Arquivar para outubro, 2016

Doutor Estranho | Crítica | Doctor Strange, 2016, EUA

Doutor Estranho abre a fase mística do Universo Cinemático Marvel apostando em efeitos especiais e no peso do elenco.

Doutor Estranho (2016)

Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Benedict Wong, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt, Scott Adkins, Mads Mikkelsen, Tilda Swinton | Roteiro: Scott Derrickson, C. Robert Cargill | Argumento: Jon Spaihts, Scott Derrickson, C. Robert Cargill | Baseado em: Doutor Estranho (Steve Ditko) | Direção: Scott Derrickson (A Entidade 2)

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Mesmo que a Marvel Studios tenha investido em fórmulas que vão sendo repetidas a cada introdução de um personagem novo nos cinemas é preciso admitir que, de maneira geral, o estúdio tem entregado produções divertidas. Começando com uma fase científica, passando pela cósmica, Doutor Estranho entra de vez no mundo místico desse universo de super-seres. Visualmente impressionante, ainda que certos elementos já tenham sido usados em outras produções, o filme trabalha com pequenos paralelos do universo que participa e, apesar de ser um conto de origens, é dinâmico o suficiente para não cansar a audiência nas quase duas horas de projeção.

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A Garota no Trem | Crítica | The Girl on the Train, 2016, EUA

A Garota no Trem é um thriller eficiente e que toca em assuntos necessários para a nossa sociedade.

A Garota no Trem (2016)

Elenco: Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett, Justin Theroux, Luke Evans, Allison Janney, Édgar Ramírez, Lisa Kudrow | Roteiro: Erin Cressida Wilson (Homens, Mulheres e Filhos) | Baseado em: A Garota no Trem (Paula Hawkins) | Direção: Tate Taylor (Histórias Cruzadas)

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma das grandes discussões em A Garota no Trem é até quando deveríamos nos prender, seja numa ideia ou numa pessoa. Pautado por diferentes pontos de vistas diferentes, mas todos femininos – com a acertada decisão de ter uma roteirista adaptando o trabalho da autora – o filme lida com solidão, tristeza, rebeldia e principalmente contra poderes pré-estabelecidos por uma sociedade machista. Assim como a protagonista, temos apenas pedaços de informação, o que nos transporta para os pés dela, vivendo, respirando e até seus apagões. O mistério apresentado por Taylor nos envolve e brinca com a dubiedade, o que faz que nos questionemos em quase todos os momentos.

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Ouija: Origem do Mal | Crítica | Ouija: Origin of Evil, 2016, EUA

Ouija: Origem do Mal homenageia grandes clássicos do terror e é o mais comum da carreira de Mike Flanangan

Ouija: Origem do Mal (2016)

Elenco: Henry Thomas, Annalise Basso, Elizabeth Reaser, Lulu Wilson, Parker Mack, Kate Siegel, Alexis G. Zall | Roteiro: Mike Flanagan, Jeff Howard | Direção: Mike Flanagan (O Sono da Morte)

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Para alguém tão prolífico como Mike Flanangan, não é de se espantar que trabalhos menores aparecessem mais cedo do que tarde. Na sua terceira produção em 2016 – anteriormente Hush: A Morte Ouve e Sono da MorteOuija: Origem do Mal é o filme mais comum do diretor. Com o peso de Michael Bay como produtor, Flanagan é contratado para dirigir e escrever apenas para estimular a venda de um jogo de tabuleiro. Essa abordagem mais comercial diminui o filme com seus sustos telegrafados e pouca sutileza. O que ajuda a produção é a atuação da mais jovem das atrizes, primazia pela estética, fotografia e figurinos. Porém, fica a sensação desta ser a mistura de outros melhores exemplos do gênero numa produção parcialmente eficiente.

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O Iluminado | TigreCast #153 | Podcast

Podcast sobre O Iluminado (1980), dirigido por Stanley Kubrick, com Jack Nicholson e Shelley Duval que adapta a obra de Stephen King. Ouve aí!


O Iluminado | TigreCast #153 | Podcast

All work and no play makes Jack a dull boy” – Jack Torrance

É muito fácil sermos assustados em filmes de terror com a técnica do scary jump. Mas o que acontece quando um diretor conhecido por obras, no mínimo, reflexivas resolve pegar um clássico de um outro escritor que também já escreveu muita coisa, por mais que essas duas mentes criativas tenham se chocado? AQUI ESTÁ O JOHNNY! E é hora de fazer o check-in no Hotel Overlook e em 1980 para finalizar esse especial de Halloween de 2016 com O Iluminado (The Shining), de Stanley Kubrick.

No podcast de hoje, Tiago Lira (@tiagoplira), Marcelo Paradella (@bolapucc), Marcelo Zagnolli (@marcelozagnolli) e Matheus Des (@matheusdes) discutem a filmografia de 1980, as carreiras Jack Nicholson, Shelley Duvall – e o abuso moral do diretor com a atriz -, Scatman Crotters e David Lloyd. Também a relação e comparação com Stephen King, as mudanças diárias do roteiro, a atemporalidade da história e o ritmo como narrativa. Isolamento, fantasmas, opressão e dubiedades se encontram aos percorremos os corredores desse hotel que também é um personagem.

REDRUM
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ALL WORK AND NO PLAY MAKES JACK A DULL BOY
ALL WORK AND NO PLAY MAKES JACK A DULL BOY
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Sejam bem-vindos ao TigreCast!

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Kubo e as Cordas Mágicas | Crítica | Kubo and the Two Strings, 2016, EUA

Kubo e as Cordas Mágicas é um belíssimo filme que peca por ser comum demais, ainda que emocione em muitos pontos.

