A Última Ressaca do Ano | Crítica | Office Christmas Party, 2016, EUA

A Última Ressaca do Ano (2016)

Elenco: Jason Bateman, Olivia Munn, T. J. Miller, Jillian Bell, Courtney B. Vance, Kate McKinnon, Jennifer Aniston | Roteiro: Justin Malen, Laura Solon, Dan Mazer | Argumento: Jon Lucas, Scott Moore, Timothy Dowling, Guymon Casady | Direção: Will Speck, Josh Gordon

A Última Ressaca do Ano funcionaria se fosse um curta metragem ou um daqueles especiais de fim de ano.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A Última Ressaca do Ano é um filme que lembra aqueles quadros de festas da televisão que reúne alguns nomes conhecidos – outros nem tanto – numa descompromissada diversão para encerrar o ano em alto astral. E se fosse isso, um programa curto com trinta minutos ou mesmo uma hora, funcionaria melhor. O que acontece é que não há muito história para analisar e o resultado final é esticado para quase cem minutos, mais comerciais, que servem para preencher um horário na sala de cinema. O resultado é um filme com algumas risadas, mas não o suficiente para sair mais leve do que quando entramos.

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O Senhor dos Anéis: As Duas Torres | TigreCast #154 | Podcast

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres | TigreCast #154

… There’s some good in this world, Mr. Frodo… and it’s worth fighting for“. – Samwise

Quantas, me digam quantas trilogias mantém a qualidade em todos os filmes? Pra cada Poderoso Chefão existe um Velozes e Furiosos. Pra cada De Volta para o Futuro temos três ou quatro adaptações de futuro distópico… Então, vamos falar de coisa boa, de novo? Continuando para Mordor, seguindo Frodo e Sam, Legolas, Gimli e Aragorn, voltamos para a Terra Média e para o Senhor dos Anéis com AS DUAS TORRES!

Tiago Lira (@tiagoplira), Matheus Des (@matheusdes) e Thiago Damasceno discutem a filmografia de 2002, os novos atores e atriz – Bernard Hill, Karl Urban, Miranda Otto, Brad Dourif, David Wenham e John Noble – e as suas carreiras. Falamos da divisão da narrativa em duas e como Peter Jackson diferencia esses cenários. A grande importância dos detalhes, um dos primeiros memes do Youtube, as mensagens ecológicas e a questão de como o povo oriental é retratado na história. Também de como a montagem do Entebate dá o tom das cenas de ação, como ego, superego e id são representados na história e os maiores signos da história.

E seria Saruman o Donald Trump da Terra Média?

E ESTAMOS DE VOLTA!

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O Filho Eterno | Crítica | 2016, Brasil

O Filho Eterno (2016)

Elenco: Marcos Veras, Débora Falabella, Pedro Vinícius, Uyara Torrente, Zeca Cenovicz, Augusto Madeira | Roteiro: Leonardo Levis | Baseado em: O Filho Eterno (Cristovão Tezza) | Direção: Paulo Machline (Trinta)

O Filho Eterno é um bom drama que traz consigo os aprendizados que temos pelo amor ou pela dor.

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Se existe uma grande lição que a vida te dá é que nossos planos são uma ilusão. Sempre acreditamos que não vai acontecer conosco, até que acontece e, em desespero, procuramos culpados ao invés de entendimento. O Filho Eterno é um drama que conta com esse peso de termos de encarar a vida com todas essas surpresas e como aprendemos pelo amor ou pela dor. É uma produção nacional fora dos padrões que somos saturados na comédia nacional ao abordar a Síndrome de Down que assim como muitos outros problemas – incluindo os sociais – preferimos fingir não estar lá, além de mostrar uma mensagem sobre inclusão.

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Sully: O Herói do Rio Hudson | Crítica | Sully, 2016, EUA

Sully: O Herói do Rio Hudson (2016)

Elenco: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney | Roteiro: Todd Komarnicki | Baseado em: Highest Duty: My Search for What Really Matters (de Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow) | Direção: Clint Eastwood (Sniper Americano)

Sully: O Herói do Rio Hudson é mais uma produção ufanista de Clint Eastwood e com alguns pontos positivos.

7/10 - "tem um Tigre no cinema"Clint Eastwood dirige mais um filme de Clint Eastwood. A redundância não é exagerada pois Sully: O Herói do Rio Hudson é feito por um estadunidense para os estadunidenses – o que em si não é um problema. A questão é que o diretor não se decide se quer fazer um filme narrativo ou um documentário. Se não fosse essa aura que envolve o filme e outras escolhas de montagem que não permitem que a história vá para frente, a produção se sairia melhor. Por outro lado, é uma homenagem às pessoas que manejam pequenos ou grandes atos no seu dia-a-dia e às diferenças que elas fazem nas vidas das pessoas à sua volta.

