao invés de entrar na filosofia do que faz um ser humano um ser humano, com soluções fáceis e ex-machinas para uma audiência pasteurizada e acostumada com blockbusters.

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O Espaço Entre Nós | Crítica | The Space Between Us, 2017, EUA

O Espaço Entre Nós é um romance típico que tenta se diferenciar ao usar o tema da colonização do planeta vermelho como plano de fundo.

O Espaço Entre Nós (2017) | Crítica

Elenco: Gary Oldman, Asa Butterfield, Carla Gugino, Britt Robertson | Argumento: Stewart Schill, Richard Barton Lewis, Allan Loeb | Roteiro: Peter Chelsom (Escrito nas Estrelas) | Duração: 121 minutos

Apenas para reforçar, a boa ficção científica fala do futuro como uma crítica ao presente, algo que passa bem longe de O Espaço Entre Nós. Ao preferir se concentrar na relação entre dois jovens distantes, a produção se perde ao não abrir o leque da grande dificuldade que um humano teria se tivesse pouco contato com a própria raça. Além de ser piegas, não existe muita dificuldade na jornada do protagonista, com uma conveniência atrás da outra, e pouco se importa no desenvolvimento de seus personagens. A escolha de fazer um romance adolescente ao invés de um filme questionador é o grande problema do filme, ainda mais quando percebemos que havia espaço para os dois temas.

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Trainspotting | TigreCast #162 | Podcast


TRAINSPOTTING | TigreCast #162 | Podcast

I chose not to choose life. I chose somethin’ else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you’ve got heroin?” – Rent-boy

Escolha a vida… Mas por quê fazer uma coisa dessas? Eu escolho não escolher a vida. Eu escolho outra coisa.E as razões? Não há razões. Quem precisa de vida quando você tem podcast?

Hoje no TigreCast, Tiago Lira (@tiagoplira), Alex Gonçalves (@agmcinefilo) e Matheus Des (@matheusdes) discutem Trainspotting, filme de 1996 que marcou a estreia de Danny Boyle na direção, além de de lembrar a filmografia de Ewan McGregor, Kelly Macdonald e Robert Carlyle nessa semana que estreia T2 Trainspotting!

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Fragmentado | Crítica | Split, 2017, EUA

Fragmentado mistura gêneros assim como seu protagonista mistura personagens, isso sem perder em nenhum momento a tensão, além do ser a ressurreição de M. Night Shyamalan.

Fragmentado (2017)

Elenco: James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley, Haley Lu Richardson, Jessica Sula | Roteiro e Direção: M. Night Shyamalan (A Visita) | Duração: 117 minutos | Cena Extra

Quando um filme é tão tenso que você não consegue tirar os olhos da tela é ao mesmo tempo tão cheio de camadas, você deve parar para analisar além da superfície. Fragmentado não é só o retorno de M. Night Shyamalan ao posto de bom diretor; é também uma experiência que precisa ser compartilhada. Com poucos momentos para nos escondermos, e o diretor nos permite isso apenas nos flashbacks de uma personagem, a produção não se perde ao misturar gêneros – melhor seria dizer que eles emergem, assim como as múltiplas personalidades do protagonista. Mais uma vez sabendo como carregar a narrativa, o diretor nos leva para caminhos sombrios e desesperadores e consegue que sejamos partícipes de cada momento de horror e do desconhecido.

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Power Rangers | Crítica | Power Rangers, 2017, EUA

Power Rangers vem carregado de nostalgia, mas é só nos minutos finais que realmente mostra a que veio.

Power Rangers (2017)

Elenco: Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler, Becky G, Ludi Lin, Bill Hader, Bryan Cranston, Elizabeth Banks | Argumento: Matt Sazama, Burk Sharpless, Michele Mulroney, Kieran Mulroney | Roteiro: John Gatins | Baseado em: Power Rangers (Haim Saban) e Kyōryū Sentai Zyuranger (Toei Company) | Direção: Dean Israelite (Projeto Almanaque) | Duração: 124 minutos | Cena Extra

Há uma pretensa seriedade em Power Rangers durante o primeiro ato que não acompanha o resto da produção: como se a vida sem graça de cinco adolescentes comuns de uma cidadezinha ganhasse cores e, junto disso, armaduras brilhantes e robôs-dinossauros gigantes. Basicamente, o sonho de qualquer um que cresceu acompanhando super-sentai (sejam os originais japoneses ou a versão pasteurizada da Saban). Um filme assim deveria primar pela diversão e abraçar seus absurdos, mas isso só acontece em parte. Sem saber como trabalhar com um filme de origens, o resultado é tedioso em geral e só começa a ficar interessante quando sabemos que está acabando.

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T2 Trainspotting | Crítica | T2 Trainspotting, 2017, Reino Unido

T2 Trainspotting é como visitar velhos amigos quando se tem pouco a compartilhar, valendo mais pela presença deles do que outra coisa.

