A Criada | Crítica | Ah-ga-ssi, 2016, Coreia do Sul

A Criada (2016)

Elenco: Kim Min-hee, Ha Jung-woo, Cho Jin-woong, Kim Tae-ri | Roteiro: Park Chan-wook, Chung Seo-kyung | Baseado em: Fingersmith (Sarah Waters) | Direção: Park Chan-wook (Segredos de Sangue) | Duração: 144 minutos

A Criada nos hipnotiza, seduz e prende para entendermos o que há além do drama erótico.

É cada vez mais difícil ser surpreendido e felizmente A Criada faz isso com o espectador. O drama erótico de Park Chan-wook é um daqueles filmes que quanto menos você souber antes de entrar na sala de cinema, melhor. Você é então levado junto com os personagens entre descobertas, excitações e até mesmo um pouco de risadas. Mostrando que sabe como fazer cinema, o diretor nos puxa por um caminho e, diferente de tantas outras produções, é bem mais difícil de ver as cordas enquanto somos manipulados e somos levados a acreditar nas coisas que estão na primeira camada de entendimento enquanto somos deslumbrados e atraídos pelo visual e pela carga sensual da história.

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Assassin’s Creed | Crítica | Assassin’s Creed, 2016, EUA

Assassin’s Creed (2016)

Elenco: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson, Charlotte Rampling, Michael K. Williams | Roteiro: Michael Lesslie, Adam Cooper, Bill Collage | Baseado em: Assassin’s Creed (Ubisoft) | Direção: Justin Kurzel (Macbeth: Ambição e Glória) | Duração: 116 minutos

Infelizmente, Assassin’s Creed não rompe a barreira da qualidade do mundo dos games para o cinema. E esse não é o único problema da produção.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A intenção dos produtores de Assassin’s Creed fica bem clara na transposição do famoso game para o cinema: aproveitar um das mais franquias mais famosas do mundo para fazer a sua própria. E quando se pensa exclusivamente nesse sentido mercadológico o resultado é medíocre. Para a crítica pouco importa se a transposição de uma mídia para outra é fiel – e em muitos elementos não é –, mas pegar uma ideia para espremê-la na intenção de tirar algum lucro só funcionaria com bons elementos. E existem poucos nessa narrativa que se não está cansando a audiência, está pouco se importando com o desenvolvimento e motivação dos personagens.

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Sete Minutos Depois da Meia Noite | Crítica | A Monster Calls, 2016, Espanha-EUA-Reino Unido

Sete Minutos Depois da Meia Noite (2016)

Elenco: Sigourney Weaver, Felicity Jones, Toby Kebbell, Lewis MacDougall, Liam Neeson | Roteiro: Patrick Ness | Baseado em: A Monster Calls (Patrick Ness) | Direção: J. A. Bayona (O Impossível)

Sete Minutos Depois da Meia Noite é uma experiência dura de ser encarada e exatamente por isso que é tão importante ser vivida.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Como seres humanos, às vezes gostamos de pensar que somos de algum jeito especiais: o povo escolhido, a nação abençoada por Deus, os melhores do mundo. Essas são, no entanto, fugas da falibilidade da vida. Buscamos nos esconder em coisas como a arte de coisas que não há escapatória, até das mais naturais como a morte.  Sete Minutos Depois da Meia Noite coloca essa fuga em termos simbólicos, representado por um gigante que a passos largos se aproxima de você cada vez mais, algo tão grande que eventualmente não poderemos sequer desviar os olhos, numa trama profunda e melancólica que é tão forte quanto os braços do personagem que sai da terra para fazer que encaremos a nossa própria complexidade de frente.

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Passageiros | Crítica | Passengers, 2016, EUA

Passageiros (2016)

Elenco: Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne, Andy García | Roteiro: Jon Spaihts (Doutor Estranho) | Direção: Morten Tyldum (O Jogo da Imitação)

Passageiros é uma versão de Titanic no espaço e deixa a ficção científica em segundo plano em favor de um romance eticamente questionável.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A ideia de colonizar o espaço é tema de inúmeras ficções científicas há pelo menos um século, cada autor com sua peculiaridade. Porém Passageiros deixa o discurso da procura da humanidade, ou o que nos faz humanos, de lado para apostar num romance genérico, igual a qualquer outro filme do gênero com a diferença de se passar no espaço. Embalado por efeitos especiais extremamente bem feitos, apesar do 3D sem imperceptível, fica a impressão de que Tyldum foi contratado para um projeto que serve para destacar uma das atrizes mais bem pagas da indústria num filme praticamente seu, mostrando o lado ruim de tratar o cinema apenas como entretenimento, se importando mais com a forma do que com o conteúdo.

