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Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close, 2011, EUA) [Crítica]

Com Tom Hanks, Sandra Bullock, Thomas Horn, Max von Sydow, Viola Davis, John Goodman, Jeffrey Wright e Zoe Caldwell. Roteiro de Eric Roth (Forest Gump), baseado no livro de Jonathan Safran Foer. Dirigido por Stephen Daldry (Billy Eliot).

“Tão Forte e Tão Perto” é um filme que poderia ser muito melhor do que é. A presença de Hanks, Bullock e Sydow, do roteirista de “Forest Gump” e do diretor de “Billy Eliot” trouxeram peso para a história trágica de um garoto que perde o pai nos ataques de 11 de setembro e depois disso se arrisca numa aventura. Infelizmente, o roteiro raso, e o uso insistente e constante de narrações em off “for dummies” (explicam o que não precisa, e deixam de fazer quando precisa) estragam a experiência. E nem posso dizer a questão de ser insensível aos eventos (leiam a minha crítica de “Voo United 93“) ou pela perda de pessoas queridas, pois não sou imune à emoção de outros.

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O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball, 2011, EUA) [Crítica]

Com Brad Pitt, Jonah Hill e Philip Seymour Hoffman. Argumento de Stan Chervin. Roteiro de Steven Zaillian (A Lista de Schindler) e Aaron Sorkin (A Rede Social), baseado no livro de Michael Lewis. Dirigido por Bennett Miller (Capote).

Baseball nunca foi o esporte preferido dos brasileiros. Mas isso não deve ser impedimento para que vocês assistam à esse filme. Numa escolha muito inteligente, Zaillian, Sorkin e Miller produzem uma história interessante e envolvente, mesmo não entendendo os números, as posições e o sistema de pontuação do baseball. O drama envolvendo os Oakland A’s funciona por acompanharmos o ponto de vista do manager do time, Billy Beane (Pitt), sua angústia e paixão pelo esporte. E a decisão de não fazer um filme como se fosse um documentário, mas sim criar uma boa história (alternado com filmagens reais do time) constroem uma grata surpresa, e uma das melhores atuações de Brad Pitt.

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O Artista (The Artist, 2011, França) [Crítica]

Com Jean Dujardin, Bérénice Bejo, Uggie, John Goodman e James Cromwell. Escrito e dirigido por Michel Hazanavicius (Agente 117 – Uma Aventura no Cairo).

Não perca este filme de cinema. De verdade, é uma grande homenagem ao cinema. Todo o cuidado com para parecer que foi feito na época, a metalinguagem empregada enquanto vimos filmes dentro do filme e a coragem de fazê-lo mudo e comercial (porque filmes mudos em si não deixaram de ser produzidos), fazem de “O Artista” um dos melhores de 2011. A comédia romântica tem todos as boas peculiaridades de um grande filme, alternando momentos de riso, de doçura e de pequenos dramas, assim como é a vida.

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A Mulher de Preto | Crítica | The Woman in Black, 2012, EUA

A Mulher de Preto tem bons momentos no quesito sustos, mas falta ousadia à trama.

A Mulher de PretoCom Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds, Janet McTeer, Sophie Stuckey e Liz White. Roteiro de Jane Goldman (X-Men: Primeira Classe), baseado no livro de Susan Hill. Dirigido por James Watkins (Eden Lake).

Existe uma relação de amor e ódio no cinema de terror. Há quem ache besteira pagar para ser assustado. Mas o princípio de qualquer filme é que você paga para ser enganado. “A Mulher de Preto” é um livro de 1982 e que já teve uma versão para TV em 1989. A história chamou a atenção de Jane Goldman, co-roteirista de “X-Men: Primeira Classe”. Mas não vi valer a pena a visita à casa de Eel Marsh. A história tem seus pontos de sustos, e aproveita bem o clima soturno do interior da Inglaterra do século XIX. Mas faltou um pouco mais de ousadia aos responsáveis. A principal é não  criar uma dúvida se existe uma histeria em massa, ou se é realmente uma presença maligna na pequena cidade. E temos que falar da escolha Radcliffe. Sim, ele merece se distanciar do bruxo que o fez famoso, mas poderiam forçar isso um pouco mais na maquiagem e cabelos do ex-Harry. E, quem sabe, colocá-lo num filme onde ele não precisasse pegar um trem.

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[Promoção] Concorra a um poster e uma camiseta de “A Mulher de Preto”, novo filme de Daniel Radcliffe! {EXPIRADO}

Agora, a promoção é para os fãs de Daniel Radcliffe, em parceria com o site Daniel Radcliffe Brasil. Você pode levar pra casa um poster do novo filme do bom moço, “A Mulher de Preto“. Gostaria que vocês disputassem numa casa escura no meio do nada, mas faltam verbas. Portanto, vamos ao bom e velho jeito de retuítes! Valendo dois posteres e duas camisetas do filme, cortesia da Paris Filmes, que vai distribuir o filme no Brasil, e que estreia ainda este mês!

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[Promoção] Concorra a um poster de “Jogos Vorazes”! {EXPIRADO}

“The Hunger Games have begun” e essa é a sua chance de levar um poster oficial do filme! E para participar é bem fácil, não precisa de nenhum arco e flecha 😉 É só seguir as regras. Serão 10 pôsteres sorteados, cortesia da Paris Filmes, que vai distribuir o filme no Brasil, e que tem estreia em março de 2012.

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O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d’Amélie Poulain, 2001, França) [Crítica]

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain: um poético filme que pode te introduzir ao cinema francês com facilidade.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Com Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, e Rufus. Roteiro de Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant. Dirigido por Jean-Pierre Jeunet (Alien – A Ressureição).

Existe algum tipo de rejeição ao cinema francês para quem não é apreciador de cinema. Se você é um deles, deve assistir esse filme, pois será um introdução bem mais suave ao cinema daquele país. Mas longe de ser um filme fraco. Uma colagem de comédia e romance fora dos padrões, com cortes acelerados e viagens visuais transformam a personagem em uma heróina, e assim sendo, tem que percorrer o “caminho do herói”. Isso e um pouco mais marcam “O Fabuloso Destino…” como um dos filmes mais divertidos da primeira década do século XXI.

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As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin – The Secret of the Unicorn, 2011, EUA) [Crítica]

Com Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost e Simon Pegg. Roteiro de Steven Moffat, Edgar Wright (Scott Pilgrim contra o Mundo) e Joe Cornish, baseado na obra de Hergé. Dirigido por Steven Spielberg (Os Caçadores da Arca Perdida).

Para quem cresceu assistindo ou lendo Tintim, esse foi um filme muito esperado. Com as várias declarações de que Spielberg estava tratando com muito carinho o filme e que Hergé confiava somente no diretor para levar o personagem às telas, a expectativa era grande. O filme ficou em pausa por muitos anos porque Spielberg queria manter certos traços característicos desses queridos personagens, algo que não seria possível em live action. A tecnologia veio, e Spielberg reuniu um bom time, com Peter Jackson como diretor da segunda unidade, além de Wright, roteirista de  “Scott Pilgrim contra o Mundo” e Moffat, responsável pelos seriados ingleses “Sherlock” e “Doctor Who”. Além de John Williams, claro. O time nos entrega um filme divertido, com boas cenas de ação e tecnologicamente impecável. Misturando algumas histórias bem conhecidas pelos fãs, “As Aventuras de Titim” mostra um Spielberg apaixonado e numa direção muito mais competente do que seu outro filme do ano, “Cavalo de Guerra”.

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