Arquivar para novembro, 2011

Casa de Areia e Névoa (House of Sand and Fog, 2003, EUA) [Crítica]

Com Jennifer Connelly, Ben Kingsley, Shohreh Aghdashloo e Ron Eldard. Escrito por Shawn Lawrence Otto e Vadim Perelman. Baseado no romance de mesmo nome de Andre Dubus III. Dirigido por Vadim Perelman. Ex-alcoólatra e abandonada pelo marido, Kathy Nicollo (Jennifer) perde a casa que era de seu pai por falta de pagamento de impostos. A casa vai à leilão e é comprada pelo imigrante Massoud Amir Behrani (Kingsley), um ex-coronel do exército iraniano, para para poder dar uma vida melhor à família que trouxe com ele do Irã. A partir disso, segue o drama de quem tem mais direitos sobre a propriedade.

É muito difícil ver um diretor/escritor acertar logo da primeira vez. E Vadim Perelman fez isso nessa fantástica e melancólica película. Trabalhando com Roger Deakis, Diretor de Fotografia que deve ter feito todos os filmes dos Irmão Cohen (mas ficou bem apagado em “O Preço do Amanhã“) e em “Um Sonho de Liberdade”, os produtores deram um tom bem mais triste às passagens de tempo e ao clima. A névoa que cobre a cidade é um agente participante, escondendo os personagens quando estão com medo ou sofrendo. E com a trilha sonora de James Horner, um dos poucos músicos que fogem do mais do mesmo, as cenas criam vida verdadeiramente. Não sou especialista em Direção de Fotografia ou música, mas foi o que senti.

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Uma Manhã Gloriosa (Morning Glory, 2010, EUA) [Crítica]

Com Rachel McAdams, Harrison Ford, Diane Keaton, Patrick Wilson e Jeff Goldblum. Escrito por Aline Brosh McKenna (O Diabo Veste Prada). Dirigido por Roger Michell (Um Lugar Chamado Nothing Hill). Recém-demitida de um cargo de diretora de um programa matinal na TV americana, Becky Fuller (Rachel) é contratada por outro canal para um outro programa matinal, que tem muitos problemas e pouca audiência. Ela tenta agitar as coisas ao colocar como novo co-âncora: Mike Pomeroy (Ford), um rabugento repórter renomado.

É interessante ver que as comédias perdem seu lugar no cinema. Como elas saem aos montes, assim como novelas, é difícil ver algum filme que se destaque no meio de tanta normalidade. “Uma Manhã Gloriosa” apostou num grande elenco, pegou uma história romântica, mas a deixou a segundo plano, e adicionou as situações da vida moderna de uma workaholic. Essa trinca segura o desenvolvimento do filme, e, apesar de não ser nada de novo, consegue segurar o espectador com um humor inteligente, refinado e que faz a principal tarefa de uma comédia: nos fazer rir.

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Scott Pilgrim contra o Mundo (Scott Pilgrim vs. the World, 2010, EUA-Reino Unido) [Crítica]

Com Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Chris Evans, Brandon Routh e Jason Schwartzman. Escrito por Edgar Wright e Michael Bacall. Baseado nos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley. Dirigido por Edgar Wright (Todo Mundo Quase Morto). Scott Pilgrim (Cera) é um jovem canadense que se apaixona pela recém-chegada Ramona Flowers (Mary). Só que para ficarem juntos, ele tem que derrotar os sete ex-namorados-malvados dela.

Quando terminei de ver “Scott Pilgrim…” o que me me veio à mente foi que esse filme foi feito especialmente pra gente como eu. Numa mistura de linguagens de video-game, quadrinhos e rock n roll esse é o exemplo que talvez só pessoas da minha geração e das seguintes apreciem. Mas não acredito nisso, pessoalmente. É um filme que vai ser pelo menos divertido e cheio de situações insólitas. Por isso qualquer um vai gostar do filme. E pra mim, sinceramente, fica difícil achar alguma coisa negativa na história. Começando com a abertura, onde fizeram a marca da Universal em versão 8 bits. Foi muita coragem do estúdio deixar essa liberdade artística para entrarmos no clima da película.