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Moana: Um Mar de Aventuras | Crítica | Moana, 2016, EUA

Moana: Um Mar de Aventuras (2016)

Elenco: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House, Temuera Morrison, Jemaine Clement, Nicole Scherzinger, Alan Tudyk | Argumento: Ron Clements, John Musker, Chris Williams, Don Hall, Pamela Ribon, Aaron e Jordan Kandell | Roteiro: Jared Bush | Direção: Ron Clements, John Musker (Aladdin)

Pensado para um público bem infantil, Moana: Um Mar de Aventuras é uma aventura colorida mas que aborda questões importantes.

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Moana: Um Mar de Aventuras tem a intenção e o foco de agradar mais as crianças por uma estrutura bem simples, mas que surpreende na conclusão, e pelas vários momentos de cantoria que podem desagradar quem não gosta do gênero musical. Portanto, é preciso encarar a nova aventura da Disney com esse propósito. É uma daquelas aventuras que pode ser assistida tanto de maneira descompromissada, mas que dentro de si carrega uma bela mensagem de variados protagonismos. Pode parecer que a questão da diversidade já foi abordada demais porque temos uma produção atrás da outra com mulheres à frente, mas é só levar em conta quantas vezes o contrário aconteceu para perceber que ainda existe um longo caminho para equilibrar as coisas.

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Top 11 | Os Piores e os Melhores Filmes de 2016

Os Piores e os Melhores Filmes de 2016

As listas podem ser simplificadoras, mas é até satisfatório criá-las. Nessa época de passagem do ano é comum termos retrospectivas e lembranças. Então vale a pena ver o que esse ano nos trouxe também no mundo dos cinemas.

E por que onze o invés de dez? Porque sempre fica aquela ponta de querer colocar uma menção honrosa, aquele filme que merece fazer parte das lembranças, mas que ficou para trás por causa de espaço.

Lembrando que essa é uma lista dos lançamentos comerciais nos cinemas brasileiros em 2016! E você pode ver os filmes lançados aqui nesse ano na lista que fiz no Letterboxd.

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Invasão Zumbi | Crítica | Busanhaeng, 2016, Coreia do Sul

Invasão Zumbi (2016)

Elenco: Gong Yoo, Ma Dong-seok, Jung Yu-mi, Kim Su-an, Kim Eui-sung, Choi Woo-shik, Ahn So-hee | Roteiro e direção: Yeon Sang-ho

Invasão Zumbi é um bom filme de horror que mistura tensão e crítica social, mesmo que não acrescente nada de novo ao gênero.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"O que faz cada história ser original dentro de um universo que já contou todas as histórias? É preciso mesclar e adaptar elementos, de maneira que cause alguma surpresa ao espectador. Ou simplesmente contar uma boa história que traga reflexão. Invasão Zumbi é o segundo caso. Os elementos, tanto de terror como de ficção científica, já foram abordadas em outras situações e até de maneiras parecidas. O que Sang-ho Yeon faz, no papel de diretor e roteirista, é confinar os protagonistas junto da a plateia durante duas horas numa tensão que prende a atenção pelos movimentos de câmera e a sensação de claustrofobia. O resultado é um eficiente horror que reflete aquele que parece inerente ao ser humano.

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Gremlins | TigreCast #157 | Podcast

Gremlins | TigreCast #157 | Podcast

You do with mogwai what your society… has done with all of nature’s gifts. You do not understand. You are not ready.” – Vovô

Para continuar no espírito natalino, vamos conversar sobre algo um pouco mais leve… ou não. Vamos tentar nos animada – mas se você não o revisita, pode se surpreender com a mistura de horror e comédia – e voltar a 1984 com Gremlins de Joe Dante e Chris Columbus.

No podcast de hoje, Tiago Lira (@tiagoplira), Marcelo Zagnoli (@marcelozagnoli) e Thiago Damasceno conversam sobre a qualidade de Dante, mas como foi ofuscado por outros grandes diretores oitentistas, das mudanças de roteiro – que foi amenizado no tom sombrio por causa de Steven Spielberg – a importância de ouvir o velhinho louco, a criação do PG-13, os ecos e homenagens aos clássicos do terror, a apresentação do bicho ficcional mais fofo da história do cinema e o arquétipo dos Gremlins.