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De Palma | Crítica | De Palma, 2016, EUA

De Palma (2016)

Elenco: Brian De Palma | Direcão: Noah Baumbach (Frances Ha), Jake Paltrow

De Palma é essencial para qualquer amante de cinema, e ponto final!

10/10 - "tem um Tigre no cinema"

Existem poucas oportunidades de ouvir da própria boca dos mestres seus ensinamentos. Portanto, De Palma é um filme obrigatório para qualquer fã da sétima arte. São quase duas horas absorvendo palavras, curiosidades e histórias engraçadas desse diretor que começou como muitos nos anos 1960, tornando-se relevante nos 1970 e que ainda hoje é reconhecido. É um daqueles filmes referência, que deve ser revisitado pela experiência que o diretor nos passa cobrando tão pouco. É uma catarse e paixão cinéfila pura. Simples na execução e tão cheia do que dizer, o documentário é necessário para entender melhor Hollywood e o Cinema.

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Rainha de Katwe | Crítica | Queen of Katwe, 2016, EUA

Rainha de Katwe (2016)

Elenco: David Oyelowo, Lupita Nyong’o, Madina Nalwanga | Roteiro: William Wheeler | Baseado em: The Queen of Katwe: A Story of Life, Chess, and One Extraordinary Girl’s Dream of Becoming a Grandmaster (Tim Crothers) | Direção: Mira Nair

Rainha de Katwe é uma contagiante história de superação e uma importante produção para a representatividade negra e feminina.

 

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Há uma alegria contagiante em Rainha de Katwe. Ao invés de se perder no melodrama, a diretora Mira Nair prefere contar a força de um povo num filme onde a crítica social anda de mãos dadas com o entretenimento do cinema. As cenas que se passam na favela de Katwe são duras e muitas vezes tristes, mas o lugar não é usado como muleta narrativa. Os acontecimentos dali tem a função de nos tirarem do lugar de conforto, uma realidade que a maioria de nós não vive. O cinema torna-se então uma plataforma para uma cultura pouco explorada em produções ocidentais, quebrando paradigmas hollywoodianos com um elenco majoritariamente negro e com uma mulher na direção para sair do marasmo tão conhecido por nós.

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Elis | Crítica | 2016, Brasil

Elis (2016)

Elenco: Andréia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler, Lucio Mauro Filho, Julio Andrade, Zécarlos Machado, Rodrigo Pandolfo, Icaro Silva, César Troncoso, Isabel Wilker, Bruce Gomlevsky | Roteiro: Luiz Bolognesi, Vera Egito, Hugo Prata | Direção: Hugo Prata

Elis é uma cinebiografia que homenageia uma das maiores vozes da MPB sem esconder seus defeitos.

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Quantos menos adjetivos para descrever uma obra, melhor. Então é mais que justo dizer que Elis é um grito. Hugo Prata grita Elis em todos os cantos do seu filme, tão forte quanto a voz característica da musa da Música Popular Brasileira. O filme é uma ode de paixão à uma cantora que foi querida por tantos, mas sem deixar de lado as imperfeições de seus rastros na sua curta passagem de trinta e seis anos nesse planeta. É uma daquelas obras pensadas tanto para apresentar detalhes da vida para aqueles que não a conheciam bem e para quem já é fã da artista.

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Jack Reacher: Sem Retorno | Crítica | Jack Reacher: Never Go Back, 2016, EUA

Jack Reacher: Sem Retorno (2016)

Elenco: Tom Cruise, Cobie Smulders, Danika Yarosh, Austin Hébert, Patrick Heusinger, Aldis Hodge, Holt McCallany e Robert Catrini | Roteiro: Richard Wenk, Edward Zwick, Marshall Herskovitz | Baseado em: Jack Reacher: Sem Retorno (Lee Child) | Direção: Edward Zwick (O Último Samurai).

 

Jack Reacher: Sem Retorno continua equilibrando ação e humor, mas falha ao apelar para o sentimentalismo barato.

 

5/10 - "tem um Tigre no cinema"É extremamente difícil fazer filmes de ação, e já há algum tempo. Fugir de clichês, personagens estereotipados é um grande desafio para qualquer um que entre nessa jogada. Jack Reacher: Sem Retorno sofre desse mal. Se na aventura anterior o personagem era colocado em situações impossíveis, compensadas por boas cenas de ação e homenageando o estilo, a continuação parece sem propósito exatamente por esse motivo. A história de 2013 fazia sentido porque outros personagens e filmes fizeram que o ex-major existisse, mas a continuação serve apenas para referenciar o próprio personagem. E ao incluir uma trama de cunho pessoal, a aventura apela para o piegas. Ainda é divertido, mas claramente sem lugar para se destacar.

