O Caseiro | Crítica | Brasil, 2016

O Caseiro (2016)

Com Bruno Garcia, Leopoldo Pacheco, Denise Weinberg, Malu Rodrigues. Roteirizado por Julio Santi, Felipe Santi e João Segall. Dirigido por Julio Santi.

Nadando em rios pouco navegados, O Caseiro é um suspense nacional com elementos tirados de outros filmes, mas que vale a pena ser visitado.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Num cenário onde as comédias de gosto duvidoso dominam, vale a pena dar uma olhada em um gênero pouco explorado no cinema nacional. Apesar disso, não espere nenhuma originalidade em O Caseiro. Durante a projeção fica fácil caçar referências de produções recentes e clássicas. Mesmo assim é um filme bem dirigido, foge dos aspectos técnicos de produção que tem a intenção de fazer sucesso na televisão e insere alguns elementos familiares para nós brasileiros. Vale, no mínimo, uma visita apenas para confirmar que o nosso cinema não é só Globo Filmes.

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O Som ao Redor | TigreCast #139 | Podcast


O Som ao Redor | TigreCast #139

Passeando entre o drama e o suspense, e porque não dizer um pouco de comédia, um diretor pouco conhecido mostrou com irreverência o nossos suburbanos. Vamos voltar para 2013 para falar de um dos melhores filmes do nosso cinema: O Som ao Redor.

Aqui é Tiago Lira (@otigre1982), Matheus Des (@matheusdes) e Thiago Damasceno. E bem-vindos de novo ao TigreCast!

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Independence Day: O Ressurgimento | Crítica | Independence Day: Resurgence (2016) EUA

Independence Day: O Ressurgimento (2016)

Com Liam Hemsworth, Jeff Goldblum, Bill Pullman, Jessie Usher, Maika Monroe, Sela Ward, William Fichtner, Angelababy e DeObia Oparei. Roteirizado por Roland Emmerich, Dean Devlin, Nicholas Wright, James A. Woods e James Vanderbilt. Dirigido por Roland Emmerich (Independence Day).

Se é diversão pura sem nenhum tipo de compromisso que você procura, Independence Day: O Ressurgimento foi feito para você!

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Depois que você sair da sessão de Independence Day: O Ressurgimento não estranhe se passarem pela sua mente sentimentos conflitantes. Porque é um filme extremamente divertido, abraço o próprio absurdo sem se importar com explicações. Por outro lado, é um clichê ambulante, sem personagens carismáticos, se finca nos efeitos especiais e – apenas reforçando o mal mais recente de Hollywood – é pensado para ser uma saga. É exagerado como à nave alienígena-mãe, numa versão deturpada de que continuações tem que ser maior, que cobre um quarto do globo. E fica um sentimento um tanto difícil de explicar, uma relação de amor e ódio que só o cinema consegue fazer.

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Amores Brutos | TigreCast #138 | Podcast


Amores Brutos | TigreCast #138 | Podcast

Si quieres hacer reír a Dios cuéntale tus planes” – Susana

Um filme visceral, que mistura a cultura mexicana, relações de poder, dor, e um tipo de amor, nem que seja pelos cachorros. Um grito contínuo de duas horas. Três histórias, três atos, uma experiência intensa. Indicado ao Oscar de 2001 na categoria de filme estrangeiro e premiado em Cannes em 2000. Hoje vamos conversar sobre o primeiro filme de Alejandro González Iñárritu: Amores Brutos (Amores Perros) de 2000.

Tiago Lira (@otigre1982), Marcelo Zagnoli (@marcelozagnoli) e Matheus Des (@matheusdes) conversam sobre a carreira de Iñárritu, Guillermo Arriaga, Gael Garcia Bernal e o nosso desconhecimento do cinema mexicano. Temas como a reflexão sobre a crueldade entre humanos e deles para os animais, lealdade – o cão é o melhor amigo do homem e oposição a deslealdade dos personagens – cinema hyperlink nesse filme excelente, mas tão triste que não gostamos de ver muitas vezes.

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As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras | Crítica | Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of the Shadows (2016) EUA

As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras (2016)

Com Megan Fox, Stephen Amell, Will Arnett, Brian Tee, Tyler Perry, Brittany Ishibashi, Laura Linney, Pete Ploszek, Alan Ritchson, Noel Fisher, Jeremy Howard, Tony Shalhoub, Peter D. Badalamenti, Gary Anthony Williams, Sheamus e Brad Garrett. Roteirizado por Josh Appelbaum e André Nemec, baseado nos quadrinhos de Kevin Eastman e Peter Laird. Dirigido por Dave Green.