Sejam bem-vindos ao TigreCast!

E entramos em recesso até fevereiro. Aproveite para fazer uma maratona 😀

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Capitão Fantástico | Crítica | Captain Fantastic, 2016, EUA

Capitão Fantástico (2016)

Elenco: Viggo Mortensen, Frank Langella, Kathryn Hahn, Steve Zahn, George MacKay | Roteiro e Direção: Matt Ross

Por trás de uma cortina indie Capitão Fantástico é um filme sobre dor, alegrias e o encontro de equilíbrio

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Talvez o ar indie ou hipster das imagens de divulgação ou o trailer de Capitão Fantástico te afastem da produção. Porém, não se assuste com isso. Em primeiro lugar porque a produção foge dessas amarras de definição ao entregar uma história que vai além do belo visualmente, mas que conversa com nosso âmago. Não é apenas um filme sobre das belezas da natureza ou uma crítica às sociedades alternativas; é algo mais complexo sobre isso. Assim como outras produções já fizeram, é uma história sobre aprendizado e como o amor dos pais servem ou não para seus filhos e que existem casulos mesmo estando num lugar tão amplo e aberto quanto uma floresta.

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Feliz Natal | TigreCast #156 | Podcast

Feliz Natal | TigreCast #156 | Podcast

Tonight, these men were drawn to that altar like it was a fire in the middle of winter. Even those who aren’t devout came to warm themselves” – Father Palmer

Para começarmos a entrar nessa época de festas, conversamos sobre um filme anti-guerra com uma bela mensagem de união entre os povos: o considerado cult Feliz Natal (Joyeux Noel, 2005) dirigido e roteirizado por Christian Carion e que conta com Diane Kruger, Daniel Brühl, Benno Fürmann e Guillaume Canet no elenco.

Nesse podcast, Tiago Lira (@tiagoplira) e Emerson Teixeira (@cronodoacaso) conversam sobre símbolos de luz, desenvolvimento de personagens e de como os horrores da guerra podem ser perpetuados enquanto procuramos alguma esperança nos personagens que, por um momento, deixaram de lutar por linhas imaginárias desenhadas num mapa durante a I Guerra Mundial.

Sejam bem-vindos ao TigreCast!

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Rogue One: Uma História Star Wars | Crítica | Rogue One: A Star Wars Story, 2016, EUA

Rogue One: Uma História Star Wars (2016)

Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Donnie Yen, Mads Mikkelsen, Alan Tudyk, Riz Ahmed, Jiang Wen, Forest Whitaker | Argumento: John Knoll, Gary Whitta | Roteiro: Chris Weitz, Tony Gilroy | Direção: Gareth Edwards (Godzilla)

Rogue One: Uma História Star Wars chega como a mais ousada produção do universo iniciado em 1977, equilibrando drama, ação e comédia.

9,5/10 - "tem um Tigre no cinema"É perigoso – e inadequado – simplificar uma produção, seja ela literária ou cinematográfica, em poucas palavras. Podemos começar com uma para chamar a atenção, como um resumo ou chamada. Então, Rogue One: Uma História Star Wars é ousado, mas antes de tudo é um filme de guerra. Para nos aprofundarmos mais, numa das funções da crítica, a produção é tanto um olhar para frente quanto uma homenagem aos fãs. E entendendo que a maioria dos apreciadores de Star Wars não são mais crianças, a produção aposta na mescla de uma história mais sombria e madura, porém sem deixar de lado o espírito aventureiro da saga da família Skywalker, fazendo um resumo do que é a mais famosa das óperas espaciais.

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Finais difíceis de explicar | TigreCast #155 | Podcast


Finais difíceis de explicar | TigreCast #155

De vez em quando falamos de filmes que acabam mexendo conosco por certos motivos. E alguns deles é por causa do final: pensamos no que acabou de passar pelos nossos olhos. E isso acaba fomentando muitas discussões e teorias.

No podcast de hoje Tiago Lira (@tiagoplira), Marcelo Paradella (@bolapucc) e Matheus Des (@matheusdes) falam de alguns desses finais difíceis, não necessariamente os mais, tentando dar sentido à loucura, aranhas, peões, aliens, árvores e bebês gigantes.

E lembrem-se que é spoiler do começo ao fim!

Sejam bem-vindos ao TigreCast!

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