Nerve – Um Jogo Sem Regras | Crítica | Nerve (2016) EUA

Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016)

Elenco: Emma Roberts, Dave Franco, Emily Meade, Juliette Lewis | Roteiro: Jessica Sharzer | Baseado em: Nerve, de Jeanne Ryan | Direção: Henry Joost, Ariel Schulman (Atividade Paranormal 4)

Nerve – Um Jogo Sem Regras pode servir como porta de entrada para outros exemplos mais eficientes do gênero jovem adulto, porém falta imaginação e ousadia à narrativa.

5/10 - "tem um Tigre no cinema"É de se espantar mais uma adaptação do gênero jovem adulto? É como os filmes de Super-Herois, sempre vai ter mais um. Em Nerve – Um Jogo Sem Regras (é de se estranhar o subtítulo nacional, já que o jogo tem regras e deixa isso bem explícito) há o triângulo amoroso, a protagonista saindo de sua zona de conforto e uma leve, mas muito leve mesmo, crítica social. A verdade é que os produtores pouco se importam com qualidade. Mesmo com alguns elementos interessantes durante a projeção, o gênero está tão saturado que a sensação dentro da sala escura do cinema é querer que tudo acabe logo.

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Pets: A Vida Secreta dos Bichos | Crítica | The Secret Life of Pets (2016) EUA

Pets – A Vida Secreta dos Bichos (2016)

Elenco: Louis C.K., Eric Stonestreet, Kevin Hart, Steve Coogan, Ellie Kemper, Bobby Moynihan, Lake Bell, Dana Carvey, Hannibal Buress, Jenny Slate, Albert Brooks | Roteiro: Brian Lynch, Cinco Paul, Ken Daurio | Direção: Chris Renaud, Yarrow Cheney

Pets – A Vida Secreta dos Bichos pode ser definido como fofo, apostando fortemente nisso e é mais um exemplo da capacidade técnica da animação 3D. Mas não vai além disso.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"Nós amamos nossos bichos de estimação, alguns como seus próprios filhos. Então, qualquer uma dessas pessoas automaticamente se identificará com Pets – A Vida Secreta dos Bichos, principalmente nos primeiros minutos de projeção. No entanto, depois desse momento extremamente fofo, percebe-se que essa é uma produção com muito por fora, mas com pouco conteúdo. Fica a sensação que o filme foi feito com um proposito maior de vender brinquedos de seus adoráveis personagens do que contar uma boa história. Tudo o que vemos na tela se é inversamente proporcional à estrutura, tornando a animação em algo sem alma que é suportável apenas por algumas homenagens e pela curta duração.

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O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel | TigreCast #146 | Podcast


O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel |TigreCast #146

All we have to decide is what to do with the time that is given to us.” – Gandalf

Tem gente que diz que certas obras são inadaptáveis para o cinema. Mas isso não quer dizer que transcrever, transpor, página por página, é que não dá certo? Hoje vamos começar um projeto de trilogias. Hoje vamos falar sobre O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring), filme que adapta a obra de J.R.R. Tolkien e dirigido por Peter Jackson.

No podcast de hoje, Tiago Lira (@tiagoplira), Marcelo Paradella (@bolapucc) e Matheus Des (@matheusdes) voltam à 2001 para falar da filmografia daquele ano. Como um diretor de filmes trash como Fome Animal, Trash – Náusea Total e uma porcariazinha como Os Espíritos (de 1996) vendeu um projeto desses? E que elenco é esse hein? Conversamos também sobre o próprio Tolkien e seu estilo de escrita.

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Quando as Luzes se Apagam | Crítica | Lights Out (2016) EUA

Quando as Luzes se Apagam (2016)

Elenco: Teresa Palmer, Gabriel Bateman, Billy Burke, Maria Bello | Roteiro: Eric Heisserer | Direção: David F. Sandberg

Apesar de alguns clichês do gênero, Quando as Luzes se Apagam consegue ampliar com competência o que já era bom do curta original.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"O maior desafio de David F. Sandberg era transportar para longa metragem o excelente – e eficiente – curta de 2013. Quando as Luzes se Apagam estende a ideia original e do medo primário que muitos de nós tivemos pelo menos em alguma parte da vida. Mesmo que o diretor, em conjunto com o roteirista Eric Heisserer, abuse de alguns clichês do gênero do terror, ele é eficiente na maior parte da história. Como outros cineastas tem percebido o horror do tipo monstro da semana, levado a matar sem propósito – apena o susto pelo susto – precisa ser deixado para trás.