Kubo e as Cordas Mágicas (2016)

Elenco: Charlize Theron, Art Parkinson, Ralph Fiennes, Rooney Mara, George Takei, Matthew McConaughey | Argumento: Shannon Tindle, Marc Haimes | Roteiro: Marc Haimes, Chris Butler | Direção: Travis Knight

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Por dentro da animação impecável de Kubo e as Cordas Mágicas bate um coração melancólico. É uma daquelas produções feita para as crianças que estão transitando de uma fase da vida para a outra, onde a percepção do mundo e de vida e morte já estão mais claras. Entre cenários e personagens fantásticos, encontramos um mundo rico em aventura e desafios, mas também cheio de dúvidas e perigos. Porém, ela é óbvia em alguns de seus mistérios, o que frustra a audiência mais madura, ainda que equilibre os elementos de aventura e sensibilidade. Não é apenas uma reflexão descompromissada e apoiada pela qualidade técnica, mas precisava ser menos comum.

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Hiato | TigreCast | Podcast


Hiato | TigreCast

O TigreCast entra em um hiato… ouça para entender

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Inferno | Crítica | Inferno, 2016, EUA

Inferno é a mais fraca aventura de Robert Langdon, repetitiva e nada diferente as aventuras anteriores.

Inferno (2016) Crítica

Elenco: Tom Hanks, Felicity Jones, Omar Sy, Ben Foster, Sidse Babett Knudsen, Irrfan Khan | Roteiro: David Koepp (Missão: Impossível) | Baseado em: Inferno (Dan Brown) | Direção: Ron Howard (No Coração do Mar)

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Ao longo de nossas carreiras, buscamos algum tipo de evolução, principalmente se for em algo que gostamos. Não precisamos necessariamente chegar a cargos de chefia, mas fazer a mesma coisa, uma vez atrás da outra deve ser frustrante para a maioria. Mas não para Dan Brown, que inspirou Inferno, adaptação do livro de mesmo nome. É a aventura mais óbvia da trilogia, tem a mesma estrutura, os mesmo pontos de virada, as mesmas surpresas, o mesmo tudo das aventuras anteriores. Destacando-se apenas no quesito visual das visões apocalípticas, o título evoca a sensação do espectador na cadeira do cinema numa experiência que parece interminável.

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Babadook | TigreCast #152 | Podcast

Podcast sobre Babadook, filme de 2014, dirigido por Jennifer Kent que trata do monstro da depressão.

Babadook | TigreCast #152 | Podcast

Babadook…dook… DOOK

É outubro! É Halloween e esse mês é só filme de terror nos seus ouvidos. Hoje vamos voltar para 2014 e hora de falar de falar de uma grande surpresa do terror. Uma produção do Canadá e da Austrália da diretora Jennifer Kent: Babadook, com Essie Davis e Noah Wiseman.

Nesse podcast, Tiago Lira (@tiagoplira), Marcelo Zagnolli (@marcelozagnolli) e o convidado Léo Oliveira (@leooliveirabass) falam de como Kent começou na carreira de diretora, abandonando a de atriz,  e da sua relação com Lars von Trier. Discorremos a carreira de Davis e Wiseman e também de onde veio a ideia original de Babadook. Depressão, dor e pesar passam nessa produção que, apesar de ser um filme de terror, não é um filme de monstros. Pelo menos não como estávamos acostumados.

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É Fada! | Crítica | Brasil, 2016

Do Youtube para o Cinema, É Fada mostra talento de Kéfera como atriz. E só.

É Fada! (2016)

Elenco: Kéfera Buchmann, Klara Castanho, Mariana Santos, Carla Daniel, Clara Tiezzi, Christian Monassa, Bruna Griphão, Junior Vieira | Roteiro: Fernando Ceylão, Bárbara Duvivier, Sylvio Gonçalves | Inspirado em: Uma fada veio me visitar (Thalita Rebouças) | Direção: Cris D’Amato (S.O.S.: Mulheres ao Mar)

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Uma abordagem bem comum é a exploração de nichos, e o de Youtubers indo ao cinema é apenas mais um deles. Ainda é cedo para dizer, mas se É Fada é o exemplo de material cinematográfico que os produtores têm na manga, serão muitas experiências frustradas. Fazendo um apelo para os fãs de uma estrela que tem nove milhões de inscritos – e com vídeos que conseguem até três milhões de visualizações – faltou cuidado com todos os quesitos, passando pelo roteiro, direção, fotografia e outros quesitos técnicos. É um dos piores tipos de caça-níqueis. Mas não é culpa da dupla principal, o destaque do filme.

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12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição | Crítica | The Purge: Election Year, 2016, EUA

12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição é uma repetição dos filmes anteriores, narrativa e tecnicamente, e o mais político da trilogia distópica.

12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição (2016)

Elenco: Frank Grillo, Elizabeth Mitchell, Mykelti Williamson, Joseph Julian Soria, Betty Gabrie, Kyle Secor | Roteiro e Direção: James DeMonaco (Uma Noite de Crime)

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Já é a terceira vez que o diretor James DeMonaco crítica o governo do seu país na maneira que trata a população mais pobre. 12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição (por questões mercadológicas o título mudou aqui no Brasil, mas esse é o terceiro capítulo da série Uma Noite de Crime, iniciada em 2013) é o filme mais político dessa distopia que leva o pior dos EUA ao extremo. Apesar disso, DeMonaco não evolui na narrativa, continuando apelando para sustos fáceis, inúmeras conveniências e sem acrescentar nada à sua mensagem, ainda que a intenção seja repetir para fixar.

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