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Top11: Filmes que SEI que deveria ter assistido [T11#001]

Listas, listas…. quem não gosta delas? O meu Top11 vai aparecer eventualmente, com situações que acredito serem comentadas. Já que a minha intenção é resenhar um filme por dia, menos nos finais-de-semana e feriados, a lista pode servir como um “tapa buraco”

Então vamos começar com a minha vergonha: a lista de filmes que eu SEI que deveria ter assistido. Filmes que marcaram gerações, que ninguém discute suas qualidades ou ainda, simplesmente clássicos. As desculpas são muitas, mas vamos aos fatos. E se quiserem me ajudar a corrigir esse erro, os links levam à sites de compras com preços camaradas! 😉

11 – O Clube dos Cinco (The Breakfast Club, 1985) opção 1
10 – Conta Comigo (Stand by Me, 1986) opção 1 | opção 2
9 – Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai, 1954) opção 1
8 – O Sétimo Selo (Det sjunde inseglet, 1956) opção 1 | opção 2
7 – Touro Indomável (Raging Bull, 1980) opção 1 | opção 2
6 – Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009)
5 – Scarface (idem, 1983)
4 – E o Vento Levou… (Gone with the Wind, 1939) opção 1 | opção 2
3 – Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, 1975)
2 – Apocalypse Now (idem, 1979) opção 1 | opção 2
1 – Trilogia O Poderoso Chefão (The Godfather Trilogy, 1972-74-90) O Poderoso Chefão – Parte 3

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E quais filmes você não viu, mas sabe que deveria?

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Pânico 4 (Scr4m, 2011, EUA) [Crítica]

Com Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Emma Roberts e Hayden Panettiere. Escrito por Kevin Williamson (Pânico). Dirigido por Wes Craven (A Hora do Pesadelo). 15 anos depois do filme original, Sidney Prescott (Neve) volta para Woodsboro afim de divulgar seu livro de memórias. Logo que ela chega, um outro Ghostface começa uma nova série de assassinatos. Sidney, Gale (Courtney) e Dewey (Arquette) se unem de novo, junto com uma nova geração, para impedir o criminoso.

“Nova década. Novas regras”. Com essa frase nos posterês de divulgação, Pânico 4 é uma mistura de reboot com remake. A volta da turma original, desde o elenco que sobreviveu no primeiro filme, passando pelo roteirista Kevin Williamson e pelo diretor Wes Craven, o filme usa da metalinguagem logo no começo e mostra quase uma reencenação da primeira morte de “Pânico”. Resumindo, é melhor que “Pânico 3”. Talvez até a melhor continuação. Mas o maior erro do roteiro é seguir quase a mesma linha do seu original, apesar do ser bem escrito e Wes Craven ainda ter jeito para dirigir. Quero dizer, Sidney é a eterna vítima? No 3º filme ela conseguiu reagir, causando uma reação para que o assassino ficasse nervoso e pisasse na bola. Gale resolve dar uma de vaca pretensiosa para ter qualquer história? Dewey pelo menos está mais sério. O elenco fora do trio principal não me causou muita simpatia. Talvez  Kirby Reed (Panettiere) por ser uma pouco mais viva do que as outras.

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Operação Presente (Arthur Christmas, 2011, EUA-Reino Unido) [Crítica]

Com James McAvoy, Hugh Laurie, Bill Nighy e Jim Broadbent. Escrito por Peter Baynham (Börat) e Sarah Smith. Dubladores brasileiros:  Gustavo Pereira, Marco Ribeiro,  Julio Chaves, e Mauro Ramos. Dirigido por Sarah Smith. Na noite de Natal, a animação mostra como é possível Papai Noel entregar presentes para as 2 bilhões de crianças no planeta em apenas uma noite.

Um filme bem divertido, e que você deve levar seus filhos/sobrinhos, ou compartilhar com qualquer outra criança. É o melhor filme de Papai Noel desde “O Expresso Polar” (Polar Express, 2004). E, de certo modo, tem um ar daquelas animações stop motion do começo dos anos 1980: “Papai Noel está chegando” e “Rudolf: a rena do nariz vermelho”. Me parece que a animação é o melhor caminho para contar uma história de natal.

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A Pele que habito (La piel que habito, 2011, Espanha) [Crítica]

Com Antonio Banderas, Elena Anaya and Jan Cornet. Escrito por Pedro Almodóvar (roteiro), baseado no romance de Thierry Jonquet. Dirigido por Pedro Almodóvar (Fale com Ela). Depois de perder a mulher em um acidente de carro, um médico fica obcecado em criar a pele perfeita.