Ao invés de abraçar a diversão do impossível, As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras se perde tentando explicar o inexplicável, além de ser extremamente cansativo.

2/10 - "tem um Tigre no cinema"Depois de quase 120 minutos, percebemos que As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras é um filme bagunçado. Dave Green, acostumado em dirigir vídeo clipes, ora faz uma aventura descompromissada do tamanho de tartarugas mutantes, ora dá um ar (pseudo) científico, querendo explicar o inexplicável e dar um ar de seriedade à sua trama. Seria melhor se ele abraçasse totalmente o nonsense dos quadrinhos e desenhos, deixando de lado teorias de como funcionam mutações e genética ou universos paralelos e buracos negros. Infelizmente, a trama não ajuda, dando muitas perguntas sem respostas – diferente daquelas que te fazem refletir sobre um assunto – decisões dos personagens sem sentido e com um ritmo tão alucinante que deixa uma sensação de ser um filme interminável.

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Wall•E | TigreCast #137 | Podcast


Wall•E | TigreCast #137 | Podcast

Wall•E!”

No verão de 1994, um grupo de mentes criativas estava almoçando e discutindo suas ideias. Toy Story, de 1995, estava quase pronto. E ali eles começaram a pensar nos seus próximos projetos. Na conversa informal, saíram várias ideias que eventualmente se tornariam Vida de Inseto (de 1998), Monstros S.A (2001), Procurando Nemo (2003)… e a última história que aqueles colegas conversaram foi sobre um robozinho chamado… WALL•E.

Tiago Lira (@otigre1982), Marcelo Zagnoli (@marcelozagnoli), Matheus Des (@matheusdes) e o estreante Thiago Damasceno falam da carreira de Andrew Stanton, Pete Docter e Jim Reardon – gente que faz a Pixar acontecer. Mencionamos também o envolvimento do designer de som Ben Burtt, do diretor de fotografia Roger Deakins e vamos além do tema ecológico, discutindo sobre o que nos faz humanos, leis da robótica dessa que é uma das mais adoráveis animações de todos os tempos.

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Invocação do Mal 2 | Crítica | The Conjuring 2 (2016) EUA

Invocação do Mal 2 (2016)

Com Vera Farmiga, Patrick Wilson, Frances O’Connor, Madison Wolfe, Simon McBurney, Franka Potente. Roteirizado por Chad Hayes, Carey Hayes, James Wan, David Leslie Johnson. Argumento de Chad Hayes, Carey Hayes e James Wan. Dirigido por James Wan (Velozes e Furiosos 7).

Equilibrado e tenso, Invocação do Mal 2 confirma o posto do diretor James Wan nas produções sobrenaturais que funcionam.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"Mesmo que depois de certa idade os filmes de terror não assustem – mesmo aqueles que insistem na pegadinha da música alta logo depois de um silêncio – é bom ver que ainda existem exemplos que deixem a audiência, no mínimo, em estado de tensão. Em Invocação do Mal 2 James Wan consegue trazer esse estado, seja pela menor presença dos sustos mais óbvios ou pela técnica de filmagem. O polivalente diretor está mais artístico nessa produção, usando planos sequência e menos cortes para dar uma visão mais humana ao relato de Enfield. Por mais que não acreditemos na história, ela faz bem o serviço de funcionar dentro de uma mitologia.

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Todos os Homens do Presidente | TigreCast #136 | Podcast


TigreCast #136 | Todos os Homens do Presidente

Follow the money” – Deep Throat

Em 1975, os Estados Unidos da América passaram por um fato inédito em toda a sua história desde a independência em 4 de julho de 1776: o então Presidente Richard Nixon resigna do posto de Presidente por admitir seu envolvimento no Escândalo Watergate, o primeiro e único Chefe em Comando a fazer isso. Em 1976, dois anos depois do caso, o diretor Alan J. Pakula e o produtor Walter Coblenz trouxeram para as telas a história dos dois jornalistas que foram cruciais para esse resultado.

Voltamos então para 1976 para conversar sobre Todos os Homens do Presidente (All the President’s Men), com Dustin Hoffman, Robert Redford no elenco.

Aqui quem fala é Tiago Lira (@otigre1982) e bem-vindos mais uma vez ao TigreCast

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Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos | Crítica | Warcraft (2016) EUA

Warcraft (2016)

Com Travis Fimmel, Paula Patton, Ben Foster, Dominic Cooper, Toby Kebbell, Ben Schnetzer e Robert Kazinsky. Roteirizado por Charles Leavitt e Duncan Jones. Baseado nos personagens de Chris Metzen. Dirigido por Duncan Jones (Contra o Tempo).