T2 Trainspotting (2017)

Elenco: Ewan McGregor, Ewen Bremner, Jonny Lee Miller, Robert Carlyle, Kelly Macdonald, Anjela Nedyalkova | Roteiro: John Hodge | Baseado em: Trainspotting e Porno (Irvine Welsh) | Direção: Danny Boyle (127 Horas) | Duração: 117 minutos

É normal sentirmos saudades de alguém ou de uma fase da nossa vida e o que Danny Boyle fez em T2 Trainspotting é revisitar seus velhos amigos. Se no campo das emoções isso funciona, no cinematográfico nem tanto. A nostalgia simples e pura não é suficiente para criar uma história envolvente ou relevante e a direção misturando várias estéticas, mas sem foco, mostra um Boyle perdido e que não parece saber o que está fazendo. É interessante ver como os personagens evoluíram (ou não) depois de duas décadas, e é um exercício mais interessante para o diretor, mas que não se reflete tão bem na narrativa.

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A Bela e a Fera | TigreCast #161 | Podcast


A Bela e a Fera | TigreCast #161

She warned him not to be deceived by appearances, for beauty is found within.”

Nessa quinta-feira que o remake chega aos cinemas de todo o Brasil – e você pode ler a nossa crítica clicando aqui – voltamos a 1991 para revisitar o clássico da Disney A Bela e a Fera (Beauty and the Beast), animação da Disney dirigida por Gary Trousdale e Kirk Wise, roteirizada por Linda Woolverton e que conta no elenco de vozes com Paige O’Hara, Robby Benson, Jerry Orbach, David Ogden Stiers e Angela Lansbury.

Tiago Lira (@tiagoplira), Marcelo Paradella (@bolapucc) e Matheus Des (@matheusdes) discutem a filmografia dos envolvidos, o transtorno de personalidade da dublagem brasileira, a questão da síndrome de Estocolmo, a qualidade da animação, signos simples e eficazes da história e por quê a Bela pode ser comparada com uma personagem de Chico Buarque.

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A Bela e a Fera | Crítica | Beauty and the Beast, 2017, EUA

A adaptação da versão animada de A Bela e a Fera para o live action é tão deslumbrante quanto o original.

A Bela e a Fera (2017)

Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Kevin Kline, Josh Gad, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Audra McDonald, Gugu Mbatha-Raw, Ian McKellen, Emma Thompson | Roteiro: Stephen Chbosky, Evan Spiliotopoulos | Baseado em: A Bela e Fera – Disney e A Bela e Fera (Jeanne-Marie Leprince de Beaumont) | Direção: Bill Condon (A Saga Crepúsculo: Amanhecer) | Duração: 129 minutos

Percebendo que seria impossível desassociar um evento de outro, a versão com atores e atrizes de A Bela e a Fera abraça a nostalgia ao manter músicas e personagens, mas usa o tempo maior de projeção, cerca de 30 minutos a mais que o original, para expandir a história que já conhecemos. Entre se arrepiar com as músicas que fizeram o desenho de 1991 se tornar amado e algumas poucas atualizações, entre figuras e músicas, a produção marca pelo deslumbre visual, figuras de fácil identificação e temas universalmente conhecidos, a nova versão é tão boa quanto a clássica e está pronta para encontrar novos apreciadores.

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2016: Os Piores e os Melhores | TigreCast #160 | Podcast

Os Piores e os Melhores de 2016 | TigreCast #160

No podcast de hoje Tiago Lira (@tiagoplira), Alex Gonçalves (@agmcinefilo), Cliff, Marcelo Paradella e Matheus Des – junto de outros amigos vontantes que não compareceram – elegem os cinco piores e melhores filmes lançados no Brasil em 2016.

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Silêncio | Crítica | Silence, 2016, EUA-Japão

Silêncio é uma reflexão da ligação do humano com o divino e um dos melhores filmes de Martin Scorsese.

Silêncio (Silence, 2016)

Elenco: Andrew Garfield, Adam Driver, Ciarán Hinds, Liam Neeson, Tadanobu Asano, Issey Ogata, Yōsuke Kubozuka | Roteiro: Jay Cocks, Martin Scorsese | Baseado em: Silêncio (Shūsaku Endō) | Direção: Martin Scorsese (Taxi Driver) | Duração: 161 minutos

A obsessão de Martin Scorsese com a religião não é novidade: desde a culpa católica até a sua versão do Cristo, considerada profana por muitos, e visitando até a figura do Dalai Lama. E em Silêncio o diretor faz uma reflexão do humano em relação com o divino, da dureza do Criador, cheia de caminhos tortuosos e dolorosos. A virtude dos personagens é testada longamente, refletindo a extensão pouco usual de um filme de padrões comerciais. E assim como os protagonistas, é no silêncio que devemos refletir se existe alguma resposta, uma experiência que funciona tanto para aqueles que acreditam em alguma força divina quantos os que não.

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