Almodóvar não escapa de um certo estigma. Quando penso em seus filmes, sempre me vem à cabeça sexo junto com algum tipo de perversão ou situações não-ortodoxas. É exatamente isso que você vai encontrar nesse filme de horror. Pegue o que você conhece do diretor e veja como ele constrói a psiquê do Dr. Roberto (Banderas). Leia mais

Deixa ela entrar (Låt den rätte komma in, 2008, Suécia) [Crítica]

Com Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar e Henrik Dahl. Escrito por John Ajvide Lindqvist,baseado em seu próprio romance. Dirigido por Tomas Alfredson. Na gelada Estocolmo de 1982, o garoto Oskar (Hedebrant) vive com a mãe e tem problemas na escola por ser vítima de bullying. Ele conhece Eli (Lina) uma garota reservada como ele. Ao mesmo tempo em que ocorre um assassinato cruel nos arredores de onde eles moram.

Atenção: a crítica tem alguns spoilers! Leia mais

O Preço do Amanhã (In Time, 2011, EUA) [Crítica]

Com Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy e Olivia Wilde. Escrito e dirigido por Andrew Niccol (Gattaca – A Experiência Genética). A história se passa em 2161, numa sociedade onde alterações genéticas fazem que toda a população pare de envelhecer ao completar 25 anos. Mas a partir daí você tem só mais um ano de vida. Se quiser viver mais, tem que comprar mais tempo, que é a moeda para tudo nessa sociedade: desde o café, passando por transportes e jogos. Nesse cenário os pobres vivem pouco e isolados em guetos, enquanto os milionários podem ser imortais. É nesse mundo que Will Salas (Timberlake), um jovem de 28 anos, que recebe um século de um milionário que não quer mais viver. E começa a ser perseguido por causa disso.

Uma ideia dessas tem potencial, por mais que seja uma nova visão do clássico “Fuga do Século XXIII” (Logan’s Run, de 1976) é interessante ver que a história não tem aqueles dizeres “baseado no livro/conto/história de…”. Leia mais

Sobre a violência em Amanhecer Pt 1

Não vi esse filme. Se me pagarem, irei com certeza. Mas tenho que citar uma passagem que é um pequeno spoiler do filme, mas que relaciono também com outros três.

A cena seguinte depois que Bela e Edward consumam o casamento foi muito comentada por ela acordar cheia de hematomas. As fãs de Crepúsculo se emocionaram com isso, dizendo que a paixão era tanta que ele não se controlou. Bom, eu conheço alguns casos de maridos que estão presos hoje por darem essa mesma desculpa.

De qualquer jeito, sabem onde eu vi antes esse tipo de cena da mulher ter acordado cheia de machucados depois do sexo? No clássico de Roman Polansky “O Bebê de Rosemary” (Rosemary’s Baby, 1968) , “O Advogado do Diabo” (The Devil’s Advocat, 1997)  e “Conflito Final: A Última Profecia” (Omen III: The Final Conflict, 1981).

Só que nesses casos, todos os “homens” eram o demônio em pessoa. Ou seja, mais uma vez Stephenie Meyer pega um conceito clássico onde a representação do mal causa sofrimento numa situação de prazer, e coloca num cenário arco-íris…

Eu daria “parabéns”, mas as fãs não iriam entender o meu sarcasmo.

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O Palhaço (2011, Brasil) [Crítica]

Com Selton Mello, Paulo José e Larissa Manoela. Escrito por Selton Mello e Marcelo Vindicato (Feliz Natal). Dirigido por Selton Mello (Feliz Natal). A história das pessoas do circo mambembe “Esperança” passando pelo interior do país. Com seu jeito simples de atrair o público, o circo passa por dificuldades. O palhaço Benjamim/Pangaré (Mello) passa por uma crise ele próprio.

Como é bom ser surpreendido. Sentia que esse filme seria bom, mas superou todas as minhas expectativas. “O Palhaço” passeia pela comédia, pelo drama e pelo estilo road movie, e em nenhum momento perde o foco por isso. A simplicidade do roteiro te conduz por cenários e situações tão simples quanto. Leia mais

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