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A Trilogia Bourne | TigreCast #145 | Podcast


A Trilogia Bourne | TigreCast #145 | Podcast

No podcast de hoje, Tiago Lira (@tiagoplira) e Matheus Des (@matheusdes) conversam sobre os três primeiros filmes do agente sem memória: A Identidade Bourne (2002), A Supremacia Bourne (2004) e O Ultimato Bourne (2007) para nos prepararmos para a continuação Jason Bourne.

E sim, estamos de volta!

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Perfeita é a Mãe | Crítica | Bad Moms (2016) EUA

Perfeita é a Mãe (2016)

Elenco: Mila Kunis, Kristen Bell, Kathryn Hahn, Annie Mumolo, Jada Pinkett Smith, Christina Applegate | Roteiro e Direção: Jon Lucas, Scott Moore

Engraçado em vários momentos, Perfeita é a Mãe é uma boa comédia mas que peca muito na atuação da  trio principal.

6/10 - "tem um Tigre no cinema"O grande destaque de Perfeita é a Mãe é o protagonismo feminino, mesmo que o filme em si não tenha sido escrito nem dirigido por nenhuma. Ainda que tenha sido produzido por Suzanne Todd e Mark Kamine, fica no ar como seria a abordagem se fosse houvesse mulheres escrevendo ao invés de Jon Lucas e Scott Moore. Mesmo com a inevitável comparação com Se Beber, Não Case (The Hangover, 2009) – e suas continuações – a nova produção diverte em vários momentos, ainda que a atuação das protagonistas deixe a desejar. Além de ser uma produção até reflexiva sobre o que é ser mãe, mas sem ir demasiadamente ao drama disso em favor do gênero do filme.

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Quanto Mais Quente Melhor | TigreCast #144 | Podcast


Quanto Mais Quente Melhor | TigreCast 144

Well, nobody’s perfect!” – Osgood Fielding III

Era 1959, época de ouro de Hollywood, grandes épicos estavam sendo apresentados para o público. Imaginem como era conservadora aquela sociedade e como Billy Wilder foi corajoso ao mostrar homens se vestindo de mulheres, fazendo uma comédia sim um tanto vulgar, mas que mostra como era versátil o diretor. Hoje vamos relembrar uma das comédias mais celebradas do cinema americano: Quanto Mais Quente, Melhor (Some Like It Hot, 1959), dos saudados Billy Wilder, Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon.

No TigreCast de hoje, Tiago Lira, Cliff e Marcelo Zagnoli falam da versalidade do diretor que já apareceu por aqui três vezes, da filmografia do ano de 1959, da beleza de Marilyn Monroe em oposição à sua capacidade de memorizar falas e da carreira do trio dessa comédia ousada e atemporal.

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Jason Bourne | Crítica | Jason Bourne (2016) EUA

Jason Bourne (2016)

Elenco: Matt Damon, Tommy Lee Jones, Alicia Vikander, Vincent Cassel, Julia Stiles, Riz Ahmed | Roteiro: Paul Greengrass, Christopher Rouse | Direção: Paul Greengrass (Voo United 93)

7,5 - "tem um Tigre no cinema"Jason Bourne volta homenageando o próprio passado e é um presente para seus fãs.

O maior desafio de Paul Greengrass era tornar Bourne relevante novamente. É um exagero dizer que o novo filme revitaliza a franquia, quando em si ele a homenageia e apenas a atualiza com elementos conhecidos por nós. Sendo essa a terceira vez que dirige o personagem, Jason Bourne é tudo que já vimos desde o filme de 2002, com os mesmos arcos dramáticos, os mesmos conflitos e o mesmo clichê do chefe que tenta esconder seus planos dos comandados. Em suma, é Bourne: muito intenso, com câmeras tremendo, uma sensação de realismo e o equilíbrio que são marcas do diretor.

