Arquivar para fevereiro, 2016

Argo | TigreCast #124 | Podcast

Argo | TigreCast #124

Argo fuck yourself!

Continuando nosso especial falando sobre os vencedores do Oscar 2013, é hora de falar de um filme que romantiza os problemas que os EUA colheram por causa de seus próprios erros de política externa: Argo (2012), dirigido por Ben Affleck, que tem no elenco Bryan Cranston, John Goodman, Alan Arkin e o próprio diretor.

No podcast de hoje, Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Marcelo Paradella (@bolapucc) e Matheus Des (@matheudes) conversam sobre a carreira de Affleck na direção – e que os fãs da DC Comics devem ir preparando um altar para ele – dos outros indicados ao prêmio, as qualidades da montagem, da fotografia e como a adaptação deixa os espectadores tensos. Ainda deixamos um recado especial para nossos ouvintes Steven Spielberg e alguns executivos da Warner.

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Presságios de um Crime | Crítica | Solace (2016) EUA

Presságios de um Crime (2016)

Com Anthony Hopkins, Colin Farrell, Jeffrey Dean Morgan e Abbie Cornish. Roteirizado por Peter Morgan, Sean Bailey e Ted Griffin. Dirigido por Afonso Poyart (2 Coelhos).

Com apenas um filme no portfólio, o diretor de 2 Coelhos consegue entrar em Hollywood num filme com elementos interessantes e um elenco com grandes nomes.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Entre alguns temas universais de como se contar uma história estão a redenção, a vida e a morte. Presságios de um Crime se sustenta nisso, além da sua execução – e que podemos ver de novo algumas assinaturas do diretor – na escolha do protagonista e antagonista e dos seus coadjuvantes. Sua reminiscência com outros filmes de assassinos em série pode fazer que os espectadores façam comparações com exemplos mais famosos. Há uma sensação muito clara de ser o clássico projeto em que o estúdio contrata um diretor para fazer um trabalho quase ditado pelos produtores, ainda que Poyart consiga fazer brincadeiras visuais que fizeram parte de seu primeiro filme.

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Orgulho e Preconceito e Zumbis | Crítica | Pride and Prejudice and Zombies (2016) EUA

Orgulho e Preconceito e Zumbis (2016)

Com Lily James, Sam Riley, Jack Huston, Bella Heathcote, Douglas Booth, Matt Smith, Charles Dance, Lena Headey. Roteirizado por Burr Steers, baseado no romance de Jane Austen e Seth Grahame-Smith. Dirigido por Burr Steers.

Mesmo com problemas na execução, a reimaginação do clássico de Jane Austen prova que zumbis deixam tudo mais divertido.
6/10 - "tem um Tigre no cinema"É inegável o peso do clássico do original de uma das mais renomadas autoras inglesas. Porém, é muito importante se desvencilhar da fonte de inspiração para entender a proposta de Orgulho e Preconceito e Zumbis. Em primeiro lugar, e talvez de maneira menos clara, é importante por colocar mulheres em destaque. Mulheres com espadas e que lutam artes marciais. Claro, a luta de diferença de classes ainda está lá, mas com uma leve e interessante distorcida do livro do século XIX. A intenção é divertir o público. O que melhor que zumbis para atingir esse objetivo?

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Amor | TigreCast #123 | Podcast

Amor | TigreCast 123

Il ne sert à rien de continuer à vivre” – Anne

Continuando a falar sobre o Oscar 2013 é hora de falar de um dos filmes mais belos da carreira de Michael Haneke, uma produção que ao mesmo tempo deve ser visto mas não temos muita vontade de rever: o vencedor do prêmio de melhor filme estrangeiro Amor (Amour, 2012) com Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva e Isabelle Hupper.

Nesse podcast Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982), Angélica Hellish (@AngelMasmorra) e Marcelo Paradella (@bolapucc) fazem comparações com Lars von Trier, falam do lado humanístico do diretor, da filmografia dos envolvidos, experiências pessoais, se o filme seria lento ou contemplativo e o papel do cinema.

Atenção: Lá no fim, o áudio do Marcelo ficou com uns cliques estranhos e não conseguimos tirar. Mal ae.