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A Chegada | Crítica | Arrival, 2016, EUA

A Chegada (2016)

Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Tzi Ma | Roteiro: Eric Heisserer (Quando as Luzes se Apagam) | Baseado em: A História da sua vida (Ted Chiang) | Direção: Denis Villeneuve (Sicario: Terra de Ninguém)

A Chegada é um dos melhores exemplos da ficção científica mais séria e merece ser explorada mais de uma vez.

10/10 - "tem um Tigre no cinema"A ficção científica mais nobre, aquela passa longe do kitsch, serve de reflexão para a humanidade. Ainda que seres alienígenas e naves espaciais sejam improváveis de existirem, pelo menos para uma grande parte do mundo, precisamos dissecar a mensagem que vem em forma de alegoria. A Chegada entra nesse seleto grupo. Não é preciso então louvar os efeitos técnicos da produção que tem muito mais a dizer além do simples fato de não estarmos sozinhos no universo. Villeneuve, acertando pela quinta vez seguida, usa de símbolos para falar sobre a maior das nossas ferramentas, subverte conceitos e faz um chamado importante para todos os povos desse planeta que habitamos.

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É Apenas o Fim do Mundo | Crítica | Juste la fin du monde, 2016, Canadá-França

É Apenas o Fim do Mundo (2016)

Elenco: Gaspard Ulliel, Léa Seydoux, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Nathalie Baye | Roteiro: Xavier Dolan | Baseado em: Juste la fin du monde (Jean-Luc Lagarce) | Direção: Xavier Dolan (Mommy)

Xavier Dolan descarta uma boa história por esquecer que está fazendo cinema em É Apenas o Fim do Mundo.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Podemos enxergar no cerne de É Apenas o Fim do Mundo um discurso interessante. Adaptado de uma peça teatral, portanto fora da originalidade do diretor, é a história do filho pródigo e suas consequências da volta para casa. Apesar da sensibilidade inerente ao tema, o desenvolvimento da narrativa não funciona. Dolan não entendeu que estava tratando de cinema e não de teatro, e a passagem de uma arte para outra, pelo menos nas mãos do canadense, é cheia de problemas que passam pela montagem, diálogos, dinamismo e até na direção de personagens. A pessoalidade da trama é totalmente apagada por esses motivos, frustrando o drama proposto.

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Animais Fantásticos e Onde Habitam | Crítica | Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016, Reino Unido

Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016)

Elenco: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Ezra Miller, Samantha Morton, Jon Voight, Carmen Ejogo, Colin Farrell | Roteiro: J. K. Rowling | Baseado em: Fantastic Beasts and Where to Find Them (J. K. Rowling) | Direção: David Yates (A Lenda de Tarzan)

Animais Fantásticos e Onde Habitam é uma história bem simples, com momentos divertidos e que tenta agradar uma nova geração para o universo de J.K. Rowling.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"Existem dois pontos positivos em Animais Fantásticos e Onde Habitam: em primeiro lugar, é um filme bem divertido. E em segundo, contém-se em si mesmo (quase), sem a necessidade extrema de uma continuação – ainda que saibamos que ela irá acontecer. Rowling e Yates revisitam o Mundo Bruxo™ com uma mistura de saudosismo com um olhar para frente. Os fãs de Harry Potter e companhia se sentirão bem ao revisitar o universo iniciado pela autora em 1997, mas precisarão entender que esse filme não foi feito para quem cresceu com o bruxo. A proposta é de alcançar um público hoje infanto-juvenil, numa produção que tem o espírito pueril da primeira aventura de Potter. O que torna a produção muito simples em geral.

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Snowden: Herói ou Traidor | Crítica | Snowden, 2016, EUA

Snowden: Herói ou Traidor (2016)

Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo, Tom Wilkinson, Zachary Quinto, Rhys Ifans, Nicolas Cage | Roteiro: Oliver Stone, Kieran Fitzgerald | Baseado em: The Snowden Files (Luke Harding) e Time of the Octopus (Anatoly Kucherena) | Direção: Oliver Stone (Selvagens)

 

Em Snowden: Herói ou Traidor deixa a sutileza de lado para se posicionar sobre a figura de um dos homens mais controversos da América.

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Falta sutileza no trabalho de Oliver Stone, mas ele sempre foi assim. Para o diretor Snowden: Herói ou Traidor representa o tempo que vivemos, e que mais trabalhos assim são necessários. A cinebiografia é a admiração de Stone à controversa figura e o posicionamento do diretor sobre a política de seu país, sem se preocupar em poupar lados, assim como seu protagonista, desagradando tanto Democratas quanto Republicanos. O nova-iorquino está numa missão de mostrar as coisas que acreditam ser o mal do país, representado por líderes, agências obscuras e a própria inanição de seus compatriotas. Se parecer um exagero Stone ser tão direto nas suas obras é porque ele crê que o momento pede um tratamento de choque, levado por meio da sétima arte.

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