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O Bom Gigante Amigo | Crítica | The BFG (2016) EUA

O Bom Gigante Amigo (2016)

Com Mark Rylance, Ruby Barnhill, Penelope Wilton, Jemaine Clement, Rebecca Hall, Rafe Spall, Bill Hader. Roteirizado por Melissa Mathison, baseado no romance de Roald Dahl. Dirigido por Steven Spielberg (Ponte dos Espiões).

Pensado para audiências muito infantis, O Bom Gigante Amigo tem belos momentos visuais, mas falha em contar uma história interessante.

4/10 - "tem um Tigre no cinema"A história de Roald Dahl provavelmente encantou muitas crianças, e talvez tenha ampliado seu alcance com a animação de 1989. E nessa época nostálgica que vivemos – olhe ao seu redor a quantidade de filmes que trazem clássicos da infância ou os homenageiam – parecia certeira a opção de Spielberg em trazer para o cinema O Bom Gigante Amigo. Porém, nem o diretor e nem a roteirista Melissa Mathison conseguem transformar o original em algo interessante durante a projeção, apostando no CGI e no belo visual. É um filme com um escopo pequeno, agradando apenas crianças muito novas – de dez anos, no máximo – mas que funcionaria melhor como um episódio curto para a televisão.

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Um Dia Perfeito | Crítica | A Perfect Day (2016) Espanha

Um Dia Perfeito (2016)

Com Benicio del Toro, Tim Robbins, Olga Kurylenko, Mélanie Thierry, Fedja Štukan. Roteirizado por Fernando León de Aranoa, baseado no original de Dejarse Llover. Dirigido por Fernando León de Aranoa.

Mesmo sem dar um tiro ou fazer uma explosão, Um Dia Perfeito é um filme de guerra tenso, mas que consegue equilibrar outros elementos da vida.

8/10 - "tem um Tigre no cinema"A maioria dos filmes sobre conflitos armados buscam deixar a audiência num estado de tensão, mas poucos conseguem fazer isso sem dar um tiro ou mostrar explosões. Um Dia Perfeito mantém o espectador na beira da poltrona, mas equilibra muito bem outros elementos. O drama é presente, mas, assim como a vida de qualquer um, tem momentos doces e engraçados. Essas vinte e quatros horas que os personagens convivem atrás de coisas tão simples poderia facilmente cair para o formular, com grandes perseguições e muitas armas sendo apontadas e ameaças sendo feitas. É uma quebra interessante que reflete o lado bom da humanidade que existe mesmo dentro de um cenário terrível.

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Scarface | TigreCast #143 | Podcast

Scarface | TigreCast 143

Say hello to my litte friend!” – Tony Montana

Hoje vamos falar do sonho americano… com uma pitada de vingança. Vamos pela primeira vez para 1983, ano de um filme muito popular, muito violento e que marcou o cinema americano naquela década. Vamos falar de uma refilmagem, afinal de contas Hollywood nunca escapa disso, mas é um ótimo exemplo: Scarface, do diretor Brian de Palma, com roteiro de Oliver Stone e contando no elenco com a excelente Michele Pfeiffer e o grande Al Pacino.

Hoje com Tiago Lira (@otigre1982) e Cliff conversando sobre 1983, a trilha eletrônica de Giorgio Moroder, de movimentos de câmera e até um pouco sobre a história americana.

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Dois Caras Legais | Crítica | The Nice Guys (2016) EUA

Dois Caras Legais (2016)

Com Russell Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice, Matt Bomer, Margaret Qualley, Keith David e Kim Basinger. Roteirizado por Shane Black e Anthony Bagarozzi. Dirigido por Shane Black (Homem de Ferro 3).

Dois Caras Legais é engraçado, subverte um tema muito conhecido e ainda consegue ser socialmente relevante.

9/10 - "tem um Tigre no cinema"Poucos filmes conseguem misturar uma série de gêneros, e quando a comédia é o tema principal, parece mais difícil não apelar para o pastelão. Pois Dois Caras Legais é umas das melhores comédias do ano, incorporando temas nonsense e outros vindos do cinema noir, subverte o tira bom e tira mau, e ainda consegue encaixar um drama familiar sem ficar expondo isso a todo o momento. Há também um tema eco-político que, na brincadeira, faz uma crítica ao capitalismo e à indústria automobilística americana. Ritmo, piadas e a canastrice são pontos altos da produção que veio para revitalizar o estilo buddy cop.

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