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13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi | Crítica | 13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi (2016) EUA

13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi (2016)

Com James Badge Dale, John Krasinski, Max Martini, Dominic Fumusa, Pablo Schreiber, David Denman, Toby Stephens e Freddie Stroma. Roteirizado por Chuck Hogan, baseado no livro de Mitchell Zuckoff. Dirigido por Michael Bay (Transformers: A Era da Extinção).

5/10 - "tem um Tigre no cinema"Michael Bay queria fazer um filme dramático. Mas sem abrir mãos das explosões. O resultado é 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi, um filme patriota e confuso até a espinha.

Entre câmeras tremidas, muitas explosões e péssimas atuações do elenco há em 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi um Michael Bay que se esforça em ser mais do que o diretor megalomaníaco manipulador de robôs digitais indistintos. No quesito ação, o diretor é bem mais contido por estar lidando com o mundo real e tecnicamente a produção é extremamente bem-feita. Porém, ela falha em apresentar o drama dos personagens, seja pela atuação exagerada, frases de efeito desnecessárias e pelo desconhecimento de Bay em dirigir gente com problemas de verdade. Por incrível que pareça, é o melhor filme do diretor em anos – mas se tratando de Michael Bay não significa muita coisa.

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O Quarto de Jack | Crítica | Room (2015) EUA

O Quarto de Jack (2015)

Com Brie Larson, Jacob Tremblay, Joan Allen, Sean Bridgers, William H. Macy. Roteirizado por Emma Donoghue. Dirigido por Lenny Abrahamson.

Tenso, pesado e triste são poucas, mas fortes palavras para descrever O Quarto de Jack, um drama tão marcante e tão cheio de momentos belos desse concorrente ao Oscar de Melhor Filme.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Imagine o seu universo hoje. Onde você pode ir a partir da sua casa: fazer viagens, visitar amigos, ir ao cinema, visitar seus parentes, namorar, ir ao cinema. Imagine agora alguém cujo universo se resume a 10m². Esse exercício é posto para nós em O Quarto de Jack, um drama que tenta traduzir em imagem e palavras as descobertas de uma criança num assustador, novo, barulhento e infinito mundo. Emma Donoghue e Lenny Abrahamson descrevem um cenário assustador que te fará sentar à beira da cadeira, ao mesmo tempo que é cheio de lirismos e belezas.

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Brooklyn | Crítica | Brooklyn (2015) Irlanda-Reino Unido-Canadá

Brooklyn (2015)

Com Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson, Jim Broadbent e Julie Walters. Roteirizado por Nick Hornby, baseado no romance de Colm Tóibín. Dirigido por John Crowley.

Longe de ser uma joia de filme ou maravilhoso, Brooklyn encontrará lugar nos que preferem um romance como tantos outros.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"O Oscar não é parâmetro para nada e já discutimos isso tantas vezes. Na lista dos indicados sempre aparece um filme que nos perguntamos o porquê de estar lá. Podem ser boas surpresas – como foi o ótimo Selma – ou uma a coleção de clichês Brooklyn. Há bons momentos na produção britânica, que vão desde quesitos técnicos e a atuação da protagonista. Porém não é o suficiente para arrebatar os corações de quem já viu histórias de amor, ainda que dentro desse nicho ache defensores. No fim, é uma ovação tão grande aos EUA que parece ter sido feito apenas para agradar aquela audiência.

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O Mundo de Tim Burton: Entrando na mente do cineasta

Entrada | Créditos Letícia Godoy (MIS)

Entrada (Créditos Letícia Godoy, MIS)

A convite do MIS – Museu da Imagem e do Som – podemos visitar a exposição O Mundo de Tim Burton e conversar um pouco com próprio. O diretor de Os Fantasmas se Divertem (1988), Batman (1989), Edward Mãos de Tesoura (1990), Sombras da Noite e Grandes Olhos foi receptivo e falou bastante com a imprensa.

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A Garota Dinamarquesa | Crítica | The Danish Girl (2015) EUA

A Garota Dinamarquesa (2015)

Com Eddie Redmayne, Alicia Vikander, Matthias Schoenaerts, Ben Whishaw e Sebastian Koch, Amber Heard. Roteirizado por Lucinda Coxon, baseado na obra de David Ebershoff. Dirigido por Tom Hooper (Os Miseráveis).