Cansativo, previsível e extremamente bem feito, Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos sofre da sina da transposição do mundo dos games para o cinema.


3/10 - "tem um Tigre no cinema"Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos
cansa. Infelizmente, é uma experiência terrível para todos os sentidos. Ação demais e tempo de menos para assimilar os elementos. Não bastasse ser um filme de magia genérico – mesmo que não fossemos esperar mais que isso – tem atuações horríveis, é mal editado, conta com uma trilha sonora que não para de martelar na sua cabeça e tem um dos piores males do cinema de entretenimento, que é ter sido criado claramente para ser uma saga cinematográfica, sofrendo do mal de não se fechar em si. Ainda que seja deslumbrante e extremamente bem feito na área do som e dos efeitos especiais, é uma produção sequer divertida.

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Alice Através do Espelho | Crítica | Alice Through the Looking Glass (2016) EUA

Alice Através do Espelho (2016)

Com Johnny Depp, Anne Hathaway, Mia Wasikowska, Rhys Ifans, Helena Bonham Carter, Sacha Baron Cohen, Alan Rickman, Stephen Fry, Michael Sheen e Timothy Spall. Roteirizado por Linda Woolverton, baseado nos personagens de Lewis Carroll. Dirigido por James Bobin (Muppets 2: Procurados e Amados)

Sem graça e sem alma, Alice Através do Espelho é o pior da indústria cinematográfica: um entretenimento belo e vazio.

3/10 - "tem um Tigre no cinema"Se a primeira adaptação do universo de Lewis Caroll nas mãos de Tim Burton era uma aventura passageira, a continuação é menos que um reflexo do primeiro. Alice Através do Espelho peca por se concentrar demais no vislumbre visual que é – tanto que a sinopse dada no canal oficial do Youtube da Disney destaca mais as partes técnicas – sem ter o cuidado de criar uma história no mínimo cativante. Pelo contrário, é uma narrativa óbvia demais, que mal serve para divertir o espectador ou até mesmo crianças. É o retrato extremo dos blockbusters, feito na esperança de arrancar algum dinheiro da plateia incauta.

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Filmes que nunca foram | TigreCast #135 | Podcast


Filmes que nunca foram | Podcast

Você já parou pra pensar por que alguém faz um filme? Assim como a literatura, o filme fez parte do sonho de alguém. Eu acredito até mesmo na boa intenção de gente como Michael Bay que achou que seria legal ver robôs gigantes se estapeando… Até os piores dos filmes tem boas intenções. Alguém, dentro do seu universo pessoal, acreditou que aquele roteiro tinha potencial, longe da perfeição, mas que merecia ser compartilhado com as pessoas.

Os grandes estúdios de Hollywood lançam cerca de 150 filmes por ano, e a Writer’s Guild of America – o sindicato dos roteiristas dos Estados Unidos – registram 50 mil roteiros por ano. Mas, no fim das contas, o que faz certos sonhos não acontecerem?

Aqui quem fala é Tiago Lira (@otigre1982), e sejam bem-vindos ao TigreCast – num formato diferente e na quarta pra você aproveitar o feriado :)

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Jogo do Dinheiro | Crítica | Money Monster (2016) EUA

Jogo do Dinheiro (2006)

Com George Clooney, Julia Roberts, Jack O’Connell, Dominic West, Caitriona Balfe, Giancarlo Esposito. Roteirizado por Alan Di Fiore, Jim Kouf, Jamie Linden. Dirigido por Jodie Foster.

Em Jogo do Dinheiro a diretora Jodie Foster dá as rédeas da trama às mulheres, enquanto explica como é sujo o mundo financeiro.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"Você é um fracassado: é isso que a mídia quer te fazer acreditar e que tudo se resolveria com roupas de marca ou a compra de um carro. Dizem os economistas que 99% de nós nadam entre tubarões. Em Jogo do Dinheiro a diretora Jodie Foster nos mostra uma nação inescrupulosa, midiática, imediatista e iludida. Além do óbvio contexto socioeconômico, ela nada entre seus próprios predadores, numa Hollywood que dá poucas chances às mulheres na direção e em papeis de destaque. Então ela subverte contextos, alguns poderiam até dizer exageradamente, mas se você pensar o quanto papeis femininos foram relegados a secretárias bonitas, é justificado.

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