Abordando um tema tão em voga e tão necessário ser discutido, o novo filme do diretor de Os Miseráveis peca por parecer documental demais.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Tom Hooper é tão aficionado em contar histórias baseadas em fatos reais – como percebemos em três dos seus filmes – que em A Garota Dinamarquesa esqueceu de estar fazendo um filme. É uma história necessária para esses tempos de representatividade, sem sombra de dúvida. Mas é importante nos questionarmos a maneira que a história pioneira sobre uma transgênero chegou até nós. Há momentos belos, de dor e dúvida na trajetória da dupla de protagonistas, o que justificava um tom menos histórico e mais poético. Todos os elementos estavam lá, e é uma pena que o diretor preferiu não os usar.

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Deadpool | Crítica | Deadpool (2016) EUA

Deadpool (2016)

Com Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, T. J. Miller, Gina Carano e Brianna Hildebrand. Roteirizado por Paul Wernick e Rhett Reese baseado nos quadrinhos da Marvel Comics. Dirigido por Tim Miller.

Não se preocupem, fãs de quadrinhos mundo afora. Deadpool é tudo que vocês esperavam e muito mais!

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Sejamos francos. A esperança que Deadpool fosse um filme legal estava apenas na mente dos fãs do personagem. Qualquer um com um pouco mais de pés no chão tinha vários motivos para duvidar do filme. Desde a inexperiência como diretor Tim Miller (apesar de ter roteirizado o fantástico Scott Pilgrim), passando pela própria Fox que trouxe um recente e horrível Quarteto Fantástico até a escalação de Ryan Reynolds que nas duas oportunidades que teve para fazer um herói recebeu pesadas críticas. Pois eu te digo, Estúdio da Raposa, e creio que muitos se juntaram ao coro: estás devidamente perdoada. Só não vá acabar com tudo no próximo filme, certo?

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O Regresso | Crítica | The Revenant (2015) EUA

O Regresso (2015)

Com Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter, Forrest Goodluck, Arthur Redcloud e Grace Dove. Roterizado por Mark L. Smith e Alejandro G. Iñárritu baseado na obra de Michael Punke. Dirigido por Alejandro G. Iñárritu (Birdman).

O novo filme de Alejandro Iñárritu é contemplativo e tecnicamente impecável, podendo se mostrar um desafio para muitos, mas que vale a pena ser apreciado.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"É verdade que O Regresso traz alguns desafios, sendo o principal a sua longa duração – 156 minutos – o que permite que o diretor use e abuse de longos planos, contemplações da natureza, flashbacks em misto de sonhos e poucos diálogos. Também é verdade que Iñárritu poderia ser mais breve em suas contemplações, o que não quer dizer que o filme se torne maçante em todo o tempo que ele aponta sua câmera para a natureza. O diretor busca mostrar a jornada do herói por meio de vários símbolos, sendo a duração um deles. Ainda que não agrade a todos – perfeitamente compreensível – é inegável a qualidade da direção do mexicano e sua paixão por fazer cinema.

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Valente | TigreCast #122 | Podcast

Valente | TigreCast 122

I am Merida, and I’ll be shooting for my own hand.” – Princesa Merida

Estamos na época do mais conhecido prêmio da 7ª Arte – O Oscar. E nessa onda, começamos o nosso especial sobre alguns premiados da Academia em 2013. E começamos com o vencedor do prêmio de Melhor Animação de 2012: Valente (Brave).

Nesse podcast Tiago Lira, o Tigre (@otigre1982),Marcelo Zagnolli (@marcelozagnolli) e Matheus Des (@matheudes) falam sobre um filme que tinha todas as possibilidades de ser bom, mas que resultou numa produção confusa. Conversamos sobre detalhes técnicos, a música, os grandes problemas do roteiro – chamado até de esquizofrênico por um dos participantes -, porquê teve má recepção na bilheteria – seria por ter uma protagonista feminina? – e como foi que os membros da academia escolherem esse ao invés de Detona Ralph.

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